MENSAGEM DO PAPA PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ

"Se queres a paz, cuidas da criação"

1. Por ocasião do início do Ano Novo, desejo expressar os mais ardentes votos de paz a todas as comunidades cristãs, aos responsáveis das nações, aos homens e mulheres de boa vontade do mundo inteiro. Para este 43º Dia Mundial da Paz, escolhi o tema: "Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação". O respeito pela criação reveste-se de grande importância, designadamente porque "a criação é o princípio e o fundamento de todas as obras de Deus" e a sua salvaguarda torna-se hoje essencial para a convivência pacífica da humanidade(...)
Com efeito, se são numerosos os perigos que ameaçam a paz e o autêntico desenvolvimento humano integral, devido à desumanidade do homem para com o seu semelhante – guerras, conflitos internacionais e regionais, atos terroristas e violações dos direitos humanos –, não são menos preocupantes os perigos que derivam do desleixo, se não mesmo do abuso, em relação à terra e aos bens naturais que Deus nos concedeu. Por isso, é indispensável que a humanidade renove e reforce "aquela aliança entre ser humano e ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho".

2. Na Encíclica Caritas in veritate, pus em realce que o desenvolvimento humano integral está intimamente ligado com os deveres que nascem da relação do homem com o ambiente natural, considerado como uma dádiva de Deus para todos, cuja utilização comporta uma responsabilidade comum para com a humanidade inteira, especialmente os pobres e as gerações futuras. Assinalei também que corre o risco de atenuar-se, nas consciências, a noção da responsabilidade, quando a natureza e sobretudo o ser humano são considerados simplesmente como fruto do acaso ou do determinismo evolutivo. Pelo contrário, conceber a criação como dádiva de Deus à humanidade ajuda-nos a compreender a vocação e o valor do homem; na realidade, cheios de admiração, podemos proclamar com o salmista: "Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes?" (Sl 8, 4-5). Contemplar a beleza da criação é um estímulo para reconhecer o amor do Criador; aquele Amor que "move o sol e as outras estrelas ».

3. Há 20 anos, ao dedicar a Mensagem do Dia Mundial da Paz ao tema "Paz com Deus criador, paz com toda a criação", o Papa João Paulo II chamava a atenção para a relação que nós, enquanto criaturas de Deus, temos com o universo que nos circunda. "Observa-se nos nossos dias – escrevia ele – uma
consciência crescente de que a paz mundial está ameaçada (…) também pela falta do respeito devido à natureza". E acrescentava que esta consciência ecológica "não deve ser reprimida mas antes favorecida, de maneira que se desenvolva e vá amadurecendo até encontrar expressão adequada em programas e iniciativas concretas". Já outros meus predecessores se referiram à relação existente entre o homem e o ambiente; por exemplo, em 1971, por ocasião do 80º aniversário da Encíclica Rerum novarum de Leão XIII, Paulo VI houve por bem sublinhar que, "por motivo de uma exploração inconsiderada da natureza, [o homem] começa a correr o risco de a destruir e de vir a ser, também ele, vítima dessa degradação". E acrescentou que, deste modo, "não só o ambiente material se torna uma ameaça permanente – poluições e lixo, novas doenças, poder destruidor absoluto – mas é o próprio contexto humano que o homem não consegue dominar, criando assim para o dia de amanhã um ambiente global que se lhe poderá tornar insuportável. Problema social de grande envergadura, este, que diz respeito à inteira família humana".

4. Embora evitando de intervir sobre soluções técnicas específicas, a Igreja, "perita em humanidade", tem a peito chamar vigorosamente a atenção para a relação entre o Criador, o ser humano e a criação. Em 1990, João Paulo II falava de "crise ecológica" e, realçando o caráter prevalecentemente ético de que a mesma se revestia, indicava "a urgente necessidade moral de uma nova solidariedade". Hoje, com o proliferar de manifestações duma crise que seria irresponsável não tomar em séria consideração, tal apelo aparece ainda mais premente. Pode-se porventura ficar indiferente perante as problemáticas que derivam de fenômenos como as alterações climáticas, a desertificação, o deterioramento e a perda de produtividade de vastas áreas agrícolas, a poluição dos rios e dos lençóis de água, a perda da biodiversidade, o aumento de calamidades naturais, o desflorestamento das áreas equatoriais e tropicais? Como descurar o fenómeno crescente dos chamados "prófugos ambientais", ou seja, pessoas que, por causa da degradação do ambiente onde vivem, se vêem obrigadas a abandoná-lo – deixando lá muitas vezes também os seus bens – tendo de enfrentar os perigos e as incógnitas de uma deslocação forçada? Com não reagir perante os conflitos, já em ato ou potenciais, relacionados com o acesso aos recursos naturais? Trata-se de um conjunto de questões que têm um impacto profundo no exercício dos direitos humanos, como, por exemplo, o direito à vida, à alimentação, à saúde, ao desenvolvimento.

5. Entretanto, tenha-se na devida conta que não se pode avaliar a crise ecológica prescindindo das questões relacionadas com ela, nomeadamente o próprio conceito de desenvolvimento e a visão do homem e das suas relações com os seus semelhantes e com a criação. Por isso, é decisão sensata realizar uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento e também refletir sobre o sentido da economia e dos seus objetivos, para corrigir as suas disfunções e deturpações. Exige-o o estado de saúde ecológica da terra; reclama-o também e sobretudo a crise cultural e moral do homem, cujos sintomas há muito tempo que se manifestam por toda a parte. A humanidade tem necessidade de uma profunda renovação cultural; precisa de redescobrir aqueles valores que constituem o alicerce firme sobre o qual se pode construir um futuro melhor para todos. As situações de crise que está atravessando, de carácter econômico, alimentar, ambiental ou social, no fundo são também crises morais e estão todas interligadas. Elas obrigam a projetar de novo a estrada comum dos homens. Impõem, de maneira particular, um modo de viver marcado pela sobriedade e solidariedade, com novas regras e formas de compromisso, apostando com confiança e coragem nas experiências positivas realizadas e rejeitando decididamente as negativas. É o único modo de fazer com que a crise atual se torne uma ocasião para discernimento e nova projetação.

6. Porventura não é verdade que, na origem daquela que em sentido cósmico chamamos "natureza", há "um desígnio de amor e de verdade"? O mundo "não é fruto duma qualquer necessidade, dum destino cego ou do acaso, (…) procede da vontade livre de Deus, que quis fazer as criaturas participantes do seu Ser, da sua sabedoria e da sua bondade". Nas suas páginas iniciais, o livro do Gênesis introduz-nos no sábio projeto do cosmos, fruto do pensamento de Deus, que, no vértice, colocou o homem e a mulher, criados à imagem e semelhança do Criador, para "encher e dominar a terra" como "administradores" em nome do próprio Deus (cf. Gn 1, 28). A harmonia descrita na Sagrada Escritura entre o Criador, a humanidade e a criação foi quebrada pelo pecado de Adão e Eva, do homem e da mulher, que pretenderam ocupar o lugar de Deus, recusando reconhecer-se como suas criaturas. Em consequência, ficou deturpada também a tarefa de "dominar" a terra, de a "cultivar e guardar" e gerou-se um conflito entre eles e o resto da criação (cf. Gn 3, 17-19). O ser humano deixou-se dominar pelo egoísmo, perdendo o sentido do mandato de Deus, e, no relacionamento com a criação, comportou-se como explorador pretendendo exercer um domínio absoluto sobre ela. Mas o verdadeiro significado do mandamento primordial de Deus, bem evidenciado no livro do Gênesis, não consistia numa simples concessão de autoridade, mas antes num apelo à responsabilidade. Aliás, a sabedoria dos antigos reconhecia que a natureza está à nossa disposição, mas não como "um monte de lixo espalhado ao acaso", enquanto a Revelação Bíblica nos fez compreender que a natureza é dom do Criador, o Qual lhe traçou os ordenamentos intrínsecos a fim de que o homem pudesse deduzir deles as devidas orientações para a "cultivar e guardar" (cf. Gn 2, 15). Tudo o que existe pertence a Deus, que o confiou aos homens, mas não à sua arbitrária disposição. E quando o homem, em vez de desempenhar a sua função de colaborador de Deus, se coloca no lugar de Deus, acaba por provocar a rebelião da natureza, "mais tiranizada que governada por ele". O homem tem, portanto, o dever de exercer um governo responsável da criação, preservando-a e cultivando-a.

7. Infelizmente temos de constatar que um grande número de pessoas, em vários países e regiões da terra, experimenta dificuldades cada vez maiores, porque muitos se descuidam ou se recusam a exercer sobre o ambiente um governo responsável. O Concílio Ecuménico Vaticano II lembrou que "Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos". Por isso, a herança da criação pertence à humanidade inteira. Entretanto o ritmo atual de exploração põe seriamente em perigo a disponibilidade de alguns recursos naturais não só para a geração atual, mas sobretudo para as gerações futuras. Ora não é difícil constatar como a degradação ambiental é muitas vezes o resultado da falta de projetos políticos clarividentes ou da persecução de míopes interesses econômicos, que se transformam, infelizmente, numa séria ameaça para a criação. Para contrastar tal fenômeno, na certeza de que "cada decisão econômica tem consequências de caráter moral", é necessário também que a atividade econômica seja mais respeitadora do ambiente. Quando se lança mão dos recursos naturais, é preciso preocupar-se com a sua preservação prevendo também os seus custos em termos ambientais e sociais, que se devem contabilizar como uma parcela essencial da atividade econômica. Compete à comunidade internacional e aos governos nacionais dar os justos sinais para contrastar de modo eficaz, no uso do ambiente, as modalidades que resultem danosas para o mesmo. Para proteger o ambiente e tutelar os recursos e o clima é preciso, por um lado, agir no respeito de normas bem definidas mesmo do ponto de vista jurídico e econômico e, por outro, ter em conta a solidariedade devida a quantos habitam nas regiões mais pobres da terra e às gerações futuras.

8. Na realidade, é urgente a obtenção de uma leal solidariedade entre as gerações. Os custos resultantes do uso dos recursos ambientais comuns não podem ficar a cargo das gerações futuras. "Herdeiros das gerações passadas e beneficiários do trabalho dos nossos contemporâneos, temos obrigações para com todos, e não podemos desinteressar-nos dos que virão depois de nós aumentar o círculo da família humana. A solidariedade universal é para nós não só um fato e um benefício, mas também um dever. Trata-se de uma responsabilidade que as gerações presentes têm em relação às futuras, uma responsabilidade que pertence também a cada um dos Estados e à comunidade internacional". O uso dos recursos naturais deverá verificar-se em condições tais que as vantagens imediatas não comportem consequências negativas para os seres vivos, humanos e não humanos, presentes e vindouros; que a tutela da propriedade privada não dificulte o destino universal dos bens; que a intervenção do homem não comprometa a fecundidade da terra para benefício do dia de hoje e do amanhã. Para além de uma leal solidariedade entre as gerações, há que reafirmar a urgente necessidade moral de uma renovada solidariedade entre os indivíduos da mesma geração, especialmente nas relações entre os países em vias de desenvolvimento e os países altamente industrializados: "A comunidade internacional tem o imperioso dever de encontrar as vias institucionais para regular a exploração dos recursos não renováveis, com a participação também dos países pobres, de modo a planificar em conjunto o futuro. A crise ecológica manifesta a urgência de uma solidariedade que se projete no espaço e no tempo. Com efeito, é importante reconhecer, entre as causas da crise ecológica atual, a responsabilidade histórica dos países industrializados. Contudo, os países menos desenvolvidos e, de modo particular, os países emergentes não estão exonerados da sua própria responsabilidade para com a criação, porque o dever de adotar gradualmente medidas e políticas ambientais eficazes pertence a todos. Isto poder-se-ia realizar mais facilmente se houvesse cálculos menos interesseiros na assistência, na transferência dos conhecimentos e tecnologias menos poluidoras.

9. Um dos nós principais a enfrentar pela comunidade internacional é, sem dúvida, o dos recursos energéticos, delineando estratégias compartilhadas e sustentáveis para satisfazer as necessidades de energia da geração atual e das gerações futuras. Para isso, é preciso que as sociedades tecnologicamente avançadas estejam dispostas a favorecer comportamentos caracterizados pela sobriedade, diminuindo as próprias necessidades de energia e melhorando as condições da sua utilização. Ao mesmo tempo é preciso promover a pesquisa e a aplicação de energias de menor impacto ambiental e a "redistribuição mundial dos recursos energéticos, de modo que os próprios países desprovidos possam ter acesso aos mesmos". Deste modo, a crise ecológica oferece uma oportunidade histórica para elaborar uma resposta coletiva tendente a converter o modelo de desenvolvimento global segundo uma direção mais respeitadora da criação e de um desenvolvimento humano integral, inspirado nos valores próprios da caridade na verdade. Faço votos, portanto, de que se adote um modelo de desenvolvimento fundado na centralidade do ser humano, na promoção e partilha do bem comum, na responsabilidade, na consciência da necessidade de mudar os estilos de vida e na prudência, virtude que indica as ações que se devem realizar hoje na previsão do que poderá suceder amanhã.

10. A fim de guiar a humanidade para uma gestão globalmente sustentável do ambiente e dos recursos da terra, o homem é chamado a concentrar a sua inteligência no campo da pesquisa científica e tecnológica e na aplicação das descobertas que daí derivam. A "nova solidariedade", que João Paulo II propôs na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1990, e a "solidariedade global", a que eu mesmo fiz apelo na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009, apresentam-se como atitudes essenciais para orientar o compromisso de tutela da criação através de um sistema de gestão dos recursos da terra melhor coordenado a nível internacional, sobretudo no momento em que se vê aparecer, de forma cada vez mais evidente, a forte relação que existe entre a luta contra a degradação ambiental e a promoção do desenvolvimento humano integral. Trata-se de uma dinâmica imprescindível, já que "o desenvolvimento integral do homem não pode realizar-se sem o desenvolvimento solidário da humanidade". Muitas são hoje as oportunidades científicas e os potenciais percursos inovadores, mediante os quais é possível fornecer soluções satisfatórias e respeitadoras da relação entre o homem e o ambiente. Por exemplo, é preciso encorajar as pesquisas que visam identificar as modalidades mais eficazes para explorar a grande potencialidade da energia solar. A mesma atenção se deve prestar à questão, hoje mundial, da água e ao sistema hidrogeológico global, cujo ciclo se reveste de primária importância para a vida na terra, mas está fortemente ameaçado na sua estabilidade pelas alterações climáticas. De igual modo deve-se procurar apropriadas estratégias de desenvolvimento rural centradas nos pequenos cultivadores e nas suas famílias, sendo necessário também elaborar políticas idóneas para a gestão das florestas, o tratamento do lixo, a valorização das sinergias existentes no contraste às alterações climáticas e na luta contra a pobreza. São precisas políticas nacionais ambiciosas, completadas pelo necessário empenho internacional que há-de trazer importantes benefícios sobretudo a médio e a longo prazo. Enfim, é necessário sair da lógica de mero consumo para promover formas de produção agrícola e industrial que respeitem a ordem da criação e satisfaçam as necessidades primárias de todos. A questão ecológica não deve ser enfrentada apenas por causa das pavorosas perspectivas que a degradação ambiental esboça no horizonte; o motivo principal há-de ser a busca duma autêntica solidariedade de dimensão mundial, inspirada pelos valores da caridade, da justiça e do bem comum. Por outro lado, como já tive ocasião de recordar, a técnica "nunca é simplesmente técnica; mas manifesta o homem e as suas aspirações ao desenvolvimento, exprime a tensão do ânimo humano para uma gradual superação de certos condicionamentos materiais. Assim, a técnica insere-se no mandato de “cultivar e guardar a terra” (cf. Gn 2, 15) que Deus confiou ao homem, e há-de ser orientada para reforçar aquela aliança entre ser humano e ambiente em que se deve reflectir o amor criador de Deus".

11. É cada vez mais claro que o tema da degradação ambiental põe em questão os comportamentos de cada um de nós, os estilos de vida e os modelos de consumo e de produção hoje dominantes, muitas vezes insustentáveis do ponto de vista social, ambiental e até econômico. Torna-se indispensável uma real mudança de mentalidade que induza a todos a adotarem novos estilos de vida, "nos quais a busca do verdadeiro, do belo e do bom e a comunhão com os outros homens, em ordem ao crescimento comum, sejam os elementos que determinam as opções do consumo, da poupança e do investimento. Deve-se educar cada vez mais para se construir a paz a partir de opções clarividentes a nível pessoal, familiar, comunitário e político. Todos somos responsáveis pela proteção e cuidado da criação. Tal responsabilidade não conhece fronteiras. Segundo o princípio de subsidiariedade, é importante que cada um, no nível que lhe corresponde, se comprometa a trabalhar para que deixem de prevalecer os interesses particulares. Um papel de sensibilização e formação compete de modo particular aos vários sujeitos da sociedade civil e às organizações não-governamentais, empenhados com determinação e generosidade na difusão de uma responsabilidade ecológica, que deveria aparecer cada vez mais ancorada ao respeito pela "ecologia humana". Além disso, é preciso lembrar a responsabilidade dos meios de comunicação social neste âmbito, propondo modelos positivos que sirvam de inspiração. É que ocupar-se do ambiente requer uma visão larga e global do mundo; um esforço comum e responsável a fim de passar de uma lógica centrada sobre o interesse egoísta da nação para uma visão que sempre abrace as necessidades de todos os povos. Não podemos permanecer indiferentes àquilo que sucede ao nosso redor, porque a deterioração de uma parte qualquer do mundo recairia sobre todos. As relações entre pessoas, grupos sociais e Estados, bem como as relações entre homem e ambiente são chamadas a assumir o estilo do respeito e da "caridade na verdade". Neste contexto alargado, é altamente desejável que encontrem eficaz correspondência os esforços da comunidade internacional que visam obter um progressivo desarmamento e um mundo sem armas nucleares, cuja mera presença ameaça a vida da terra e o processo de desenvolvimento integral da humanidade actual e futura.


12. A Igreja tem a sua parte de responsabilidade pela criação e sente que a deve exercer também em âmbito público, para defender a terra, a água e o ar, dádivas feitas por Deus Criador a todos, e antes de tudo para proteger o homem contra o perigo da destruição de si mesmo. Com efeito, a degradação da natureza está intimamente ligada à cultura que molda a convivência humana, pelo que, « quando a “ecologia humana” é respeitada dentro da sociedade, beneficia também a ecologia ambiental". Não se pode pedir aos jovens que respeitem o ambiente, se não são ajudados, em família e na sociedade, a respeitar-se a si mesmos: o livro da natureza é único, tanto sobre a vertente do ambiente como sobre a da ética pessoal, familiar e social. Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros. Por isso, de bom grado encorajo a educação para uma responsabilidade ecológica, que, como indiquei na Encíclica Caritas in veritate, salvaguarde uma autêntica "ecologia humana" e consequentemente afirme, com renovada convicção, a inviolabilidade da vida humana em todas as suas fases e condições, a dignidade da pessoa e a missão insubstituível da família, onde se educa para o amor ao próximo e o respeito da natureza. É preciso preservar o patrimônio humano da sociedade. Este patrimônio de valores tem a sua origem e está inscrito na lei moral natural, que é fundamento do respeito da pessoa humana e da criação.


13. Por fim não se deve esquecer o fato, altamente significativo, de que muitos encontram tranquilidade e paz, sentem-se renovados e revigorados quando entram em contato direto com a beleza e a harmonia da natureza. Existe aqui uma espécie de reciprocidade: quando cuidamos da criação, constatamos que Deus, através da criação, cuida de nós. Por outro lado, uma visão correta da relação do homem com o ambiente impede de absolutizar a natureza ou de a considerar mais importante do que a pessoa. Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da "dignidade" de todos os seres vivos. Assim, se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem. Ao contrário, a Igreja convida a colocar a questão de modo equilibrado, no respeito da "gramática" que o Criador inscreveu na sua obra, confiando ao homem o papel de guardião e administrador responsável da criação, papel de que certamente não deve abusar mas também não pode abdicar. Com efeito, a posição contrária, que considera a técnica e o poder humano como absolutos, acaba por ser um grave atentado não só à natureza, mas também à própria dignidade humana.

14. Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação. A busca da paz por parte de todos os homens de boa vontade será, sem dúvida alguma, facilitada pelo reconhecimento comum da relação indivisível que existe entre Deus, os seres humanos e a criação inteira. Os cristãos, iluminados pela Revelação divina e seguindo a Tradição da Igreja, prestam a sua própria contribuição. Consideram o cosmos e as suas maravilhas à luz da obra criadora do Pai e redentora de Cristo, que, pela sua morte e ressurreição, reconciliou com Deus "todas as criaturas, na terra e nos céus" (Cl 1, 20). Cristo crucificado e ressuscitado concedeu à humanidade o dom do seu Espírito santificador, que guia o caminho da história à espera daquele dia em que, com o regresso glorioso do Senhor, serão inaugurados "novos céus e uma nova terra" (2 Pd 3, 13), onde habitarão a justiça e a paz para sempre. Assim, proteger o ambiente natural para construir um mundo de paz é dever de toda a pessoa. Trata-se de um desafio urgente que se há-de enfrentar com renovado e concorde empenho; é uma oportunidade providencial para entregar às novas gerações a perspectiva de um futuro melhor para todos. Disto mesmo estejam cientes os responsáveis das nações e quantos, nos diversos níveis, têm a peito a sorte da humanidade: a salvaguarda da criação e a realização da paz são realidades intimamente ligadas entre si. Por isso, convido todos os crentes a elevarem a Deus, Criador onipotente e Pai misericordioso, a sua oração fervorosa, para que no coração de cada homem e de cada mulher ressoe, seja acolhido e vivido o premente apelo: Se quiseres cultivar a paz, preserva a criação.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274948

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JOVENS - SÃO O FUTURO?

Quando o mundo diz que os jovens são o futuro, não o diz apenas porque somos os adultos de amanhã, nem para fugir da própria responsabilidade ou para transferir aos jovens algo concreto e sério a fim de que eles amadureçam. Por trás desta afirmativa está uma crença muito forte que diz estar na juventude o potencial de mudança. A cabeça dos jovens planeja o futuro. Esta geração é um celeiro de ideias. O mundo confia não só na imaginação, mas na capacidade dos jovens!(...)
Quando se acredita que os jovens podem mudar o mundo é porque o potencial de realizar vai além do imaginar. Sua disposição e seu vigor alimentam a semente dos sonhos e aspirações de um mundo novo.
Ser o futuro é muito mais que ser o povo de amanhã; é ser o pai e a mãe, o professor e o médico, o engenheiro e o advogado, o padre, o consagrado...
Ser o futuro é hoje imaginar, sonhar, projetar, mais que isso, empenhar-se em realizar.
Desde a época dos nossos pais se diz que os jovens são o futuro do Brasil. O mundo projeta na juventude a promessa de um mundo melhor. Neles se coloca a expectativa de que as coisas sejam diferentes. A esperança nos jovens sempre foi assim. Os jovens são o futuro do país, o mundo fala isso em todas as línguas. A sociedade espera da juventude o que não pôde realizar; espera de nós o que desistiu de tentar; espera que tenhamos a coragem que muitos não tiveram. Espera tudo isso porque sabe que a ousadia é própria dos jovens.
Percebemos, então, que nós não podemos mudar o mundo. Que toda esta expectativa, mais dia menos dia será frustrada. Tantos planos e projetos não se realizarão por nossas mãos. E quanto mais o tempo passa percebemos quão verdadeiras são as nossas limitações e quanto já se passou sem que fizéssemos algo grandioso.
Toda esta expectativa de mudança é reflexo de um mundo que deseja a vida eterna. Espera-se que alguém ou algo de alguma forma se manifeste e que aconteça logo. Por isso a geração seguinte. Por isso pessoas diferentes das que eles já conhecem. Por isso jovens tão ousados e corajosos, tão criativos e livres.
Bem que devíamos ter protestado contra essa idéia quando tínhamos apenas doze anos e escutamos esta frase pela primeira vez... Ou poderíamos ter esquecido tudo isso, sem impor, a nós mesmos, tamanha responsabilidade.
Mas, temos que encarar o futuro. E para concretizá-lo precisamos viver bem o presente. O mundo canta: “deixa acontecer naturalmente...” Nós, porém, como jovens cristãos, somos chamados a viver sobrenaturalmente. Aderindo aos planos de Deus promovemos a transformação do mundo. Conformado-nos à Sua vontade, mudando nosso presente, nos projetamos num amanhã completamente novo. Afinal, Cristo é a eterna novidade.
Quando somos plenamente jovens já somos santos, pois somos aquilo que Deus quer que sejamos. Nós respondemos! Mas, é Ele quem nos leva, nos impulsiona para o futuro, nos lança em águas mais profundas, nos capacita e Sua Vontade acontece. Ser jovem, é ser o que Deus pensa de nós como nos ensinou Teresa, a santa jovem de Lisieux. Quando somos jovens, vivemos o presente ao passo que renovamos a promessa de ser o futuro.
A esperança não é apenas dos nossos pais, professores, da sociedade ou dos nossos amigos, mas, principalmente, de Deus, que nos constitui seus filhos pelo Filho para n’Ele revelarmos o Pai e a esperança na vida eterna.
É próprio do ser humano desejar a plenitude, sonhar com o eterno, com o perfeito. E nós que conhecemos a Deus, o Perfeito, o Pleno, o Eterno, o Amor, testemunhamos como seus filhos este Céu.
Vivendo esta filiação realizaremos mudanças maiores que o que poderíamos planejar. Com Ele a nossa frente percorremos todos os caminhos. Vivemos uma juventude reconstruída pelo Amor e sem medo testemunhamos que a esperança é Cristo e que é esta esperança que nos faz ser jovens. Não uma juventude “de idade”, porque essa passa. Mas a juventude de esperar em Deus.
Com muita tranquilidade vamos acolhendo esta missão pessoal de mudar o mundo e de resplandecer a esperança no Cristo. Testemunhamos para o mundo a liberdade de não apenas esperar, mas de depender totalmente de Deus.
Assim, o mundo poderá deixar de esperar dos jovens, passando a desejar ser jovem, porque jovem é aquele que se lança e ousa em Deus. E com tantos jovens o mundo poderá ser transformado. A esperança de que isto aconteça no futuro poderá ser vivida no presente. O que era distante e apenas promessa passa a ser real. E tudo isso não podemos entender, mas em Cristo podemos viver a esperança de ser o futuro.

FONTE:
http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=4146

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FIM DE ANO - TUDO TEM SEU TEMPO E OCASIÃO

“Tudo tem seu tempo e ocasião”, diz o Eclesiastes. “Para cada coisa”, dirá outra tradução, “há um tempo debaixo do sol.” O autor continua a repetir as palavras, sem a menor pressa, criando, em sua narrativa, um ritmo que, por si só, expressa o que ele quer dizer: tudo tem seu tempo, tudo tem seu ritmo.

“Tempo de nascer, tempo de morrer;

tempo de plantar, tempo de colher;

tempo de derrubar, tempo de construir;

tempo de chorar, tempo de rir;(...)


tempo de fazer luto, tempo de bailar;

tempo de abraçar, tempo de separar-se;

tempo de procurar, tempo de perder;

tempo de calar, tempo de falar;

tempo de amar, tempo de odiar;

tempo de guerra, tempo de paz”.

Como não rezar com esta passagem a cada final de ano? Como vivi os tempos que o Senhor providenciou? Como acertei o meu passo ao sábio compasso que marca o ritmo da vida, de tudo o que existe debaixo do sol, inclusive eu? Quem nasceu? Quem morreu? Em que nasci? Em que morri? O que plantei? O que colhi? O que derrubei? O que construí? Como chorei? Como ri? Como vivi o luto e a dança? A quem acolhi? De quem parti? A quem deixei partir?

Como falei? Como calei? O que calei? Para que calei? O que falei? Como falei? Para que falei?

Odiei? Fiz guerra? Perdi, então, todo o meu ritmo, todo o meu tempo. Gastei inutilmente os tempos que o Senhor providenciou. Atravessei o compasso que marca o ritmo da vida, inclusive da minha. Matei e morri. Plantei, mas não colhi. Destruí. Se ri, foi pantomima. Se chorei, foi de desgosto. Se dancei, foi grotesco. Se acolhi, só foi a mim mesma. A tudo e a todos enxotei. Minhas palavras destruíram, meu silêncio foi omissão, falsa proteção a mim mesma. Odiei.

Amei? Então construí e promovi a paz, encontrei, então, o sábio ritmo da vida, o tempo interior só conhecido de quem ama. Aproveitei bem os tempos que me deu a Providência. Dancei, feliz e equilibrada, conduzida por meu divino par, ora valsas, ora noturnos, ora barcarolas, ora polcas e mazurcas, ao compasso que marca o ritmo da vida, de toda vida, da minha vida, da sua vida. Dancei, com toda a criação, com Deus e com os irmãos. Deixei-me conduzir pelo hábil Cavalheiro. Nasci e dei à luz. Plantei e colhi. Derrubei feiura, colhi beleza, bem, verdade. Ri, feliz ao acolher, nas dobras da renúncia do amor, meu irmão, a vida, as circunstâncias. Rodopiei, confiante e tranquila, a guardar segredos de amor em meu coração. Amei.

Ora amei, ora odiei? Natural. Sou pecadora. Sou imperfeita. Sou humana. Simplesmente vivi. Colhi os frutos do meu ódio e do meu amor.

Uma coisa sei que, com a mais absoluta certeza, tive, eu, assim como você: o amor do Pai em toda circunstância. A salvação do Filho todos os dias do nosso ano. A ação santificadora do Espírito, disponível em toda ocasião. Criador e criatura dançamos juntos, tal pai e filha na festa dos quinze anos, tal casal de noivos nas bodas, envolvidos, sempre, por muitos outros pares, milhares, milhões, bilhões de outros pares.

Chegamos ao fim de mais um ano em nossa bela sonata da vida. É preciso dar o comando de replay e assisti-la outra vez, serenamente, ouvindo detalhes perdidos na correria, na emoção dos acontecimentos: stacatos sutis, ligaduras ressonantes, fermatas desconcertantes.

Começa uma nova página. Quantos compassos teremos? Que temas se repetirão? Que novos tons serão adotados? Que novas frases musicais serão relidas, recriadas? Que outros instrumentos entrarão? Que interpretação escolheremos dar? Que passos criaremos? Como faremos a leitura, compasso a compasso?

Deus sabe! E é nisso que reside nossa tranquilidade, nossa confiança. Não conhecemos o que virá, mas pelos temas, frases, harmonias e compassos, pelo ritmo e pelo tom já tocados, sabemos que, tocada a quatro mãos, nossa composição será bela. O ritmo, por vezes sincopado, combinará com soluços. O compasso em sua batida convencional, evocará a rotina, que também revela beleza. As notas que voam, oração. As que ficam na memória, contemplação. As que marcam a base, convicção. As que desenham a melodia, inventividade.

Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Que a proposta de uma vida alucinada não nos seduza. Que o ritmo da evangelização, do amor, este, sim, seja alucinado, sem medida: Jesus tem sede, tem pressa. O ritmo interior, porém, este seja aquele secreto, confiante, sábio, paciente ritmo interior de Maria: “Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Tudo passa! Deus fica! Deus sabe! Para tudo há um tempo debaixo do sol. Não temo! Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe!”

Neste ano, conceda-nos Deus dançarmos tranquilos, ao ritmo interior do mistério da vida.

FONTE:
http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=11693

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FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!

QUE JESUS CRISTO RENASÇA EM NOSSOS CORAÇÕES
A CADA DIA E NOS DÊ UM 2010 REPLETO DE PAZ E PROSPERIDADE.
SÃO OS VOTOS DE TODOS OS QUE FAZEM
O CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS/A!!

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NASCIMENTO DE JESUS É CELEBRADO NOS DIFERENTES RITOS CATÓLICOS

A manjedoura é a mesma. O menino que ali repousa também.

Já as formas de celebrar o mistério da Encarnação, que dividiu épocas na história da humanidade, são as mais distintas possíveis.

Bizantino, Armênio, Antioqueno, Caldeu, Alexandrino e Latino. Através desses seis ritos, católicos mundo afora celebram os sacramentos e vivem sua fé(...)


"Existe a tendência de associar catolicidade apenas com o rito Latino Romano [predominante no Ocidente]", explica o doutor em Teologia e diretor da Faculdade Dehoniana (Taubaté-SP), padre Marcial Maçaneiro."É preciso uma abertura maior para perceber a beleza e a universalidade da Igreja, em suas diferentes manifestações", complementa.

O calendário pode ajudar na tarefa de explicar essas diferenças. As Igrejas do ocidente se baseiam no calendário gregoriano, que instituiu o nascimento de Cristo no dia 25 de dezembro.

"Os pagãos, nesse dia, celebravam o deus sol. Era preciso cristianizar essa data e apontar que a verdadeira luz se encontra em Jesus", salienta o padre Marcial.

Já nas igrejas orientais, especialmente as ortodoxas,não houve a necessidade de catequizar alguma data pagã. Além disso, por lá, segue-se o calendário juliano, no qual 6 de janeiro é o dia para celebrar o nascimento do Senhor.

"A presença das igrejas orientais no Ocidente é uma riqueza incalculável, pois ajuda todos os católicos a viver com mais intensidade sua fé", acredita o Eparca Maronita no Brasil, Bispo Dom Edgard Madi.

Bizantino

Os ícones são a característica principal da liturgia bizantina. Tanto que, mesmo no Natal, ao lado das imagens do presépio, encontra-se o grande ícone do Nascimento de Cristo.

Na Santa e Divina Liturgia [equivalente à Santa Missa para os católicos de rito Latino], não há leituras do Antigo Testamento. "Isso acontece apenas nas vésperas das grandes festas, em sinal de preparação para a Nova Aliança instituída por Jesus", explica o Metropolita da Igreja Católica Greco-Melquita no Brasil, Arcebispo Dom Fares Maakaroun.

Na véspera do Natal, as leituras são dos livros do Gênesis e do profeta Isaías.

Outro ponto interessante é que o primeiro sábado após o Natal é dedicado à Virgem Maria, enquanto o primeiro domingo é festa de São José. "É como se estivéssemos visitando e cumprimentando a mãe e o pai pelo nascimento do filho", explica Dom Fares.

Armênio

A celebração do nascimento de Cristo acontece em um contexto maior, no dia 6 de janeiro, solenidade da Epifania (manifestação) do Senhor.

"Celebramos Jesus que se manifesta aos judeus (pastores), aos pagãos (reis magos) e a todo o mundo (através do Batismo)", explica o Exarca Apostólico Armênio da América Latina, Bispo Dom Vartan Boghossian, sdb.

Não existe uma preparação própria ao Natal, como o Advento (no rito latino). Os armênios católicos celebram a quinquagésima, que são 50 dias de preparação (sete ou oito domingos) antes da Epifania.

Dom vartan indica que há cinco grandes festas na Igreja Armênia: a epifania, com data fixa, e outras quatro, com datas móveis - Páscoa, Transfiguração do Senhor, Assunção de Nossa Senhora e Exaltação da Santa Cruz.

"Todas essas festas são precedidades de uma semama de jejum e, no dia posterior, lembramos os fiéis defuntos, no sentido de lembrar que a Igreja da terra está ligada à Igreja do céu".

Na Missa da Epifania, acontece a bênção da água, em que é colocada algumas gotas do óleo do Crisma. Também se inicia o primeiro período da bênção das casas, um costume tradicional na Igreja Armênia.

Antioqueno

A Igreja Maronita é uma das igrejas orientais que se vale do rito Antioqueno, marcado por cantos em siríaco e aramaico.

A preparação para o Natal começa sete semanas antes da solenidade, com a celebração da anunciação do anjo aos pais de São João Batista.

Na liturgia da Missa, é dado destaque à procissão do Nascimento, que cumpre três giros em torno da igreja. "A imagem do menino Jesus é levada à frente e os fiéis acompanham, no sentido de querer segui-lo e andar com Ele", explica o Eparca Maronita no Brasil, Bispo Dom Edgard Madi.

Após a celebração, há uma confraternização com doces feitos pela comunidade. Já no dia 26 de dezembro, é feita memória de Nossa Senhora, no sentido de comemorar com ela o nascimento de Jesus.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=275007

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LIÇÕES DE COMPENHAGUE

O mundo todo está se perguntando pelo alcance dos acordos, ou desacordos, obtidos em Copenhague, na Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP 15).
Pela primeira vez, representantes de todos os países do mundo se reúnem, preocupados com as consequências do aquecimento global. Ele é causado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2), que lançam na atmosfera gases de efeito-estufa, que estão progressivamente aumentando a temperatura média no planeta. Isto traz consequências muito preocupantes para as condições de vida. Elas são visíveis, sobretudo, pelo derretimento das geleiras, que se constituem na maior reserva de água doce do mundo(...)

Parafraseando a Bíblia, como em Jerusalém, em Copenhague também se encontram "representantes de todos os povos, línguas e nações". Mas a reunião das Nações Unidas, por enquanto, se assemelha mais a Babel do que a Pentecostes. Mesmo diante de evidências que saltam aos olhos, está difícil um entendimento mínimo, que estabeleça metas concretas de diminuição dos gases de efeito estufa.
Mesmo em meio à espessa neblina produzida pelos muitos interesses contraditórios que se fazem presentes em Copenhague, é possível perceber algumas verdades importantes, nas estrelinhas das discussões.
A primeira delas é a urgência de mensurar melhor o alcance verdadeiro da mudança climática. Sobre isto se produz um consenso. Todos estão de acordo em estabelecer o ano de 2020 para conferir como estará a situação do planeta.
Esta urgência em voltar a medir a situação, revela outra verdade. O aquecimento global é fruto de um processo em andamento. Não é fácil deter uma dinâmica que vem se acentuando há alguns séculos. Alguns até se perguntam se já não é tarde demais para reverter este processo.
Neste caso, as condições de vida em nosso planeta teriam seus dias contados. Mas o evidente desacordo em tomar agora medidas imediatas, revela que não existe consenso em torno desta previsão mais pessimista. A diferença de interpretação do fenômeno está na base dos desacordos manifestados ao longo de toda a Conferência de Copenhague.
Independente do alcance da COP 15, o certo é que, definitivamente, a questão ecológica passará a ser uma referência indispensável nas projeções do desenvolvimento. A sustentabilidade se constituirá em critério, que necessitará ser urgido e cobrado com rigor. Isto acontecerá na medida em que for crescendo, em todas as pessoas, a consciência da importância de preservar o meio ambiente, e de agir em sintonia com a natureza.
Neste ponto, emerge outra verdade, que passa a ser lida de modo diferente. A boa filosofia sempre falava na "lei natural", que devia ser levada em conta pelo correto agir humano. Agora, levamos um susto ao perceber o tamanho das consequências do agir humano que não se preocupou com os limites da natureza. Mas o contexto atual leva a entender melhor a tal "lei natural".
A natureza não é estática. Ela é dinâmica. Em consequência, sua dinâmica interna, sua "lei natural" precisa ser entendida em sua trajetória contínua, em sua velocidade, em seu dinamismo. Precisamos decifrar o que a natureza nos diz na perspectiva de sua evolução, em seu potencial, em sua finalidade. Estamos nos dando conta que fazemos parte de uma trajetória, embarcados numa "nave espacial" muito mais complexa e mais sofisticada. É indispensável agir de acordo com o "plano de voo". Ele permite alguma instabilidade, produzida por alguns passageiros irresponsáveis. Mas está na hora de pôr ordem na casa, para salvaguardar sua integridade, e prosseguir o seu voo. Na hora adequada, o piloto avisará a tripulação para preparar o pouso.

Em que aeroporto?

Dom Demétrio Valentine

FONTE:
http://cebscearan1.blogspot.com/

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AMOR DE DEUS É COM "A" MAIÚSCULO, DIZ BENTO XVI

Que sabedoria nasce em Belém? Essa foi a pergunta que o Papa Bento XVI dirigiu aos universitários reunidos no Vaticano para a recitação solene das Vésperas, no primeiro dia da novena de Natal, nesta quinta-feira, 17.

"O que nasce em Belém é a Sabedoria de Deus, um desígnio divino que permaneceu por muito tempo escondido e que o próprio Deus revelou na história da salvação. Na plenitude dos tempos, esta Sabedoria assumiu uma face humana, a face de Jesus", explicou o Santo Padre(...)


E complementou dizendo que o paradoxo cristão consiste justamente na identificação da Sabedoria divina, ou seja, o "Logos eterno", com o homem Jesus de Nazaré e com a sua história. "A única solução para este paradoxo está na palavra 'Amor', que deve ser escrita com o 'A' maiúsculo, por se tratar de um Amor que supera infinitamente as dimensões humanas e históricas. E é este amor que um professor cristão, ou um jovem estudante cristão, leva dentro de si".

A seguir, Bento XVI comentou sobre a aparente contradição da noite de Natal, em que dentro da Gruta de Belém, para acolher a Sabedoria, havia somente Maria, José e, depois, os pastores. Não havia doutores da lei, escribas ou sábios. O que isso significa? Que não serve estudar?

Os dois mil anos de Cristianismo excluem esta hipótese, afirmou o Papa, e nos sugere a hipótese justa: "deve-se estudar, aprofundar os conhecimentos, mantendo um espírito humilde e simples como o de Maria, 'Sede da Sabedoria'".

"Quantas vezes tivemos medo de nos aproximar da Gruta de Belém porque preocupados que pudesse ser um obstáculo à nossa capacidade crítica e à nossa 'modernidade'! Ao invés, naquela Gruta, cada um de nós pode descobrir a verdade sobre Deus e sobre o homem."

Ajudar os outros a "descobrir a verdadeira face de Deus" é a primeira forma de caridade, acrescentou o Papa, que para os universitários assume a característica de caridade intelectual.

Bento XVI convidou mais uma vez as universidades a serem locais de formação de autênticos agentes da caridade intelectual, pois deles depende em grande parte o futuro da sociedade, sobretudo na elaboração de uma nova síntese humanística.

Por fim, na passagem de entrega do ícone de Maria Sedes Sapientiae à delegação africana, o Papa confiou à proteção de Nossa Senhora todos os universitários do continente e o empenho de cooperação que nesses meses, após o Sínodo Especial para África, estão se realizando entre as Universidades de Roma e as africanas: "Renovo o meu encorajamento a esta nova perspectiva de cooperação e faço votos que dela possam nascer e crescer projetos culturais capazes de promover um verdadeiro desenvolvimento integral do homem".

Ao término da oração das Vésperas, houve a passagem do Ícone da Sedes Sapientiae, que deixou a delegação australiana e foi para a delegação nigeriana. Coordenado pelo Simpósio das Conferências da África e de Madagascar (SECAM), o ícone passará nos próximos meses pelas universidades africanas.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274991

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DEUS VIVE JUNTO

Para os seguidores de Jesus, Deus é junto. Não há solidão em Deus. O Deus de Jesus é um e é três. Não há Pai sozinho, nem Filho sozinho, nem Paráclito sozinho. Os textos, sobretudo no evangelho de João, são inúmeros. Há unidade perfeita. Passear por esses textos faz bem e encanta. Quase dá para ver o Deus que não vemos, tão categóricas as afirmações de existência e de unidade do Pai Santo, do Filho Santo e do Espírito Santo. Quem tem dificuldade de crer que Jesus é o Cristo terá dificuldade de entender que Deus é comunidade de pessoas(...)
O cristianismo é essa religião interessante e ousada, que proclama a não solidão de Deus. Ele é comunidade e nunca foi sozinho. É um só Deus, um só ser, mas três pessoas. Porque Deus é junto.Daí, também, deriva a crença teimosa dos cristãos na força do indivíduo, por causa da comunidade, e no poder das comunidades de fé. Por isso, a insistência da Igreja no poder e na importância de uma família unida. Para Jesus, tudo entre Ele e o Pai e o Consolador é comum. O Pai e Ele é um. Ele e o Pai mandariam o Espírito de ambos. Comunidade foi o que Jesus viveu com os discípulos. O que era dele, era dos discípulos. E a mística que Ele pedia ao Pai para os seus, era que fossem um, como Ele era um com o Pai (Jo 17,22).
A vida busca a unidade. As andorinhas formam bandos, os peixes formam cardumes, os búfalos, manada. As pessoas, se quiserem, grupos, comunidades e povo. Os jovens precisam se enturmar. E quem não se enturma, joga fora um grande valor da juventude. Quem se enturma errado, também se joga fora.
Mas Deus é junto. A Igreja também precisa ser junta. O casal tem que ser junto. Pais e filhos também devem ser juntos. O povo precisa ser junto. Tudo em comum, como se fossem um. Como-um. Comunitários. Juntos! O lema mais cristão que existe não tem a palavra Deus: "Um por todos e todos por um". O lema menos cristão e mais egoísta apenas usa a palavra Deus, mas não a vive: "Cada um por si e Deus por todos".
Deus vive junto. Deus é junto. Assim, a Igreja. Assim, os jovens. Ser juntos, buscar juntos, ouvir juntos, sorrir juntos, chorar juntos, viver em comum. Buscar riquezas um no outro. Sentir o valor de muitos valores reunidos. Sem isso, não há Igreja. Sem isso, a fé balança. Sem isso, a gente perde o sentido do aqui e agora. Dá para entender essas coisas, ou é tão difícil admitir que precisamos um do outro para sermos quem somos? A gente é muito mais gente quando é gente junta...

FONTE:
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/mensagem.aspx?Data=18/12/2009

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13 DE DEZEMBRO - DIA DE SANTA LUZIA

VIDA DE SANTA LUZIA

Luzia nasce por volta do ano 280 d.C. em Siracusa, esplêndida cidade litorânea. O pai de Luzia, que talvez se chamava Lúcio, morreu quando ela era muito pequena, por isso a pequena Luzia foi educada pela mãe Eutichia da qual conheceu a verdade do Cristianismo e a mensagem de amor de Jesus. Foi assim que Luzia conheceu as verdades da fé cristã, as histórias dos primeiros cristãos, o martírio deles por amor a Jesus. Assim crescendo, Luzia decidiu se consagrar a Deus, unindo-se a Jesus como uma esposa com o seu esposo, com voto perpétuo de virgem(...)


PEREGRINAÇÃO

Luzia, preocupada pelo agravamento da doença de sua mãe, uma hemorragia considerada incurável, sugeriu a peregrinação ao sepulcro da mártir Santa Ágata em Catânia. Vítima no ano 251 pelo imperador Décio, muitas pessoas iam ao sepulcro para obter as graças porque a fama da gloriosa Santa havia se espalhado em todo lugar por causa dos milagres que aconteciam por sua intercessão. No seu coração, Luzia era certa que teria feito bem também à sua querida mãe.

Eutichia aceitou cheia de esperança, a exortação de Luzia e assim decidiram partir em peregrinação a Catânia, onde chegaram no dia da festa de Santa Ágata: era o dia 5 de fevereiro de 301. Durante a celebração escutaram o trecho do Evangelho de S. Mateus referente a cura da mulher que sofria de hemorragia, curada por ter tocado o manto de Jesus.
Luzia iluminada, propôs à mãe que tocasse o sepulcro de Santa Ágata convencida da potente intercessão da Santa.

O MILAGRE

Enquanto Eutichia tocava o sepulcro, apareceu a Luzia em visão Sta. Ágata que lhe disse “Luzia, irmã minha, porque pedes a mim aquilo que tu mesma podes obter para a tua mãe? Eis, tua mãe foi jà curada pela tua fé. E como por meio meu vem beatificada a cidade de Catânia, assim por meio teu será salva a cidade de Siracusa”.
Luzia disse a mãe “Pela intercessão de Sta. Ágata, Jesus te curou” e imediatamente Eutichia se sentiu retornar as forças e compreendeu que tinha sido curada.

Luzia compreendeu que aquele era o momento justo para revelar a sua mãe a intenção de consagrar-se a Jesus e de querer renunciar a sua riqueza dando o seu dote nupcial aos pobres. Eutichia, que tinha o coração repleto de agradecimento pela graça recebida, aceitou.

A DENÚNCIA

Um jovem da sua cidade, apaixonado por Luzia, desiludido por não poder casar com ela, porque Luzia lhe tinha explicado que ela havia se consagrado a Jesus, se vingou com raiva, denunciando-a ao prefeito romano Pascasio como seguidora de Cristo. O imperador Diodeziano tinha emitido uma publicação que previa uma feroz repressão contra os cristãos.

A PRISÃO

Luzia foi presa e conduzida ao prefeito Pascasio, que a ordenou fazer sacrifícios aos deuses pagãos para renegar a própria fé cristã. Luzia não aceitou, Pascasio se deu conta que não teria obtido nada e então ordenou que a moça fosse levada nas piores zonas da cidade a fim de que fosse violentada contra ela.

OS PRODÍGIOS

Os soldados tentaram levá-la, mas nada conseguia movê-la. Experimentaram também ligá-la com fios, as mãos e os pés, mas nem assim conseguiram, sem explicação a moça continuava fixa como uma pedra. Deus não permitia que ninguém a levassem embora.

O MARTÍRIO

Pascasio furioso, a condenou à decapitação, morte reservada aos condenados de nobre estirpe. Sta. Luzia antes da execução, preanunciou a morte de Diocleziano, que aconteceu poucos anos depois e o final das perseguições terminadas no ano 313 d.C com publicação de Costantino.
Luzia foi morta no dia 13 de Dezembro de 304 e teve sepultura no mesmo lugar onde no ano 313 foi construído um santuário a ela dedicado.

No ano 1039 o general bizantino Giorgio Maniace transferiu o corpo de Santa Luzia de Siracusa a Constantinópole, para tirá-la do perigo da invasão da cidade de Siracusa por parte dos Sarracenos.
No ano 1204 durante a quarta cruzada o Doge de Veneza, Enrico Dandolo, encontra a Costantinópole os restos da Santa, leva para Veneza até o mosteiro de São Jorge e no ano 1280 a transfere para a igreja a ela dedicada em Veneza.

Sta. Luzia salvou tantas vezes Siracusa nos seus momentos mais dramáticos

DEVOÇÃO

A devoção a Sta. Luzia se difundiu logo depois da sua morte, chegando até os nossos tempos. O testemunho mais antigo é uma epígrafe marmórea em grego do IV século descoberta no ano 1894 nas catacumbas de Siracusa.
O Papa Gregório Magno, que viveu entre os anos 590 e 604, inseriu Santa Luzia no cânone da missa romana. Algumas citações se encontram na Suma Teológica de S. Tomás de Aquino. Entre os seus devotos encontramos S. Catarina de Siena, S. Leão Magno.
Dante faz o símbolo da Graça iluminante e se define seu fiel. A considerava protetora da vista e como conta no Convívio, pediu muitas vezes a Ela que curasse os distúrbios dos olhos. A legenda popular narra, que à Santa foram tirados os olhos da órbita, por isso algumas iconografias figuram a Santa com uma bandeja na mão onde os olhos se encontram em cima. Santa Luzia é a protetora da vista.

TRADIÇÃO DE S. LUZIA

No Norte da Itália, na Cecoslovacchia e também na Áustria, se comemora Santa Luzia como portadora de dons para as crianças.
Na Dinamarca e Suécia, a Santa é muito venerada, bem como também na Igreja Luterana.

EPíLOGO

Santa Luzia lançou na história, com o seu martírio, o grito de amor em direção a Jesus.

O seu coração ardia de Amor divino e foi esta força enorme, que a consentiu superar as angústias que vinham do humano. Santa Luzia soube aceitar para si, o sacrifício e a dor, na grande fé naquele Jesus que jà estava na sua alma.

Aquele coração, já livre de pulsar somente de amor, lhe tinha permitido de alcançar as virtudes naquele caminho feito com sucesso para vencer o humano. Elevando os nossos olhos a Santa Luzia, somos inundados por sua luz protetora e pelo aroma das suas virtudes.

Podemos tranquilamente pedir, através da sua poderosa intercessão, que reacenda em nós a chama viva do Amor divino, para fazer nascer as tênuas plantinhas da virtude e a esperança em nossos corações. Também na dificuldade e nas necessidades podemos recorrer ao seu patrocínio, certos de sermos ajudados...

FONTE:
http://digilander.libero.it/raxdi/porto/index2.htm

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CONFERÊNCIA DE COPENHAGUE: CONVITE À CONVERSÃO - AFIRMA O PAPA

Para Bento XVI, a Conferência da ONU sobre a mudança climática, que começa nesta segunda-feira em Copenhague, constitui um convite a uma conversão moral e a uma mudança nos estilos de vida.

Assim explicou neste domingo aos milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro para participar do tradicional encontro semanal por ocasião do Ângelus, ao fazer referência à cúpula com que a comunidade internacional procura enfrentar o fenômeno do aquecimento global(...)


“Desejo que as sessões de trabalho ajudem a encontrar ações respeitosas da criação e promotoras de um desenvolvimento solidário, fundado na dignidade da pessoa humana e orientado ao bem comum”, reconheceu o Papa, falando da janela dos seus aposentos.

Segundo o pontífice, “a salvaguarda da criação exige a adoção de estilos de vida sóbrios e responsáveis, sobretudo com relação aos pobres e às gerações futuras”.

A partir desta perspectiva, concluiu, “para garantir pleno êxito à conferência, convido todas as pessoas de boa vontade a respeitarem as leis estabelecidas por Deus na natureza e a redescobrir a dimensão moral da vida humana”.

A Santa Sé participa da conferência com uma delegação que é dirigida pelo arcebispo Celestino Migliore, observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

FONTE: ZENIT

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COMUNIDADE DA PRAIA DO XAVIER EM CAMOCIM, SOFRE AS CONSEQUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO

Com causa ainda indefinida, uma torre de energia eólica explodiu e causou pânico em moradores de Camocim/CE

Um estrondo seguido de labaredas de fogo atingiu uma das torres eólicas da Praia de Formosa, assustando boa parte dos moradores da Praia do Xavier. O fogo, que atingiu uma das hélices das turbinas para geração de energia elétrica, foi registrado na madrugada do último dia 21, mas somente agora é que o caso chegou ao conhecimento das autoridades de Camocim, no litoral cearense(...)
No fim da tarde de segunda-feira, ao ser comunicada, a Defensoria Pública do município, de imediato, solicitou a presença da Perícia Forense de Sobral. "Nesse momento estamos solicitando uma perícia técnica, para que possamos ter a certeza do que aconteceu e se há riscos de novos incêndios", disse o defensor público, Edmar Albuquerque, acrescentando que fará uma audiência pública para tratar do assunto, envolvendo órgãos estaduais e federais.
O pescador Joilson Araújo dos Santos, que mora na localidade de Praia do Xavier, conta que, naquela noite, o vento estava soprando forte e que foi ouvido um barulho intenso seguido de explosão, surgindo as chamas de fogo e causando de imediato a queda de uma das hastes da hélice. "Eu estava jogando baralho com uns amigos quando vimos a torre pegando fogo. Se o vento estivesse soprando na direção das nossas casas, poderia ter acontecido uma tragédia", contou o pescador. O morador Cícero Mendes ficou assustado e diz que, desde então, não consegue dormir tranquilo, temendo o pior. "As torres estão muito próxima das nossas casas, e por isso nos assustam".
Para o presidente da Siif Energies do Brasil, Marcelo Picchi, todas as providências já foram tomadas e não há motivos para tanta preocupação por parte da comunidade de Xavier. "O nosso pessoal, assim que soube do incidente, se deslocou até lá e prestou auxílio aos moradores da localidade. A gente ainda não calculou os prejuízos, porque o equipamento ainda está na garantia. Sobre o que causou o incêndio estamos aguardando o laudo técnico da empresa responsável pela instalação".
Inaugurada em setembro último, a Usina de Energia Eólica de Praia de Formosa, com potência instalada de 104,4 mw, é considerada o maior parque do Nordeste, o que eleva o Ceará à condição de líder na produção de energia eólica do País.
A Siif garante que ainda não atingiu a sua capacidade máxima. "Os ventos estão muito fracos na praia, por isso não atingimos a potência total prevista", disse Picchi.


MAIS INFORMAÇÕES
Defensoria Pública do Ceará
Rua Caio Cid, 100, Luciano Cavalcante, Fortaleza (CE)
(85) 3101.3434/3428

LIMINAR

Justiça questiona obra na praia

Em setembro, a Justiça Federal concedeu liminar que determinava a paralisação de parte da obra do parque eólico de Formosa e o seu funcionamento. Dois aero-geradores do parque estariam sendo instalados sem autorização da Gerência Regional de Patrimônio da União, em faixa de praia. De acordo com o Ministério Público Federal, além da ocupação irregular da praia, moradores e frequentadores denunciam restrições impostas pela empresa para que se trafegue na linha litorânea. Segundo a Justiça, mesmo que fosse demonstrada a necessidade de uma área de segurança em torno do aero-gerador, o espaço não poderia estar situado na faixa de praia. Picchi garante que parte do problema já foi resolvido e que não houve a necessidade de parar o funcionamento da usina.

WILSON GOMES
Colaborador
FONTE : http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=699747
http://cebscearan1.blogspot.com/2009/12/comunidade-da-praia-do-xavier-em.html

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CNBB LAMENTA APROVAÇÃO EM 1º TURNO DA PEC DO DIVÓRCIO

O padre Luiz Antônio Bento, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – lamentou a aprovação da proposta de emenda à Constituição, a PEC 28/2009, que vai acelerar a separação de casais. Sobre a aprovação, o assessor afirmou que a medida pode afetar não só o casal, mas toda a família e que “o projeto, além de banalizar a família brasileira vai tirar a possibilidade de o casal repensar a sua decisão”(...)

Se entrar em vigor a nova lei, não será mais necessária a exigência da separação judicial prévia por mais de um ano, bem como a comprovação de separação por mais de dois anos para se obter o divórcio. A proposta deve ainda passar pelo segundo turno de discussão e votação. O texto em análise é uma proposta de emenda à constituição do deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) e do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA).

A PEC recebeu voto favorável do relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

FONTE:
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=2693

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08 DE DEZEMBRO - DIA DE NOSSA SENHORA IMACULADA CONCEIÇÃO

Mais do que memória ou festa de um dos santos de Deus, neste dia estamos solenemente comemorando a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a Rainha de todos os santos.

Esta verdade, reconhecida pela Igreja de Cristo, é muito antiga. Muitos padres e doutores da Igreja oriental, ao exaltarem a grandeza de Maria, Mãe de Deus, usavam expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos(...)


A Igreja ocidental, que sempre muito amou a Santíssima Virgem, tinha uma certa dificuldade para a aceitação do mistério da Imaculada Conceição. Em 1304, o Papa Bento XI reuniu na Universidade de Paris uma assembleia dos doutores mais eminentes em Teologia, para terminar as questões de escola sobre a Imaculada Conceição da Virgem. Foi o franciscano João Duns Escoto quem solucionou a dificuldade ao mostrar que era sumamente conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe do seu Filho. Isso é possível para a Onipotência de Deus, portanto, o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Rapidamente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, no seio de sua mãe Sant'Ana, foi introduzido no calendário romano. A própria Virgem Maria apareceu em 1830 a Santa Catarina Labouré pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

No dia 8 de dezembro de 1854, através da bula Ineffabilis Deus do Papa Pio IX, a Igreja oficialmente reconheceu e declarou solenemente como dogma: "Maria isenta do pecado original".

A própria Virgem Maria, na sua aparição em Lourdes, em 1858, confirmou a definição dogmática e a fé do povo dizendo para Santa Bernadette e para todos nós: "Eu Sou a Imaculada Conceição".


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REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Lc 3, 1-6 - 2º DOMINGO DO ADVENTO - ANO C

O evangelista São Lucas, que nos prega neste advento, tem uma característica muito própria: a universalidade. Ele se propõe a provar que Jesus não veio só para salvar os judeus, mas para salvar toda a humanidade. Por isso, procura situar os lugares sagrados de João e Jesus dentro do universo do seu tempo. Dá fronteiras geográficas, históricas e religiosas amplas. Faz questão de mencionar até a vizinhança pagã: Itureia, Traconítide e Abilene. É bom que tenhamos esse cenário diante dos olhos para entendermos o Evangelho. No tempo de Jesus, a Palestina era uma nação cativa de Roma e pagava impostos ao imperador romano(...) O nome do imperador no momento era Tibério. Como era costume, o imperador, ao conquistar uma nação, retalhava-a em regiões e colocava à frente de cada uma um representante para cobrar os impostos. Assim, Pôncio Pilatos era o seu representante na Judeia. Herodes Antipas o representava na Galileia, região de Jesus; e as regiões pagãs vizinhas de Itureia e Abilene tinha também os seus representantes.

- O PROFETA JOÃO BATISTA

João Batista é o último dos grandes profetas do Antigo Testamento e o primeiro do Novo. É filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria. Nasceu num lugar chamado hoje "En Karin", região montanhosa, 7 quilômetros e meio a oeste de Jerusalém. Alguns autores dizem que João se preparou para a sua missão na comunidade essênia de Qumram. No tempo de Jesus, o deserto de Judá era habitado por centenas de monges chamados essênios. O profeta aliava um zelo incomparável no cumprimento da sua missão a uma vida de despojada penitência. Talvez tenha feito o voto do nazireato, pelo qual a pessoa se abstinha, entre outras coisas, de bebidas alcoólicas e de cortar o cabelo. Pregava um batismo de penitência e centrava a sua pregação na preparação da vinda do Messias.

- "Esta é a voz que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor."

João era a voz que gritava no deserto exigindo um caminho para a passagem do Senhor. Quando um rei resolvia visitar qualquer dos seus domínios, perdidos que fossem na imensidão do deserto, era expedido para lá um arauto com a incumbência de preparar um caminho para a carruagem passar. O arauto aqui era João e o rei era Jesus. Isaías (40, 3) descreve como seria abrir um caminho no deserto: "Seja entulhado todo o vale, todo o monte e toda colina sejam nivelados; transformem-se os lugares escarpados em planície, e as elevações, em largos vales."
Abrir uma estrada real, uma estrada para um rei passar, no deserto parece impossível. Pois é justamente essa a grande dificuldade, que é a nossa conversão. Na estrada da nossa vida, os apegos, os vícios são montes, às vezes, intransponíveis. Aliás, o deserto era justamente a imagem da humanidade, uma terra ressequida, mas que tinha tudo para reverdecer. Só faltava a água viva de Cristo. As forças apresentadas por João para resolver os obstáculos eram a penitência e o desprendimento. Está aí o que se pede de nós neste advento.

- REFLEXÕES:

- A figura de João Batista que nos aparece neste momento da preparação do Natal é a de um homem vestido de pele de camelo, que se alimenta de gafanhotos e mel silvestre e não bebe vinho nem bebidas inebriantes. E, da nossa parte, como estamos nos preparando para o nosso Natal? O que temos feito no momento é expedir cartões de Natal para os amigos que moram longe; desejar "feliz Natal", a viva voz, para os amigos que não vamos encontrar até as festas; comprar os presentes com antecedência por causa da futura superlotação das lojas, ver os preços das frutas cristalizadas e dos panetones enquanto ainda estão em conta. Verifiquemos a diferença entre a proposta de João Batista e a nossa preparação.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

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AS DUAS VINDAS DE CRISTO

Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a primeira, mas também a segunda, muito mais gloriosa. Pois a primeira revestiu-se de um aspecto de sofrimento, mas a segunda manifestará a coroa da realeza divina.

Aliás, tudo o que concerne a Nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro, Ele nasceu de Deus, antes dos séculos; depois, nasceu da Virgem, na plenitude dos tempos(...)
Dupla descida: uma discreta como a chuva sobre a relva; outra, no esplendor, que se realizará no futuro. Na primeira vinda, Ele foi envolto em faixas e reclinado num presépio; na segunda, será revestido num manto de luz. Na primeira, Ele suportou a cruz, sem recusar a sua ignomínia; na segunda, virá cheio de glória, cercada de uma multidão de anjos.

Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperamos ainda, ansiosamente, a segunda. E assim como dissemos na primeira: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (Mt 21,9), aclamaremos de novo, no momento de Sua segunda vinda, quando formos com os anjos ao Seu encontro adorá-Lo: Bendito o que vem em nome do Senhor.

Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que O levaram ao suplício da cruz e lhes dirá: “Eis o que fizeste e calei-me” (Sl 49,21).

Naquele tempo o Senhor veio para cumprir um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas, no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à realeza d'Ele.

O profeta Malaquias fala dessas duas vindas: “Logo chegará ao seu templo o Senhor que tentais encontrar” (Mal 3,1). Eis uma vinda. E prossegue a respeito da outra: “E o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará apostos, como para fazer derreter e purificar” (Mal 3,1-3).

Paulo também se refere a essas duas vindas quando escreve a Tito: “A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2,11-13).

Você vê como ele fala da primeira vinda, pela qual dá graças, e da segunda que esperamos?

Por isso, o símbolo da fé que professamos nos é agora transmitido, convidando-nos a crer n'Aquele que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em Sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. O Senhor Jesus Cristo virá, portanto, dos céus, virá glorioso no fim do mundo, no último dia. Dar-se-á a consumação do mundo, e este mundo que foi criado será inteiramente renovado.

Das Catequeses de São Cirilo de Jerusalém, bispo.

(I Domingo do Advento – Liturgia das Horas)

FONTE:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11666

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