FESTA DO SENHOR BOM JESUS DOS NAVEGANTES - PARÓQUIA DE CAMOCIM/CE

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PROGRAMAÇÃO - 12 A 22 DE NOVEMBRO DE 2009


TEMA: BOM JESUS,CONTIGO HAVERÁ SEMPRE FRATERNIDADE E SEGURANÇA!‏

12/11/2009 – QUINTA-FEIRA

06:00h – Despertar com alvorada festiva.

19:00h – Hasteamento da Bandeira e Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Evaldo (Pároco de Camocim)

RESPONSÁVEIS: Edna Maria e Comunidade da Matriz.

MÚSICA: Ministério de Música da Matriz.

13/11/2009 – SEXTA-FEIRA

CONVIDADOS: Comunidade São Francisco, Comunidade São José, Comunidade da Olinda e Área Missionária.

RESPONSÁVEIS: Rosemeire, Paulo Clesson e Irmãs Lourdinas.

09:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministros da Eucaristia.

18:30h – Terço Mariano

19:00h – Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Carlos Alberto (Pároco de Viçosa do Ceará)

MÚSICA: Ministério de Música de São Francisco.

14/11/2009– SÁBADO

CONVIDADOS: RCC

RESPONSÁVEIS: Mário Roberto e Renato

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministros da Eucaristia

18:30h – Ofício da Imaculada Conceição

19:00h – Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Luciano (Pároco de Granja)

MÚSICA: Ministério de Música da RCC

15/11/2009 – DOMINGO

CONVIDADOS: Pastoral Catequética, SSVP, JUCA

RESPONSÁVEIS: Maria de Jesus, Romilda.

09:00h – Missa das crianças.

18:30h – Terço Mariano.

19:00h – Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Anchieta

MÚSICA: Coral Unidos em Cristo na Adolescência.

16/11/2009 - SEGUNDA-FEIRA

CONVIDADOS: Pastoral Bíblica e Comunidade Santo Expedito.

RESPONSÁVEIS: Fábio Melo e Kiko.

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministros da Eucaristia.

18:30 – Terço Mariano

19:00h – Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Wilson (Pároco de Barroquinha)

MÚSICA: Ministério de Música de Santo Expedito.

17/11/2009 – TERÇA-FEIRA

CONVIDADOS: Comunidade São Pedro, Pastoral da Criança, CEBs.

RESPONSÁVEIS: Jonnes, Luiza Farias, João Batista, Ir. Blandine

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministros da Eucaristia

18:30 – Terço Mariano

19:00h – Celebração Eucarística

PRESIDENTE: Pe. Sérgio (Pároco de Parazinho)

MÚSICA: Ministério de Música de São Pedro.

18/11/2009– QUARTA-FEIRA

CONVIDADOS: Legião de Maria, Mãe Rainha, Congregação Mariana, Comunidade N. Senhora de Nazaré.

RESPONSÁVEIS: Aurilene, Milaide, Elvanira e Margarida.

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministros da Eucaristia.

18:30h – Terço Mariano.

19:00h – Celebração Eucarística.

PRESIDENTE: Pe. Cláudio

MÚSICA: Coral Rosa de Saron.

19/11/2009– QUINTA-FEIRA

CONVIDADOS: Comunidade do Cruzeiro, Apostolado da Oração, Irmandade do Santíssimo Sacramento.

RESPONSÁVEIS: Ironilde (Nova), Terezinha e Jader.

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministro da Eucaristia.

18:30h – Terço Mariano

19:00h – Celebração Eucarística.

PRESIDENTE: Pe. Sebastião (Pároco de Timonha)

MÚSICA: Coral Água Viva.

20/11/2009– SEXTA-FEIRA

CONVIDADOS: OFS, JUFRA, OVS, Irmãs Missionárias Capuchinhas.

RESPONSÁVEIS: Estelita, Maria Cleide, Ir. Dulcinda e Francisca Soares.

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministro da Eucaristia.

18:30h – Terço Mariano

19:00h – Celebração Eucarística.

PRESIDENTE: Pe. Justino (Reitor da Casa de Formação de Teologia)

MÚSICA: Coral Raio de Luz.

21/11/2009– SÁBADO

CONVIDADOS: Terço dos Homens e Dizimistas.

RESPONSÁVEL: Max e Kaala.

9:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento – Ministro da Eucaristia.

18:30h – Ofício da Imaculada Conceição.

19:00h – Celebração Eucarística.

PRESIDENTE: Pe. Evaldo.

MÚSICA: Grupo Ágape.

22/11/2009- DOMINGO (DIA DE CRISTO REI E DIA DO LEIGO (A))

9:00h – Missa das Crianças.

10:30h - Batizados

18:00h –Celebração Eucarística.

19:00h – Procissão e descida da Bandeira.

PRESIDENTE: Pe. Evaldo

MÚSICA: Ministério de Música da Matriz.

PROGRAMAÇÃO SOCIO CULTURAL DA FESTA

DIA 14/11/2008 – Sábado

- Show Carismático

DIA 19/11/2008 – Quinta-feira

- Leilão de prendas

DIA: 20/11/2008 - Sexta-feira

- Leilão de garrotes

DIA: 21/11/2007 - Sábado

- Parofolia – às 16h (Saída: Praça da Rodoviária)

- Show Cristão

DIA: 22/11/2008 - Domingo

– Show de lançamento do CD do Naldo

OBS: 1. A Barraca Central funcionará todos os dias da festa;

2. Leilões:
19/11/2009 – Leilão de prendas
20/11/2009 – Leilão de garrotes

PERCURSO DA PROCISSÃO DE ENCERRAMENTO

Saída da Matriz pelas ruas: Dr. João Thomé, Engenheiro Privat, José de Alencar, 24 de Maio e Dr. João Thomé.

REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Mc 13, 24-32 - 33º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

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O evangelho de hoje foi escrito em estilo apocalíptico, o mesmo em que São João escreveu o "Apocalipse", o último livro da Bíblia. O ano litúrgico termina no próximo domingo e a solenidade desse estilo serve de arremate ao ano que se finda.

ESTILO APOCALÍPTICO - O estilo apocalíptico é um gênero literário (maneira de escrever) que floresceu entre os anos 200 a.C. e 100 d.C.(...)
O escritor faz uso da sua fantasia de maneira exuberante. Para impressionar, sempre fala em catástrofes que acontecem na natureza. Assim, vemos no Apocalipse de São João:

"Um sinal grandioso apareceu no céu..."
"Sua cauda (a cauda do dragão) arrastava um terço das estrelas do céu."

Não se pode compreender as frases acima no sentido literário, mas é preciso ver, no meio dessa maneira impressionante de se expressar, qual a mensagem que o escritor quer passar. Pegando as frases no sentido literal, a pessoa é levada a crer na eclosão de um cataclisma próximo. Esse é o estratagema dos filmes para causar sensação em suas produções. Assim, São João no seu apocalipse não quer predizer o fim do mundo, mas se dirige às suas comunidades preparando-as e fortalecendo-as contra as perseguições que estavam para se abater sobre elas.
Então, baseado no que dissemos acima, o evangelho de hoje não tem nada a haver com o fim do mundo nem com o juízo final. Ele se refere à vinda de Cristo depois da nossa morte. "O fim do mundo acontece para cada um na hora da morte. Para quem morre, o sol escurece, apagam-se as luzes românticas da lua e das estrelas." Diz o grande biblista Frei Clarêncio Neotti (Ministério da Palavra - ano B - pag. 214). É o que chamamos "a segunda vinda de Jesus". Ela é tratada com grande solenidade, fortificar a nossa vigilância, incentivar o nosso desapego e a prática das boas obras, conselhos que resumem toda a pregação de Cristo e que ficam bem neste fim de ano litúrgico.

"Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. Ele enviará..." Essa é uma maneira solene de falar da segunda vinda de Jesus. Ele não virá mais na fragilidade do seu corpo humano, como o "Filho do Homem", mas em sua majestade divina (virá como juiz). As "nuvens" são usadas na Bíblia nas teofanias (as aparições de Deus) como no Monte Sinai, na entrega das tábuas de pedra.

O Filho do Homem - Jesus se chamou, várias vezes, de "Filho do Homem", isto é, o Deus que quis nascer de um ser humano. É um apelido que ele botava em si quando queria significar "o homem frágil", aquele que, como qualquer homem, sentia as dores e tudo o que sofre a humanidade. A expressão não é original dele: Daniel já a usa na Bíblia. "Filho do Homem" é apenas um lado de Jesus. Esse lado frágil aparecerá revestido de glória no julgamento, depois da nossa morte.

"Ele enviará os anjos dos quatro cantos da terra e reunirá..."
O escritor sagrado continua a usar os termos apocalípticos para solenidade ao momento do julgamento. Os anjos se encarregarão de reunir todos os que serão julgados naquele momento.

"Aprendei, pois, da 'figueira' esta parábola."
A figueira era e é uma árvore muito cultivada na Palestina. Com bastante água e adubo, ele vicejava mesmo em terreno fraco e pedregoso. E podia dar muitos frutos e chegar a dez metros de altura. Por isso, uma figueira estéril (sem frutos) e baixa como um arbusto silvestre irritava quem a encontrasse, como aconteceu na parábola da figueira estéril de "Lc 13, 6-9".
Elas brolhavam como brolham os nossos cajueiros e as nossas mangueiras no mês de setembro, em pleno verão. Daí o versículo: "quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto."

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão."
Essa frase não significa que acabará o céu e a terra, mas que, embora o céu e a terra se acabe, as suas palavras não deixarão de se realizar.

REFLEXÃO CENTRAL:

O evangelho deste domingo vem nos lembrar a transitoriedade da vida terrena. Ela passa - não devemos nos esquecer disso. As coisas da terra correm com a mesma espontaneidade com que as águas de um rio procuram o mar, embora, às vezes, pareçam paradas. O meu barco procura um porto e o porto do seu destino se chama "Eternidade". Como acontecem nos remansos, os barcos parecem parados. Essa é uma ilusão traiçoeira da nossa vida. Os nossos dias nunca param, mas continuam singrando para a eternidade. Esse lembrete, cheio de solenidade, fica bem no final deste ano litúrgico, que termina no próximo domingo, o Domingo de Cristo Rei.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

EVANGELIZAÇÃO QUE ALIENA OU QUE LIBERTA?

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Estamos vivenciando na Paróquia de Camocim/CE mais um festejo em louvor ao ilustríssimo padroeiro Senhor Bom Jesus dos Navegantes, evento que se iniciou no dia 12 de novembro e perdurará até o dia 22 do corrente mês. Sem dúvida alguma, um momento intenso de evangelização e revigoramento de todas as forças vivas desta Igreja local. Temos percebido que, a cada ano, acorre uma multidão crescente de fiéis para as celebrações diárias na Praça da Matriz, sedenta da Palavra de Deus e de um encontro pessoal com Jesus Cristo. A grande pergunta é: a nossa evangelização, principalmente nesses momentos de festa, tem suprido as necessidades deste povo, proporcionando crescimento para a vida de fé da comunidade e um comprometimento com o projeto de Jesus Cristo?(...)
Ampliando a nossa reflexão, ultrapassando os limites de Camocim, como tem sido a evangelização em sua paróquia ou comunidade? Que Cristo temos anunciado? Um Jesus Cristo distante da nossa realidade, desencarnado da vida e da problemática humana ou um Cristo libertador, que desafiou todo a estrutura sociopolítica de sua época e nos ensinou a fazer o mesmo?
A evangelização autêntica é aquela que promove o ser humano em todas as suas dimensões, fazendo dele uma célula viva do Reino de Deus no seio da comunidade. Uma vez evangelizado, o cristão precisa irradiar ao seu redor os autênticos valores da vida cristã, hoje tão esquecidos pela sociedade. Ele, através de sua postura e da sua visão de mundo, faz a grande diferença nas discussões e nos debates da vida cotidiana, porque questiona, não se conforma com essa cultura de morte que fere profundamente a dignidade humana. O cristão, que é fruto de uma evangelização transformadora, é um homem novo, profético, consciente de sua fé e portanto, alguém que consegue "ainda" se sensibilizar diante da miséria e da pobreza, que ceifam tantas vidas. Trata-se de alguém que, não reduz o seu cristianismo a uma missa dominical ou a uma prática devocional, mas faz de sua vida também, uma grande celebração eucarística, festim divino nos altares da vida.
A evangelização desenvolve também a nossa cidadania. Por que será que a maioria de nossos pastores não discute essa temática em suas pregações e homilias? A Igreja, em seus documentos e encíclicas, faz um constante apelo pela inserção do leigo/a no mundo da economia, política, cultura e sociedade, como espaços privilegiados de ação evangelizadora. Será que estamos cumprindo essas diretrizes? Como vai a articulação, a nível diocesano, dos grandes eventos anuais propostos pela CNBB, nesta linha sociotransformadora, tais como:
Semana da Cidadania, Grito dos Excluídos, Semana da Solidariedade, Romarias, Fóruns Sociais, Campanhas de iniciativa popular etc? E o que é pior, que apoio tem sido dado as pastorais e movimentos que trabalham nessa linha? Por exemplo, que motivação tem-se dado as CEB's?
A opção pelo povo e pelos pobres é o lugar social natural dos cristãos. Quando pensamos no aumento gradativo da miséria e da exclusão social, no tráfico de drogas em nossas cidades, na grilagem de terras, nos índices alarmantes de violência além de outros problemas atuais, nos questionamos sobre a inércia de algumas igrejas e instituições. Será que acreditamos de fato na proposta de Jesus, que supera toda forma de injustiça e exclusão? É preciso ter um "coração pascal", que acredita na validade permanente da utopia, na certeza de que o "Reino"sempre avança, apesar da incredulidade de muitos.
Ainda existem profetas hoje e eu particularmente os admiro! Pena que algumas de nossas lideranças, não conseguem vê-los com os mesmos olhos e não descobriram o verdadeiro sentido da evangelização.

CÉSAR AUGUSTO ROCHA

A UNIVERSIDADE E O MICRO-VESTIDO

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Como não poderia deixar de ser, sobrou para os católicos o conflito começado pela jovem Geisy Arruda, 20 anos, com a sua Universidade. Não sei como a London, a Upckins e a Berkeley tratariam do caso, mas sei que o problema era com ela e a comunidade Uniban de Santo André. Nos Estados Unidos, por exemplo, as universidades reagem a provocações de cunho social ou moral. Quebra de decoro vai contra os estatutos. Quem estuda lá tem um compromisso. A Universidade que suspendeu seis a oito alunos por causa do tumulto, expulsou-a. Entende que ela causou conscientemente aquela reação. Os alunos se dividiram entre apoiadores e apupadores(...)

Mas alguns provedores na Internet, entre eles o Google News, deram um jeito de falar do país da tanga e da quase nudez nas praias e da nossa maioria católica. De repente, sobrou para nós católicos, como se nos países evangélico sou pentecostais tais comportamentos fossem tolerados. Mesmo que Geisy fosse de comunhão diária, os católicos não têm absolutamente culpa alguma no que aconteceu naquele recinto sagrado de cultura e de conhecimento. A Igreja Católica não é a favor da expulsão de uma estudante que errou ao trazer à cena de maneira negativa numa instituição digna de crédito, mas também não é a favor de Geisy Arruda, que admite ter errado ao passar dos limites daquela casa.

Já que fomos citados, opinemos sobre o que houve naquela universidade e o que pensam os católicos. Não é preciso nem que os bispos, nem o Papa se pronunciem. Qualquer católico que foi ordenado para ensinar a doutrina sabe a resposta. Micro-vestidos mais as formas da mulher. Sabemos o que isso causaria numa comunidade muçulmana. Sabemos dos limites até nas mais tolerantes instituições do Ocidente. A depender do local e do ambiente, a mulher que quase se despe, exceto nas passarelas, sabe muito bem o que causa. Temos uma cultura cristã e muitas igrejas, não apenas a católica, desaprovam a excessiva exposição do corpo humano de ambos, homem e mulher. Um homem que desfilasse de calças excessivamente reveladoras receberia a mesma desaprovação.

Talvez devamos, todas as igrejas, desenvolver uma catequese do corpo e do seu uso. Ela anda esquecida. Vende-se e expõe-se o corpo com enorme facilidade como se ele fosse um produto dissociado da pessoa. Ele seria um objeto e a pessoa o sujeito que o usa, vende, ou aluga. Nada mais errado! Para a grande maioria das religiões a pessoa humana é sagrada e o corpo não é apenas um adendo. É sagrado porque a pessoa é sagrada. Creu-se que Deus criou o ser humano, então o ser humano prestará contas a ele do que faz no e com o seu corpo. Se o usa para ganhar dinheiro, provocar ou desafiar, a instituição provocada tem o direito de reagir. Como reagirá, já são outros quinhentos, mas ficar impassível, ela não pode. Universidade não é passarela. Há lugares outros para quem quer revelar o corpo ou provocar pessoas. Não é preciso ser crente em Deus parta saber que há limites para um traje. Cristão, muçulmano, judeu o ateu, quem pensa sabe que há limites para a convivência. Não se faz o que se quer numa comunidade.

Já que lá fora falaram dos católicos e da nossa cultura, pois, então, saibam todos que de uma católica, e não sabemos se Geisy o é, espera-se que se porte e saiba o que vestir numa universidade ou numa igreja. A Igreja tem, sim o direito e o dever de orientar. A Universidade tem , sim o direito de reagir e censurar. Não é necessário expulsar. Mas a moça deve ser chamada às falas. Se ela fez o que quis e para alguns até virou heroína e vítima, a Universidade também se sentiu vítima. Alguém desafiou suas leis. O protocolo do Palácio do Planalto teria o que dizer, se uma funcionária se vestisse daquela forma.

Estive em Aparecida no domingo, dia 8 de novembro. Entre os fiéis que me reconheceram e vieram pedir a minha bênção estavam duas moças de mini-vestido. Fiz uso do momento para oferecer a elas uma catequese de padre católico. Perguntei, sem ofendê-las, se tinham trazido no ônibus alguma calça comprida e uma blusa mais longa para participarem da missa. Uma delas baixou os olhos, pediu desculpas e disse que sim. Perguntei se, com a minha bênção, eu poderia pedir que não usassem aquela roupa lá no templo. Concordaram sem conflito. Tornei a vê-las no mesmo lugar onde estava meu carro. Estavam de calça comprida. Toquei-lhes o nariz como fazem os idosos meio tio velho e meio avô e disse: - Assim, sim!

Não foi preciso expulsá-las de Aparecida... Imagino que alguém da Uniban tenha feito o mesmo. Se fez, erro da moça. Se não fez, erro da Uniban.

FONTE: PE. ZEZINHO, SCJ

CARISMÁTICO E LIBERTADOR

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Não sei se sou libertador, nem se sou carismático. Tento ser querigmático, porque a catequese me é fundamental. Há carismáticos nada querigmáticos. Sentir a fé é uma coisa, levá-la é outra. Mas gostaria de ser os dois, por que tenho uma libertação a buscar e um carisma a exercitar.

Sei que em algumas situações deverei exercitar o meu papel de libertador, em outras, deverei deixar fluir alguns dos muitos carismas que Deus me deu. Mas preciso aprender a disciplinar, tanto as minhas inspirações e rompantes carismáticos como minhas inspirações e rompantes de libertação(...)


Eu não tenho tudo que meu povo necessita para ser libertado, portanto, minha palavra não pode vir apenas de mim e do que estou sentindo naquela hora. O sentimento não poucas vezes nos engana. Também a razão.

Também não tenho tudo que meu povo necessita para a união mais profunda com Deus, por isso mesmo preciso da palavra da Igreja para lhes dar mais espiritualidade. Como lembra Antonio Vieira, não me adiantaria pregar palavras de Deus se não pregar A Palavra de Deus.

Não me adianta decorar um discurso de um movimento ou de um grupo de igreja, seja ele, de ênfase espiritualista ou de ênfase política. Discursos não libertam; conteúdo, sim. Falar bonito é fácil. Ser coerente é que é difícil. As pessoas deveriam descobrir por si mesmas, se tenho ou se não tenho uma atitude libertadora e se ela é legítima e fundamentada nos dogmas e ensinamentos da Igreja. Pelos frutos se conhece a árvore. Alguém pode não gostar de figo, mas terá que admitir que está diante de figo legítimo. Alguém pode não gostar de um profeta, mas terá que reconhecer que está diante de alguém que não adapta o discurso para agradar ou para fazer adeptos.

Os que me ouvem terão também que descobrir se tenho unção e espiritualidade, ou se o que digo é apenas discurso. Essas coisas se provam com uma vida e não com palavras. Por isso, pedirei a Deus todos os dias, a graça de ser sempre renovado, sempre carismático e sempre libertador, dentro da ordem da congregação religiosa onde eu escolhi viver o meu chamado.

Quando meus defeitos se acentuarem -e eles se acentuam-, hei de pedir misericórdia e a graça de Deus para saber superá-los, sejam eles causados pela enfermidade, por erros de perspectiva e por atitudes que não somam e não ajudam meu povo a crescer.

Não sei se sou libertador, mas para o ser, preciso estudar com afinco a doutrina social da igreja que me ordenou sacerdote. Não sei se sou carismático, dentro da minha congregação e perante meus irmãos, mas sei que preciso aprofundar muito a espiritualidade católica, se pretendo levá-la ao meu povo. Terei que saber que uma coisa não se opõe à outra. Pode-se ser um libertador carismático e um carismático libertador. Mas isso não é coisa de papel e sim da pessoa. Já vi sacerdotes modernos de batina, como era o caso de Dom Helder. E já vi gente pregadores em manga de camisa, que pareciam modernos, mas não ouviam a comunidade. Eram ditadores. Tenho visto roupas do século 15 em pessoas avançadas e roupas do Século 16 em pessoas que rejeitavam até mesmo o Concílio Vaticano II.

Serei julgado por Deus, mas também pela minha Igreja, pelo que eu disse, fiz e vivi. Farei história se tiver caminhado com toda Igreja e não apenas com um grupo de igreja, se tiver tido o coração aberto para todos e capacidade de falar e dialogar com todos.

Farei apenas um pedacinho da história, se tiver me deixado prender apenas por um grupo, falado apenas a linguagem desse grupo. Terei marcado passo se não tiver conseguido falar a linguagem da Igreja Católica Apostólica Romana para o nosso povo e para o nosso tempo. Deus me ajude a ser diastólico. Meu coração não pode vier de sístole. Não me fecharei. A idéia de ser católico é bem essa: “para todos”. Católico fechado é contradição!

FONTE: PE. ZEZINHO, SCJ

DE VOLTA ÀS CATACUMBAS

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Não podendo exercer em público sua fé, os primeiros cristãos, por largos períodos recorreram aos cemitérios daquele tempo. Iam orar perto dos mortos em catacumbas, até hoje preservadas. Os imperadores baniram a nova fé em defesa dos seus deuses.

Uma decisão da corte europeia na primeira semana de novembro de 2009 baniu os símbolos religiosos entre eles o crucifixo, das salas de aula(...)
Por trás da decisão está a laicização e a radicalização de algumas sociedades ditas modernas. Baseadas nos direitos de todos proíbem símbolos de apenas uma religião em lugares públicos. Ou se permite todos ou não se permite nenhum, mesmo que aquele país seja, na sua imensa maioria cristão. É evidente que os países muçulmanos não farão o mesmo. Então, é atitude de países que já foram cristãos e agora não lutam mais pelo seu direito de ostentar sua fé em público. Os muçulmanos não estão nem aí nos países onde são maioria. Lutam pelo seu direito.

Levada a sério, amanhã serão banidas as Bíblias nas lojas, os monumentos à Bíblia, os crucifixos, as vestes das freiras católicas e das muçulmanas, véus e chadores, porque são símbolos públicos de uma fé. E quem ostentar crucifixos no peito poderá estar sujeito à multa. Levado ainda a extremos, só se permitirá símbolos religiosos dentro dos templos e dos lares. Nem mesmo na fachada dos edifícios, dos templos e nas torres será permitido ostentar sinais. Quem os quiser terá que entrar no templo. Nomes nas fachadas, então nem se fala! Não se permitia nos estádios, nos tribunais e em qualquer lugar público que alguém faça propaganda de sua fé.

Se a moda iconoclasta pegar, a religião terá sido levada de volta às catacumbas. Os não religiosos terão vencido, mesmo sendo eles a minoria que sempre serão. Da intolerância dos religiosos de ontem passamos à intolerância dos não religiosos de hoje. Não querem ter que ver os sinais dos outros. Mas os outros terão que ver os seus sinais, posto que algumas imagens pagãs classificadas como esculturas registram cenas de ateísmo ou se paganismo. Estas também teriam que ser banidas das universidades, das praças e dos frontispícios. E de quebra teriam também que ser retirados das escolas desenhos, estátuas, gravuras ou pinturas que façam propaganda do ateísmo. Inclusive os símbolos da maçonaria e da rosa-cruz. A Venus de Milo, as estátuas de Hércules, as de alguma deusa da antiguidade teriam também que ser banidas. Afinal, lembram outra fé. Se um não pode, também o outro não deve. De radicalização em radicalização teremos quebras de crucifixos, de estátuas, de monumentos, de pinturas e esculturas que lembram qualquer religião de ontem ou de hoje.

Já prevejo o quadro: virão os jurisconsultos a dizer: “isto pode, isto não pode!” E de “pode-não-pode” acabaremos onde estamos: o cidadão que paga imposto, tem o direito de exibir em público os seus símbolos. A minoria também terá direito de trazer o seu, As escolas e tribunais terão, então cada qual um panteón onde caberão todos os símbolos e todos ficarão felizes. Maioria e minoria. Tudo democraticamente muito legal! Mas assim mesmo, eles terão vencido. Países de maioria católica poderão levar cruzes no peito, evangélicos poderão ter seus sinais, mas terão que aceitar os símbolos de três alunos muçulmanos e dois budistas. As meninas muçulmanas poderão usar suas vestes, mas terão que se abster de pregar a sua fé e orar do jeito delas nas escolas.

Quem viver verá aonde nos levará a nova iconoclastia. Ah! Ficarão também proibidas imagens de ursos, águias, foices e martelos, cruzes nazistas e outros sinais que possam significar uma volta a tais doutrinas. E os casais não poderão usar alianças, porque talvez digam alguma coisa em público!... É, pois é! Há direitos que parecem Direito, mas já nascem tortos. Discriminam e incriminam!

FONTE: Pe. Zezinho, scj

BENTO XVI ORIENTA BISPOS SOBRE NOVO RITO DE EXÉQUIAS

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O Papa Bento XVI escreveu à Conferência Episcopal Italiana, que se reuniu em assembleia plenária desde segunda-feira, 9, sobre a reformulação da edição italiana do Rito das Exéquias.

Segundo o Papa, o novo texto “responde à necessidade de conjugar a fidelidade ao original latino com as oportunas adaptações à situação nacional”, com atenção especial ao “novo contexto sociocultural e às exigências da nova evangelização”(...)


O esboço desse ritual de exéquias, que contempla a cremação, foi aprovado nesta quarta-feira, 11, em Assis, na Itália. Os bispos italianos recomendam que os católicos não façam práticas como as de espalhar as cinzas ou conservá-las fora do cemitério ou de uma igreja.

O Código de Direito Canônico, no seu cânone 1176 (parágrafo 3) declara que "a Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos, mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã".

Na última segunda-feira, o Santo Padre enviou uma mensagem ao presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Cardeal Angelo Bagnasco, em que exortou a Igreja na Itália a defender a vida humana e, de modo especial, a lutar contra as tentativas de transformar a morte em um "direito" ou em um "espetáculo".

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274671

A RENOVAÇÃO NA CATEQUESE

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Repetição nunca foi sinal ou prova de ortodoxia. Noutras palavras, quem quiser ser fiel à Igreja não precisa ficar o tempo todo repetindo frases da Bíblia, fórmulas dos concílios, expressões dos santos Padres, das autoridades, dos teólogos. O que representa conquista da teologia, da catequese, da liturgia, da história, da espiritualidade etc. merece ser conhecido, estudado, respeitado. Mas o que adianta a mera repetição?(...)

Podemos exemplificar. O mundo tem uma população que ultrapassa os 6 bilhões de habitantes. Os cristãos são calculados em torno de l bilhão e 300 milhões. Mesmo supondo que 2 bilhões de pessoas conheçam o cristianismo, ainda assim 2/3 da população mundial não entendem a linguagem cristã. Assim como muitos cristãos não entendem a linguagem muçulmana, judaica, budista, as religiões africanas ou indígenas, todas elas com milhões de adeptos.

Até dentro de uma mesma nação as linguagens são diferentes. Por isso, todo esforço deve ser feito para que também a linguagem religiosa seja "traduzida", bem entendida. Desde João XXIII, os católicos aprenderam o verbo italiano aggior-nare, usado no contexto do Concílio Vaticano II: ele significa atualizar, tornar a mensagem cristã compreendida pelo homem moderno. De fato, quantas vezes a gente ouve um sermão de um bispo ou de um pároco ou uma aula de catequese que parecem grego...

A catequese, por isso, deve se renovar, alargar seu próprio conteúdo, descobrir novas metodologias, utilizar as tecnologias contemporâneas, beneficiar-se dos avanços das ciências da comunicação, servir-se dos conceitos e imagens compreensíveis pelas crianças, pelos jovens e pelas famílias de hoje.

Para que a renovação seja reflexo da vitalidade catequética, precisamos, porém, evitar toda improvisação, precipitação ou mesmo temeridade. A renovação não deve trazer confusão para as crianças e jovens ou para seus pais, a fim de não comportar desvios e ruptura da unidade da fé cristã. A Igreja soube renovar-se tantas vezes e deve continuar renovando a catequese para maior vigor da fé.

Domingos Zamagna

http://www.catequisar.com.br/texto/catequista/ano/09.htm

VENHA LOUVAR E ADORAR A DEUS...

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SOMOS LEIGOS/AS?

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"Leigo" é uma denominação extemporânea e inoportuna . Batizados, participamos do sacerdócio de Cristo, não somos "LEIGOS", não somos DESCONHECEDORES". Somos leigos em alguns assuntos, em Igreja é inconcebível para um batizado. Nomenclatura errada leva a erro de doutrina e a comportamento, inconsciente, de afastamento. O crescimento das seitas tem, entre outros enganos da hierarquia da Igreja de Jesus, esta concepção de que o "leigo" não vive uma "vida religiosa", “uma vida consagrada”(...) Esta noção está enraizada no inconsciente do fiel católico que vai tornando-se infiel até abandonar a Igreja e agregar-se às seitas por falta de instrução e sensação de isolamento. Em alguns países, templos católicos estão expostos à venda por absoluta falta da presença de fieis.Todos somos "freis" e "freiras", todos nós somos “irmãos”, os protestantes chamam-se, assim, entre eles. ERRAM OS QUE PENSAM QUE ISTO É SÓ "UMA QUESTÃO DE NOME", não é, é questão de função, de participação, de vivência, de concepção consciente e inconsciente. Este é um dos motivos REAIS (entre outros que também precisam ser mudados), do esvaziamento dos templos e da evasão de fieis católicos para as seitas fundadas por homens, como fundado por homens, dentro da Igreja, é o Clericalismo.
Bento XVI, na abertura da Conferência de Aparecida, convocou os fieis católicos a assumirem sua missão com “audácia e entusiasmo”. “Devem sentir-se co-responsáveis na construção da sociedade segundo os critérios do Evangelho, com entusiasmo e audácia, em comunhão com os seus Pastores”. O Papa deu ainda um recado à hierarquia da Igreja: “Promover o amadurecimento, co-responsável, com a missão de anunciar e fazer visível o Reino de Deus”. Grande parte dos católicos não recebe instrução adequada e suficiente para ser firme na fé com “audácia e entusiasmo”
Membros da Igreja de Jesus estão, com motivação inconsciente, procurando as seitas onde não existe esse clericalismo . Todo cristão deve viver a castidade, a obediência e a pobreza . O fiel católico não é mais “leigo”, não é mais OBJETO da Missão, esse tempo passou, somos SUJEITOS, somos agentes, conforme o Espírito Santo nos tem mostrado, e evidenciado, através dos documentos pontifícios nos últimos tempos.
A Igreja, que eu amo, Una, Santa, Católica, Apostólica, Romana, única Igreja de Jesus Cristo, fundada sobre Pedro, tem um grande inimigo no Clericalismo que continua chamando "leigo" (desconhecedor) a quem não é "religioso" ou "consagrado". Todo batizado é religioso e consagrado. Desconhecedor de quê ? da doutrina ? “Entretanto, ninguém poderá acusar meu povo, nem o repreender, mas eu censuro a ti ó sacerdote. Tu tropeçarás em pleno dia, assim como o profeta durante a noite. Far-te-ei perecer, porque meu povo se perde por falta de conhecimento; por teres rejeitado a instrução, excluir-te-ei de meu sacerdócio." O Senhor usou o profeta Oseias ( 4,4-6) para esta censura..
A palavra "leigo" usada em lugar de "fieis católicos" é expressão discriminatória, exclusivista e ...clericalista. Não só os que estão dentro de conventos, mas todo fiel católico é "religioso", "consagrado" e "irmão", participa, segundo as Escrituras, do Sacerdócio de Jesus Cristo. “Vós, porém, sois uma raça escolhida, um sacerdócio régio, uma nação santa, um povo adquirido para Deus, a fim de que publiqueis as virtudes daquele que das trevas vos chamou à sua luz maravilhosa.”(1ª Pd 2,9) Nos dicionários e em nosso inconsciente, desde crianças, a palavra “leigo” é sinônimo de "ignorante", "desconhecedor,"ou "serviçal de convento" . É assim que também, consciente ou inconscientemente, nos julgam. Nós, os católicos fieis, somos sabedores de nossa participação e função na Igreja de Cristo, não somos ignorantes nem desconhecedores e nem estamos sendo serviçais em conventos. Está na hora de substituir esta palavra por: "FIEL CATÓLICO" ou por outra que o Santo Espírito inspire.
O cristão católico é batizado, não é LEIGO quando o assunto é IGREJA. Toda palavra tem uma conotação, também inconsciente. Não é em vão que São João afirma: "a PALAVRA se fez Homem e habitou entre nós". "Você acredita, o inconsciente realiza" é uma das afirmações do teólogo Carlos Afonso Schimitt, com mais de 60 livros publicados. Por causa desta conotação inconsciente, muitos estão deixando a Igreja para serem "irmãos", "consagrados" e "religiosos" nas seitas. Dentro de algum tempo a Igreja ficará formada por grupos isolados, templos cada vez mais vazios e católicos mais perseguidos. Precisamos mudar!!!

*É psicólogo, poeta, escritor e professor universitário.

Salve Maria, mãe de Deus e da Igreja !

GERALDO MAIA CÂMARA

DIA NACIONAL DO LEIGO/A - MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CNLB NE I

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A festa do CRISTO REI é a festa da realeza, mas é, também, a festa do serviço. Afinal, Jesus veio para servir, e não para ser servido.

Como está escrito: ... “e aos pobres é anunciado o Reino de Deus”(Mt.11,5). A realeza de Cristo é reconhecida pelos pobres, pelos marginalizados, pelos excluídos, quando, um, na cruz, disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”(...)


Proclamemos Jesus, o Rei do Universo, o Senhor das nossas vidas. Reconhecer a realeza de Jesus é lutar pela construção do Reino de Deus, por um novo mundo, por uma nova Humanidade, por uma Sociedade justa, fraterna e solidária; é lutar pela inclusão social, pela inclusão eclesial, e nesta, a inclusão de todos os Leigos e Leigas, como membros da Igreja, Povo de Deus.

Pela passagem do Dia Nacional do Leigo(Festa do Cristo Rei), queremos saudar, na paz do Senhor Jesus, a todos os Leigos e Leigas do Regional Nordeste I. Mesmo diante de todos os desafios, próprios da nossa caminhada, de todas as dificuldades, de todos os impasses com que nos defrontamos no trabalho de articulação e organização do Laicato no Regional, ressaltamos que estamos todos unidos em espírito de amor fraterno e comunhão eclesial.

Nesta data tão significativa para nós, Leigos e Leigas, lembremos que, pelo nosso Batismo, exercemos, também, a tríplice função salvífica de Cristo. Por esta razão, somos celebrantes, a função sacerdotal, expressão do Cristo VIDA; somos evangelizadores, missionários, a função profética, expressão do Cristo VERDADE, e estamos a serviço, a função real, expressão do Cristo CAMINHO, o Cristo REI.

Lembremos, também, que em Puebla, no México, os Bispos afirmaram que em todas as atividades e presenças, “o Leigo deverá buscar e promover o bem comum, na defesa da dignidade dos mais fracos e necessitados, na construção da paz, da liberdade, da justiça; na construção de estruturas mais justas e fraternas (Puebla 792).

Lembremos, por fim, que Cristo é Rei, o Rei do Universo, de toda a terra, o Rei dos séculos, com diz o Apóstolo Paulo (I Tim. 1, 17). Ele é o Senhor da História, o único Senhor da nossa História eclesio-laical, que deve ser construída, por todos nós Leigos e Leigas, com dignidade, com autonomia, numa relação de diálogo e comunhão com os nossos Pastores, e irmãos dos demais segmentos da nossa Igreja. Que Deus nos abençoe e nos dê a sua paz.

PEDRO CADEIRA DE ARAÚJO- Presidente do CNLB NE I

O QUE É LITURGIA? CONHEÇA MAIS, PARA MELHOR CELEBRAR!!

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PARTE II - http://www.youtube.com/watch?v=IV2OMS4ebQk

A DOUTRINA CATÓLICA FACE A OBJEÇÕES DE PROTESTANTES

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Conheça um pequeno resumo, uma cartilha contra os erros protestantes.

Pe. David Francisquini

Há uma proliferação de seitas protestantes no Brasil. Os católicos, amiúde são atacados pelos adeptos de tais seitas com uma chusma de pequenas questões relativas principalmente à Sagrada Escritura, as quais, muitas vezes, não sabem, de momento, responder. Assim sendo, os internautas católicos pedem que lhes seja concedido um auxílio nesse sentido. Em vista disso, foram selecionadas parte das principais dúvidas sobre o assunto. Apresentamos abaixo respostas de autoria do Revmo. Pe. David Francisquini, capelão da Igreja do Imaculado Coração de Maria, em Cardoso Moreira (RJ)(...)


Embora sejam utilizados de preferência, nessas respostas, textos da Bíblia, convém deixar claro que a Sagrada Escritura não é a única fonte de verdade religiosa. Há também a Tradição, originada no ensinamento verbal dos Apóstolos e fielmente recolhida pelos antigos Padres da Igreja, sem a qual a própria interpretação da Sagrada Escritura fica difícil de se fazer. O "livre exame" protestante, segundo o qual cada um interpreta o texto bíblico como quer, é fonte de confusão e de erro.

Esperamos, dessa forma, que tal matéria – verdadeira cartilha contra erros protestantes nos dias de hoje – seja de utilidade para os prezados leitores da revista.

1 – Por que os católicos dizem que o Senhor Jesus é Deus?

Nós, católicos, acreditamos que Jesus Cristo é Deus. Primeiramente, pelo dom precioso da fé que gratuitamente recebemos – e que está à disposição de todos os que não se fecham para ele – o qual dispensa demonstrações.

Em segundo lugar, porque isto vem provado nas Sagradas Escrituras com as próprias palavras do Redentor e testemunhos de outros. Jesus Cristo é aí referido ora como Deus, ora como Filho de Deus, o que, para efeito de provar sua divindade, dá na mesma. Pois o Filho tem a mesma natureza do Pai. Nós, simples mortais, podemos ser filhos adotivos de Deus. Filho de Deus propriamente, por natureza, gerado desde toda a Eternidade, só Jesus Cristo: "Tu és meu filho, eu te gerei hoje" (Sl 2, 7; Act 13, 35; Heb 1,5 e 5,5).

Jesus Cristo, ademais de ser verdadeiro Deus, é verdadeiro homem. Houve hereges que negaram a natureza humana de Jesus Cristo. Para eles, Jesus seria somente Deus e seu corpo uma espécie de fantasma sem substância, apenas para ser visto. Mas aqui não nos ocuparemos desses hereges, pois se perderam na noite dos tempos. Vejamos algumas passagens da Escritura que nos falam da divindade de Jesus Cristo.

Por exemplo, quando Caifás conjurou-O, "em nome do Deus vivo" a dizer se era "o Cristo, o Filho de Deus", respondeu Jesus: "Sim. Além disso eu Vos declaro que vereis doravante o Filho do Homem [Ele mesmo] sentar-se à direita do Todo-Poderoso, e voltar sobre as nuvens do céu" (Mt 26, 63-64, Mc 14, 61,62; Lc 22, 67-70). Os sacerdotes judeus compreenderam bem toda a extensão dessa afirmação, pois rasgaram as vestes dizendo que Ele blasfemara e que, por isso, era réu de morte. Teria Jesus cometido um perjúrio?, cabe perguntar aos protestantes. Deus nos livre de o pensar!

Já antes, na festa da Dedicação, aos judeus que O rodearam perguntando peremptoriamente: – "Até quando nos deixarás na incerteza? Se tu és o Cristo, dize-nos claramente" –, respondeu-lhes Nosso Senhor: "Eu vo-lo digo, mas não credes. As obras que faço em nome de meu Pai dão testemunho de mim. Entretanto, não credes, porque não sois das minhas ovelhas ... Eu e o Pai somos um" (Jo 10, 24 a 30). Ora, ouvindo isso os judeus quiseram apedrejá-Lo "porque, sendo homem te fazes passar por Deus". Cristo Jesus não os desmentiu; pelo contrário, admoestou-os: "como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o filho de Deus? Se eu não faço as obras de meu Pai, não me credes. Mas se as faço, e se não quiserdes crer em mim, crede nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai" (id., 36 a 38).

Estando uma vez em Cesaréia de Felipe, perguntou Jesus aos Apóstolos: "No dizer do povo, quem é o Filho do homem?" Eles responderam "Uns dizem que é João Batista, outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas". Perguntou-lhes Jesus: "E vós, quem dizeis que sou?" São Pedro, adiantando-se, respondeu: "Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo!" Ao que respondeu Cristo Jesus: "Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isto, mas meu Pai, que está nos Céus" (Mt 16, 13 a 17). Não podia ser mais claro. Essa profissão de fé mereceu a São Pedro ser declarado como a pedra angular da Igreja.

Quando Jesus Cristo foi batizado por São João Batista, "eis que se abriram os céus, viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele. E eis que ouviu uma voz do céu que dizia: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências" (Mt 3, 16-17), o que ocorreu também durante a Transfiguração no Monte Tabor, com o seguinte acréscimo: "Escutai-O".

Há várias outras passagens nas quais Jesus afirma Sua divindade. E isso os Apóstolos e os Discípulos creram, tanto assim que o ensinaram em seus escritos e pregações. São João começa o seu Evangelho dizendo: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus". E para que não ficasse dúvida, esclareceu: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós" (Jo 1, 1 e 14). E conclui seu Evangelho com estas palavras: "Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em Seu nome" (Jo 20, 31). Por sua vez, São Marcos inicia assim seu Evangelho: "Princípio da Boa Nova, de Jesus Cristo, Filho de Deus" (1, 1).

Portanto os protestantes, que dizem seguir a Bíblia à risca, para serem coerentes consigo mesmos deveriam reconhecer a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2 – Por que os católicos cultuam Maria e os Santos, quando está escrito que Jesus é o único Mediador?

Realmente, São Paulo afirma em sua primeira epístola a Timóteo (2, 5), que "há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens que é Jesus Cristo". Essa afirmação não exclui que possa haver outros mediadores secundários, pois o próprio Apóstolo dos Gentios é o primeiro a pedir a intercessão de outros junto a Deus. Assim, diz aos romanos: "Rogo-vos, pois, irmãos, por Nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo amor do Espírito Santo, que me ajudeis com as vossas orações por mim a Deus" (Rom 15, 30); aos Corintos diz que espera que Deus o livrará de futuros grandes perigos, "se nos ajudardes também vós com orações em nossa intenção " (2 Cor 1, 9-11).

3 – Mas vocês, católicos, substituem o Senhor Jesus por Maria.

Nós, católicos, temos – e é a única atitude coerente – uma profunda veneração, e não adoração, a Maria Santíssima. Se reconhecemos que Jesus Cristo é Deus, temos que reconhecer que Ela é a Mãe de Deus. Só esse fato já mereceria de nossa parte essa veneração especial. Se devemos honrar pai e mãe, Cristo Jesus deixaria de dar-nos nisso o mais exímio exemplo, ainda mais com tal Mãe? Ficaria Ele magoado com nossa veneração a sua santa Mãe?

No Pequeno Ofício da Imaculada Conceição figura o seguinte raciocínio, claro, lógico, adamantino para demonstrar que Maria foi isenta do pecado original: "Por decoro do Filho não podia o labéu de Eva macular Maria"; e, "não podia tal Mãe assim eleita, por um momento à culpa estar sujeita". Sendo Deus todo-poderoso, deixaria de fazer qualquer exceção, superar qualquer regra em favor dAquela que escolheu para Mãe do seu Verbo?

Aqui aplica-se o axioma da Igreja: Podia, queria, logo fez. Quer dizer, Deus quer o mais perfeito. Poderia tomar uma carne que fosse a da mais perfeita das criaturas. Podendo fazer isso, querendo fazê-lo, por que não haveria de tê-lo feito?

Nossa Senhora, pelo papel que teve na Redenção, tornou-se Medianeira entre nós e Jesus Cristo. Não é uma mediação independente, diferente da do Filho, mas de participação, por vontade divina, na mediação de Cristo Jesus. É uma associação da Mãe à mediação de seu Divino Filho.

4 – Mas onde se encontra, nas Sagradas Escrituras, base para isso?

Narra o evangelista São Lucas que, indo Maria Santíssima visitar sua prima Santa Isabel, que esperava o futuro São João Batista, saudou-a. "Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. E exclamou em alta voz: ‘Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre’" (Lc 1, 41-42). Não se pode negar a evidência de que o Divino Espírito Santo serviu-Se da voz de Maria para santificar o menino e cumular a mãe com suas bênçãos.

Também o episódio das Bodas de Caná mostra, ainda com mais evidência, o poder da intercessão de Maria Santíssima. Foi por sua insistência que Jesus, antecipando Sua hora (Jo 2, 4), realizou seu primeiro milagre público.

5 – Como explicam os católicos a expressão "antes de coabitarem", em Mateus, 1, 18, empregada em relação a José e a Maria?

Aqui, mais uma vez, é preciso conhecer o contexto para se compreender essa passagem. Segundo o costume judeu, o casamento se realizava em duas etapas. Na primeira, embora os noivos fossem considerados já casados, a esposa permanecia algum tempo na casa paterna. Na segunda etapa, os parentes a levavam para a casa do esposo, e aí se consumava o casamento.

Com a expressão "antes de coabitarem", o Evangelista dá a entender que a concepção virginal de Cristo se deu antes que a Virgem Maria estivesse vivendo na casa de seu castíssimo esposo. O que não significa que tenham coabitado depois. Como alguém que diz, fulano estava dormindo e morreu antes de acordar. Não significa que depois tenha acordado.

Que não houve coabitação se constata também quando o mesmo Evangelista narra que São José, percebendo que sua esposa concebera, não conhecendo o mistério, mas não querendo difamá-la, resolveu "rejeitá-la secretamente". Mas o Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonhos tranqüilizando-o e aconselhando-o a recebê-la em sua casa, porque Ela concebera por obra do Espírito Santo (Mt 1, 20 a 24).

6 – E as passagens – "Não a conheceu até que deu à luz um filho..." em Mateus, e – "Seu Filho primogênito" – empregadas por Lucas, não revelam que Maria teve outros filhos depois?

Nas Sagradas Escrituras, a expressão "até que" é empregada muitas vezes para indicar um tempo indeterminado, e não para marcar algo que ainda não aconteceu, mas acontecerá depois. Assim, por exemplo, no Salmo (109, 1) Deus Pai, dirigindo-se a Deus Filho, diz: "Senta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo a teus pés".

Isso não quer dizer que depois disso o Filho deixará de sentar-se à direita do Pai...

Com relação à expressão "Filho primogênito", cumpre ressaltar que, entre os orientais (até mesmo hoje em dia em vários países), o primeiro filho nascido de um matrimônio tinha uma ascendência moral sobre todos os outros irmãos e irmãs que viessem a nascer. Assim se ressaltava que era o primogênito, ainda que ele viesse a ser o filho único.

Por isso vê-se aparecer freqüentemente nas Sagradas Escrituras a expressão "primogênito": "todo o primogênito do sexo masculino será meu" (Ex 34, 19-20); "Resgatarás o primogênito dos teus filhos: e não aparecerás na minha presença com as mãos vazias" (Num 18, 15).

A expressão "filho primogênito" em São Lucas é entendida assim, e o foi pela Tradição oral durante quase um milênio e meio, até surgir Lutero, que "descobriu" esse detalhe para tentar "provar" que Maria não permaneceu virgem.

7 – E a expressão "a Mãe e os irmãos de Jesus?"

Nós, que temos a felicidade de sermos católicos e seguirmos a Tradição e os ensinamentos da Santa Madre Igreja, cremos firmemente que Maria Santíssima foi virgem antes, durante e depois do parto. Como se deu isso, como permaneceu virgem depois do parto? Quem criou os céus e a terra poderia perfeitamente fazer esse milagre. O corpo de Nosso Senhor, como Deus e homem, não poderia ter as características do corpo glorioso, que se manifestassem em certas ocasiões, como ao nascer? No Tabor, por exemplo, seu corpo apareceu glorioso. E faz parte das características de um corpo glorioso atravessar paredes e objetos sem dificuldade e sem danificá-los.

O grosseiro erro dos protestantes, baseados numa ignorante interpretação das Escrituras (fruto do "livre exame"), de que Ela teve filhos depois, é uma injúria ao próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Não se compreende como eles não percebem isso.

Analisemos o exemplo dado que é a citação do Evangelho, "A mãe e irmãos de Jesus". Ora, é sabido que entre os orientais, os parentes mais próximos eram chamados de irmãos, como até hoje se dá em alguns países, notadamente a Índia, onde em alguns idiomas locais não há palavras para designar "primo".

Na própria Sagrada Escritura isso está bem claro no livro de Tobias. Aconselhado pelo Arcanjo Rafael a casar-se com Sara, filha de Raquel, primo-irmão de seu pai, assim rezou a Deus: "Senhor, sabeis que não é por motivo de luxúria que recebo por mulher esta minha irmã" (Tb 7, 4-6).

Quais são os "irmãos de Jesus" citados pelos Evangelistas? São Marcos diz que, quando Nosso Senhor começou a pregar na Sinagoga, vendo Sua sabedoria, o povo se perguntava: "Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui também entre nós suas irmãs?" (Mc 6, 3).

São Lucas esclarece que Tiago e Judas eram filhos de Alfeu ou Cleofas (6, 15-16). Portanto o eram também José e Simão. Mas não Jesus, que sabemos que era filho de "José, o carpinteiro". Portanto, não poderiam ser irmãos carnais.

Por outro lado, São Mateus dá o nome da mãe deles: "Entre as quais estava ... Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27, 56).

Não se pode confundir esta Maria com sua homônima, esposa de José, o carpinteiro. São João deixa bem clara essa distinção: "Junto à cruz de Jesus estava sua mãe e a irmã (prima) de sua Mãe, Maria, mulher de Cleofas" (Jo 19, 25), cuja filha se chamava Maria Salomé. São as bem conhecidas "três Marias".

Aliás, atualmente os protestantes mais cultos já nem levantam mais essa objeção.

8 - E por que os católicos adoram imagens, quando está formalmente proibido pelas Escrituras?

Os católicos não adoram imagens. Elas são apenas representações de Nosso Senhor, de Nossa Senhora, dos Anjos ou dos Santos que nos ajudam a lembrar deles, a amá-los e invocá-los. É o mesmo que acontece com as fotografias das pessoas que nos são caras: quando nós gostamos de olhar para tais fotografias, é nas pessoas que elas representam que estamos pensando, e não nas fotografias enquanto um pedaço de papel.

Ademais, é preciso ler em seu contexto, e não fora dele, os textos da Bíblia, citados pelos protestantes. Assim, o texto por eles citado vem precedido por uma frase que explica bem o sentido em que a proibição de fazer estátuas deve ser compreendido:

"Não terás outros deuses diante de minha face". Quer dizer, trata-se da proibição de fazer ídolos, pois os hebreus eram muito inclinados, pelo exemplo dos povos pagãos vizinhos, à idolatria. Tendo alertado de que se trata de "outros deuses" – portanto, ídolos – continua Deus Nosso Senhor: "Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra". Isso queria dizer que não se deviam fazer estátuas simbolizando "deuses" de madeira ou de pedra, sob a forma de um astro, de um pássaro, de um homem, de um animal, de uma planta ou de um animal aquático como objetos de adoração.

Isso é fora de dúvida, pois Deus não pode contradizer-Se a Si próprio. No mesmo livro do Êxodo, cinco capítulos adiante, ordena a Moisés que faça dois querubins de ouro, com as asas estendidas, para cobrir o propiciatório da Arca da Aliança (Ex 25, 18). Adiante, no livro dos Números, quando, para punir o povo hebreu que murmurava contra Deus e Moisés, "o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos", como Moisés intercedesse pelo povo, ordenou-lhe que fizesse uma serpente de bronze e a colocasse num lugar visível e público para que todo aquele que olhasse para ela, não morresse. Pelo que se tornou o símbolo da Cruz (Num 21, 5 a 9).

Mais uma vez – durante quase mil e quinhentos anos, a não ser alguns heresiarcas precursores de Lutero, os iconoclastas – houve a veneração das imagens sem problemas. Pois já nas catacumbas, os primeiros cristãos, perseguidos, para auxiliar sua fé tão posta à prova, pintavam e esculpiam naqueles subterrâneos figuras representando Cristo e Sua Mãe santíssima. O que mostra de passagem que o culto também à Mãe de Deus é tão antigo quanto o próprio Cristianismo.

9 – Quero uma prova, com base na Bíblia, do alegado poder do sacerdote de perdoar os pecados. Por que não se confessar diretamente a Deus?.

A confissão é um dos mais sublimes Sacramentos da Igreja! Que outra religião pode conceder a uma alma amargurada pelo peso de seus pecados, infidelidades, más ações, aquela paz e tranqüilidade de consciência que só uma confissão bem feita pode dar?

Mas vamos aos textos bíblicos para responder, com o Pe. Júlio Maria, ao objetante protestante.

Que o homem peca, experimentamo-lo a cada momento. O próprio Espírito Santo diz, pela boca do escritor sagrado: "O justo peca sete vezes por dia" (Pv 24, 16). E "não há homem que não peque" (Ecle 7, 21). São João é conseqüente: "Aquele que diz que não tem pecado, faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).

Todo homem, pois, é pecador. Deus, pelo contrário, não é só santíssimo, mas a própria Santidade. Por isso nenhum homem pode ir a Ele com seu pecado, como diz o Salmista: "Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar" (Sl 117, 20); e o Apóstolo: "Os pecadores não possuirão o reino dos céus".

Como ficam então as coisas? Não é o homem destinado ao Céu? Tem que haver solução para esse impasse.

Mais uma vez o divino Espírito Santo, falando pela boca do escritor sagrado, adverte e dá a solução: "Aquele que esconde os seus crimes, não será purificado; [mas] aquele que, pelo contrário, se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Pv 28, 13).

O que é ainda enfatizado por São João: "Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda injustiça" (1 Jo, 8).

Está bem, dirá o protestante. Mas não está dito que não podemos nos confessar diretamente a Deus.

É evidente que Deus pode perdoar diretamente os pecados, como Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou de Si mesmo em sua vida terrena: "O Filho do homem, na Terra, tem o poder de perdoar os pecados" (Mt 9, 6). E vemos mesmo que "Jesus curou um paralítico e lhe disse: tem confiança, os teus pecados te são perdoados" (Id., 2-7).

Ora, Nosso Senhor comunicou esse privilégio a Seus Apóstolos quando disse: "Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós". Depois, soprando sobre eles, acrescentou: "Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo, 20, 22-23).

Se, de um lado, Cristo Jesus deu aos sacerdotes, pela sucessão apostólica, o poder de perdoar os pecados, de outro impôs aos pecadores o dever de confessá-los. Isso é de bom senso. Por isso São Tiago diz explicitamente: "Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos" (5, 16). Ora, esse "uns aos outros" quer dizer, os que não têm o poder de perdoar devem confessar-se com quem o tem.

Para serem coerentes com o Evangelho como alegam que o são, os protestantes deveriam confessar-se uns com os outros, ou, pelo menos, com seus pastores; por sua posição, seriam eles em tese os mais discretos, e não passariam adiante o que ouvissem. Mas isso é quase humanamente impossível sem haver a obrigação do sigilo sacramental, como temos os sacerdotes católicos.

10 – O Papado é uma invenção de Roma para subjugar as consciências timoratas. No início não havia diferença entre o bispo de Roma e os demais bispos.

Vimos acima, em São Mateus 16, 16, a profissão de fé de São Pedro na divindade de Cristo Nosso Senhor. Eis o que respondeu-lhe em seguida o Divino Mestre: "E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos Céus" (Mt 13, 18).

Que valor têm essas palavras de Cristo Jesus? Ele mesmo afirma: "Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra". Por força desse poder, ordenou Ele: "Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação do mundo" (Mt 28, 18 a 20).

Para sermos breves, digamos com o Pe. Leonel Franca: no dia em que viesse a faltar o principado hieraráquico de Simão, a pedra escolhida pelo Salvador, as portas do inferno teriam prevalecido. Sem base, o edifício cairia em inevitável ruína.

Que o primado de Pedro foi reconhecido desde o início da Igreja, basta ler a farta documentação acumulada pelo Pe. Leonel Franca em seu substancioso livro A Igreja, a Reforma e a Civilização, que recomendamos aos leitores.

11 - Por que os católicos têm a pretensão de só eles terem a verdadeira religião? Outros também não a podem ter legitimamente?

Só há uma Religião verdadeira, como diz São Paulo aos Efésios: "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (4, 5). Por outro lado, Cristo Jesus, quando concedeu o primado a Pedro, disse-lhe: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" (Mt 16, 18). Ressalta com muita propriedade o Pe. Júlio Maria que Ele diz "a minha", para mostrar que só a dEle é a verdadeira Igreja.

Uma Igreja, para ser verdadeira, deve ter quatro qualidades que a diferencie das não verdadeiras: deve ser una, santa, católica e apostólica.

Una: deve sê-lo nos pontos essenciais da fé, culto e em sua constituição hierárquica.

Santa: tem que sê-lo em sua doutrina, em seu culto, e em muitos de seus membros.

Católica: tem que ser universal, como diz a palavra, devendo existir em todas as épocas, e estar difundida pelo mundo inteiro.

Apostólica: deve ter origem nos Apóstolos.

Perguntamos: que Igreja preenche esses requisitos?

Vejamos, por exemplo, a religião protestante.

Não forma uma Igreja una porque está dividida em várias "denominações" (há mais de mil seitas, e a cada dia estão surgindo outras); ademais, não têm unidade de doutrina, nem de culto, nem de governo.

Não é Santa, nem quanto a seus fundadores, nem no tocante a suas doutrinas, nem no referente a suas obras. Lutero foi um homem violento e libidinoso, um sacrílego concubinatário, cheio de orgulho e pretensão. Em sua doutrina, afirmou: "Crê firmemente, e peca sem cuidado", e que "tudo que vem da fé é tão falso, como é certo que Deus existe" etc. É uma doutrina baseada na adulteração das Sagradas Escrituras (só Lutero fez, o que é reconhecido mesmo por protestantes, mais de 3 mil alterações na Bíblia) a seu bel prazer: pior ainda, rejeitou muitas das coisas instituídas por Jesus Cristo.

Essa doutrina não produz a santidade eminente entre seus membros. O próprio Lutero renegou seus votos, inclusive o de celibato, juntando-se sacrilegamente com uma ex-monja, que fez o mesmo. Henrique VIII, fundador do anglicanismo, casou-se várias vezes, depois de mandar decapitar duas de suas mulheres. Para ficarmos aqui. O próprio Lutero disse de seus discípulos: "A maioria dos meus discípulos são uns epicuros. Eles se chamam reformados: eu os chamo demônios encarnados ...".

Não é católica, isto é, universal, pois, como uma só confissão, não existe desde o princípio, nem está disseminada pelo mundo inteiro. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma igreja universal.

Por fim, não é Apostólica, pois nasceu em 1518, fundada por um padre apóstata, desenvolveu-se mediante adulterações da doutrina dos Apóstolos, um milênio e meio depois da era apostólica.

12 - Por que a Igreja proíbe os católicos de lerem a Bíblia?

A Igreja não proíbe. Apenas recomenda que ela seja lida com cuidado e só em versões inteiramente fidedignas, para não se resvalar nesses erros protestantes. O próprio São Pedro alerta os primeiros fiéis a respeito da dificuldade de compreensão que há em algumas passagens de São Paulo: "Reconhecei que a longa paciência de Nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras" ( 2 Ped 3, 15-16). E São Lucas, no Ato dos Apóstolos, narra que o Apóstolo São Felipe foi alertado por um Anjo para ir à estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Nela viu passar um ministro da rainha Candace, da Etiópia, lendo Isaías profeta. "[Felipe] perguntou-lhe ‘Porventura entendes o que estás lendo?’ Respondeu-lhe [o eunuco]: "Como é que posso, se não há alguém que mo explique?’. E rogou a Felipe que subisse e se sentasse junto dele [para explicar-lhe o sentido do que lia]" (Atos, 8, 26 a 31).

O próprio Nosso Senhor admoestou de forma enérgica os discípulos de Emaús por sua incapacidade de interpretar as Escrituras: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes tudo o que anunciaram os profetas!... E, começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dEle se achava dito em todas as Escrituras" (Luc 24, 25 a 27).

Revolução Protestante, na origem da Revolução Francesa e da Revolução Comunista

Revolução Protestante

"O orgulho e a sensualidade, em cuja satisfação está o prazer da vida pagã, suscitaram o protestantismo.

"O orgulho deu origem ao espírito de dúvida, ao livre exame, à interpretação naturalista da Escritura. Produziu ele a insurreição contra a autoridade eclesiástica, expressa em todas as seitas pela negação do caráter monárquico da Igreja Universal, isto é, pela revolta contra o Papado. Algumas, mais radicais, negaram também o que se poderia chamar a alta aristocracia da Igreja, ou seja, os Bispos, seus Príncipes. Outras ainda negaram o próprio sacerdócio hierárquico, reduzindo-o a mera delegação do povo, único detentor verdadeiro do poder sacerdotal.

"No plano moral, o triunfo da sensualidade no protestantismo se afirmou pela supressão do celibato eclesiástico e pela introdução do divórcio".

Revolução Francesa

"Profundamente afim com o protestantismo, herdeira dele e do neopaganismo renascentista, a Revolução Francesa realizou uma obra de todo em todo simétrica à da Pseudo-Reforma [protestante]. A Igreja Constitucional que ela, antes de naufragar no deísmo e no ateísmo, tentou fundar, era uma adaptação da Igreja da França ao espírito do protestantismo. E a obra política da Revolução Francesa não foi senão a transposição, para o âmbito do Estado, da "reforma" que as seitas protestantes mais radicais adotaram em matéria de organização eclesiástica:

· Revolta contra o Rei, simétrica à revolta contra o Papa;

· Revolta da plebe contra os nobres, simétrica à revolta da "plebe" eclesiástica, isto é, dos fiéis, contra a "aristocracia" da Igreja, isto é, o Clero;

· Afirmação da soberania popular, simétrica ao governo de certas seitas, em medida maior ou menor, pelos fiéis".

Revolução Comunista

"No protestantismo nasceram algumas seitas que, transpondo diretamente suas tendências religiosas para o campo político, prepararam o advento do espírito republicano. São Francisco de Sales, no século XVII, premuniu contra estas tendências republicanas o Duque de Sabóia. Outras, indo mais longe, adotaram princípios que, se não se chamarem comunistas em todo o sentido hodierno do termo, são pelo menos pré-comunistas.

"Da Revolução Francesa nasceu o movimento comunista de Babeuf. E mais tarde, do espírito cada vez mais vivaz da Revolução, irromperam as escolas do comunismo utópico do século XIX e o comunismo dito científico de Marx.

"E o que de mais lógico? O deísmo tem como fruto normal o ateísmo. A sensualidade, revoltada contra os frágeis obstáculos do divórcio, tende por si mesma ao amor livre. O orgulho, inimigo de toda superioridade, haveria de investir contra a última desigualdade, isto é, a de fortunas. E assim, ébrio de sonhos de República Universal, de supressão de toda autoridade eclesiástica ou civil, de abolição de qualquer Igreja e, depois de uma ditadura operária de transição, também do próprio Estado, aí está o neobárbaro do século XX, produto mais recente e mais extremado do processo revolucionário".

(Excertos extraídos da obra de Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Artpress, São Paulo, 4a. edição, 1988, pp. 27 a 30).

A AUSTERIDADE PROTESTANTE

"Outra objeção poderia vir do fato de que certas seitas protestantes são de uma austeridade que toca as raias do exagero. Como, pois, explicar todo o protestantismo por uma explosão do desejo de gozar a vida?

RESP.: "Ainda aqui, a objeção não é difícil de resolver. Penetrando em certos ambientes, a Revolução encontrou muito vivaz o amor à austeridade. Assim, formou-se um "coágulo". E, se bem que ela aí tenha conseguido em matéria de orgulho todos os triunfos, não alcançou êxitos iguais em matéria de sensualidade. Em tais ambientes, goza-se a vida por meio dos discretos deleites do orgulho, e não pelas grosseiras delícias da carne. Pode até ser que a austeridade, acalentada pelo orgulho exacerbado, tenha reagido exageradamente contra a sensualidade. Mas essa reação, por mais obstinada que seja, é estéril: cedo ou tarde, por inanição ou pela violência, será destroçada pela Revolução. Pois não é de um puritanismo hirto, frio, mumificado, que pode partir o sopro de vida que regenerará a Terra".

(Plinio Corrêa de Oliveira, op. cit., p. 50)

FONTE:
http://www.lepanto.com.br/dados/Apcartilha.html

PASTORES PROTESTANTES HOMOSSEXUAIS VÃO SE CASAR!!

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O Jornal Folha de São Paulo, noticiou no dia 9 de novembro 2009, que os pastores Fábio Inácio de Souza, 30, e Marcos Gladstone, 33, vão assinar contrato de união estável no Rio de Janeiro. Eles já estão juntos há três anos, e agora vão assinar contrato de união estável no próximo dia 20, no Dia de Zumbi dos Palmares, porque, segundo eles, representa a luta contra o preconceito(...)

Dois dias após começarem o namoro, em 2006, eles fundaram a Igreja Cristã Contemporânea, hoje com três sedes e mais de 500 seguidores. A denominação tem como objetivo acolher o público gay que, segundo eles, não se sentia bem em outras igrejas.

Antes de conhecer Gladstone, Souza foi pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e, por quatro anos, noivo de uma mulher. "Íamos nos casar, mas chegou um momento em que não pude mais me enganar. Quando resolvi assumir minha homossexualidade, tive que me afastar da igreja porque aquilo era visto como um pecado."

Os dois, que passarão a lua de mel na Costa do Sauípe, na Bahia, planejam adotar uma criança e querem todos os direitos que os casais heterossexuais têm. “Estamos construindo um patrimônio juntos", afirma Souza. Os dois esperam abrir caminho para novas uniões entre pastores evangélicos. Fica a pergunta: será que as comunidades protestantes vão abrir as portas à homossexualidade, como fizeram os anglicanos que voltaram para a Igreja Católica?

FONTE:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOTICIA&id=nbm0705

A JUVENTUDE TEM SEDE DE DEUS... E A NOSSA EVANGELIZAÇÃO, COMO VAI?

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Muito se tem falado hoje em dia sobre o afastamento dos jovens da Igreja e porque não dizer, das questões religiosas. Realmente, temos percebido uma certa indiferença na juventude, pelo menos de parte dela, quando se trata de compromisso com a evangelização. Mas, por outro lado, existe uma "sede" intensa de Deus em alguns jovens. Se em alguns momentos, percebemos uma apatia religiosa, em outros vemos surgir uma nova geração mais consciente de sua fé e mais madura na sua experiência com Deus(...)

Talvez a raiz do problema desse repentino afastamento de uma grande parcela da juventude, esteja na nossa maneira de dialogar com esta nova geração e de proporcionar a ela momentos profundos de encontro com Deus. Urge, agora mais do que nunca, uma reflexão ampla sobre o panorama sociocultural da juventude neste mundo contemporâneo e a nossa metodologia de evangelização. Os jovens já não são mais os mesmos de ontem, estão mais conectados com o mundo e com as novas tecnologias, enfrentam de maneira muito mais crítica a fragmentação da família e o avanço do consumismo, são constantemente seduzidos pelos grandes ídolos deste mundo: O TER, O PODER E O PRAZER, em detrimento de alguns valores fundamentais. E diante dessa problemática, que avanços temos percebido na nossa maneira de evangelizar? Aliás, temos nos preparado para essa missão? Evidentemente, o Evangelho sempre será o mesmo, mas a nossa linguagem deve incorporar outros elementos ou recursos importantes. O simples fato de estarmos evangelizando através da internet, utilizando um blog ou site, já descreve bem essa nova maneira de anunciar Jesus Cristo.

O jovem precisa se sentir verdadeiramente acolhido, amado por Deus e pela Igreja. E o que é mais importante, ele necessita de modelos de fé. É aqui que entra a dimensão do testemunho. O nosso exemplo fora do ambiente eclesial, na convivência familiar e comunitária, continua sendo a forma por excelência de evangelização. Lembrei-me agora da seguinte história de nosso inesquecível São Francisco de Assis:

Um dia, Francisco de Assis convidou o irmão Leão para pregar. Saíram do convento, percorreram a praça pública e regressaram. Então, o Frade perguntou:
- A que horas vamos pregar?
- Já o fizemos, disse Francisco.
- Como se não falamos?
- Se nos assemelhamos a Cristo, aqueles que nos viram ficaram pensando nele. Já pregamos como o nosso exemplo, pois um homem que está pleno de Deus o comunica a todos…
É o que falta muitas vezes em nossa evangelização. Testemunho. As palavras convencem, mas é o testemunho que arrastam.

Muitos jovens precisam ser evangelizados e sentir o mesmo que um dia você, que hoje é engajado, sentiu. Que tal partilhar esse Cristo vivo e ressucitado com os outros? Superemos, toda e qualquer estereótipo que temos acerca da juventude. Sejamos mais compreensivos, acolhedores e dinâmicos na evangelização com os jovens. Não nos esqueçamos que “Uma gota de mel atrai mais abelhas do que um barril de vinagre”, ou seja, não é censurando a todo instante que vamos atrair essa geração, mas com uma pequena gota de carinho, paciência e ternura.

César Augusto Rocha

LIÇÃO DA QUEDA DO MURO DE BERLIM: NÃO REDUZIR A FÉ

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Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim, o porta-voz da Santa Sé constata que muitos ainda não entenderam a lição daquele acontecimento histórico: a fé não pode ser reduzida à esfera privada.

O Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, no editorial do último número de Octava Dies, semanário do Centro Televisivo Vaticano, analisou o papel desempenhado por João Paulo II naquele acontecimento que transformou a história da humanidade no dia 9 de novembro de 1989(...)


“Que grande festa para o povo em Berlim! – reconhece o porta-voz, ao recordar a queda do símbolo da Guerra Fria. Quando estupor e quanta alegria em toda a Europa e no mundo, vendo e revendo aquelas imagens incríveis!”

“Durante quase 30 anos, quem tentava superá-lo fugindo rumo à liberdade, arriscava a vida; dezenas e dezenas de pessoas haviam morrido diante dos olhos horrorizados das testemunhas que passavam. Acreditavam que a grande prisão protegida pelo muro – e com maior amplitude pela cortina de ferro – ia resistir ainda por muitos anos.”

“No entanto, as aspirações de liberdade e as fraquezas intrínsecas nos regimes fundamentados em uma ideologia inimiga de Deus e da pessoa humana haviam trabalhado em profundidade nos povos do Leste, preparando uma queda histórica, sem estar acompanhada – acontecimento afortunado e raro – por grandes derramamentos de sangue.”

“Sem querer simplificar um processo histórico extremamente complexo”, o Pe. Lombardi recorda que “o papel da eleição e a pessoa de João Paulo II, de suas viagens a uma Polônia, que em grande parte permaneceu fielmente católica, e de suas consequências sobre as aspirações e o desejo de liberdade do seu povo e dos povos vizinhos”.

Quando, depois, o pontífice, já idoso, atravessou a porta de Brandenburgo, em Berlim, reconhece o Pe. Lombardi, “não somente a Alemanha estava unificada, mas a Europa respirava com seus dois pulmões, o do Oeste e o do Leste, e a fé cristã havia demonstrado que, mais uma vez, havia contribuído para a união e a civilização do continente, superando a prova cruel do ateísmo do Estado”.

“É bom recordar isso, quando se insiste em reduzir a fé ao âmbito estritamente privado”, afirma o Pe. Lombardi, poucos dias depois da sentença do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, que proíbe os crucifixos nas escolas.

“Pois bem – conclui –, no mundo, infelizmente, foram levantados e ainda são levantados muitos muros. Continuaremos comprometidos, esperando festejar, no final, também sua inutilidade e sua queda”.

FONTE:
http://www.zenit.org/article-23226?l=portuguese

NUNCA NINGUÉM VIU DEUS - PE. ZEZINHO, scj

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Nunca ninguém O viu. Deus não pode ser visto. Nossos olhos só podem ver matéria. Deus está acima da matéria. Foi isto que São João disse, ao falar com a sua profundidade de apóstolo, da sua experiência de Deus, em Jesus. Foi através de Jesus que João chegou a experimentar a existência e o amor de Deus. O próprio Jesus disse, muitas vezes, que não é possível ver o Pai, mas Ele, Jesus, O conhecia (Jo 8, 55). Afirmou, contudo que, um dia, todos veriam o Pai. Quando esse dia chegasse, nós estaríamos com Ele no Pai. Aqui não era possível(...)
Jesus repete muitas vezes no Evangelho de São João, aquilo que Moisés descreve a respeito da sua experiência com Deus. Moisés diz que Deus o avisa de que o homem não pode vê-Lo e querer continuar vivo, porque é uma experiência tão envolvente que nunca mais ninguém gostaria de viver o limite que é esta vida, e gostaria de transportar para aquela vida, para nunca mais voltar ao limite (Ex 33,20). Assim, também, Jesus falando do seu Pai, fala de alguém cujos limites são inimagináveis. Nós podemos até imaginar que um dia Deus acabará, mas será imaginação errada: Deus não tem limites.
É difícil falar dessas coisas! Deus não tem limites. Nunca chegaremos nem ao começo nem ao fim de Deus. Essa é a idéia que a Bíblia passa. E São João disse que nunca ninguém viu Deus. Jesus disse que viu, porque veio Dele, mas, depois de Jesus, ser humano nenhum viu Deus. Nossos olhos são limitados demais para vê-Lo e nossa mente pequena demais para entender o que significa ver Deus. Nem nossa experiência é suficiente. Trabalhamos nos nossos limites, na busca de alguém que não tem limite. É por isso que a gente ora e pede a Deus que nos tome no colo, porque nós não podemos tomá-lo no nosso. Ele é grande demais para isso.

FONTE:
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/mensagem.aspx?Data=9/11/2009

A FESTA DA DEDICAÇÃO DA BASÍLICA DE LATRÃO - 09 DE NOVEMBRO

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Todos os anos, no dia 9 de Novembro, fazemos memória da Dedicação da Basílica de Latrão. Trata-se da primeira igreja construída no mundo. Terminadas as perseguições romanas contra os cristãos com o Edito de Milão (313), por ordem do Imperador Constantino, foi construída uma igreja no palácio dos Laterani e dedicada ao Santíssimo Salvador pelo Papa Silvestre no ano 324. Mais tarde, devido, talvez, ao impressionante batistério nela construído, foi-lhe dada o título de S. João, passando a denominar-se Basílica de São João de Latrão(...) Antes da sua existência, os cristãos reuniam-se em casas particulares, conhecidas como “domus ecclesiae”, conscientes de que não precisavam de um templo material, mas de um feito de pedras vivas, “talhadas” pelo Espírito Santo (cf. 1Pe 2,5). A dedicação de uma igreja tem como finalidade expressar o uso exclusivo para o culto divino de uma determinada construção. Esta é dedicada ao Senhor com um rito solene, seguindo a tradição judaica (cf. 2 Re 8, 1-66; Esd 6, 15-18). A Basílica de S. João de Latrão é a sede oficial do Bispo de Roma. Nela se encontra a Cátedra do Sucessor de Pedro. Pelo facto de ser a Catedral do Papa, recebeu o título de “mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade e do mundo”, como se lê no seu frontispício (“omnium Urbis et Orbis ecclesiarum mater et caput”). Celebrar esta festa tem uma dupla finalidade: em primeiro lugar, reflectir sobre qual é o verdadeiro templo de Deus; em segundo lugar, expressar a nossa comunhão com o Papa. Na celebração eucarística deste dia, em vez do acto penitencial, poder-se-á fazer o rito de aspersão de água benta sobre o povo, recordando o baptismo (tema da primeira leitura); sugerimos também fazer a proclamação do Credo, utilizando as perguntas da Vigília Pascal, porque este é o símbolo da nossa fé que nos une às comunidades cristãs espalhadas por todo o mundo, tendo Roma como centro.

Nós somos o Templo de Deus. As leituras desta festa são próprias e prevalecem sobre as leituras de domingo, quando este dia coincide com o Dia do Senhor. Elas recordam-nos que cada cristão é morada de Deus. Com Jesus Cristo, foi ultrapassada a materialidade do templo: “Destruí este templo e em três dias o levantarei… Jesus, porém, falava do templo do seu Corpo” (evangelho). Os cristãos não estão reduzidos a um lugar físico como os judeus, porque sabemos que Deus não habita somente num sítio mas no interior de cada pessoa. São Paulo recorda-nos na segunda leitura: “Não sabeis que sois templo de Deus?”. E porque somos templo de Deus, o Espírito Santo habita em nós (2ª leitura), desde o dia do nosso Batismo. Graças a este sacramento, passamos a ser as pedras vivas do verdadeiro templo de Deus que é a Igreja, ou seja, a comunidade dos crentes em Cristo. Na primeira leitura, Ezequiel contemplava profeticamente a realidade do batismo: saía do templo uma água que gerava vida (“aonde esta água chegar, tornar-se-ão sãs as outras águas e haverá vida por toda a parte aonde chegar esta torrente”). O Batismo dá-nos a vida nova de filhos de Deus.

Celebrar a festa da dedicação da Catedral do Papa recorda-nos que cada Igreja local deve estar em comunhão com a Igreja de Roma, que é a cabeça da Igreja Universal. Todos os cristãos estão unidos numa só fé e guiados por um único pastor. Todas as vezes que celebramos a eucaristia manifestamos a nossa comunhão com o sucessor de Pedro. Na Oração Eucarística, depois da consagração, é dito que estamos em comunhão com o nosso Bispo, garante da unidade na sua diocese, e com o Papa, garante da unidade da Igreja. Assim se expressa que vivemos dentro da Igreja que Jesus Cristo fundou, unidos ao Papa, sucessor de Pedro, e aos Bispos, sucessores dos Apóstolos. Esta é a festa da unidade da Igreja. Neste dia, rezemos de uma forma especial, pelo Papa e pelo nosso Bispo, sinais de comunhão.

INP DEBATE A PRESENÇA DA IGREJA NAS CIDADES

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“A Igreja precisa se esforçar para ser presença no mundo urbano e deve buscar um meio de impregnar a cidade com os mistérios do Reino de Deus”. A afirmação é do diretor do Instituto Nacional de Pastoral (INP), órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Agenor Brighenti, que iniciou na quarta-feira, 4, em Brasília, um seminário para discutir a Pastoral Urbana(...)

“Queremos retomar uma reflexão e uma caminhada de compreensão da cidade e da pastoral urbana que já foi feita há algum tempo. Na América Latina, 80% da população vivem na cidade. No contexto da Conferência de Aparecida, a missionariedade pôs em evidência a cultura com o mundo urbano”, disse o diretor.

Segundo padre Agenor, a dificuldade de evangelizar as cidades está nas estruturas de evangelização, nos métodos e na linguagem. “Em relação às estruturas, estamos ou com uma pastoral apoiada na paróquia tradicional, com critérios territoriais e de vizinhança ou apostando numa Igreja de movimentos que são voltados para si mesmos, sem a presença missionária, ou seja, para fora”, explica. “Nossos métodos ainda são verticalistas, clericais, centralizadores, com a ação muito voltada para o religioso. Em relação à linguagem, temos dificuldades de usar o simbolismo urbano”, completa.

Formado por teólogos e cientistas sociais, o INP foi criado em 1971 para prestar serviço à Igreja nos campos da reflexão teológica e pastoral e da formação dos agentes de pastoral. Deste seminário, participam, além dos 15 integrantes do Instituto, os assessores da CNBB e os secretários executivos dos Regionais da CNBB.

Segundo padre Agenor, o INP ficou um pouco escondido nos últimos anos porque houve um certo distanciamento da reflexão e do debate na Igreja. “Colocou-se em segundo plano o planejamento, caiu-se no pragmatismo pastoral, eventos, pastoral mais de realizações pontuais que processuais. Isso tudo por causa da crise da sociedade, da utopia, que também atingiu a Igreja”, esclarece o diretor.

Esta fase, de acordo com padre Agenor, já passou e o INP agora “é mais demandado, mais solicitado”. “Estamos saindo do marasmo e apostando de novo na comunidade, na formação, nos ministérios. Com a Conferência de Aparecida, a Igreja do Vaticano II volta”.

Para 2010, o INP prevê um novo seminário sobre a Pastoral Urbana com a participação também dos coordenadores diocesanos e outros convidados. “O que queremos é subsidiar as dioceses com a reflexão para que compreendam o mundo urbano e, assim, possam mobilizar os coordenadores de pastoral para que dinamizem a pastoral urbana e a produção de subsídio para isso”, lembra padre Agenor.

FONTE:
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=2500

URBANIZAÇÃO EXIGE NOVAS ESTRUTURAS PASTORAIS, DIZ TEÓLOGO

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O Brasil é realmente um país urbano. Segundo dados do IBGE, no censo de 2000, 81,2% da população brasileira vive nos centros urbanos. Esta estatística, há tempos, vem preocupando a Igreja que não cessa de falar da necessidade de renovar seu método de evangelização através de uma pastoral urbana que responda aos desafios apresentados pelo complexo mundo das cidades(...)

Reunidos em Aparecida (SP), no ano de 2007, os bispos da América Latina e Caribe reafirmaram esta preocupação da Igreja e convocaram as dioceses a enfrentarem de frente o desafio da Pastoral Urbana.

No Brasil, a CNBB está levando a proposta a sério. Num seminário realizado pelo Instituto Nacional de Pastoral (INP), aberto na quarta-feira, 4, em Brasília, os assessores da CNBB e os secretários executivos dos Regionais da CNBB, além de convidados, se debruçaram sobre as grandes questões que envolvem o mundo urbano e ação pastoral que nele se deve desenvolver.

Segundo a geógrafa Maria Adélia Aparecida de Sousa, uma das conferencistas do Seminário, o maior desafio da ação pastoral da Igreja é responder à pergunta que os bispos fizeram na Conferência de Aparecida: “Como pode a Igreja contribuir para a solução dos urgentes problemas sociais e políticos e responder ao grande desafio da pobreza e da miséria?”.

Para Adélia, é difícil cuidar da pastoral urbana apenas estudando e agindo na cidade. “O modo de vida urbano hoje invadiu o campo, ou seja, esse mundo tornou-se totalmente dependente do modo de vida e de relações urbanas, possibilitado pela acessibilidade cada vez maior de todos aos objetos técnicos disponíveis e que lhes permitem obter informações e estar absolutamente inseridos na dinâmica do mundo”, esclareceu.

Choque de reparoquialização

O teólogo padre Joel Portela Amado afirmou que a mobilidade é uma categoria importante para a compreensão das atuais cidades e isto “coloca em cheque leituras e soluções de caráter predominantemente fixista e estático”. “Acostumada a um modelo de cidade mais fixista e com baixos índices de mobilidade, a ação evangelizadora não consegue assumir a ruptura entre espaço fisicamente delimitado e espaço socialmente significado”, disse.

Padre Joel defendeu que é preciso rever o conceito de território paroquial a partir das novas exigências da realidade urbana. Segundo afirmou, a concepção de paróquia como um espaço territorial, que não considera a mobilidade característica das cidades, “tem levado as paróquias, do jeito como elas se compreendem e organizam atualmente, a uma espécie de esgotamento”. Há necessidade, portanto, de novas estruturas pastorais.

A solução, segundo o teólogo, é passar por um “choque de renucleação, reparoquialização”. “Não seria o caso de se pensar a Igreja nas grandes cidades a partir de diversas formas de configuração territorial, formas que incluam o território fisicamente considerando, mas também o espaço não fisicamente circunscrito?”, questiona. Para ele, tanto uma forma como outra têm as mesmas exigências eclesiológicas: “a fé, a comunhão de vida, a celebração e a missão”.

O seminário termina hoje e as reflexões dos conferencistas serão publicadas pelo INP. Segundo o diretor do INP, padre Agenor Brighenti, a ideia é fazer com que as lideranças estudem os textos em vistas de um novo seminário sobre a Pastoral Urbana no ano que vem com data ainda a ser confirmada.

FONTE:
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=2501

REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Mc 12, 38-44 - 32º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

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DOUTORES DA LEI

"Doutores da Lei" era apenas um apelativo pomposo dado aos escribas. A palavra "escriba" quer dizer "escrevente". Era aquele judeu que se ocupava de copiar a mão os manuscritos sagrados da Bíblia, já que a imprensa ainda não havia sido descoberta. E, pelo ato repetitivo de repassar as letras sagradas, ficavam peritos na Sagrada Escritura(...)
Como as leis que regiam o povo judeu estavam inseridas na Bíblia, os escribas tornaram-se verdadeiros advogados e exploravam os pobres nessa função, como fazem ainda hoje muitos advogados, que se aproveitam dos meandros da lei nem sempre éticos. Naquele tempo, eles tinham uma sede de ocupar sempre as primeiras cadeiras, os primeiros lugares em tudo e se deliciavam com esse título pomposo de "Doutor da Lei".

DOIS COMPORTAMENTOS ADVERSOS

O dos escribas "exibicionistas" X o da viúva "anônimo".
Os escribas praticavam uma religião "exibicionistas". Na igreja, eles procuravam sentar-se nas cadeiras bem da frente, faziam longas orações com gestos espalhafatosos, só para serem vistos. A religião para eles se limitava a práticas exteriores, alheios ao coração. Tanto que o comportamento, a vida particular deles era reprovável. Eles exploravam as viúvas e abusavam dos pobres: nenhum desapego, portanto.
O comportamento da viúva era "anônimo". Enquanto o escriba povoava a alta esfera da sociedade (o primeiro lugar nos banquetes e a louvação fácil do povo), a "viuvez" era considerada castigo de Deus por algum pecado cometido. A "viúva" era marginalizada como os "pecadores". A religião da viúva, por sua vez, não era exibicionista, mas nascia do coração, pois se manifestava em atitudes. Quanto aos exemplos de vida: o "Doutor da Lei" demonstrava uma "ganância desmedida". A viúva manifestava verdadeiro "desprendimento". Ela ofereceu a Deus tudo o que possuía para viver: duas moedas de pequeno valor. Podia ter ofertado uma só moeda e ficado com a outra para as aperturas.

JESUS TINHA GRANDE SENSIBILIDADE COM A CLASSE POBRE E HUMILDE

Ele percebia as ações, as mais fracas e imperceptíveis dos humildes e pobres. Como se Ele quisesse estimulá-los, encorajá-los, ou compensá-los pelo desprezo que recebiam dos outros.
- Percebeu quando a mulher que sofria de um fluxo de sangue (hemorragia) tocou a fímbria do seu manto no meio de uma multidão.
- Enxergou o aleijado que se apertava entre os frequentadores do templo e curou-o mesmo em dia de sábado.
- Escutou, no meio do borborinho de uma multidão, a voz esganiçada do cego de Jericó, à margem da estrada.
Percebeu os gestos acanhados da viúva anônima junto ao cofre do templo.
Esse era o traça mais adorável do Deus-homem, bandeira que deve ser empunhada com orgulho, por todos nós.

REFLEXÕES:

Hoje há também os "Doutores da Lei". São os candidatos políticos que pegam carona em solenidades religiosas, comparecendo inusitadamente à Igreja como "marketing" para se elegerem ou se tornarem queridinhos do povo.
Reflitamos sobre a religiosidade externa, que não nasce do coração; sobre a religião de fim de semana, que se limita às missas dominicais, que não influi na vida da pessoa, que não se reflete no comportamento dele no lar ou no ambiente de trabalho.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

 

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