CALENDÁRIO ANUAL DA DIOCESE DE TIANGUÁ - 2010

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JANEIRO:

02 e 03 - Instituto Servitium Christi - Renovação de Votos no Seminário São José
05 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
10 a 17 - Escola Diocesana de Catequese - Centro Missionário
18 a 28 - Estágio Pastoral – Seminaristas - Região Centro
29 a 31 - Convivência dos seminaristas maiores no Seminário São José

ANIVERSARIANTES:

08 – Pe. Wilson Pereira
13 – Dom Francisco Javier Hernándes Arnedo
22 – Frei José Luís Igea

FEVEREIRO:

02 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
10 - Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional - Guaraciaba
03 a 07 - Visita Pastoral em Granja
03 a 09 - Encontro Nacional de Presbíteros em Itaicí – SP
07 - Encontro - Diaconato Permanente - Centro Missionário
08 - Região Sul: Reunião/Padres em Inhuçú
09 - Reunião do Clero em São Benedito
10 - Comissão Diocesana - Formação Permanente na Cúria
11 - Coordenação Diocesana de Pastoral - Cúria
13 a 16 - Carnaval do Senhor - a definir
19 a 21 - Encontro de Catequese – NE I em Fortaleza
24 - Reunião - Pastoral da Educação - Tianguá
26 - Reunião do CDP – CF 2010 no Centro Missionário
27 - Região Norte: Ministros da Palavra - Camocim
Região Norte - Pastoral da Comunicação - Camocim
28 - Regiões Centro e Sul: Ministros da Palavra no Centro Missionário

ANIVERSARIANTE:

15 - Mons. Tibúrcio Gonçalves de Paula

MARÇO:

01 a 05 - Retiro anual do Clero em Quixadá
02 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
05 - Pastoral da Cultura em Tianguá
06 e 07 - Encontro de Secretários paroquiais no Centro Missionário
07 - Encontro Diaconato Permanente no Centro Missionário
06 a 08 - Instituto Servitium Christi no Centro Missionário
08 – Reunião dos padres da Região Sul em Inhuçú
09 a 19 - Festa de São José no Seminário São José
11 - Região Centro – Padres - Tianguá
Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
13 - Região Norte : Equipe de Campanhas - Granja
14 - Setor Juventude – 1º GESS - Guaraciaba do Norte
12 a 14 - Enc. Diocesano de Catequese - Centro Missionário
13 e 14 - Retiro para lideranças leigas em Tianguá
RCC/Formação - Doc.da Igreja - A definir
20 - Assembleia - Pastorais Sociais - Centro Missionário
24 - Reunião - Pastoral da Educação - Tianguá
27 - Região Centro: Encontro de Catequese no Centro Missionário
30 - Bênção dos santos óleos - Catedral

ANIVERSARIANTES:
07 – Pe. José Olívio Oliveira
13 – Pe. Antônio Martins Irineu

ABRIL:

01 a 04 - Semana Santa Jovem - Centro Missionário
03 - Encontro do Núcleo da CRB
04 - Enc. Diaconato Permanente - Centro Missionário
06 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
05 a 07 - Lazer do Clero - a definir
07 – Reunião dos padres da Região Centro - Tianguá
Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional- Inhuçú
08 - Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
13 a 15 - CONSER - Fortaleza
16 - Reunião do CDP - Centro Missionário
17 - CF 2010 – Avaliação - Centro Missionário
20 - Conselho de Presbítero - Cúria
24 - Região Centro: Pastoral da Comunicação - Viçosa do Ceará

ANIVERSARIANTES:

04 – Frei Francisco Piérola
05 – Pe. Manoel Ferreira de Freitas
07 – Pe. Lusmar Sousa Fontenele
16 – Pe. Luís Gonzaga Gomes Furtado
17 – Pe. Luciano Sotero Teles

MAIO:
01 a 03 - Inst. Servitium Christi – Reunião - Centro Missionário
02 - Encontro - Diaconato Permanente - Centro Missionário
03 a 12 - Assembleia Nacional da CNBB - Brasília
03 a 13 - Festa de N. Senhora de Fátima - Santuário S. Grande
04 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
06 – Reunião dos padres da Região Centro - Ubajara
10 - Região Norte: Clero - Itapipoca
13 - Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
14 e 15 - RCC - Formação p/ os ministérios
15 - Conselho Diocesano de Leigos - São Benedito
17 - Região Centro: Equipe de Campanhas - Ibiapina
18 - Reunião do Clero - Granja
19 - Reunião - Pastoral da Educação - Tianguá
20 - Comissão Diocesana - Formação Permanente - Cúria
Encontro Dioc. Pastorais Sociais - Centro Missionário
21 - Pastoral da Cultura - Tianguá
22 e 23 - Enc. Dioc. Setor Juventude - Centro Missionário
28 a 30 - Pastoral da Criança – Capacitação - Centro Missionário

ANIVERSARIANTES:

08 – Pe. Francisco Sérgio Coelho
19 – Ordenação Episcopal do Dom Javier
22 – Pe. José de Anchieta Aguiar Vasconcelos

JUNHO:

02 - Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional - Tianguá
04 a 06 - Encontro de Gestão Eclesial - Centro Missionário
05 - Região Sul: Equipe de Campanhas - São Benedito
06 - Encontro - Diaconato Permanente - Centro Missionário
07 – Reunião dos padres da Região Sul - Inhuçú
10 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
10 – Reunião dos padres da Região Centro - Viçosa
11 a 13 - Catequese 3ª SBC – NE I - Fortaleza
12 - CDP – Formação - Centro Missionário
Região Sul: Pastoral da Comunicação - Inhuçú
18 a 20 - Encontro Diocesano de Catequese - Centro Missionário
19 - RCC - Conselho Diocesano
22 - Colégio de Consultores - Cúria
25 a 27 - Arraiá do Seminário São José - Seminário São José

ANIVERSARIANTES:

06 – Frei Vicente Melcón
27 – Pe. Clodoaldo Carvalho da Silva

JULHO:

05 a 11 - MISSÃO PERMANENTE: SEMANA MISSIONÁRIA - Região Centro
Instituto Servitium Christi - Retiro - Centro Missionário
06 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
08 - Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
17 e 18 - Pastoral da Criança – Assembleia - Centro Missionário

ANIVERSARIANTES:

04 – Frei Refúgio Gonzalez
16 – Pe. Manoel Pereira Gomes
23 – Mons. Francisco das Chagas Martins

AGOSTO:

01 - Abertura do Mês Vocacional - Seminário S. José
02 - Reunião dos padres da Região Sul - Croatá
03 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
Reunião do Clero - Ibiapina
04 - Dia do Padre - Diocese
12 - Coordenação Diocesana de Pastoral - Cúria
17 - Comissão Diocesana - Formação Permanente - Cúria
Região Norte: Clero - Camocim
18 - Reunião - Pastoral da Educação - Tianguá
20 - Reunião do CDP - Centro Missionário
21 - Encontro do Núcleo da CRB - a definir
21 e 22 - Encontro Dioc. Setor de Juventude - Centro Missionário
RCC – Enc. Diocesano para casais - a definir
22 – Aniversário da Diocese de Tianguá
28 - Formação para lideranças leigas - Ubajara
29 - Setor Juventude – GEL - Granja
30 e 31 – CONSER - Privativa dos Bispos - a definir

ANIVERSARIANTES:

09 – Pe. Carlos Alberto Pereira Magalhães
30 – Mons. Odilon Marinho de Pinho

SETEMBRO:

01 a 03 - CONSER – Privativa dos Bispos - a definir
02 – Reunião dos padres da Região Centro - Viçosa do Ceará
04 a 06 - Inst. Servitium Christi – Reunião - Centro Missionário
06 – Reunião dos padres da Região Sul - Guaraciaba do Norte
09 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
11 - Coordenação Diocesana de Pastoral - Cúria
Mutirão Dioc. de Comunicação - Centro Missionário
13 a 23 - Santuário N. Senhora de Fátima: Festa do Santo Padre Pio - São Benedito
17 - Coord. - Pastoral da Educação - Tianguá
18 e 19 – Enc. Secretários/as paroquiais - Centro Missionário
Pastoral da Criança/Capacitação - Centro Missionário
21 - Conselho de Presbíteros - Cúria
24 a 26 - Encontro Diocesano Vocacional Misto - Centro Missionário
30 - Dia da Secretária – Lazer - A definir

ANIVERSARIANTES:

03 – Pe. Francisco Evaldo Carvalho Carneiro
08 – Pe. Antônio Justino do Nascimento
15 – Pe. Antônio Cláudio de Oliveira
17 – Pe. Sebastião de Lima

OUTUBRO:

05 – Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
09 - Região Norte: Equipe de Campanhas - Camocim
10 - Coordenação Diocesana da Pastoral Vocacional - Inhuçú
14 - Região Centro – Padres - Oiticicas
11 - Reunião dos padres da Região Sul - Carnaubal
14 - Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
16 - Formação lideranças leigas - Viçosa do Ceará
RCC - Conselho Diocesano - A definir
23 - Retiro das Pastorais Sociais - Centro Missionário
18 a 23 - Clero – Formação Permanente - Centro Missionário
20 - Reunião - Pastoral da Educação - Tianguá
22 - Reunião do Clero - Centro Missionário
23 - Região Centro: Equipe de Campanhas - Ubajara
29 a 31 - Encontro Vocacional - Opção de carismas - Centro Missionário
31 - Dia Nac. da Juventude – DNJ - Santuário da S. Grande

ANIVERSARIANTE:

17 – Pe. Lucimarcos Geremias

NOVEMBRO:

01 – Reunião dos padres da Região Sul - São Benedito
03 a 05 – Avaliação e Planejamento da Catequese Regional NE I - Fortaleza
04 - Região Centro – Padres - Área M. Sto. Antônio
06 - Região Sul: Equipe de Campanhas - Inhuçú
06 e 07 - Encontro do Núcleo da CRB - a definir
06 a 08 - Inst. Servitium Crhisti – Reunião - Centro Missionário
09 - Espiritualidade: Secretarias Pastorais - Cúria
Conselho de Presbíteros - Cúria
10 - Comissão Diocesana - Formação Permanente - Cúria
11 - Coordenação Diocesana Pastoral - Cúria
12 - Coord. - Pastoral da Educação - Tianguá
12 a 14 - Avaliação e Planejamento da Catequese – Diocese - Centro Missionário
12 - Reunião do CDP - Centro Missionário
16 a 18 – CONSER - Fortaleza
20 e 21 - Pastoral da Criança – Assembleia - Centro Missionário
23 - Colégio de Consultores - Cúria
27 e 28 - RCC - Congresso Diocesano - A definir
28 - Dia Nacional dos Leigos/as - Diocese
29 - Região Norte: Clero - A definir

DEZEMBRO:

06 - Região Sul/Padres - Graça
09 - Coordenação Diocesana de Pastoral - Cúria
09 e 10 - RCC/Eleição da Coord. Diocesana - Camocim.
18 e 19 - Conselho Diocesano de Leigos – Avaliação e Planejamento
22 - Clero: Confraternização de Natal - Ubajara

ANIVERSARIANTES:

03 – Pe. Felinto Oliveira Brito
09 – Pe. José Erlando de Sousa Carvalho
20 – Pe. Pedro Gotardo Donatti
22 – Mons. Tarcísio Mello

BENTO XVI DÁ DICAS DE PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO

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Às 12h15min desta segunda-feira, 8, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, o Santo Padre Bento XVI recebeu em audiência os participantes da XIX Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, que acontece até quarta-feira, 10, sobre o tema dos direitos da criança, no vigésimo aniversário da Convenção Internacional sobre medidas para proteger a Criança, adotada pelas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989.

Publicamos, a seguir, o discurso que o Papa dirigiu aos presentes:(...)


Cardeais,
Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio
Queridos irmãos e irmãs!

No início da XIX Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Família, tenho o prazer de recebê-los com minha cordial boas-vindas! Neste ano, vosso dicastério vive um particularmente renovado momento institucional, não somente no Cardeal Presidente e no Bispo Secretário, mas também em alguns cardeais e bispos da Comissão Presidencial, bem como funcionários e alguns membros casados, além de vários consultores. Ao mesmo tempo em que agredeço, de coração, aos que concluem os seus serviços ao Pontifício Conselho e aos que ainda prestarão seu valioso trabalho, invoco sobre todos os dons abundantes do Senhor. Meu pensamento de gratidão se dirige, em particular, ao saudoso Cardeal Alfonso López Trujillo, que durante mais de 18 anos guiou a Congregação com a sua apaixonada dedicação à causa da família e da vida no mundo de hoje. Desejo, finalmente, expressar ao Cardeal Ennio Antonelli as manifestações de minha profunda gratidão pelas amáveis palavras que dirigiu em nome de todos, e por ter ilustrado os temas desta importante Assembleia.

Esta atividade do dicastério se coloca entre o VI Encontro Mundial das Famílias, celebrado na Cidade do México em 2009, e o VII, programado para Milão, em 2012. Da mesma forma que renovo minha gratidão ao Cardeal Norberto Rivera Carrera pelo generoso empenho de sua Arquidiocese para a preparação e realização do Encontro de 2009, expresso agora minha afetuosa gratidão à Igreja Ambrosiana e a seu Pastor, Cardeal Dionigi Tettamanzi, pela disponibilidade em sediar o VII Encontro Mundial das Famílias. Além do cuidado com esses eventos extraordinários, o Pontifício Conselho está buscando diversas iniciativas para fazer aumentar a consciência do valor fundamental da família para a vida da Igreja e da sociedade. Entre elas, se encontram o projeto "A família, sujeito da evangelização", com o qual se deseja organizar uma coleção, a nível mundial, de valiosas experiências em diversas áreas da pastoral familiar, para que sirvam de inspiração e estímulo para novas iniciativas; e o projeto "A família, recurso para a sociedade", com o qual se põe em evidência para a opinião pública os benefícios que a família traz para a sociedade, à sua coesão e desenvolvimento.

Outro importante compromisso da Congregação é a construção de um Vademecum para a preparação ao Matrimônio. Meu amado predecessor, o venerável João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris Consortio, afirmava que tal preparação é "necessária hoje mais do que nunca" e "envolve três momentos principais: uma preparação remota, outra próxima e uma outra imediata" (n. 66). Referindo-se a estas indicações, vosso Conselho se propõe a delinear convenientemente as três etapas do itinerário para a formação e e a resposta à vocação do matrimônio.

A preparação remota diz respeito às crianças, adolescentes e jovens. Ela envolve a família, paróquia e a escola, lugares em que serão educados para entender a vida como uma vocação para o amor, que se especifica, então, na modalidade do matrimônio e da virgindade para o Reino dos Céus, mas é sempre vocaçã de amor. Nesta etapa, também, deverá progressivamente emergir o significado da sexualidade como uma capacidade de relação e positiva energia a ser incorporada no amor autêntico.

A preparação próxima deve ser engajada e configurada em um caminho de fé e vida cristã, que conduza a um conhecimento aprofundado do mistério de Cristo e da Igreja, do sentido da graça e das responsabilidades do matrimônio (cf. ibid.). A duração e condições de atuação serão necessariamente diferentes de acordo com as situações, possibilidades e necessidades. Mas é desejável que se ofereça um caminho de catequese e experiências na comunidade cristã, que inclua a ação do sacerdote e de vários especialistas, bem como a presença de dirigentes, o acompanhamento de um casal cristão exemplar, o diálogo em duplas e em grupo e um clima de amizade e oração. Também deve-se tomar um cuidado especial, nesta ocasião, para que os namorados revivam a própria relação pessoal com o Senhor Jesus, especialmente ouvindo a Palavra de Deus, achegando-se aos sacramentos e, sobretudo, participando da Eucaristia. Somente colocando Cristo no centro da existência pessoal e de casal é possível viver o amor autêntico e dá-lo aos outros: "Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer", lembra-nos Jesus (Jo 15, 5).

A preparação imediata se realiza próximo ao casamento. Além do exame dos fiéis, previsto no Direito Canônico, ela poderia incluir uma reflexão sobre o Rito do matrimônio e seu significado, o retiro espiritual e os cuidados para que as celebração do matrimônio sejam vistas pelos fiéis e, especialmente, por aqueles que estão se preparando para a união como um presente para toda a Igreja, um dom que contribui para seu crescimento espiritual. Também é positivo que os bispos incentivem o intercâmbio de experiências mais significativas, ofereçam estímulo para um sério compromisso pastoral nesta área importante e mostrem particular cuidado para que a vocação dos esposos se torne um tesouro para toda a comunidade cristã, especialmente no contexto atual, um testemunho missionário e profético.

Vossa Assembleia Plenária tem por tema "Os Direitos da Criança", escolhidos com referência ao vigésimo aniversário da Convenção adotada pela Assembleia Geral da ONU em 1989. A Igreja, ao longo dos séculos, a exemplo de Cristo, tem promovido a proteção da dignidade e dos direitos das crianças e, de muitas maneiras, tomou conta delas. Infelizmente, em diversos casos, alguns dos seus membros, agindo em contraste com este empenho, têm violado tais direitos: um comportamento que a Igreja não admite e não deixará de lamentar e condenar. A ternura e o ensinamento de Jesus, que considerou as crianças um modelo a se imitar para entrar no reino de Deus (cf. Mt 18,1-6; 19,13-14), sempre foram um apelo urgente para que se alimente por elas um profundo respeito e cuidado. As duras palavras de Jesus contra aqueles que escandalizam um desses pequenos (cf. Mc 9,42) leva todos a não concordar que se diminua o nível de tal respeito e amor. Por isso, também, a Convenção sobre os Direitos da Criança tem sido bem acolhida pela Santa Sé, já que contém declarações positivas sobre a adoção, saúde, educação, a proteção das pessoas com deficiência e a proteção dos pequenos contra a violência, o abandono e a exploração sexual e pelo trabalho.

A Convenção, no preâmbulo, indica a família como "aquele ambiente natural para o crescimento e o bem-estar de todos os seus membros e, em particular, das crianças". De fato, é a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher, a maior ajuda que pode ser oferecida às crianças. Elas querem ser amadas por um pai e uma mãe que se amam, e precisam habitar, crescer e viver com ambos os pais, porque as figuras materna e paterna são complementares na educação dos filhos e na construção de sua personalidade e sua identidade. É importante, portanto, que se faça todo o possível para que elas cresçam em uma família unida e estável. Para este fim, devesse incentivar os casais a não perder de vista as razões profundas e a sacramentalidade de seu pacto conjugal, a reforçá-lo através da escuta da Palavra de Deus, da oração, do diálogo constante, da aceitação mútua e do perdão recíproco. Um ambiente familiar não sereno, a divisão do casal e, em particular, a separação com o divórcio não possuem conseqüências sadias para as crianças, ao passo que destinar apoio à família e promover seu bem-estar verdadeiro, os seus direitos, sua unidade e estabilidade são a melhor maneira de proteger os direitos e as autênticas exigências das crianças.

Veneráveis e caros Irmãos, muito obrigado por vossa visita! Estou espiritualmente próximo a vós e ao trabalho que desenvolvem em favor das famílias e transmito de coração, a cada um de vós e a quantos compartilham este valioso serviço eclesial, a Bênção Apostólica.

FONTE: CANÇÃO NOVA

REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Lc 5, 1-11 - 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

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NOTAS PARA COMPREENSÃO DO TEXTO:

- LAGO DE GENESARÉ, LAGO DE TIBERÍADES E MAR DA GALILEIA são a mesma coisa;

- O maior comprimento de norte a sul dele é 21 km (3 léguas e meia);

- A maior largura de leste a oeste é 12 km (2 léguas);

- A profundidade varia de 42 a 48 metros;

- Ele está situado a cerca de 208 m abaixo do nível comum dos mares;

- A água é doce, bastante limpa e rica em peixes. A pesca é bastante explorada nele;(...)


- Por ser tão grande, este lago é chamado de "mar" e são comuns as tempestades repentinas nele;

- É formado pelo rio Jordão;

- A mais populosa é a margem ocidental e no tempo de Jesus, nessa margem se encontrava as cidades de Cafarnaum, Tiberíades (cidade fundada em homenagem ao imperador Tibério César) e Mágdala, terra de Maria Madalena.

"DEPOIS SENTOU-SE E, DE BARCA, ENSINAVA AS MULTIDÕES."

Até o episódio da expulsão de Nazaré, Jesus costumava pregar nas sinagogas. Depois disso, Ele abandonou mais as sinagogas e começou a pregar nas praças, nas estradas e nas praias. Não por ressentimento, mas estendendo mais o seu campo de ação, já que a salvação que Ele veio trazer era oferecida a todos e não só aos de Israel. Assim, em vez das quatro paredes, Ele passou a pregar a céu aberto, às margens do mar de Tiberíades ou à luz do sol. Seu poder Ele fez questão de fazer prevalecer até sobre as ondas, desdenhando o poder dos demônios, pois, naqueles tempos, na mentalidade do povo, os demônios moravam nas profundezas das águas do mar. (Vide Frei Clarêncio Neotti - Ministério da Palavra - pag. 57).

ENTÃO A BARCA DE PEDRO VIROU TRIBUNA PARA PREGAÇÃO

Neste evangelho já se nota a predileção de Jesus por Pedro, o escolhido para reger a sua futura Igreja. Ele preferiu a barca de Pedro entre as outras que lá estavam. Depois, o convite especial feito a Pedro para lançar as redes ("quando acabou de falar disse a Simão..."). Em terceiro lugar, aproveitando-se da imagem de um Pedro ajoelhado, apontou as qualidades essenciais de um discípulo de Jesus.

QUALIDADES ESSENCIAIS PARA SER UM APÓSTOLO DE JESUS

"Para serem pescadores de homens, isto é, para serem apóstolos, Jesus não lhes pede nem ciência nem jeito (eloquência), nem santidade prévia", diz frei Clarêncio Neotti, comentarista bíblico dessa passagem, mas exige duas condições: CONFIANÇA INCONDICIONAL EM JESUS (FÉ) E RECONHECIMENTO DA PRÓPRIA NULIDADE. Pedro envelhecera lançando a rede naquele lago, o qual ele conhecia palmo a palmo. Sabia que, se não tinham pegado nada durante a noite, nada encontrariam poucas horas depois; mas não titubiou sob a palavra de Jesus. Nós já conhecemos essa exigência em todo o Evangelho. A fé em Jesus é a condição indispensável para qualquer milagre. Foi o que faltou em Nazaré. O reconhecimento da própria nulidade é o que se consegue com o esvaziamento de todo o orgulho humano, enquanto a fé amarra a pessoa a Deus o esvaziamento de orgulho humano desenraíza do poderio humano.

REFLEXÕES:

a) "Avançar para as águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca... de hoje em diante, tu serás pescador de homens."

"O lançar as redes para a pesca" é uma expressão que Jesus criou para significar essa abordagem do outro quando queremos conquistá-lo para Deus. É um símbolo do apóstolo missionário. Para isso, as malhas da rede têm que estar limpas. Aqui em Camocim, nós vemos isso a todo momento. Passamos pela praia e vemos os nossos pescadores batendo as redes com uma varinha, limpando-as de todos os resíduos que as águas deixaram enganchados nas malhas, da pescaria anterior. As malhas limpas deixam a rede da cor da água a ponto de enganar o peixe, assim deve ser a nossa abordagem, inteligente e oportuna.

"Avançar para águas mais profundas" significa buscar áreas mais afastadas, a daquelas pessoas que nunca vão à Igreja ou aonde o padre nunca pode chegar. Há peixes que habitam regiões mais profundas do mar - as regiões abissais - e nunca chegam à superfície.

b) O Evangelho de hoje também está alertando para os que atribuem um poder exagerado às táticas de convencimento, recursos pedagógicos, rasgos de eloquência, prescindindo do toque divino da Graça. Veja bem! Os apóstolos haviam lançado as redes a noite inteira e nada tinham pegado. Foi Jesus falar, as redes se encheram. Sobre esse assunto, nós temos a carta apostólica "Novo Millenio ineunte" (em português: "Ao começar um novo milênio") publicada ao término do jubileu do ano 2000, em que o Papa adverte "para o perigo de os cristãos confiarem mais na própria experiência e nas técnicas de convencimento do que na Graça do Senhor" (Veja Frei Clarêncio Neotti no seu livro Ministério da Palavra - Ano C - pag. 58).

FRANCISCO VALMIR ROCHA

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE A CFE - 2010 NA REGIÃO NORTE DA DIOCESE

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Aconteceu no dia 06 de fevereiro, durante todo o turno da manhã no Centro de Treinamento São Francisco, o Encontro de Formação sobre a Campanha da Fraternidade - 2010, que neste ano reflete sobre o tema: "Economia e Vida" e o lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro" (Mt 6, 24). Na ocasião estiveram presentes as seguintes paróquias e áreas missionárias: Camocim, Granja, Chaval, Timonha, Parazinho e Barroquinha(...)

A assesoria do encontro ficou a cargo de Paulo Clesson (Pastoral Catequética de Camocim) e a coordenação do vigário paroquial Pe. José de Anchieta. Contamos também com a participação de Pe. Wilson (Barroquinha), Pe. Manoel (Chaval) e Pe. Evaldo (Camocim) que contribuiram de forma significativa no debate sobre o tema proposto.

Depois de uma breve reflexão sobre a temática utilizando a metodologia do VER-JUGAR-AGIR, foram elencadas as seguintes propostas:

- Promover parcerias com a sociedade civil e religiosa para uma melhor articulação da campanha a nível paroquial e regional;

- Resgatar os fóruns sociais a nível regional e diocesano sobre o tema da campanha da fraternidade;

- Divulgar e atuar junto a Câmara Legislativa dos municípios o tema desta CFE-2010 para fomentar a reflexão sobre o assunto e ao mesmo tempo, para acompanhar os seus trabalhos;

- Intensificar os trabalhos da campanha junto as escolas dos municípios (rede pública e privada) visando atingir principalmente a juventude;

O encontro encerrou as 12:00 h com o almoço. Que Bom Jesus dos Navegantes, Senhor da Vida e da História, faça de nós profetas e profetizas do seu Reino para construirmos uma nova sociedade e promovermos uma economia mais solidária, a serviço da vida.

GIBRAN KAHLIL GIBRAN (1883 - 1931) - O POETA DO AMOR

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E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins(...)


Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.

CONHEÇA A VIDA DE PIERRE TEILHARD DE CHARDIN - MÍSTICO E CIENTISTA

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Pierre Teilhard de Chardin (1881-1955) foi um padre jesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogo francês que logrou construir uma visão integradora entre ciência e teologia. Através de suas obras, legou-nos uma filosofia que reconcilia a ciência do mundo material com as forças sagradas do divino e sua teologia.

O texto místico mais importante de Teilhard é “A Missa sobre o mundo” que Teilhard fez quando estava no deserto de Ordos (China) numa expedição científica e não tinha condições de celebrar a missa na festa da Transfiguração que ele particularmente amava. Para ele, a presença de Cristo na Eucaristia transbordava da hóstia sobre o mundo.
“Para além da hóstia transubstanciada, a operação sacerdotal se estende ao cosmo inteiro”(...)
“A transubstanciação se expande em uma divinização real, embora atenuada, de todo o universo. Do elemento cósmico onde está inserido, o Verbo age para subjugar e assimilar a si todo o universo”.
“A Eucaristia opera, além da transubstanciação do pão, o crescimento do Corpo místico, e a Consagração de todo o cosmo”.

O texto é de grande vibração mística e de muita beleza literária. Vejamos alguns trechos:

"Senhor, já que uma vez ainda, não mais nas florestas da França, mas nas estepes da Ásia, não tenho pão, nem vinho, nem altar, eu me elevarei acima dos símbolos até à pura majestade do Real, e vos oferecerei, eu, vosso sacerdote, sobre o altar da terra inteira, o trabalho e o sofrimento do mundo.

O sol acaba de iluminar, ao longe, a franja extrema do primeiro oriente. Mais uma vez, sob a toalha móvel de seus fogos, a superfície viva da Terra desperta, freme, e recomeça seu espantoso trabalho. Colocarei sobre minha patena, meu Deus, a messe esperada desse novo esforço.
Derramarei no meu cálice a seiva de todos os frutos que hoje serão esmagados.

Meu cálice e minha patena, são as profundezas de uma alma largamente aberta a todas as forças que, em um instante, vão elevar-se de todos os pontos do Globo e convergir para o Espírito. - Que venham pois, a mim, a lembrança e a mística presença daqueles que a luz desperta para uma nova jornada!

Outrora, carregava-se para vosso Templo as primícias das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que esperais agora, aquela de que tendes misteriosamente necessidade cada dia, para aplacar vossa fome, para acalmar vossa sede, não é nada menos do que o crescimento do mundo impelido pelo devir universal.

Recebei, Senhor, esta Hóstia total que a Criação, movida por vossa atração, vos apresenta à nova aurora. Este pão, nosso esforço, não é em si, eu o sei, mais que uma degradação imensa. Este vinho, nossa dor, não é ainda, ai de mim, mais que uma dissolvente poção. Mas, no fundo dessa massa informe, colocastes – disso estou certo, porque o sinto – um irresistível e santificante desejo que nos faz a todos gritar, desde o ímpio ao fiel: "Senhor, fazei-nos Um!

Porque, à falta do zelo espiritual e da sublime pureza de vossos santos, deste-me, meu Deus, uma simpatia irresistível por tudo quanto se move na matéria obscura, - porque irremediavelmente, reconheço em mim, bem mais que um filho do Céu, um filho da Terra, - subirei, esta manhã, em pensamento, às alturas, carregado das esperanças e das misérias de minha Terra-Mãe; e lá, por força de um sacerdócio que somente Vós, creio, me destes, - sobre tudo aquilo que, na Carne humana, se prepara para nascer ou perecer sob o sol que se levanta, eu chamarei o Fogo.

Aconteceu. O fogo, mais uma vez, penetrou na Terra. Não caiu ruidosamente sobre os cimos como o raio em seu fragor. Força o Mestre as portas para entrar em sua casa? Sem abalo, sem trovão, a chama iluminou tudo por dentro. Desde o coração do menor átomo à energia das leis mais universais, ela tão naturalmente invadiu, individual e conjuntamente, cada elemento, cada mola, cada liame de nosso Cosmos que ele, poder-se-ia crer, inflamou-se espontaneamente.

E agora, pronunciai sobre ele, por minha boca, a dupla e eficaz palavra, sem a qual tudo desmorona, tudo se desata, em nossa sabedoria e em nossa experiência, - mas com a qual tudo se reúne e tudo se consolida, a perder de vista, em nossas especulações e nossa prática do Universo. – Sobre toda a vida que vai germinar, crescer, florescer e amadurecer neste dia, repeti: "Isto é o meu Corpo". – E, sobre toda a morte pronta a corroer, fanar e segar, ordenai (o mistério de fé por excelência!): "Isto é o meu Sangue".

Rico da seiva do Mundo, subo para o Espírito que me sorri para além de toda conquista, revestido do esplendor concreto do Universo. E, perdido no mistério da Carne divina, eu já não saberia dizer qual é a mais radiosa destas duas bem-aventuranças: ter encontrado o Verbo para dominar a Matéria, ou possuir a Matéria para atingir e receber a luz de Deus.

Se o Fogo desceu ao coração do Mundo é, finalmente, para me tomar e para me absorver. A partir de então, não basta que eu o contemple e que por uma fé viva intensifique sem cessar seu ardor à minha volta. É preciso que, depois de haver cooperado, de todas as minhas forças, com a Consagração que o faz jorrar, eu consinta enfim na comunhão que lhe dará em minha pessoa o alimento que ele veio finalmente procurar.

Cristo glorioso, influência secretamente difusa no seio da Matéria e Centro deslumbrante em que se ligam todas as fibras inúmeras do Múltiplo; Potência implacável como o Mundo e quente como a Vida; Vós que tendes a fronte de neve, os olhos de fogo, os pés mais irradiantes que o ouro em fusão; Vos cujas mãos aprisionam as estrelas, Vós que sois o primeiro e o último, o vivo, o morto e o ressuscitado: Vós que reunis em vossa unidade todos os encantos, todos os gostos, todas as forças, todos os estados: é por Vós que meu ser chamava com um desejo mais
vasto do que o universo: Vós sois verdadeiramente meu Senhor e meu Deus!

Senhor, encerrai-me no mais profundo das entranhas de vosso Coração. E, quando aí me tiverdes, abrasai-me, purificai-me, inflamai-me, sublimai-me, até a satisfação perfeita de vossos gostos, até a mais completa aniquilação de mim mesmo.

Toda minha alegria e meu êxito, toda a minha razão de ser e meu gosto de viver, meu Deus, estão suspensos a essa visão fundamental de vossa conjunção com o Universo. Que outros anunciem os esplendores de vosso puro Espírito! Para mim, dominado por uma vocação que penetra até ás últimas fibras de minha natureza, eu não quero, eu não posso dizer outra coisa que os inúmeros prolongamentos de vosso Ser encarnado através da matéria: jamais poderia pregar senão o mistério de vossa Carne, ó Alma que transpareceis em tudo o que nos rodeia!

Ao vosso Corpo em toda sua extensão, isto é, ao Mundo tornado por vosso poder e por minha fé o crisol magnífico e vivo em que tudo aparece para renascer, eu me entrego para dele viver e dele morrer, ó Jesus".


EU, QUANDO VISTO PELO OUTRO

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Quem sou eu? Eu vivo pra saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.

O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada(...)


Vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet, ou até mesmo um e-mail que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.

Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias que vivemos.

O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.

Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.

Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.

Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.

Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado neste processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.

PE. FÁBIO DE MELO

COMO SURGIU O CARNAVAL?

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Na vida, as coisas parecem já existir desde sempre e para sempre, e se acaba por viver tudo o que acontece ou que aparece na moda, no “auge”. Porém, cada coisa tem seu princípio e seus momentos de transformação. É sempre bom que as perguntas surjam, como aquelas da criança que está descobrindo o mundo: Quem criou isso?, por que isso existe? E que tal, como se diz na era da informação, navegar um pouco e descobrir como surgiu o carnaval?(...)

História

Sua origem vem de uma manifestação popular anterior à era cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de saturnálias, festa em homenagem a Saturno, divindade da mitologia greco-romana, Baco (deus do vinho) e Momo (deus da graciosidade). Esses dividiam as honras dos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro.

Em Roma, era marcada por uma aparente quebra de hierarquia da sociedade, já que escravos, filósofos e tribunos se misturavam em praça pública. Na época ocorriam verdadeiros bacanais. Com o advento do cristianismo, esses festejos foram remanejados para antes quaresma.

Por que Carnaval?

Uma das versões mais aceitas para a origem do termo carnaval está no Dicionário de Frei Domingos Vieira, que define a palavra carnaval como provinda do italiano carne e vale. No dialeto milanês tem carnelevale, do baixo latim, e Carnelevamen de carne e levamen ação de tirar, assim, tempo em que se tira o uso da carne, pois a festa do carnaval é exatamente um dia antes da quarta-feira de cinzas.

A origem no Brasil

Rio de janeiro
No Rio de Janeiro colonial existia uma festa chamada congada do rosário, organizada pelos negros da Igreja Nossa Senhora do Rosário, para homenagear os príncipes do Congo que tornaram-se escravos, ocorria próximo ao Natal, sendo proibida no ano de 1820 pela polícia, pois o desfile acabava em sérios conflitos entre os negros e os capoeiras. Os negros, não se deixando abater, foram-se misturando nos ranchos de reis (festa religiosa em que se celebra a adoração dos reis magos a Jesus Menino), transplantados de Portugal. No final do século XIX, passaram do Natal para o carnaval. É o princípio do carnaval carioca. Aí, se desdobraram em ranchos tradicionais e escolas de samba, sobrevindo o rei e a rainha do Congo, sempre com seus trajes de antigas eras, o que se chama hoje de mestre-sala e porta-bandeira. Os embaixadores e os capoeiras e a música, formaram a bateria, que ainda consta do mesmo instrumental de percussão de origem Anglo-Congolesa.

Na Bahia
O primeiro carnaval de rua de Salvador aconteceu cinco anos antes da Proclamação da República. Era uma festa com grande influência européia, como quase tudo o que existia no Brasil naquela época, com muito luxo, requinte. O ano de 1884 é considerado o primeiro carnaval no estilo de hoje, inclusive com o forte apoio da publicidade utilizada pelos comerciantes da época.
Entre 1895 e 1896 surgem os primeiros AFOXÉS, organizados por negros. Representavam casas de culto de herança africana e saíam às ruas cantando e recitando seqüências de músicas e letras.

Em 1938 surgiu a idéia do trio elétrico, quando Dodô (rádio-técnico, músico e estudioso de eletrônica) e Osmar (inventor e músico), se conheceram tocando em programas de rádio, ao lado de Dorival Caymmi, entre outros nomes já famosos na época. Em 1939, em um Ford – o fobica – equipado com dois alto-falantes, eles se apresentaram nas ruas da cidade como a “dupla elétrica”.

Em Recife
Os festejos, sobretudo a festa de reis, eram organizados pelas chamadas Companhias de Carregadores de Açúcar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias, isso no século XVII, que constava de cortejos com caixões e bandeiras.

O frevo, que significa ferver, provém das antigas marchas, maxixes e dobrados; as bandas militares do século passado, bem como as quadrilhas de origem européia.

Uma forte característica do carnaval pernambucano é o Maracatu, que surgiu por volta do século XVIII, dito Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Nação Africana. Entre os clubes que eram a expressão carnavalesca no período de 1904 a 1912, destacam-se os seguintes: Cavalheiros de Satanás, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M., o último como piada aos homens que não tinham mais virilidade.

No mundo
O atual carnaval é uma mescla entre o carnaval de Veneza e da cidade francesa de Nice, onde ocorrem desfiles de pessoas fantasiadas sobre carros enfeitados, exibindo-se para a platéia, enfeita-se a cidade toda por grandes painéis luminosos com temas carnavalescos; à beira do mar, ocorre o desfile mais importante e diferente: a Parada das Flores. Cerca de vinte carros alegóricos, repletos de flores frescas formando arranjos e mosaicos variados, passam pela avenida e são saudados pela platéia. Todas essas comemorações duram até o mardi gras – a “terça-feira gorda”.

O nome francês da data serviu para batizar uma comemoração americana que só acontece nesse dia, na cidade de Nova Orleans. A festa começou no século XVIII, quando a cidade ainda estava sob o domínio da França. Mantendo muitas de suas características originais, como o desfile de mascarados em carros alegóricos. No entanto, à semelhança do que ocorreu no Rio de Janeiro, ela se contagiou com elementos da cultura negra, muito forte na região. Outra presença da festa são os krewe, blocos de mascarados que dançam a pé pelas ruas.

Personagens do carnaval

MÁSCARAS: O uso das máscaras vem desde o tempo em que se pensava que elas protegiam os foliões de maus espíritos ou transformavam as pessoas em personagens diferentes. Já em Veneza, na Itália, o uso de fantasias no Carnaval surgiu por causa de uma proibição. No século XIII era comum as pessoas andarem mascaradas o tempo todo, aproveitando para fazer o que quisessem, inclusive crimes, sem serem reconhecidas. Por isso, foi decretado que o uso de máscaras seria permitido apenas durante o Carnaval. Se alguém fosse pego fantasiado em qualquer outro dia, seria punido com prisão e chicotadas.

MOMO: Segundo a Mitologia Greco-Romana, o Filho do Sono e da Noite, ocupava-se unicamente em examinar as ações dos deuses e dos homens, e chegava mesmo a repreendê-los. Considerado como deus da Graciosidade, tinha caráter muito jocoso. Era representado com uma máscara numa mão e na outra uma figura ridícula para dar a entender que tira a máscara aos vícios dos homens e ri da sua loucura. Foi eleito juiz das obras de Netuno, de Vulcano e de Minerva: nenhuma achou perfeita. Vituperou Netuno porque, compondo um touro, não lhe pôs chavelhos. Criticou o homem forjado por Vulcano, por não lhe ter feito uma janela no coração para lhe ver os seus secretos pensamentos. Censurou a casa que Minerva edificou, porque a não podia mudar de um lugar para outro.

Segundo a História da Arte: Ator que representava nas farsas populares do antigo teatro. Originário dos bobos encarregados de divertir os amos e senhores portugueses que habitavam os paços reais e as residências nobres com mímicas e farsas populares.

ARLEQUIM: Personagem da antiga comédia italiana (commedia dell'arte) de traje multicor, feito em geral de losangos, que tinha a função de divertir o público, nos intervalos, com chistes e bufonadas, foi posteriormente incorporado como um dos personagens nas peripécias das comédias, transformando-se numa de suas mais importantes personagens. Amante da Colombina. Farsante, truão, fanfarrão, brigão, amante, cínico.

COLOMBINA: Principal personagem feminina da commedia dell'arte (comédia de arte), amante do Arlequim e companheira do Pierrô. Namoradeira, alegre, fútil, bela, esperta, sedutora e volúvel. Vestia-se de seda ou cetim branco, saia curta e usava um bonezinho.

PIERRÔ: Personagem também originário da commédia dell'arte, ingênuo e sentimental. Usava como indumentária calça e casaco muito amplos, ornada com pompons e de grande gola franzida.

FONTE: COMUNIDADE SHALOM

CARNAVAL, UMA OFENSA AO CORAÇÃO DE JESUS

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Já está próximo o tempo da Festa das Carnes – o Carnaval.

Não nos é possível omitir uma palavra sobre esse tempo que é, para muitos, motivo de irritação e para outros tantos, motivo de condenação.

Parece-nos bem justo que comecemos a falar com o exemplo dos Santos:

São Francisco de Sales dizia ser o carnaval o tempo de suas dores e aflições, e naqueles dias fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos(...)


São Vicente Ferrer dizia que o carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição.

O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de vindima do diabo.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! que tempo diabólico!”

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como cristãos tenham podido conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.

Escreve Santa Faustina Kowalska: “Nestes dois últimos dias de carnaval conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos neste dia. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da Misericórdia Divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria de Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-se-me, após a Santa Comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo nesses dias?”

Portanto, caríssimos, me parece bem claro que este tempo de imoralidades e desavergonhamentos é de todo reprovável para o bom Católico.

Talvez pudesse alguém me contradizer, alegando que depende de cada um, que é possível passar pelo Carnaval sem cometer ofensas a Deus. Para essa defesa respondo o seguinte: “Podemos nós, Católicos, cheios de Amor de Deus, ainda que não cometamos, presenciar tantas ofensas feitas ao Santíssimo Criador e ainda assim nos julgarmos inocentes? Podemos deixar o Amabilíssimo Coração de Nosso Senhor sofrer tantas injúrias sem que O defendamos com até mesmo o nosso sangue e ainda nos acharmos livres de culpa?”

De qual espécie é a nossa Fé em Deus e na Santa Religião?

Estamos em tempos ecumênicos, onde devemos aprender com o que há de bom e positivo nas outras religiões. Absorvamos, então, o zelo que têm os mulçumanos com a memória de Maomé. Qualquer ofensa provoca uma guerra.

Não é nosso Deus infinitamente maior que Maomé? Não é Ele muito mais digno de proteção e de zelo?

Já se diz aqui no Brasil, não sem apoio de grande maioria de ‘católicos’ que o Carnaval é a festa sem regras, onde tudo é permitido. Onde o sexo, as drogas (lícitas ou ilícitas), a imoralidade, a bagunça e a desordem se tornam o ‘código de conduta’ e lembrar de Deus nesses dias é violar o tal código.

São Pedro Claver nos ensina como deve ser vivido o verdadeiro Carnaval:

Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.

— Padre, aonde vai com esse saco?

— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?

O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.

O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.

— E agora? – pergunta o oficial?

— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

Eis o nosso modelo!

Queiramos que esse carnaval seja diferente e que todos os nossos carnavais passem a ser Católicos meios de testemunhar nossa Fé.

Outro exemplo para nossa edificação:

Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, deitaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.

Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores Padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção? E nós, aderiríamos a essa procissão? Teríamos coragem de sermos olhados pelos nossos amigos nesse ato? Ou daríamos mais valor à humana amizade, que acaba no menor contragosto e em tantas vezes nos afasta de Deus?

Hoje invertemos os nossos valores... Jesus, Nosso Senhor, revelou à Santa Margarida Maria Alacoque: “...carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo agora?”

Voltemo-nos, Católicos!!! Voltemo-nos ao Senhor e Não endureçamos nosso coração.

Peçamos à Santíssima Virgem que nos dê a graça de, como Ela, seguir Seu Bem-amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

FONTE: SITE VIRTUS IN MEDIO

"SER CRISTÃO É ANUNCIAR A ESPERANÇA AOS POBRES E DENUNCIAR OS SEUS OPRESSORES"

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Que todos nós, cristãos, tenhamos consciência que o verbo lutar, no âmbito cristão, deve ser uma constância na nossa caminhada histórica. Pois, é a luta por um mundo melhor, onde a cultura da vida prevaleça, que faz com que nossa vida, tão efêmera, tenha sentido e mais ainda, agrade ao Deus da vida, que disse através do seu filho Jesus: “eu vim para que todos tenham vida”.

Num mundo marcado por tanta desumanidade, onde os pobres são tratados como coisas, relegados e maltratados, os cristãos que se dizem seguidores de Jesus Cristo, o Jesus da Galileia, não podem viver de braços cruzados, numa atitude passiva, cômoda, encastelados no seu mundinho ou somente preocupando-se em agradar a Deus com seu devocionismo ingênuo ou seu radicalismo religioso, apegando-se exacerbadamente ao moralismo, às leis humanas e a um espiritualismo vazio(...)
Viver nessa situação cômoda, seria entrar na contramão do Evangelho, que nos convoca a viver intensamente a fé de forma atuante, histórica e libertadora. Aliás, São Tiago é muito categórico ao dizer: “fé sem obras é fé morta”. O próprio Jesus disse: “Nem todos aqueles que dizem Senhor, Senhor, será salvo, mas, sim aquele que faz a vontade do meu Pai”.

Para esse tipo de cristão reacionário, acomodado, apegado a letra morta da Bíblia e possuidor de uma fé alienante, sem vínculo com o chão da história, ou seja, fé sem ação, sem compromisso histórico, descomprometido com o Reino, visando somente a vida após morte, esquecendo que o céu tem seu começo nesta vida, quando os pobres vivem com dignidade, com sua plenitude na escatologia, pesam as palavras do profeta Jesus: “Ai de vós fariseus hipócritas...”

Ora, se esta sociedade é demasiadamente marcada por tantas injustiças cometidas contra os filhos humildes de Deus, afinal, qual é a nossa missão de cristãos, que tanto afirmamos amar a Cristo? É fazer como ele fez, anunciando e denunciando, ou simplesmente reduzir a nossa fé a um espiritualismo puramente emocional, com direito a palmas, lágrimas e orações intimistas pra Jesus, apegando-se a princípios humanos ou normas jurídicas? FÉ NÃO É SÓ EMOÇÃO! Não podemos mais ficar no comodismo dos cultos embelezados, coloridos, com seus atrativos estéticos, porém vazios de sentido? Aliás, sou obrigado a confessar na condição de cristão: muitos de nós, que assumimos certa função hierárquica, quer na igreja, na comunidade, nos preocupamos muito mais com os aspectos exteriores da fé, com uma pregação desencarnada da vida e uma prática pastoral a-histórica e inócua do que com a construção do Reino de Deus.


Para muitos cristãos, que se dizem apaixonados por Jesus, o mais importante é trabalhar dia noite para fazer do templo, prédio, uma verdadeira imponência, esquecendo que o verdadeiro templo, é o Cristo presente em cada pessoa humana: “estava com fome e me deste de comer; estava com sede e me deste de beber...” E há, também, uma preocupação excessiva com o supérfluo, enquanto isso, o Cristo clama pungentemente pela boca de milhares de miseráveis: quero pão, água, roupa, casa, salário, terra, dignidade.

Não foi por acaso que Deus falou por meio do profeta Jeremias: “Se realmente melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras, se realmente praticardes o direito cada um com seu próximo, se não oprimirdes o estrangeiro,o órfão e a viúva...então eu vos farei habitar neste lugar" (Jer 7,3ss.). Em síntese, para o Deus da vida, o Deus dos pobres, o verdadeiro culto que lhe agrada é livrar o oprimido das garras da injustiça.

Ser cristão e não ter coragem para assumir de forma incondicional, radical a luta em defesa da justiça para os pobres, não passa de mero farisaísmo, hipocrisia com direito a repreensão de Jesus: “afastai-vos de mim maldito, por que tive fome, sede, doente, nu, abandonado, injustiçado, excluído, marginalizado e não olhastes para mim”. “Ide malditos para o fogo eterno” (Mt, 25,31ss.).

Padre Djacy Brasileiro

ÓTICA DO PREGADOR

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Pregadores de religião traem, sermão após sermão, o mundo em que vivem. Eles! Não necessariamente os seus ouvintes. Se leem pouco e apenas um tipo de leitura, este conhecimento unilateral vai aparecer no seu discurso. Se não leem quase nada, Deus “vai lhes dizer” a maioria das coisas que dirão naquele momento. Chamam a Deus em socorro da sua falta de estudo e de busca pela Palavra de Deus, ou do seu desprezo pela cultura do mundo, que está lá nos livros sérios, de pensadores sérios.

Se a cabeça do pregador vive num buraco ou numa selva escura, onde a luz só entra uma ou duas horas por dia, o pregador terá um discurso de alma sôfrega, palavras repletas de assombrações, cheia de soluções rápidas, imediatas, ali, na hora, misteriosas e imediatistas(...)
Deus quer agora, Deus está me dizendo. Eu sinto que ... Encherá os seus fiéis de respostas prontas e mágicas, típicas de quem não quer nada complicado. Seu discurso lembrará os livros e filmes de terror, onde, a cada beco pode surgir um demônio ou uma alma penada. Prega certezas e garante tudo em nome de Jesus, porque lhe falta mais leitura e as luzes da esperança. A esperança é sempre mais trabalhosa do que a certeza. A esperança faz pensar e leva a buscar soluções. A certeza já vem com respostas prontas. Deus mandou você fazer isso. Faça e não discuta! Não questione! Aceite Jesus. Só não acrescentam a frase que está subentendida: do jeito que eu estou mostrando a você...

Se lesse de verdade o Santo Livro, veria que nem tudo tem solução rápida e que não basta dizer Senhor, Senhor, erguer as mãos e usar o nome de Jesus para expulsar qualquer demônio que, às vezes nem é demônio e nem sempre ele vai embora. Uma coisa é o demônio real e outro o de televisão. Religião é muito mais do que apontar uma lanterna contra um ângulo escuro e pedir que os ouvintes nos sigam.

Se o pregador vive numa colina, onde a luz brilha doze a quinze horas por dia, vai ser um pregador de luzes. Seu discurso será o de um homem esperançoso, a semear esperança e a ensinar seu povo a caminhar. Provavelmente, mais do que apontar sua lanterna para um canto escuro, ensinará os fiéis a irem lá e abrirem aquelas janelas, também em nome de Jesus!

Algumas afirmações de pregadores de hoje mostram que formação receberam e que livros andaram lendo. Quando um pregador pentecostal diz que todos ali na enorme assembleia “estão com encosto, só que ele ainda não se manifestou”, mostra o que ele pensa da presença do demônio no mundo e nas almas. Está dizendo que, até na assembleia de batizados e convertidos, que já se entregaram a Jesus naquela igreja, as sombras continuam onipotentes e o espaço continua ocupado pelo demônio. Imagine, então, o que ele pensa dos que não são da sua igreja!

Quando o pregador católico pede a Deus que mande se arcanjo Miguel expulsar os demônios daquela assembleia, está dizendo que os demônios estão lá naquela missa. Tem o Santo Livro e a eucaristia nas mãos e, assim mesmo, pede que Miguel venha com sua espada expulsar os demônios. O texto da missa nem toca no assunto, mas ele não perde a chance de incluir anjos e demônios na celebração. Não lhe basta a liturgia do dia e o que a Igreja oferece a todos os fiéis do mundo. Tem que ter a sua pitadinha de demonologia, senão não é missa de libertação. Age como se não achasse que toda a missa é libertadora. Não foi Jesus quem disse para termos confiança que ele venceu o mundo? Não estamos no Novo Testamento? Não foi São Paulo que mandou os fieis deixarem para traz as coisas de criança? ( 1 Cor 13,11; 1 Cor 3,2) Não é para isso que existe a Eucaristia? Então, de onde saiu aquele São Miguel guerreiro? De onde aqueles demônios? Não basta Jesus, se é que aquelas coisas são demônios?

Pregadores ao abrir a boca mostram o que andam ou não andam lendo. Um bom número de pregadores da mídia religiosa mostra que sabe das coisas. Mas há muitos que não sabem e acham que não precisam saber. Afinal. Deus é seu roteirista. Ele lhes diz o que devem dizer naquela hora. Mas, pelo que andam dizendo, tem gente atrás daquele ponto passando-se por Deus. Mensagem de Deus é que não é!

FONTE: PE. ZEZINHO, SCJ

IMAGINEMOS MARIA...

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Falo a você que crê que Jesus salva e que ele já levou bilhões de pessoas para o céu. Levou também, Maria, sua santa mãe. Se alguma religião ensinasse que ele ainda não conseguiu levar nem a própria mãe, tal religião estaria negando, ou o poder intercessor de Jesus e o valor da sua vitória sobre a morte, ou a santidade e a pureza de Maria.

Nem eu nem você sabemos como era Maria. Então temos que imaginar como era em Nazaré e como é hoje no céu(...)
E é bem aí que precisamos tomar cuidado com a nossa imaginação. Não podemos colocar Maria nem acima, nem abaixo do lugar dela no Reino de Deus. Não podemos imaginá-la nem além, nem aquém do que a nossa Igreja ensina Não podemos inventar recados que ela não deu, palavras que ela não disse nem diria, aparições que não aconteceram. Videntes erram e, não poucas vezes,. Também.os sacerdotes que os aconselham. Alguém pode amar muito a Jesus e á sua mãe e, levado pelo entusiasmo, criar visões que não aconteceram. Muita gente já fez isso, para depois admitir que estava iludida. Não era a mãe de Jesus. Igreja percebeu que era engano desse ou dessa fiel

Por isso, se você garante que a vê e que ela lhe fala e, se a ama de verdade, não dê nenhum recado que acha que ouviu dela, sem primeiro consultar mais de um sacerdote. De preferência ouça um do seu grupo e outro de fora. O fato é tão sério que convém ouvir ainda um terceiro, indicado pelo bispo da diocese. Que os três tenham uma boa bagagem teológica e uma boa experiência pastoral. Não devem ser muito jovens. Se, de quebra, puder conversar com um psicólogo católico, faça isso.

Por que dou este conselho?. Porque tenho lido, visto e ouvido muita gente dar recados em nome de Maria, sem o conhecimento dos sacerdotes e dos bispos. A grande maioria sabe pouco de bíblia, de catecismo e de História da Igreja. Talvez por isso ande repetindo o que a Igreja já condenou e questionou no passado.

Nós, católicos, temos dezenas de escritos oficiais sobre Maria e o seu papel na nossa Igreja e no cristianismo. Mas temos também, circulando entre o povo milhares de folhetos e panfletos de irmãos e irmãs que dizem que Maria mandou publicar aquilo. Se não estão brincando de videntes e parecem assim tão certos de estarem ouvindo Maria, então que se deixem analisar por gente tão ou mais séria do que eles, que também não está brincando de ser bispo, teólogo ou pároco! Imaginemos Maria , sim, mas aceitando os limites propostos pela nossa Igreja e pelo Santo Livro. Você tem ouvido ultimamente algumas pregações sobre Maria? Alguns a diminuem e outros a super-exaltam. E tudo o que ela quer é o respeito que certamente ela merece. Que tal lermos o que a Igreja disse sobre ela desde l950? Pelo menos é um discurso mais atual! Entre as palavras de um piedoso livro do século XVI e as do Vaticano II, mais as dos papas do século XX qual delas você divulgaria? Ou aquilo tudo foi pensado e escrito para depois agirmos como se nada tivesse sido dito sobre Maria nos últimos 50 anos?

FONTE: PE. ZEZINHO, SCJ

CHEGADA DAS RELÍQUIAS DE DOM BOSCO EM FORTALEZA - 05 DE FEVEREIRO

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No ano passado foi comemorado o aniversário de 150 anos da congregação Salesiana. Em 16 de agosto de 2015, serão celebrados os 200 anos de nascimento de seu fundador, São João Bosco. Diante dessas comemorações tão significativas, o reitor-mor da congregação e 9° sucessor de Dom Bosco, padre Pascual Chávez Villanueva, lançou uma peregrinação especial por todo o mundo salesiano. Uma urna, contendo as relíquias do santo, percorrerá os 130 países, nos cinco continentes em que há presença Salesiana. A urna chegou ao Brasil em 16 de novembro de 2009, em Porto Alegre RS e terminará sua visita aqui no Brasil em Manaus/(AM) no dia 28 de fevereiro de 2010(...)

O QUE SÃO RELÍQUIAS?

São peças preservadas para serem veneradas e, em geral, estão relacionadas á vida de um santo. No caso específico de Dom Bosco, as relíquias são a mão direita do santo e o rádio (osso do braço). Guardadas em caixas especiais, as relíquias foram colocadas no interior de uma estátua de Dom Bosco e acomodadas dentro de uma urna feita em alumínio, bronze e cristal. A passagem das relíquias de um santo é sempre um momento de crescimento espiritual e, neste caso é um fato ainda mais especial, pois as relíquias de Dom Bosco nunca saíram da Itália. É uma atitude ousada do reitor-mor. Ele acredita que, ”com Dom Bosco passando entre nós, seremos capazes de renovar nosso ardor apostólico e enfrentar os novos desafios do mundo contemporâneo”

INDUGÊNCIAS PLENÁRIAS

Aquele que visitar as relíquias de Dom Bosco e rezar diante delas um Pai Nosso, uma Ave Maria, se confessar e rezar pelas intenções do Santo Papa receberá indulgências plenárias (A remissão de todos os pecados cometidos).

NÃO PERCA! VAI PASSAR PERTINHO DE VOCÊ!

OBS: DIA 05 DE FEVEREIRO AS RELÍQUIAS ESTARÃO SENDO EXPOSTAS O DIA INTEIRO NO COLÉGIO SALESIANO DOM LUSTOSA (AV. JOÃO PESSOA). E SOMENTE DIA 06 DE FEVEREIRO SERÁ LEVADA PARA A CATEDRAL DE FORTALEZA. NÃO PERCA!

FONTE: COT

QUEREMOS DEUS - 21ª EDIÇÃO

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Com o tema “Sua Misericórdia é Eterna", a Expoece será palco do evento que é tradição na capital cearense. Este ano, o Queremos Deus irá homenagear o padre Caetano e Zilda Arns.

No próximo dia 7 de fevereiro, pessoas de todos os cantos do Ceará se reúnem para, em uma só voz, fazer um pedido de paz para a sociedade. Mas a paz é uma pessoa: Jesus Cristo. É a partir deste clamor que parte do coração das pessoas, pela "Verdadeira Paz", que a Renovação Carismática Católica de Fortaleza e Comunidades Novas realizam o Queremos Deus 2010. O evento chega a sua 21ª edição e traz como tema “Sua Misericórdia é Eterna". O evento terá início às 14h, no Parque de Exposições Governador César Cals, popularmente conhecido como Expoece, em Fortaleza (CE)(...)


Mais de 30 mil pessoas são aguardadas neste grande ato de fé que é tradição na capital cearense. A entrada custa o preço simbólico de R$ 1,00, mais um quilo de alimento não perecível, que será destinado às vítimas do terremoto no Haiti. Na ocasião, haverá a celebração da Santa Missa, presidida pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Tosi.

Os portões do Centro de Exposições estarão abertos a partir do meio-dia. A programação será iniciada às 14h, com muito louvor e animação do Ministério de Música, tendo a frente o padre Antônio Furtado, da Comunidade Católica Shalom, e a irmã Kelly Patrícia, do Instituto Hesed, que cantará os sucessos do seu novo CD. Às 15h, será a solenidade oficial de abertura, com o momento cívico. Logo em seguida, haverá o Terço da Misericórdia, com padre Antônio Furtado e a irmã Kelly Patrícia. Após o terço, haverá uma pregação sobre o tema central do Queremos Deus, “Sua Misericórdia é Eterna".

O ponto alto do evento será às 16h30min, com a celebração da Santa Missa, presidida pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques. No encerramento, um dos momentos de maior emoção, o momento Mariano, em homenagem à Nossa Senhora.

Será a primeira vez que o Queremos Deus 2009 sai do palco tradicional dos últimos 20 anos, o Estádio Castelão. Isso porque o estádio passa por reformas para receber os jogos da Copa de 2014. "Sem Deus, não podemos fazer nada. Em meio a uma sociedade onde impera a violência, o desamor, o ódio, a ganância, a falta de valores morais e cristãos, queremos, a uma só voz, gritar ao mundo que só Deus é a resposta que precisamos para um mundo melhor. Queremos enfatizar a importância da misericórdia de Deus e, a exemplo da misericórdia divina, também suscitar no coração das pessoas o perdão, a reconciliação. Queremos promover a paz, a concórdia e a reconciliação dos homens: consigo mesmo, um com os outros e com Deus", declarou o coordenador do evento, Paulo Mindêllo.

Homenagem

Este ano, o Queremos Deus irá homenagear duas pessoas de grande importância para a Igreja Católica e que partiram ao encontro de Deus este ano: padre Caetano Minette de Tilesse e Zilda Arns.

Programação do Queremos Deus 2010

Às 12h – Abertura dos Portões

Às 14h – Início do evento - Louvor e Animação com o Ministério de Música

Às 15h – Momento Cívico

Às 15h10min – Terço da Misericórdia, com o Pe. Antônio Furtado e Kelly Patrícia

Às 16h – Pregação - "Sua Misericórdia é eterna", com Vitor Hugo - Coordenador do Ministério de Pregação da RCC da diocese do Crato

Às 16h30min – Celebração da Santa Missa pelo arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio

ÀS 18h – Adoração ao Santíssimo Sacramento e Momento Mariano

XXI Queremos Deus 2010

Tema: Sua Misericórdia é Eterna
Local: Parque de Exposições Governador César Cals (Expoece)
Data: 07 de fevereiro de 2010
Horário: a partir das 14h
Ingresso: R$ 1,00 + 1kg de alimento
Locais de venda e ingresso e camisas: Lojas Bet Set
Informações: (85) 3258.1182 / 3258.1188/8806.3783 / 9916.2992

Fonte:
Pascom da Arquidiocese de Fortaleza

VIRADA RADICAL: GRANDE LOUVOR EM PREPARAÇÃO PARA O XI DESPERTAI

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É isso aí, amados e amadas. Já está tudo pronto para o XI DESPERTAI, o evento realizado pela RCC Camocim no período de Carnaval. E, em preparação para esse evento, estaremos reunidos na Avenida Beira-Mar, no dia 06 de fevereiro, sábado, a partir das 19 horas. Será o "VIRADA RADICAL", um grande momento de louvor a Deus. Em praça pública, no "point" da juventude camocinense, estaremos proclamando a Glória do Senhor, e testemunhando que caminhar com Jesus nos faz muito felizes. Além dos Grupos de Oração da RCC Camocim, teremos a alegria de contar com a presença do Padre Anchieta, jovem sacerdote que tem dinamizado a evangelização da juventude na Paróquia de Camocim.

Contamos com sua presença, com sua intercessão pelo evento e também com seu empenho na divulgação. Vamos, juntos, manifestar nosso amor ao Senhor, Nosso Deus!

FONTE: RCC-CAMOCIM

 

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