REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Lc 4, 21-30 - 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

ANOTAÇÕES PARA COMPREENSÃO DO TEXTO

NAZARÉ - Nazaré fica a oeste da Galileia (região da Palestina) como também Caná, onde houve o retumbante milagre da transformação da água em vinho. Havia uma rivalidade muito grande entre Caná e Nazaré, como acontece ainda hoje entre cidades vizinhas. No tempo de Cristo, Nazaré era apenas uma pequena aldeia, perto do monte Tabor, palco da Transfiguração. Hoje, Nazaré é um ponto de turismo cristão, muito movimentado, empoeirado e barulhento. Avulta sobre o casário a imponente Basílica da Anunciação, que algumas pessoas acham uma das igrejas mais belas do mundo. A basílica foi construída sobre a caverna e a casa de José e Maria, conforme diz a tradição. Mas Nazaré ficou conhecida mesmo foi pela rejeição de seus moradores à pregação de Jesus no começo de sua vida pública. Lá foi onde quiseram precipitá-lo do alto de um rochedo. O nome atual dela, em árabe, é "Em-Nasira"(...)


OS RISCOS DE PROFETIZAR

Os nazarenos estavam tomados de admiração pelo novel pregador. Todos estavam com os olhos fixos nele. Não há nada melhor do que eletrizar o auditório. Porém, assim que Jesus se pôs na figura anunciada por Isaías e todos os profetas do Antigo Testamento, foram mudando de humor. O carpinteiro conhecido desde pequeno na cidade, restaurando tetos, fazendo portas estava sendo um impostor ou um visionário. Estava abusando da credulidade deles, fazendo-se passar por alguém, que foi anunciado por todos os profetas. Assim, foram mudando rapidamente de humor, da euforia em que estavam passaram à indiferença e daí a agressão física, querendo jogá-lo num despenhadeiro.

OS NAZARENOS CHEGARAM A UM PASSO DA FÉ

Os conterrâneos de Jesus, como explica Frei Clarêncio Neotti (Ministério da Palavra - Ano C - pag. 54) fizeram uma longa caminhada de abordagem ao Cristo-Deus. Ficaram encantados com o que saía da boca dele. Maravilhados com os milagres feitos em Cafarnaum, mas pararam aí por causa do lado humano de Jesus, que Lucas mostra muito realisticamente, mas do que os outros evangelistas. O carpinteiro pobre que cresceu ali às vistas deles não podia ser o personagem referido ali na sagrada Torá, lida a poucos momentos. Faltou-lhes o passo da fé. "Para se fazer o passo da fé, necessariamente devemos cortar a autossuficiência. O autossuficiente não sente necessidade da fé, não tem condições para a graça da fé. É como a pedra dura em relação a semente." (Frei Clarêncio Neotti - Ministério da Palavra - Ano C - fl. 54).

CONCLUSÕES

a) Como os nazarenos, nós ficamos, às vezes, "empolgados". Ficamos empolgados, por exemplo, com a nossa missa do fim de semana. Achamos bonitos os cânticos, a vibração com o levantamento de braços do glória, o entralaçamento da hora do pai-nosso. Mas ficamos só nisso. Falta-nos o passo da fé, mesmo sabendo que a missa é um "mistério da fé" (Misterium fidei) e sabendo que ela deve ser continuada no dia-a-dia.

b) Nós discriminamos, com facilidade, os nossos irmãos mais miseráveis, os nossos vizinhos da roda do círculo mais mal trajados e, sobretudo, se iletrados. Achamos que, se Deus quiser falar conosco vai preferir o coordenador do nosso grupo ou pessoas "dessa classe".

c) O papel mais genuíno do profeta, o de denunciar, é muito incômodo para nós. Nós vimos dois exemplos próximos um do outro: João Batista e, depois, Jesus. Assim, estamos quase sempre inventando desculpas e nos dispensando de denunciar. Isto é, falta-nos MILITÂNCIA. A palavra "militância" vem da palavra latina "milites = soldado". Do amigo Jesus queremos os milagres e é preciso defendê-lo, já que somos "soldados de Cristo" e sabemos disso quando fomos catequizados para receber o crisma.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

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O JUBILEU DE DIAMANTE DO INSTITUTO SÃO JOSÉ EM CAMOCIM

Com um rastro meteórico e luminoso, vai chegando ao seu Jubileu de Diamante o Instituto São José em Camocim. Sim! 60 anos está completando o nosso colégio em 19 de março de 2010.

Eu tenho estado com ele desde seu nascedouro, pois era professor nele desde os idos de 1958, quando ele se chamava Ginásio Imaculada Conceição. Lembro-me que, nas sessões lítero-musicais, terminava-se o estribilho com o verso: "Do Ginásio Imaculada Conceição"(...)
Portanto, é como uma plantinha que eu vi nascer que eu falo dele. Recordo, com respeito as reverendas irmãs de hábito marrom, que como andorinhas de Cristo, se desmancharam em luz na luta do ensinar. Recordo, com admiração, a competência em Matemática e a dedicação da Irmã Zózima. Nem a sua pertinaz dor de cabeça a afastava da sala de aula. Recordo com amor os desvelos com que a Irmã Victrícia, cujo nome significava "vitoriosa", recebia os meus filhos no jardim da infância. A Mara, que hoje é médica, faltava arrancar o terço enorme que pendia da sua cintura. Ainda vêm-me à alma - pois gosto muito de música - os acordes infantis dos cânticos orfeônicos dirigidos por uma irmã de cujo nome eu não me lembro. A Madre Natália era a diretora. Magra, alta e severa. Eu via a contenção dela quando abordava o/a aluno/a que chegava à sua presença. Tanto que todos gostavam dela, inclusive eu. Enfim, das irmãs que rodearam essa criança que cresceu entre nós eu guardo, sobretudo, o amor que eu lia nas feições delas na faina do ensino. Essa palavra linda "amor" que eu coloquei nos versos do hino do Jubileu de Ouro, que eu compus para o colégio em 19 de março de 2000:

"Revivei, ó irmãs capuchinhas,
que aqui na escola passaram!
Vosso exemplo de "amor" nos ensina
Que os que "amam" jamais fracassaram!"

De lá pra cá, o colégio mudou o nome, de Ginásio Imaculada Conceição para o de "Instituto São José", mas não mudou a directriz que norteia a Instituição desde o seu berço. A directriz é a maneira humana de ensinar, reflexo do lema franciscano "Paz e Bem". Tanto que a luta principal de hoje é manter o colégio em pé no nível alto que ele ocupa na cidade, sem ter que abrir mão dos alunos pobres.

Enfim, eu sinto hoje um grande respeito pelo casarão que eu vi crescer na Praça Severiano Morel e quase me descubro diante dele quando passo para a missa dominical. O meu depoimento é este: foi o colégio que eu escolhi para os meus filhos e o que eu estou recomendando para os meus netos.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

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AS TRIBOS URBANAS

Rodeadas de códigos e normas, estudadas por sociólogos e psicólogos, mal entendidas por muitos, crescendo e se multiplicando, mudando hábitos, costumes e práticas sociais, aí estão as tribos urbanas que podem ser caracterizadas como um fenômeno juvenil dos grandes centros e que, dia após dia, ampliam sua atuação e aumentam seus adeptos. Do que se trata?

Estamos acostumados a ver jovens “normais” em nossas comunidades e/ou cidades. O máximo do diferente é alguém com um corte de cabelo não comum, ou com uma calça jeans toda rasgada, ou ainda, jovens com roupa de cor exótica e cheios de correntes, pulseiras, botons, anéis etc. Isso não parece preocupar. No máximo, causa espanto e é motivo de gozação(...)


Essa atitude, cada vez mais vai se tornando frequente também nas pequenas cidades. Mas é nos grandes centros urbanos (e o mundo se urbaniza cada vez mais), que o diferente marca maior presença, se organiza, tem normas, leis, códigos, adeptos...

Punks, Skinheads, Rappers, White Powers, Clubbers, Grunges, Góticos, Drag Queens. Estes são apenas alguns grupamentos juvenis, chamados pelos sociólogos de “tribos urbanas”, encontrados diariamente nos grandes centros. As “drag queens”, tipo atualmente em destaque na mídia e considerado o mais exótico, são na verdade homens vestidos de mulher. Duas diferenças básicas as diferenciam dos travestis: não se prostituem nem modelam seus corpos com silicone ou hormônios. Ser drag significa dar vida a um personagem. Eles se preocupam com a moda, possuem uma linguagem específica e brincalhona, são irreverentes e pareciam os gêneros musicais contemporâneos. Podemos dizer que esse jeito, toda essa brincadeira, essa festa, característica das Drag Queens, vem como uma resposta a uma série de dificuldades sociais importantes.

Os Grunges, filhos legítimos da recessão mundial, nasceram em Seatle, nos Estados Unidos, e são caracterizados pela sua indumentária: bermudão abaixo dos joelhos, tênis sujos, barbichas, calças rasgadas etc. Eles transformaram o desleixo numa provocação aos “mauricinhos” e “patricinhas” (filhos de papai).

Ainda existem outros, como os Rockabillies, que amam o rock dos anos 50 e usam enormes topetes; os góticos, que cultuam as sombras e adoram poesias românticas, além dos hippies, rastafaris, metaleiros etc.

Há também as tribos pós-punk que são as mais temidas devido à sua agressividade. Entre elas estão os Carecas (skinhead brasileiro) e os White Powers (Podes dos Brancos). Ambas as trios são racistas, têm tendências nazistas e detestam homossexuais. Atualmente os punks não são encontrados com facilidade, mas ainda existem alguns grupos.

A origem de todas essas manifestações parece ser a contestação. A violência, a apatia, desleixo, a festa e a anarquia são as formas de contestação do mundo pós-moderno, dizem os sociólogos.

Sentimento de vazio

Ao analisarmos, perguntávamos o que tem por trás desse estilo de vida? Olhando a história, percebemos que muitas manifestações de repúdio e revolta com os padrões dominantes se deram de uma forma muito semelhante a esta, os Hippies, por exemplo.

Porém ficaram outras duas questões:

- Este fenômeno é um modismo, simplesmente?
- E estes jovens são assim para si ou para os outros, isto é, vestem-se e agem assim por convicção ou são assim para serem vistos e notados numa cidade/sociedade onde o anonimato é o maior medo?

Acredito que a morte da identidade pessoal promovida pela sociedade moderna e seus aparatos, não é o fim, ainda há, na alma do jovem, a capacidade de resistir a e contestar, mesmo que à margem do normal, na contra-mão da sociedade.

Acredito que o sentimento de vazio e de descontentamento vivido pelo jovem de hoje pode levar a uma resistência diante do mundo opressor, massificador e despersonalizador.

Acredito na pluralidade de opções e de estilos de vida, desde que acima de tudo esteja a vida, a liberdade, a felicidade, a construção (ou re-construção) da pessoa, não importa se ela esteja de calça azul-marinho e camisa branca ou com um macacão cor-de-abóbora da cabeça aos pés.

Pe. Adilson Schio

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GRUPOS JUVENIS E O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

A experiência associativa faz parte da formação humana e ganha maior importância na adolescência e juventude, acontecendo de diversas formas. Mesmo na contemporaneidade, com o avanço tecnológico, percebe-se, de uma maneira reconfigurada, a necessidade que temos do encontro com o outro.

Segundo a psicanalista Maria Rita Kehl, a adolescência é o período da formação de turmas, grupos, bandos, gangues, sendo estas ligações horizontais (fraternas, de sangue ou amizade) e de grande importância. A turma ajuda a passar das identificações infantis, de referenciais mais expressivamente familiares, e alcançar novos referenciais identificatórios(...)


Participar de um grupo

Os grupos juvenis configuram-se como espaços de criação cultural e tornam-se canais de ar ticulação de identidades coletivas. Duas características são essenciais para conceituar este tipo de associativismo: possuem alguma perspectiva coletiva e um determinado grau de formalidade e organização. Neste sentido, um fã-clube, uma banda de música ou um grupo de igreja são exemplos de grupos juvenis, pois, além de afinidades pessoais e/ou amizades, há um objetivo comum que os faz se encontrarem de maneira planejada.

Já no meio acadêmico, o conceito de tribalismo ganhou notoriedade a partir do sociólogo Michel Maffesoli. Embora o termo tenha se tornado corrente em veículos de comunicação e em pesquisas, é genericamente entendido como um determinado grupamento urbano característico (skatistas , punks ). Também tem outra dimensão conceitual, mesmo que muitas vezes todas essas definições se sobreponham. Participar de um grupo pode até ultrapassar barreiras territoriais, mas o sentido de pertença vai além de seguir o mesmo estilo e/ou filosofia.

Embora só 15% dos jovens brasileiros (segundo pesquisa do Projeto Juventude, publicada em 2004) participem de grupos jovens, podemos dizer que sua proliferação, principalmente em formatos menos institucionalizados e em ambientes mais populares, tem sido uma das marcas dessa geração. Por isso, precisam ser valorizados e reconhecidos como espaços educativos. Hoje, há uma infinidade de novas formas de participação juvenil e o desenvolvimento destes grupos mostra a disposição para contribuir com um mundo melhor, indo na contramão dos discursos generalistas de que o jovem é alienado ou desinteressado.

No entanto o grupo só será lugar de crescimento, amadurecimento e formação se permitir o conhecimento de si, a descoberta do valor do outro e o despertar para consciência coletiva. O grupo não pode ser um gueto . Seja em igreja, escola, ONG ou praça, deve entender que faz parte de um contexto e precisa estar aberto ao outro. Além de respeitar as diferenças e a diversidade dentro do contexto grupal, também é necessária a abertura para o diferente. A experiência de grupo saudável permite esse crescimento pessoal e coletivo, formando indivíduos que dialogam.

Uma ficção-realidade

Vamos falar aqui de um exemplo fictício e, ao mesmo tempo, concreto, baseado em muitas histórias reais: imagine uma banda de música de uma paróquia que, além de seus encontros de formação e ensaios, participa da reunião de coordenação dos grupos jovens da comunidade, troca experiências e decide ações conjuntas. O mesmo grupo conheceu outras bandas e decidiram, juntos, organizar conjuntamente uma rede, onde compartilham composições, estudam música, emprestam algum integrante quando necessário, organizam festivais etc.

Este grupo também conheceu outras bandas do bairro, que não são ligadas à igreja, e viu que também havia uma falta de espaço para eles, assim como falta de incentivos culturais a bandas juvenis do município. Fizeram um fórum, conheceram muitos outros... Quando os integrantes deram por si, já tinham uma ligação com aquele espaço criado e já lutavam conjuntamente pela melhoria do lazer, da educação e dos incentivos à cultura; já entendiam como funcionavam as instâncias governamentais e da sociedade civil. E nem por isso deixaram de ser uma banda de música da paróquia, que tocava nos encontros e em algumas missas. Tenho certeza de que não só a música em si, mas a vivência dessa relação de grupo (que amadurece), fizeram toda diferença na formação e na construção do projeto de vida desses jovens que por ele passaram.

Jakeline Lira,
pós-graduada em Cultura e Meios de Comunicação, PUC-SP/SEPAC. Assessora de comunicação da Inspetoria Salesiana do Nordeste, em Recife, PE.
Endereço eletrônico: jakeline_lira@yahoo.com.br
Blog: http://www.jakelinelira.wordpress.com/
Artigo publicado na edição 397, página 6.

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O TEMPO - MÁRIO QUINTANA

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

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OLHA O MICROFONE AÍ, GENTE!

Pe. Carlos Gustavo Haas

Fizeram-me a pergunta: “para entoar e sustentar os cantos na liturgia, os cantores devem usar microfone?” A resposta parecia óbvia, mas comecei a observar as equipes de músicos e cantores que animam nossas celebrações, para responder melhor.

Não quero generalizar, mas, em muitos lugares, se está confundindo grupo de animação do canto litúrgico com banda para animação de shows. Sem se dar conta, o grupo adota uma prática que se afasta da verdadeira função do canto litúrgico e prejudica a participação da assembleia(...)

Trata-se do costume de cada cantor ter um microfone (já vi igrejas com 10 microfones para o grupo de cantos – e não era uma igreja grande, não!). O problema não está no número de microfones, mas no fato de as pessoas permanecerem usando os microfones, enquanto a assembleia também canta. Assim o canto do povo de Deus é completamente abafado.

Este é o verdadeiro problema. Um instrumento técnico, o microfone, deve servir para animar a assembleia e não para abafar, esconder, suprimir as vozes do povo santo que se reúne para cantar as maravilhas do Senhor.

Então não devemos mais usar o microfone? – alguém pergunta. É óbvio que, na maioria de nossas igrejas, precisamos de microfones. Mas o grupo de cantores deve usar este instrumento APENAS para iniciar o canto. Para tanto, não bastaria 1 ou 2 microfones? Se o grupo dispõe de cantores bem preparados, pode fazer um ou outro canto “a vozes”, precisando então de algum microfone a mais. Isto, porém, não abafaria o canto da assembleia. Depois que o povo começa a cantar, o cantor se afasta do microfone, deixando que apareça claramente a voz da assembleia. O que deve ser ouvido é o canto da assembleia litúrgica, povo sacerdotal, família de Deus, Corpo de Cristo, e não a voz de 1, 2 ou 5 pessoas apenas.

O mesmo vale para os instrumentos musicais, alguns com imensas e potentes caixas de som. Para quê? Se for para animar uma missa ao ar livre, num estádio, tudo bem. Mas JAMAIS numa capela pequena ou média, que não necessita de muita ampliação de som.

Infelizmente, o que muitas vezes se constata é um barulho (ruído) excessivo que perturba e tira a calma e a serenidade indispensáveis para que a assembléia possa ouvir a própria voz e tenha momentos de silêncio que favoreçam a escuta da Palavra e o louvor que brota de nosso coração agradecido. Depois, façam a experiência: como é bonito o som de um violão sem amplificação! O ideal seria mais violões e menos amplificadores.

Nossa reflexão não quer, de forma alguma, desconsiderar a boa vontade, o empenho e a solicitude de tantos e tantos animadores de cantos, músicos e instrumentistas de nossas comunidades. Eles são uma bênção para as nossas comunidades. O que queremos é alertar para certos exageros e apontar para a função específica deste ministério: “garantir a devida execução das partes que lhe são próprias, conforme os vários gêneros de canto, e auxiliar a ativa participação dos fiéis no canto” (Instrução Geral sobre o Missal Romano, n. 103).

Como subsídio de formação, vejam o DVD produzido por Verbo Filmes, Paulus e Rede Celebra, com o apoio da CNBB, intitulado: CANTO E MÚSICA NA LITURGIA.

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A REVOLUÇÃO DE 64 FOI MÁ?

Algo que os jovens precisam saber

De modo geral procura-se mostrar ao povo que a “ditadura dos militares”, de 1964-1985, foi completamente má enquanto os terroristas que praticavam atentados foram heróis nacionais. Sabe-se que na época a Igreja apoiou amplamente a revolução de 1964, uma vez que se pretendia implantar no Brasil um regime comunista totalitário como o de Cuba. No Rio de Janeiro e em São Paulo, às vésperas da Revolução, que durou só um dia, o povo, estimulado pela Igreja, saiu às ruas rezando o Terço. Foi a famosa “Marcha com Deus pela Liberdade”. Via de regra os professores de Colégios, cursinhos, faculdades, dizem aos jovens que a Revolução de 64 foi um desastre. Embora houve erros, ela salvou o Brasil do caos comunista(...)


A intenção dos terroristas era implantar uma ditadura muito pior do que fizeram os militares por 20 anos, que não foi um regime nem totalitário e nem comunista. Ainda hoje, depois de 51 anos Cuba continua num regime totalitário e comunista, onde o povo não tem liberdade.

Os terroristas buscaram treinamento nos países onde já tinha havido a “revolução comunista”, como China, URSS e Cuba, com intuito fazer a revolução comunista no Brasil. O que aconteceu em 1964 não foi simplesmente “um golpe de Estado”, foi a defesa da nação e da democracia diante do perigo da Revolução Comunista que estava ás portas.

O povo foi às ruas, apoiado e incentivado pela Igreja, para pedir providências; houve gigantescas passeatas; então, os militares fizeram a revolução antes dos comunistas, com maciço apoio popular; por isso ela só durou um dia e não houve derramamento de sangue. Depois disso, houve infelizmente erros cometidos… Sabemos que o Presidente Gen. Castelo Branco queira devolver logo o poder aos civis, mas encontrou resistência entre os militares dada a agitação comunista dos terroristas que era grande e forte. No entanto, evitou-se acontecer no Brasil a mesma desgraça de Cuba. Me lembro de meus pais rezando o Terço pedindo a Nossa Senhora para nos livrar do comunismo ateu, materialista, que matou mais de 100 milhões de pessoas na URSS, Cuba, China, Laos, Viet Nam, Cambodja, etc (O Livro Negro do Comunismo, Stéphane Courtois, Ed. Bertrand Russel, SP, 2005). Os jovens cristãos precisam saber da verdade.

Os que não acompanharam bem esses fatos, ou que são de linha marxista, hoje querem dizer que não havia tal risco, que os militares simplesmente queriam o poder, e outras coisas. Não é verdade. O Brasil estava à beira do caos comunista.

O jornalista Reinaldo Azevedo pesquisou e publicou as ações e os mortos pelos terroristas comunistas; deixando claro que muitos mataram, assaltaram, explodiram, incendiaram… para tentar implantar o totalitarismo comunista no Brasil. E foram perdoados pela Lei da Anistia, por isso não respondem por tais crimes. Mas a Lei da Anistia serviu para os dois lados e os torturadores militares também foram perdoados. Agora se pretende a revogação da anistia apenas para os militares. Vejam o que relata Reinaldo de Azevedo:

FONTE:

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SEM O DIA DO SENHOR NÃO PODEMOS VIVER

Pe. Carlos Gustavo Haas

O documento de Aparecida, que agora está se tornando cada vez mais conhecido entre os católicos, quando fala dos “lugares de encontro com Jesus Criso”, no capítulo VI, números 252 e 253, nos fala da importância de vivermos integralmente o Domingo, Dia do Senhor.

“Entende-se a grande importância do preceito dominical de ‘viver segundo o domingo’, como necessidade interior do cristão, da família cristã, da comunidade paroquial. Sem uma participação ativa na celebração eucarística dominical e nas festas de preceito, não existirá um discípulo missionário maduro. Cada grande reforma na Igreja está vinculada ao redescobrimento da fé na Eucaristia. Por causa disso, é importante promover a ‘pastoral do domingo’ e dar a ela ‘prioridade nos programas pastorais’, para novo impulso na evangelização do povo de Deus no Continente latino-americano” (252)(...)

Sabemos no entanto que no Brasil, mais de 70% das comunidades não podem participar de uma celebração eucarística dominical, pois não têm um presbítero para presidi-la. Uma grande dor e um grande desafio que a Igreja tem dificuldade de responder. Essas milhares de pessoas, diz Aparecida, “também elas podem e devem viver ‘segundo o domingo’. Podem alimentar seu já admirável espírito missionário participando da ‘celebração dominical da Palavra’, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. Jo 3,14), na Palavra acolhida (Jo 5, 24-25) e na oração comunitária (cf. Mt 18,20)”.


Transcrevo uma parte da Homilia do Papa Bento XVI, proferida no dia 09 de setembro de 2007, na Catedral de Viena, Áustria. São palavras que podem nos ajudar a valorizar cada vez mais nossas celebrações dominicais.

“Sem o dom do Senhor, sem o Dia do Senhor não podemos viver”: assim responderam no ano 304 alguns cristãos de Abitinia, atual Tunísia, quando, surpreendidos na celebração eucarística dominical, que estava proibida, foram conduzidos ante o juiz, que lhe perguntou por que, no Domingo, haviam celebrado a liturgia, sabendo que isso implicava castigo de morte.

Na palavra “domingo” estão enlaçados indissoluvelmente dois significados, cuja unidade devemos novamente aprender a perceber. Encontra-se sobretudo o dom do Senhor – este dom é Ele mesmo: o Ressuscitado, de cujo contato e proximidade os cristãos têm necessidade para serem eles mesmos. Este, no entanto, não é apenas um contato espiritual, interno, subjetivo: o encontro com o Senhor inscreve-se no tempo através de um dia preciso. E desta maneira inscreve-se em nossa existência concreta, corpórea e comunitária, que é temporalidade. Dá a nosso tempo, e portanto a nossa vida em seu conjunto, um centro, uma ordem interior. Para aqueles cristãos, a celebração eucarística dominical não era um preceito, mas uma necessidade interior. Sem Aquele que sustenta nossa vida com seu amor, a própria vida é vazia. Abandonar ou trair este centro tira da vida seu fundamento, sua dignidade interior e sua beleza.

Essa atitude dos cristãos do século IV é válida também para nós, que temos necessidade de uma relação que nos sustente e dê orientação e conteúdo a nossa vida. Também nós temos necessidade de contato com o Ressuscitado, que nos sustenta para além da morte. Temos necessidade deste encontro que nos reúne, que nos dá um espaço de liberdade, que nos faz olhar mais além do ativismo da vida diária o amor criador de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos.

«Sem o Dia do Senhor não podemos viver». Sem o Senhor e o dia que Lhe pertence não se realiza uma vida bem conquistada. O Domingo, em nossas sociedades ocidentais, transformou-se em um fim de semana, em tempo livre. O tempo livre, especialmente na pressa do mundo moderno, certamente é uma coisa bela e necessária. Mas se o tempo livre não tem um centro interior, do qual provém uma orientação em seu conjunto, acaba por ser tempo vazio que não nos fortalece e descansa. O tempo livre precisa de um centro – o encontro com Aquele que é nossa origem e nossa meta. Lembro a frase do cardeal Faulhaber: «Dá à alma seu Domingo, dá ao Domingo sua alma».

Precisamente porque no Domingo se trata em profundidade o encontro, na Palavra e no Sacramento, com o Cristo ressuscitado, o alcance deste dia abraça a realidade inteira. Os primeiros cristãos celebraram o primeiro dia da semana como Dia do Senhor, porque era o dia da ressurreição. Contudo, muito logo a Igreja tomou consciência também do fato de que o primeiro dia da semana é o dia da manhã da criação, o dia no qual Deus disse «Faça-se a luz» (Gêneses 1, 3). Por isso, o Domingo é para a Igreja também a festa semanal da criação – a festa do agradecimento e da alegria pela criação de Deus. Em uma época na qual, por causa de nossas intervenções humanas, a criação parece exposta a múltiplos perigos, temos de acolher conscientemente inclusive esta dimensão do Domingo. Para a Igreja primitiva, o primeiro dia, depois, assimilou progressivamente também a herança do sétimo dia, o sabbat. Participamos do repouso de Deus, um repouso que abraça todos os homens. Assim percebemos neste dia um pouco de liberdade e da igualdade de todas as criaturas de Deus”.

Que estas palavra de Bento XVI e do documento de Aparecida sejam estímulo para preparmos cada vez mais e melhor nossas celebrações dominicais.

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SEMANA NACIONAL DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

No dia de hoje, 28, tem início a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, instituída pela Lei 12.064, de outubro de 2009. Também é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A Semana será marcada por manifestações em todo o país, organizadas por entidades que fazem parte da Frente Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

Os atos pretendem destacar a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/01, que prevê a expropriação de terras onde esteja comprovada esta prática, por meio de coleta de assinaturas junto à população. Em Brasília, a programação será às 10h, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), liderada pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)(...)


O evento é parte de uma série de iniciativas do Ministério do Trabalho e Emprego com o objetivo de difundir os dados relativos às ações de combate ao Trabalho Escravo.

Além da presença de outras entidades e discursos de conscientização sobre o trabalho escravo como mazela social, o evento vai lembrar os seis anos de impunidade da chacina de Unaí, em Minas Gerais, ocorrida em 28 de janeiro de 2004.

Em Minas Gerais, mais de 120 pessoas, entre elas diversas autoridades e representantes de entidades da sociedade civil, participaram de ato público, no dia 26 de janeiro, em que apoiaram o abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo e divulgaram uma carta aberta pela reestruturação das fiscalizações no Noroeste de Minas. O ato público, intitulado “Combate ao Trabalho Escravo em Minas Gerais – Perspectivas e Desafios”, foi promovido pelo Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais (MPT) e pela Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Conatrae).

O coordenador nacional de Combate ao Trabalho Escravo do MPT, Sebastião Caixeta, destacou o simbolismo de a abertura das atividades da semana acontecer em Minas. “O crime de Unaí foi uma afronta não só às famílias, mas também ao poder do Estado que estava ali encarnado pelos fiscais”, afirmou. “É imperioso que o trabalho de fiscalização se mantenha firme para fazer frente a essa forma de vil de exploração”. Durante toda a semana outras atividades estão sendo realizadas em várias partes do país. Confira abaixo:

Em Porto Alegre (RS) – Dentro das atividades do Fórum Social Mundial, foi realizada oficina intitulada “Trabalho escravo: o quanto já caminhamos e o que falta fazer”, na quarta-feira, 27. Organizada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e pela ONG Repórter Brasil, a oficina contará com a presença do Ministro Paulo Vannuchi, do Senador José Nery, da secretária de Inspeção do Trabalho, Ruth Beatriz, da diretora da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Laís Abramo, do Frei Xavier Plassat (Comissão Pastoral da Terra), de Leonardo Sakamoto (ONG Repórter Brasil), e outros.

Em Brasília (DF) - Na quinta-feira, 28, será realizado um grande Ato Público em frente ao Supremo Tribunal Federal, com o tema “Chacina de Unaí – 6 anos de Impunidade – Julgamento Já”. O ato acontecerá às 10 horas.

No Palmas (TO) - dia 28 às 18h30, uma sessão solene da Conatrae será realizada no Palácio do Governo, em Palmas (TO), ocasião em que o Governo assumirá protocolo de intenção garantindo a implementação do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. Araguaína (TO) acolherá, na Casa dona Olinda, o encontro das CPT’s da Região Norte (de 27 a 29/01) e a reunião Coordenação Nacional da Campanha de Combate ao Trabalho Escravo com delegados de 8 estados (do dia 31/01 a 02/02).

Em Recife (PE) – Também na quinta-feira (28), às 14h, o Ministério Público do Trabalho promove, em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e a Federação dos Trabalhadores Rurais de Pernambuco, o seminário “Trabalho decente no meio rural: desafios e perspectivas”, no auditório do MTE.

Em São Paulo (SP) - de 28 a 29/01, será realizado o I Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo.

Em Belém (PA) - Ato político e cultural na Praça da República, no domingo, dia 31, com coleta de assinaturas em favor da PEC 438/01 e apresentações de artistas locais.

FONTE: CNBB

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"O INFERNO: ACREDITEM É HORRÍVEL. EU JÁ VI..." (IRMÃ JOSEFA MENÉNDEZ)

Irmã Josefa Menéndez, foi uma das mais importantes religiosas do século XX, tendo especial influência nos espaços da vida espiritual da época e Coadjutora da Sociedade do Sagrado Coração.
Quando em toda a sua força satanás e um frágil ser humano se reúnem em combate mortal, Deus e o Seu poder se interpõem no conflito e Ele investe a alma com resistência sobre-humana. Ele dá a ela a graça invencível e faz superar todas as tentações e todo o sofrimento.
O diabo tentou de todos os meios possíveis para enganá-la, disfarçando-se como um “anjo de luz”, ou mesmo indo tão longe a ponto de assumir as características de Jesus Cristo(...)

Mesmo ainda como postulante, caia sobre ela dia e noite uma chuva de golpes, administrados por um punho invisível, especialmente quando ela estava em oração. Em outras ocasiões, ela foi violentamente arrancada da capela ou impedida de entrar nela. Outras vezes o diabo apareceu-lhe sob a forma de um aterrador cão, serpente, ou pior ainda, em forma humana.
Depois aconteceram os sequestros forçados, tornando-se cada vez mais frequentes. Mesmo sob a fiscalização exercida pelos superiores, diante de seus olhos de repente ela desaparecia.
E depois de longa busca seria encontrada jogada em algum sótão, ou debaixo de alguma mobília pesada, ou em algum local deserto. E em sua presença, ela era queimada, eles não viam o diabo, mas viam suas roupas se consumindo e em seu corpo os traços inconfundíveis de fogo, o que lhe causavam feridas que levavam muito tempo para curar.
Por último, ocorreu um fenômeno muito raro na vida dos santos: Deus permitiu que o demônio a levasse ao inferno. Lá, ela passava longas horas, às vezes uma noite inteira, em agonia indescritível. Embora ela fosse arrastada para dentro do poço sem fundo mais de uma centena de vezes, cada estada lhe parecia ser a primeira, e aparecia durar séculos incontáveis. Ela suportou todas as torturas do inferno, com a exceção de um ódio a Deus.
Irmã Josefa era pouco disposta a escrever a respeito do inferno, e o escreveu apenas para conformar assim aos desejos de nosso Senhor, como lhe dissera a Santíssima Virgem, no dia 25 de outubro de 1922:
“Tudo o que Ele (Deus) permite que vejas ou que sofras das penas do inferno é… para que o dês, a saber, às tuas Madres, sem pensar em ti, mas unicamente para Glória do Coração de Jesus e para salvação de muitas almas”.
Disse irmã Josefa: Nossa luta contra as trevas deve ser incessante. Para compensar aos que não mais acreditam nesta espantosa realidade, pessoas cuja falsa teologia é de perdição. Devemos nós, continuar a trazer estes textos de revelações visões de pessoas e de santos de nossa Igreja, para que todos finalmente acreditem e tenham tempo de conversão. Nem que seja pelo medo de cair lá. Acreditem, é horrível. Eu já vi…
“A noite de 16 de Março às dez horas”, escreveu Josefa, “ouvi, como os dias precedentes, um barulho confuso de gritos e cadeias. Levantei-me rapidamente e vesti-me, e tremendo de medo, ajoelhei-me na parte inferior da minha cama. O barulho aproximava-se, e sem saber o que fazer, marchei do dormitório, e fui à cela da nossa Santa Mãe; então fui de novo ao dormitório: os mesmos barulhos estarrecedores rodeavam-me; seguidamente, de repente vi frente de mim o diabo.”
- Amarrem-lhe os pés e as mãos, urrou.
Imediatamente perdi consciência de onde estava, e senti-me arrastada muito longe. Outras vozes gritavam: - ‘nada bom de amarrar os seus pés; é o seu coração o que devemos amarrar.
- Isso não pertence a mim, foi a resposta do diabo.
“Então fui arrastada por um corredor longo, muito escuro e sem fim, e dos lados ressoavam terríveis gritos. Dos lados opostos dos muros do estreito corredor havia uns nichos que vertiam fumo, não obstante com chamas muito pequenas, e que emitiam um cheiro intolerável. Destes nichos vinham vozes blasfemadoras, e gritos e palavras impuras. Alguns maldizem os seus corpos, outros os seus pais… Era um barulho de gritos confusos de fúria e desespero.
Então recebi uma pancada brutal no estômago que me dobrou em dois, e forçou-me dentro dum dos nichos. Senti-me como se fosse esmagada entre duas tábuas escaldantes e como se me perfurassem o corpo através de agulhas grossas, ardentes e pontiagudas parecia furar a minha carne. A minha alma caiu nas profundezas insondáveis, cujo fundo não pode ser visto, porque é imenso…
O que causou-me a maior dor… e ao que nenhuma outra tortura pode ser comparada, era angústia da minha alma achando-se separada de Deus…
A irmã Josefa fala várias vezes sobre o que descreveu como maior tormento do inferno: a incapacidade da alma para amar.
Dizia uma alma: - Se algum de nós, que aqui estamos, pudesse fazer um só ato de amor, isto já não seria inferno!… Mas não podemos; nosso alimento é odiar e abominar! (23/03/22)
É ainda uma dessas desgraçadas almas quem fala:
- O maior tormento aqui é não poder amar Aquele que devemos odiar. A fome de amor nos consome, mas é tarde demais… Tu também sentirás esta mesma fome: odiar, abominar e desejar a perdição das almas… É este o nosso único desejo! (26/03/22)
Josefa escreve o seguinte, por obediência, e apesar das repugnâncias de sua humildade:
“Todos estes dias em que sou arrastada ao inferno, quando o demônio ordena aos outros que me martirizem, eles respondem:“Não podemos… Seus membros já foram martirizados por Aquele… (designam a Nosso Senhor com uma blasfêmia). Então ele manda que me deem enxofre a beber… Reparai também que, quando eles me acorrentam para me levar ao inferno, nunca podem atar-me pelo lugar em que usei instrumentos de penitência. Tudo isto escrevo para obedecer. (0l/04/22)
Também nota Josefa as acusações com que a si mesmas se encrespam aquelas almas infelizes. Alguns rugem pelo martírio que sofrem nas mãos. Penso que roubaram porque dizem: - Onde está o que tiraste?… Malditas mãos!… Por que aquela ambição de ter o que não era meu e que não poderia guardar… Senão alguns dias?… Outros acusam as próprias línguas, os próprios olhos… Cada um aquilo que lhe havia sido motivo de pecado: - Bem pagas estão agora as delícias que tomavas meu corpo!… e foste tu que quiseste!… (02/04/22)”.
Parece que as almas se acusam principalmente de pecados contra a pureza, de roubos, de negócios injustos e que a maioria dos condenados por estas causas é que estão pagando. (06/04/22).
Vi muita gente do mundo cair naquele abismo e não se pode explicar, nem compreender o grito que lançavam e como rugiam assustadoramente.
- Eterna maldição!… Enganei-me, perdi-me… Estou aqui para sempre… Não há mais remédio… Maldito sejas!
Alguns culpavam tal pessoa, outros, tal circunstância e todos a ocasião da sua própria queda (Setembro de 1922).
Em outro dia, senti-me como se tentassem arrancar a minha língua, mas não podiam. Esta tortura trouxe-me à uma tal agonia que os meus olhos mesmo pareciam começar a sair fora das suas órbitas. Penso que era devido ao fogo que queima e queima; nem uma unha do dedo escapa a estes tormentos arrepiantes, e a toda a hora não se pode deslocar mesmo um dedo para ganhar um pouco de alívio, nem fazer tampouco câmbio nenhum, porque o corpo parece estar aplainado e dobrado em dois. Os barulhos de confusão e de blasfêmias não cessam nem um só momento. Um cheiro terrível asfixia e corrompe tudo, é como a queimadura da carne podre, misturada com alcatrão e enxofre… uma mistura à qual nada sobre a terra pode ser comparada…”
Bem que estas torturas foram terríveis, seriam suportáveis se a alma tivesse paz. Mas sofre indescritivelmente…
Nota Josefa, em primeiro lugar e frequentemente o maior tormento do inferno: Não poder amar.
Uma das almas danada gritava: - Eis aí o meu tormento… Querer amar e não mais poder. Não me resta outra coisa senão ódio e desespero.
“Vejo claramente que todas as dores sobre terra não são nada em comparação com o horror de não poder amar nunca mais, porque neste lugar só se respira ódio e sede de perdição de outras almas.”
Pareceu-me que passei muitos anos neste inferno, no entanto apenas durou seis ou sete horas…
“Todo o que escrevi, é somente uma sombra do que a alma sofre, por que nenhuma palavra pode exprimir tão grande tormento.” (4 de Setembro de 1922).
Hoje vi cair no inferno grande número de almas, creio que eram pessoas do mundo. O demônio gritava: - Agora o mundo está em ponto de bala para mim… Conheço o melhor meio de agarrar as almas!… É excitar nelas desejos de gozar! Eis o que me garante a vitória, o que as traz aqui em abundância. (04/10/22).
Ouvi o demônio ao qual uma alma acabava de escapar, forçado a confessar a sua impotência: - Confusão! Confusão!… Como escapam tantas almas?… Eram minhas!… (e ele lhe enumera os pecados) (01/01/23).
Na noite passada, não estive no inferno, mas fui carregada para um lugar onde não havia luz, somente um fogo ardente e vermelho no centro. Fui estendida e amarrada, sem poder fazer um só movimento. Em volta de mim, estavam sete ou oito pessoas sem roupa, e os corpos negros eram iluminados apenas pelos reflexos do fogo. Estavam sentados e falavam.
Dizia um: - É preciso grande precaução a fim de que não conheçam nossa mão, pois, somos facilmente descobertos.
O diabo respondeu: - Insinuai-vos induzindo a negligência neles, mas mantendo-vos na sombra, de modo que não sejais descobertos… Podeis entrar pelo sentimento de indiferença… Sim, creio que a estes, dissimulando-vos a fim de que não percebam, podeis torná-los indiferentes ao bem e ao mal e, pouco a pouco, inclinar a sua vontade para o mal. A esses outros, tentai-os com ambições; que só procurem os seus próprios interesses… Por graus ficarão endurecidos, e podereis incliná-los ao mal. Tentai estes outros à ambição, o interesse, a fazer riquezas assem trabalhar, seja legal ou não.- Excitai aqueles outros à sensualidade e ao amor ao prazer.
- Deixai que o vício os cegue… Quanto ao resto… entrai pelo seu coração… sabei as inclinações dos seus corações… provocai que amem com paixão…
– Trabalhai muito duro… não tomeis nenhum descanso… não tenhais nenhuma piedade. – Ide… Ide… com firmeza!… que eles se apaixonem…, é preciso perder o mundo… não me escapem essas almas! – Deixai que comam muito e engrossem! Assim será todo mais fácil para nós… Deixai que comam e bebam nos seus banquetes. O amor ao prazer é a porta pela qual vos os caçareis.
Os outros respondiam, de vez em quando: - Somos teus escravos… Trabalharemos sem descanso. Sim, muitos nos combatem, mas nós trabalharemos dia e noite, sem trégua. Reconhecemos teu poder… Etc.
Assim, todos falavam e aquele que creio ser o demônio dizia horríveis palavrões. Ouvi ao longe um ruído, como de taças e de copos e ele gritava: - Deixai-os embriagarem-se, depois tudo nos será fácil.. Acabem seus banquetes, já que tanto gostam de gozar. É a porta pela qual entrareis. Acrescentou coisas tão horríveis que não se podem dizer nem escrever. Depois como que mergulhando na fumaça, desapareceram. (03/02/23).
Hoje, o demônio gritava com raiva porque uma alma lhe escapava:
- Excitai-lhe o temor! Desesperai-a. Ah! Se ela confiar na Misericórdia Daquele (e blasfemava de Nosso Senhor) estou perdido! Mas, não! Enchei-a de medo, não a deixeis um só instante e, sobretudo desesperai-a.
Então, o inferno se encheu com um só grito de raiva e, quando o demônio me lançou fora do abismo, continuou a ameaçar-me. Dizia, entre outras coisas: - Será possível… Será verdade que criaturas fracas tenham mais poder do que eu que sou tão poderoso! Mas esconder-me-ei para passar despercebido!… O cantinho mais pequeno me basta para colocar uma tentação: Atrás de uma orelha, nas folhas de um livro, de baixo de uma cama… algumas não fazem caso de mim, mas eu falo, falo… a custa de falar ficam algumas palavras… Sim, hei de esconder-me em lugar onde não me encontrem. (7-8 de fevereiro, 1923)
Irmã Josefa nota ainda, voltando do inferno: Vi caírem muitas almas. Entre elas, uma menina de 15 anos que amaldiçoava os próprios pais, porque não lhes haviam ensinado o temor de Deus, nem que existia o inferno. Dizia que sua vida, embora curta, tinha sido cheia de pecados, porque se considera a si mesma todas as satisfações que seu corpo e suas paixões exigiam dela. Acusava-se principalmente de ter lido maus livros. (22 de março, 1923).
Hoje, vi um vasto número de pessoas cair no abismo ardente. Pareciam ser gente rica, bem vivedora e opulenta e um demônio berrou: - O mundo é maduro para mim.’ Sei que a melhor maneira de caçar almas é alimentar o seu desejo de prazer…
Eu primeiro que ninguém…
Eu antes que os outros…
Nenhuma humildade para mim! Deixa que os demais louvem-me…
Esta triagem de coisas assegura a minha vitória… e eles lançam-se de cabeça para o inferno.(4 de Outubro de 1923)

Sobre a recusa a uma vida de santidade vocacional

Ela escreve ainda: Certas almas amaldiçoavam a vocação que tinham recebido e à qual não haviam correspondido… a vocação que haviam perdido, por que não tinham querido viver escondidas e mortificadas (18 de março, 1922).
Uma vez em que fui ao inferno, vi muitos padres, religiosos e religiosas que amaldiçoavam seus Votos, suas Ordens, seus Superiores, e tudo o que teria podido dar-lhes a luz e a graça que haviam perdido… Vi também prelados… Um se acusava a si mesmo de ter usado ilegitimamente de bens que não lhe pertenciam (28 de setembro, 1922).
Padres amaldiçoavam a própria língua que consagrara, os dedos que tocaram em Nosso Senhor, as absolvições que haviam dado sem saberem salvar-se a si mesmos, a ocasião que os havia levado ao inferno… (6 de abril, 1922).
Um padre dizia: - Comi veneno, servi-me de dinheiro que não me pertencia… e se acusava de ter usado o dinheiro que lhe haviam dado para missas, sem as dizer. Outro dizia que pertencia a uma sociedade secreta na qual traíra a Igreja e a religião e que, por dinheiro, facilitara horríveis sacrilégios e profanações.
Como nas descidas precedentes ao inferno, Josefa não acusa em si pecado algum que tenha podido conduzi-la a tal desgraça. Nosso Senhor só quer que ela experimente as consequências, como se ela própria as tivesse merecido.
Continua ela: Instantaneamente, achei-me no inferno, mas sem ter sido arrastada como das outras vezes. A alma aí se precipita por si mesma, como se desejasse desaparecer da vista de Deus para poder odiá-lo e amaldiçoa-Lo. A minha alma deixou-se cair num abismo cujo fundo não se pode ver, pois, é imenso!… Imediatamente, ouvi outras almas se regozijarem vendo-me nos mesmos tormentos. Ouvir aqueles horríveis gritos já é um martírio, mas creio que nada é comparável em dor à sede de maldição que se apodera da alma e, quanto mais maldizemos, mais aumenta a sede. Nunca tinha experimentado aquilo. Outrora, a minha alma ficava cheia de dor diante daquelas horríveis blasfêmias, embora não pudesse produzir nem um ato de amor. Mas, hoje se dava o contrário! Vi o inferno como sempre, longos corredores, cavidades, fogo… ouvi as mesmas almas a gritar e a blasfemar, pois – como já escrevi muitas vezes – embora se vejam as formas corporais, sentem-se os tormentos como se os corpos estivessem presentes e as almas se reconhecem. Gritavam: - Olá, aqui estás! Como nós!… Éramos livres de não fazer aqueles votos (religiosa)!… mas agora… e maldiziam seus votos. Então fui empurrada para aquele nicho inflamado e esmagada como entre duas tábuas ardentes e como se ferros e ponta em brasa se me enfiassem no corpo.
Aqui Josefa torna a descrever os múltiplos tormentos que não lhe poupam um só membro:
Senti como se quisessem, sem o conseguir, arrancar-me a língua, tormento que me reduzia aos extremos da dor. Os olhos pareciam sair-me das órbitas, creio que por causa do fogo que tanto os queimava! Não havia uma só unha que não sofresse horríveis tormentos. Não se pode nem mover um dedo para buscar alívio, nem mudar de posição, o corpo fica como que achatado e dobrado pelo meio. Os ouvidos são acabrunhados com os tais gritos de confusão que não cessam um só instante. Um cheiro nauseabundo e repugnante asfixia e invade tudo; é como se carne em putrefação estivesse queimando com piche e enxofre… mistura que não se pode comparar a coisa alguma deste mundo.
Tudo o que estou escrevendo, conclui ela – não é senão uma sombra ao lado do que a alma sofre, pois, não há palavras que possam exprimir tormento semelhante. (4 de setembro, 1922).
A jovem freira espanhola teve uma vida curta e de muitas provações. Como Nosso Senhor havia dito, a morte chegou na hora marcada, dando realidade as Suas palavras, “ Como é minha vítima escolhida irá sofrer e morrer afundada no sofrimento”. Era um Sábado 29 de Dezembro de 1923. Sua alma foi levada ao Reino dos Céus aos 33 anos de idade.

FONTE: COT

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O IPÊ À BEIRA DA ESTRADA

O ipê à beira da estrada. Não quero perder a capacidade de admirar as belezas do mundo. O ipê florido à beira da estrada é um imperativo onde vislumbro a presença de Deus. Nele há uma fala de Deus me pedindo calma. A sacralidade da vida ganhou voz em estruturas singelas, e solicita que eu me prostre.

É santo o que os meus olhos enxergam. A cor amarela encontra moldura no azul dos contornos do céu. Ao longe, o verde completa o quadro. Paira sobre a cena um mistério raro, como se houvesse uma névoa a me recordar que a raridade da beleza é uma epifania divina(...)


O meu desejo é deixar de seguir o caminho que me leva ao meu destino. Impossibilitado da parada, ouso diminuir a marcha. Quero a cena dentro de mim. Ouso rezar a Deus que me permita registrar na memória a beleza que não posso aprisionar.

Olho para os que passam. A velocidade dos carros não permite que os seus ocupantes vejam o que vejo. Eles estão privados da mística que só pode ser compreendida quando os passos perdem a pressa. Estão ocupados demais com suas urgências práticas. É preciso chegar. Há muitas iniciativas a serem tomadas e o tempo não pode ser perdido.

Enquanto isso, o ipê se ocupa de sua florada amarela. Cumpre no tempo a proeza de ser um sentido oculto e deslumbrante para os distraídos que o percebem.

Nele há uma pequena parte da beleza do mundo que tive a graça de descobrir. E só por isso diminui o ritmo da minha vida.

Olhei com calma para sua beleza e nele percebi o sorriso do Criador. Sorriso de Pai, que vez em quando, faz questão que seus filhos diminuam suas velocidades para uma breve brincadeira redentora.

Eu aceitei. Brinquei com Ele. Fiquei mais feliz
!

FONTE: PE. FÁBIO DE MELO

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COMO PARTICIPAR DA SANTA MISSA

O sacrifício de Cristo foi suficiente para pagar por nossas dívidas com Deus, pois como ensina São Paulo: “Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo. (…) Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício… (…) Por uma só oblação ele realizou a perfeição definitiva daqueles que recebem a santificação.” (Hb 10,10.12a.14) Se o próprio Deus morre, o valor de Seu sacrifício há de ser infinito, suficiente para saldar qualquer dívida!(...)

Na Última Ceia Jesus antecipou Seu sacrifício, instituindo-o como perpétuo, através do oferecimento de Seu Corpo e Seu Sangue. O mesmo Corpo morto na Cruz e o mesmo Sangue derramado foram distribuídos aos Seus Apóstolos, numa verdadeira antecipação do sacrifício. Além disso, Nosso Senhor tornou-o perpétuo, quando mandou: “fazei isto em memória de mim.” (Lc 22,19) Assim, os Apóstolos e seus sucessores devem obedecer o mandamento de Jesus e fazer o que Ele ordenou: realizar o sacrifício! Se o sacrifício pôde ser antecipado, pode também, por ter-se tornado perpétuo, ser oferecido continuamente. Não se trata de um novo sacrifício, eis que o de Cristo foi definitivo e suficiente, mas do mesmo novamente tornado presente pelos Apóstolos, seus sucessores e os colaboradores destes.

O sacrifício de Jesus Cristo foi oferecido na Cruz, antecipado na Última Ceia, e é tornado novamente presente em cada Missa celebrada. Ceia, Cruz e Missa são o mesmo e único sacrifício de Cristo!

Esse o significado, portanto da Santa Missa: é o mesmo, único e suficiente sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecido de uma vez por todas, ao Pai, na Cruz do Calvário, pelo perdão de nossos pecados, tornado real e novamente presente, ainda que de outro modo, incruento, no altar da igreja pelas mãos do sacerdote validamente ordenado.

Mesmo, único e suficiente: a Missa não é um novo sacrifício para saldar nossa dívida para com Deus. Oferecido de uma vez por todas, ao Pai, na Cruz do Calvário: a Missa é o mesmo sacrifício da Cruz, não um outro. Pelo perdão de nossos pecados: como a Cruz foi a causa de nosso perdão, merecendo-nos a graça de Deus, assim também é a Missa. Tornado real e novamente presente: a mesma Cruz é tornada presente diante de nós, pois para Deus não há limite de espaço ou tempo. Ainda que de outro modo, incruento: na Cruz, Cristo derramou Seu Preciosíssimo Sangue; na Santa Missa, a Cruz é tornada novamente presente, mas de outro modo, sem derramamento de Sangue – não é, repetimos, uma nova morte de Cristo, mas a mesma e única, porém de modo incruento. No altar da igreja: todo sacrifício precisa de um altar; a Cruz foi o altar onde Cristo ofereceu o sacrifício de Seu Corpo Santíssimo; na Missa não há uma Cruz física onde Cristo deva morrer, mas um altar onde é celebrado o sacrifício e os dons são oferecidos. Pelas mãos do sacerdote: num sacrifício, além do altar, é preciso uma vítima e um sacerdote, i.e., um sacrificador; quando o altar foi a Cruz, Jesus Cristo foi a Vítima, mas também o Sacerdote, pois ninguém O matou, antes Ele mesmo Se entregou à morte por nós; na Santa Missa, se o altar é o da igreja, e a vítima é Cristo, eis que o sacrifício é o mesmo, também há identidade quanto ao sacerdote, o sacrificador. Validamente ordenado: Jesus mandou que os Apóstolos realizassem o sacrifício feito na Cruz e antecipado na última Ceia, e eles passaram o mandato a seus sucessores e aos colaboradores destes; os sucessores dos Apóstolos são os Bispos, e os colaboradores os padres, unidos a Cristo pelo sacramento da Ordem.

O fiel participa da Santa Missa assistindo-a com toda a vontade de unir-se aos sentimentos de Cristo. Se não pode, como o padre, ser o próprio Jesus oferecendo-Se na Cruz, deve, então, assistir o maravilhoso espetáculo do sacrifício de um Deus-homem que morre por nossos pecados com a disposição de alma de quem aspira imitar aqueles santos que estiveram aos pés do Calvário. A Cruz torna-se presente na Missa, e porquanto naquela estavam presentes a Santíssima Virgem e o discípulo amado, São João, o Apóstolo e Evangelista, quando estamos assistindo o Santo Sacrifício devemos ter as mesmas atitudes de ambos. Certamente, não estavam Nossa Senhora nem São João batendo palmas: sua alegria pela salvação que se operava era interna, e se misturava com uma viva dor pelos pecados da humanidade, cometidos de tal forma que fizeram Deus sofrer e derramar Seu Sangue por nós. Imitando os sentimentos e atitudes de São João e da Virgem Maria aos pés da Cruz, estamos participando da Missa de um modo santo e salutar.

São Leonardo de Porto Maurício, ardoroso apóstolo da Santa Missa, nos dá seu ensino, ainda bastante atual: “Eis o meio mais adequado para assistir com fruto a Santa Missa: consiste em irdes à igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes diante do altar como o faríeis diante do Trono de Deus, em companhia dos santos anjos. Vede, por conseguinte, que modéstia, que respeito, que recolhimento são necessários para receber o fruto e as graças que Deus costuma conceder àqueles que honram, com sua piedosa atitude, mistérios tão santos.” (São Leonardo de Porto Maurício. Tesouro Oculto)

FONTE: PRESBÍTEROS

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MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O 44º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

“O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra"

Queridos irmãos e irmãs!

O tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais – “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra” – insere-se perfeitamente no trajeto do Ano Sacerdotal e traz à ribalta a reflexão sobre um âmbito vasto e delicado da pastoral como é o da comunicação e do mundo digital, que oferece ao sacerdote novas possibilidades para exercer o seu serviço à Palavra e da Palavra. Os meios modernos de comunicação fazem parte, desde há muito tempo, dos instrumentos ordinários através dos quais as comunidades eclesiais se exprimem, entrando em contacto com o seu próprio território e estabelecendo, muito frequentemente, formas de diálogo mais abrangentes, mas a sua recente e incisiva difusão e a sua notável influência tornam cada vez mais importante e útil o seu uso no ministério sacerdotal(...)


A tarefa primária do sacerdote é anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de salvação mediante os sacramentos. Convocada pela Palavra, a Igreja coloca-se como sinal e instrumento da comunhão que Deus realiza com o homem e que todo o sacerdote é chamado a edificar n’Ele e com Ele. Aqui reside a altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal, na qual se concretiza de modo privilegiado aquilo que afirma o apóstolo Paulo: «Na verdade, a Escritura diz: “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão de pregar, se não forem enviados?» (Rm 10,11.13-15).

Hoje, para dar respostas adequadas a estas questões no âmbito das grandes mudanças culturais, particularmente sentidas no mundo juvenil, tornaram-se um instrumento útil as vias de comunicação abertas pelas conquistas tecnológicas. De fato, pondo à nossa disposição meios que permitem uma capacidade de expressão praticamente ilimitada, o mundo digital abre perspectivas e concretizações notáveis ao incitamento paulino: “Ai de mim se não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16). Por conseguinte, com a sua difusão, não só aumenta a responsabilidade do anúncio, mas esta torna-se também mais premente reclamando um compromisso mais motivado e eficaz. A este respeito, o sacerdote acaba por encontrar-se como que no limiar de uma «história nova», porque quanto mais intensas forem as relações criadas pelas modernas tecnologias e mais ampliadas forem as fronteiras pelo mundo digital, tanto mais será chamado o sacerdote a ocupar-se disso pastoralmente, multiplicando o seu empenho em colocar os media ao serviço da Palavra.

Contudo, a divulgação dos “multimídia” e o diversificado «espectro de funções» da própria comunicação podem comportar o risco de uma utilização determinada principalmente pela mera exigência de marcar presença e de considerar erroneamente a internet apenas como um espaço a ser ocupado. Ora, aos presbíteros é pedida a capacidade de estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas «vozes» que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese.

Através dos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá dar a conhecer a vida da Igreja e ajudar os homens de hoje a descobrirem o rosto de Cristo, conjugando o uso oportuno e competente de tais meios – adquirido já no período de formação – com uma sólida preparação teológica e uma espiritualidade sacerdotal forte, alimentada pelo diálogo contínuo com o Senhor. No impacto com o mundo digital, mais do que a mão do operador dos media, o presbítero deve fazer transparecer o seu coração de consagrado, para dar uma alma não só ao seu serviço pastoral, mas também ao fluxo comunicativo ininterrupto da «rede».

Também no mundo digital deve ficar patente que a amorosa atenção de Deus em Cristo por nós não é algo do passado nem uma teoria erudita, mas uma realidade absolutamente concreta e atual. De fato, a pastoral no mundo digital há de conseguir mostrar, aos homens do nosso tempo e à humanidade desorientada de hoje, que «Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros» [Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

Quem melhor do que um homem de Deus poderá desenvolver e pôr em prática, mediante as próprias competências no âmbito dos novos meios digitais, uma pastoral que torne Deus vivo e atual na realidade de hoje e apresente a sabedoria religiosa do passado como riqueza donde haurir para se viver dignamente o tempo presente e construir adequadamente o futuro? A tarefa de quem opera, como consagrado, nos media é aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral. A Palavra poderá assim fazer-se ao largo no meio das numerosas encruzilhadas criadas pelo denso emaranhado das auto-estradas que sulcam o ciberespaço e afirmar o direito de cidadania de Deus em todas as épocas, a fim de que, através das novas formas de comunicação, Ele possa passar pelas ruas das cidades e deter-se no limiar das casas e dos corações, fazendo ouvir de novo a sua voz: «Eu estou à porta e chamo. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo» (Ap 3, 20).

Na Mensagem do ano passado para idêntica ocasião, encorajei os responsáveis pelos processos de comunicação a promoverem uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana. Este é um dos caminhos onde a Igreja é chamada a exercer uma “diaconia da cultura” no atual «continente digital». Com o Evangelho nas mãos e no coração, é preciso reafirmar que é tempo também de continuar a preparar caminhos que conduzam à Palavra de Deus, não descurando uma atenção particular por quem se encontra em condição de busca, mas antes procurando mantê-la desperta como primeiro passo para a evangelização. Efetivamente, uma pastoral no mundo digital é chamada a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contacto com crentes de todas as religiões, com não-crentes e pessoas de todas as culturas. Do mesmo modo que o profeta Isaías chegou a imaginar uma casa de oração para todos os povos (cf. Is 56,7), não se poderá porventura prever que a internet possa dar espaço – como o «pátio dos gentios» do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido?

O desenvolvimento das novas tecnologias e, na sua dimensão global, todo o mundo digital representam um grande recurso, tanto para a humanidade no seu todo como para o homem na singularidade do seu ser, e um estímulo para o confronto e o diálogo. Mas aquelas apresentam-se igualmente como uma grande oportunidade para os crentes. De fato nenhum caminho pode, nem deve, ser vedado a quem, em nome de Cristo ressuscitado, se empenha em tornar-se cada vez mais solidário com o homem. Por conseguinte e antes de mais nada, os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta; a ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar. Mas, é preciso não esquecer que a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

A vós, queridos Sacerdotes, renovo o convite a que aproveiteis com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna. Que o Senhor vos torne apaixonados anunciadores da Boa Nova na «ágora» moderna criada pelos meios atuais de comunicação.

Com estes votos, invoco sobre vós a proteção da Mãe de Deus e do Santo Cura d’Ars e, com afeto, concedo a cada um a Bênção Apostólica.

Vaticano, 24 de Janeiro – Festa de São Francisco de Sales – de 2010.
BENEDICTUS PP. XVI

FONTE: CNBB

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ORAR...

Orar é entrar em sintonia com Deus. Há muitas maneiras de fazê-lo e não se pode dizer que esta é melhor que aquela. Há orações individuais ou coletivas, baseadas em fórmulas ou espontâneas, cantadas ou recitadas. Os salmos, por exemplo, são orações poéticas, das quais cerca de 100 expressam lamentação ou denúncia, e 50, louvor.

Nós, ocidentais, temos dificuldade de orar devido ao nosso racionalismo. Em geral, ficamos na soleira da porta, entregues à oração que se apóia nos sentidos (música, dança, mirar vitrais ou paisagens etc.) ou na razão (fórmulas, leituras, reflexões etc.)(...)


Orar é entrar em relação de amor. Como ocorre entre um casal, há níveis de aprofundamento entre o fiel e Deus. Uns oram como o namorado que fala demais no ouvido da namorada. Como se Deus fosse surdo e burro. Parecem aquela tia que liga e fala tanto, tanto, que minha mãe deixa o fone, mexe a comida nas panelas e retorna sem que sua ausência seja percebida.

Jesus sugeriu não multiplicar as palavras. Deus conhece os nossos anseios e necessidades. O próprio Jesus, narra o Evangelho, gostava de retirar-se para lugares ermos para entrar em oração. Jesus foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus (Lucas 6,12).

Na oração, é preciso entregar-se a Deus. Deixar que ele ore em nós. Se temos resistência à oração é porque, muitas vezes, tememos a exigência de conversão que ela encerra. Parar diante de Deus é parar diante de si mesmo. Como num espelho, ao orar vemos o nosso verdadeiro perfil — dobras do egoísmo realçadas, mágoas acumuladas, inveja entranhada, apegos enrijecidos. Daí a tendência a não orar ou fazer orações que não revirem ao avesso a nossa subjetividade.

Os místicos, mestres da oração, sugerem aprendermos a meditar. Esvaziar a mente de todas as fantasias e ideias e deixar fluir o sopro do espírito no silêncio do coração. É um exercício cujo método a literatura mística ensina. Mas é preciso, como Jesus, reservar tempo para isso. Assim como a relação de um casal arrefece se não há momentos de intimidade, do mesmo modo a fé se debilita se não nos recolhemos em oração.

Oramos para aprender a amar como Jesus amava. Só a força do espírito dilata o coração. Portanto, uma vida de oração se avalia não pelos momentos entregues a ela, mas pelos frutos na vida cotidiana: os valores elencados como bem-aventuranças no Sermão da montanha (Mateus 5, 1-12). Ou seja, pureza de coração, desprendimento, fome de justiça, compaixão, destemor nas perseguições etc.

Orar é deixar-se amar por Deus. É deixar o silêncio de Deus ressoar em nosso espírito. É permitir que Ele faça morada em nós. Sem cair no farisaísmo de achar que a minha oração é melhor do que a sua, como aquele fariseu frente ao publicano (Lucas 18,9-14). Quem ora procura agir como Jesus agiria. Sem temer os conflitos decorrentes de atitudes que contradizem os antivalores da sociedade consumista e individualista em que vivemos.

Orar é subverter-se a si próprio. Centrado em Deus, o orante descentra-se nos outros e imprime à vida a felicidade de amar porque se sabe amado. Parafraseando Jó, antes de orar se conhece a Deus por ouvir falar. Depois, por experimentar. O que levou Jung a exclamar: Eu não creio. Eu sei.

FONTE:
CONIC

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COMEÇA O 1º FÓRUM SOCIAL E 1ª FEIRA MUNDIAL DA ECONOMIA SOLIDÁRIA


Como parte da agenda de eventos do Fórum Social Mundial, começou nesta quinta-feira (21), em Santa Maria (RS), o 1º Fórum Social e 1ª Feira Mundial de Economia Solidária. O objetivo do evento é apresentar o tema como uma resposta auto-organizada dos trabalhadores e trabalhadoras para a atual crise mundial e firmar a cidade gaúcha como pólo de novas práticas para toda a América Latina.

Entre as atrações previstas, estão a Assembleia Intercontinental: Economia Solidária e Fórum, no Parque da Medianeira, e a abertura do Seminário Nacional Comércio Justo e Solidário, no mesmo local.

Para conferir a programação completa, clique aqui

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A RCC - CAMOCIM ELEGE COORDENAÇÃO PARA O TRIÊNIO 2010 - 2013

A Renovação Carismática Católica de Camocim reuniu, nos dias 23 e 24 de Janeiro, servos e formados para o I Retiro Geral do ano 2010. Realizado no Centro de Treinamento São Francisco, o Retiro abordou o tema proposto para a caminhada da RCC em todo o Brasil nesse ano: "Anuncia a Palavra; Proclama a Boa Notícia!" (cf. II Tm 4, 2-5). O encontro procurou renovar, nos servos e formandos, a motivação para o serviço na Obra de Deus. Para isso, foram realizadas pregações, louvores, momentos de oração e de adoração. A Coordenação procurou ainda aproveitar o momento para indicar direcionamentos sobre as próximas atividades da RCC em Camocim, a saber: Formação humana (última quarta-feira de cada mês, na Igreja de São Pedro), Quinta-feira de adoração (primeira quinta-feira de cada mês), Pré-Despertai (dia 06 de fevereiro, em preparação ao XI Despertai), Semana de Adoração (de 08 a 12 de fevereiro, na Igreja da Santa Cruz) e XI Despertai (encontro promovido pela RCC Camocim no período de Carnaval)(...)

No último momento do Retiro, foi realizada a eleição da nova coordenação paroquial. Participaram da eleição os 14 membros do Conselho de Coordenação Paroquial da RCC presentes no evento. Após sucessivos momentos de oração de partilha, a escolha recaiu sobre Raimunda Ferreira Lima Rocha, até então, Coordenadora do Grupo de Oração Novo Caminho. Conhecida carinhosamente como Raimundinha, a nova coordenadora, além do serviço eclesial através da RCC, é Ministra Extraordinária da Eucaristia, sendo reconhecida pela sua maturidade, disponibilidade e mansidão diante das demandas verificadas na vida de Igreja. Na vida secular, Raimundinha é casada, mãe de três filhos e exerce a função de professora, tanto na rede pública estadual como na rede pública municipal de ensino, destacando-se como uma das grandes educadoras da vida contemporânea de Camocim. A escolha foi recebida com alegria por parte dos participantes do movimento carismático na Paróquia de Camocim.

O Retiro foi encerrado às 16h30, na Igreja de São Francisco, com uma alegre Celebração da Palavra, presidida por Francisca Dourado, Ministra da Palavra e Coordenadora Paroquial do MInistério de Pregação da RCC Camocim. Durante a celebração, os presentes puderam louvar a Deus pelas inúmeras graças derramadas na RCC no período 2008 - 2010 (sob a liderança de Mário Roberto), bem como rogar bençãos para a nova Coordenadora, que deverá conduzir as atividades da RCC Camocim, inicialmente, até janeiro de 2013.

FONTE:
http://rcccamocim.blogspot.com/

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REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Lc 1, 1-4; 4, 14-21 - 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C

NOTAS PARA COMPREENSÃO DO TEXTO

Sinopse sobre Lucas

- Lucas não foi apóstolo nem era judeu. Foi um pagão convertido, originário da Antioquia, onde floresceu uma grande comunidade cristã.
- Era médico e acompanhou São Paulo em suas viagens. São Paulo o chama "médico caríssimo" e fez valer nele a sua influência: há muita semelhança no vocabulário empregado pelos dois. 84 palavras foram destacadas de uso comum.
- Lucas é o autor do 3º Evangelho e dos Atos dos Apóstolos. Escreveu seu evangelho em grego, língua que ele dominava acima de todos os evangelistas.
- A tradição acrescenta que Lucas era pintor e que teria até pintado o rosto de Maria(...)


ASPECTOS DE JESUS VISTOS POR LUCAS

a) Lucas viu em Jesus "um homem de oração".
Jesus orava muito;
Ele orava na solidão das montanhas e no silêncio das madrugadas;
Orava antes das refeições;
Orava antes dos momentos importantes da sua vida:
- antes do seu batismo;
- antes da escolha dos doze;
- antes de ensinar o Pai Nosso;
- antes da confissão de Cesareia;
- na transfiguração;
- no jardim das oliveiras;
- no alto da cruz;

b) Lucas viu em Jesus "o homem da misericórdia".
A misericórdia era a tônica da sua pregação e a testemunhava em sua vida. Era ela que o enchia de ternura diante da pecadora pública que ia ser apedrejada, diante daquela mulher que lhe lavava os pés com as suas lágrimas, foi ele que lhe inspirou a história adorável do Filho Pródigo.

c) Lucas viu em Jesus um Rei Universal.
O escritor sagrado não era judeu, mas um pagão convertido. Por isso, muito cedo, da longínqua e desgarrada Antioquia, percebeu a universalidade do Reino de Deus.

- Jesus não se limita a evangelizar

O corpo também tem de ser levado em conta. É bem certo o adágio popular: "saco seco não se põe em pé". Então, Jesus incluiu em seu programa distribuir o pão, dar a visão aos cegos, fazer os paralíticos andarem, trazer a esperança aos pobres e "oprimidos", libertar os cativos tanto dos grilhões do corpo quanto dos grilhões da alma. Como Ele poderia proclamar a libertação, se as cadeias materiais da cegueira, das doenças nervosas que a insciência daqueles tempos dava o nome de possessão demoníaca, das prisões de todos os tipos, da discriminação, estavam impedindo? Padre Paulo Besaglia SSP, na coluna-laranja de "O Domingo" de hoje escreve: "Ele bem sabe que não pode haver liberdade verdadeira com a fome, a miséria, a doença, a prisão". Oportuna é essa lição para se levar em conta em nosso apostolado. Não podemos nos fazer de desentendidos, se a pessoa a quem vamos falar de Jesus estiver em extrema penúria e algo puder ser feito por ela. Então, em primeiro lugar, está esse algo que pode ser feito por ela. Há quem descura, inteiramente, essas providências nas lides do apostolado.

- Jesus voltou para a Galileia com a força do Espírito

Antes de tudo, vamos ser sensíveis à moção do Espírito. Ele é que anima tudo, ele é que comove os rochedos, é que torna leve o fardo, é que nos dá asas, torna possível e rápida a libertação. Afinal, "o mesmo Espírito que fortaleceu Jesus em sua missão terrena (é)que está em nós, animando e encorajando nossa missão." (Pe. Paulo Baságlia SSP - coluna-laranja de O Domingo de hoje)

REFLEXÕES:

1- Às vezes, no piedoso intento de alimentar o espírito, distribuir a Eucaristia por exemplo, descuidamos inteiramente o socorro material, o socorro urgente que não pode ser adiado e que pode ser prestado. Esse socorro é que vai nos mostrar como legítimo representante de Cristo naquela hora.

2- Antes de entrar em cena na roda do seu grupo ou pastoral, que vamos animar, não nos esqueçamos de saudar aquele Espírito, que dá vida, coragem e "animação" mesmo àquela reunião.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

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PIEDADE SINCERA, CATECISMO ERRADO

Existe entre nós, católicos, a catequese e a anti-catequese. A primeira é vivência e transmissão correta de algumas verdades da fé, já que não temos como ensinar todas elas, tantas são as informações contidas no depósito da fé católica. A segunda é a vivência e a transmissão de alguma doutrina contrária ao que a Igreja ensina, mas mesmo assim carimbá-las como o falso nome de catolicismo. Não são poucos os pregadores anti-catequistas, sobretudo nesses dias de mídia intensa com pregadores que não estudaram e não estudam nem a pau o seu catecismo e os livros de teologia(...)

Exemplifico sem citar nomes. O sacerdote acabara de sugerir aos seus muitos ouvintes, naquele Natal, que com o mouse acessassem o site e, nele, apagassem uma das velinhas virtuais. O gesto equivaleria ao de acender ou apagar uma vela de cera num santuário e ajudaria uma entidade pobre. Boa proposta, bom simbolismo.

O erro veio na doutrina que seguiu. Garantiu que, a cada vela apagada, o fiel se libertaria de uma maldição. Ora, ele sabe e, se não sabe deveria saber, porque sua faculdade certamente ensinou que isso é amuletização e superstição. Vai contra a doutrina católica. Mas fez. Como ele, muitos outros do seu grupo fazem.

Irmãos que ensinam a anti-catequese a pretexto de evangelizar oram para que Deus “possa” curar alguém; como se Deus não pudesse! Anunciam quebra de maldições em família quando está claro, nos textos da Igreja e do Novo Testamento, que Jesus já morreu para que ninguém mais fosse maldito. Ele já nos resgatou de antemão. Uma coisa é aceitação de bênção e outra é a quebra de maldição. Uma é necessária, a outra cerimônia é inútil porque toda maldição já foi quebrada. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; (Gálatas 3, 13) O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. (Mateus 20,28) Ninguém tem que pagar pelos pecados dos seus antepassados. Uma coisa é orar por eles, outra é crer que sobrou maldição para a família pagar. O Reino de Deus não funciona como o governo brasileiro com os impostos atrasados. Não depois da cruz e da ressurreição!

E há aquele ele que ensinou que se pode pagar o dízimo para a sua emissora e dar uma “contribuição” para a diocese...Dei e entender que uma emissora de rádio é mais importante que uma diocese. Dízimo para aquela obra e pequena ajuda para a igreja local...

O desfile de informações erradas continua. Vez por outra se ouve um pregador a dizer que, quando você peca você enfia um espinho na cabeça de Jesus e Maria lá no céu; e que eles sofrem com o seu pecado. Não é o que a Igreja ensina.

Está gravada a palestra na qual se afirma que ao comungar Jesus o fiel também comunga Maria porque, em virtude da união hipostática com o filho, ela e ele têm o mesmo DNA... Outro afirmou solenemente que se Maria não fosse virgem, não teria sido escolhida para gerar o Cristo porque foi sua virgindade que lhe mereceu este chamado. Não é desta forma que a Igreja vê os méritos de Maria. O próprio Jesus salienta que, mais do que pelo ventre que o gerou e pelos seios que o amamentaram, a bem aventurança de Maria estava no seu ouvir e praticar a Palavra. Com, ela todos os que o seguissem. (Lc 11,27-28)

E muitos viram o pregador anunciar um demônio que entrara numa mulher presente à missa, sem mostrar nem a mulher nem o demônio. Pior ainda foi quando orou em línguas antes do Pai Nosso para realizar aquele meio exorcismo e invocou São Miguel Arcanjo com sua espada luminosa para expulsar o tal demônio. Se já estavam no Pai Nosso e Jesus estava li no altar, porque tinha acontecido a consagração, por que recorrer a São Miguel Arcanjo? Jesus tem menos poder?

Não faltam canções a dizer que querem amar “somente” a Deus, negando a doutrina essencial do cristianismo, expressa com clareza em Mateus 25,31-46 e em Mt 7,15-23. E houve o caso do pregador que garantiu que, a cada rosário que oramos, uma alma é “resgatada do inferno”. O outro, querendo consertar a gafe, acentuou que o que ele queira dizer é que Maria resgata uma alma do purgatório a cada Ave Maria orada com fervor.

O desfile de gafes continua. Que falem os mestres, os doutores em teologia, o liturgistas para que se corrijam tais excessos. É de se duvidar que sejam ouvidos. Evidentemente, quem ensina dessa forma não estudou direito a doutrina católica. Os documentos da Igreja são claros a esse respeito. Não é que a Igreja não tenha falado. Falar, ela fala. O problema é que grande número muitos dos que gostam de ser ouvidos não ouvem. Se ouvissem não diriam o que andam dizendo!

De estarrecer foi a afirmação de que a dengue e o câncer são doenças trazidas por demônios. Na mesma semana um dos pregadores orou para expulsar do Brasil o demônio da dengue com seus mosquitos e o outro solenemente expulsou o demônio causador do câncer em cinco pessoas da assembléia. As pessoas não foram mostradas. Pena que meses depois não se tocou mais no assunto. Aquele demônio especializado em causar câncer existe? Foi embora ao comando de tão preparado pregador? As pessoas foram realmente curadas? Ou não interessava mais tirá-las do seu anonimato? Podem pregadores agir desta forma? O leitor já sabe a resposta!

PE. ZEZINHO, SCJ

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HORÓSCOPO COMPROVADAMENTE FALSO

Em síntese: O jornal O GLOBO, de 19/08/03, publicou a notícia de que cientistas de língua inglesa acompanharam duas mil pessoas que nasceram no mesmo dia e na mesma hora, e verificaram que muito diferiam entre si no tocante à personalidade e ao currículo de vida – o que contradiz frontalmente aos ensinamentos da astrologia.

Em sua edição de 19/08/03 o jornal O GLOBO informa ter sido cientificamente comprovada a falsidade do horóscopo ou da astrologia. Eis o teor da notícia:(...)


CIÊNCIA MOSTRA QUE PREVISÃO ASTROLÓGICA NÃO FUNCIONA

Pesquisa acompanhou duas mil pessoas nascidas em mesmo dia e hora e revelou que são muito diferentes.

LONDRES. Boas notícias para os racionais e equilibrados virginianos: cientistas acabam de comprovar que a astrologia não tem fundamento. Sua principal alegação – de que as características humanas são moldadas pela influência dos astros no momento do nascimento – acaba de ser desmentida, de uma vez por todas e além de qualquer dúvida, pelo maior estudo científico já realizado sobre o tema.

Por quatro décadas, cientistas acompanharam mais de duas mil pessoas – nascidas no mesmo dia e na mesma hora, com apenas alguns minutos de diferença. De acordo com a astrologia, essas pessoas deveriam ter características bastante similares.

O estudo teve início em Londres, em 1958. As pessoas tiveram seu desenvolvimento monitorado em intervalos regulares. Os cientistas avaliaram mais de cem diferentes características, como profissão escolhida, níveis de ansiedade, estado civil, agressividade, sociabilidade, QI, além de habilidades em artes, esportes e matemática – todas que, segundo astrólogos, poderiam ser estimadas pela conformação dos astros no momento do nascimento.

Os cientistas, entretanto, não conseguiram encontrar nenhuma prova de similaridade entre as pessoas que nasceram no mesmo horário. De acordo com artigo publicado na “Journal of Consciousness Studies”:

“As condições do teste não poderiam ser melhores (…) e os resultados foram uniformemente negativos“.

A análise dos dados foi feita pelo cientista Geoffrey Dean, um ex-astrólogo baseado na Austrália, e pelo psicólogo Ivan Kelly, da Universidade de Saskatchewan, no Canadá.

O resultado do estudo caiu como uma bomba entre os astrólogos que, há séculos, asseguram ser capazes de revelar aspectos importantes da personalidade e do destino das pessoas com base apenas nas informações referentes à hora e ao local de nascimento.

Roy Gillett, presidente da Associação Astrológica da Grã-Bretanha, afirmou que as conclusões deveriam ser tratadas “com extrema cautela” e acusou Dean de tentar “desacreditar a astrologia”.

- A astrologia não tem mecanismo aceitável e seus princípios são inválidos – afirmou Dean, garantindo estar pronto para as críticas. – Sou provavelmente a pessoa mais odiada na astrologia porque sou considerado um vira-casaca.

COMENTANDO…

1. Em que consiste a astrologia

A astrologia e o horóscopo são cultivados desde remotas épocas antes de Cristo, ou seja, desde a civilização dos caldeus da Mesopotâmia, por volta de 2500 a.C. Pode-se explicar o surto dessa “arte” se se leva em conta que a vida humana é cheia de insegurança (nas épocas remotas ainda mais do que em nossos tempos): um dia é feliz e próspero, outro é desgraçado ou sem êxito. Ora essa versatilidade outrora era atribuída a forças superiores que influenciariam a conduta do homem; tais forças eram os astros, que os homens facilmente identificavam com divindades. Destas premissas originou-se o desejo de conhecer de antemão as circunstâncias e ocasiões em que os astros seriam favoráveis ou desfavoráveis ao homem. Conhecendo-as, o homem poderia superar a sua insegurança ou o seu medo, pois se acautelaria contra as más influências dos seres superiores.

Na época em que a astrologia começou a ser cultivada; os estudiosos pouco sabiam a respeito do sistema solar e dos astros em geral; ignoravam as distâncias dos planetas ao Sol ou à Terra; mal conheciam a natureza do Sol, da Lua e dos outros astros. Imaginavam a existência do zodíaco, isto é, de uma faixa ou de um anel que cercaria a Terra; nessa faixa mover-se-iam o Sol, a Lua, os planetas maiores e grande parte dos menores; a circunferência desse anel imaginário (360º) estaria dividida em doze segmentos (cada qual de 30°); em cada um desses segmentos existiria um compartimento chamado “casa do horóscopo”; tais compartimentos teriam o símbolo ou sinal próprio; os doze símbolos assim concebidos seriam os sinais do zodíaco (do grego zódion, figura de animal ou de vivente), que assim eram (e são) denominados: Carneiro, Touro, Gêmeos (irmãos), Câncer (caranguejo), Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Arqueiro (Sagitário), Capricórnio (cabra ou cauda de peixe), Aquário, Peixes. Os sinais do zodíaco, reunidos em grupos de três, correspondem às estações do ano de tal modo que a primavera abrange Carneiro, Touro e Gêmeos…

2. Porque anticientífica?

Três são os principais pontos que, no caso, ocorrem à reflexão do estudioso:

1)A astrologia supõe uma mentalidade mitológica e uma realidade cósmica já superada. A sua origem está na época em que os homens se julgavam totalmente dependentes das forças da natureza; personificavam essas forças e as concebiam como deuses e demônios; adoravam o Sol e a Lua. Os predicados legendários dos deuses do Panteon grego, eles os transferiam aos planetas. O planeta mais belo foi identificado como Vênus e considerado benfazejo. A cor de sangue de Marte levou os astrólogos a qualificá-lo como deus da guerra, da peste e da morte. O planeta majestoso que leva doze anos para percorrer a abóbada celeste, é Júpiter. O último dos planetas conhecidos na antiguidade tem aspecto pálido e sinistro; leva trinta anos para percorrer as constelações do zodíaco; por isto foi chamado Saturno; identificaram-no também com Chronos, o deus que devora seus filhos; por isto aquele bloco de rochas e de gases foi tido como maléfico. Ora todos estes elementos derivados de religiosidade primitiva ainda estão na base da astrologia moderna, que diz ser científica!

2)Na verdade, a astrologia é anticientífica. Com efeito:

- Os pressupostos da astrologia e do horóscopo estão todos ultrapassados. Sim; a astrologia baseia-se na cosmologia geocêntrica de Ptolomeu: conhece “sete planetas” apenas, entre os quais é enumerado o Sol! Hoje conhecemos mais planetas e nossa visão do grande cosmo se alterou profundamente, pois passamos do geocentrismo para o heliocentrismo.

- A existência das casas do horóscopo ou dos compartimentos do zodíaco é algo de totalmente arbitrário e irreal.

- Os sinais do zodíaco não são unidades cosmológicas, mas são estrelas separadas por vastos mundos ou sistemas.

De modo geral, as figuras, os sinais, as casas, os ângulos com que lida a astrologia, só existem como tais na imaginação do homem. O retângulo da “Grande Urso” só existe na retina do homem e não na realidade do espaço; as estrelas que popularmente parecem próximas e relacionadas entre si, muitas vezes não estão no mesmo plano nem à mesma distância de nós.

- Mais ainda: há cerca de dois mil anos a passagem do Sol pelo ponto vernal (início da primavera) coincidia com a entrada do Sol no compartimento correspondente à constelação do Carneiro (Áries). Mas verifica-se que o ponto vernal retrocede sobre a eclíptica[1] segundo o ritmo de 50″,26 por ano, ou seja, de 30º (um sinal do zodíaco) em 2.150 anos. Nos tempos atuais, quando se inicia a primavera, o Sol já ultrapassou a metade da constelação dos Peixes, mas continua-se a dizer que ele então entra na casa do Carneiro. Existe, pois, uma defasagem entre os nomes das pretensas casas do zodíaco e os nomes das constelações correspondentes. Serão necessários 25.790 anos para se restabelecer a coincidência entre essas pretensas casas e as constelações de que tiram o nome.

Com outras palavras: o sinal do Carneiro corresponde hoje não à constelação do Carneiro, mas à constelação dos Peixes. Por conseguinte, a pessoa a quem os astrólogos dizem: “Você nasceu sob o signo do Carneiro!”, na verdade foi, ao nascer, irradiada pela constelação dos Peixes. Não obstante, dar-se-Ihe-á o horóscopo do Carneiro! Esta verificação por si só evidencia quão pouco científica ou quão anticientífica vem a ser a horoscopia.

- Hoje se sabe que os astros existentes no cosmo são quase inumeráveis: conhecem-se interferências dos mesmos no espaço e nos planetas que outrora se ignoravam. É notório também o fato de que os astros modificam incessantemente a sua posição no espaço. Por que então a astrologia leva em conta a influência de uma constelação apenas?

- Por último, merece atenção a desigualdade de sortes de crianças nascidas no mesmo lugar e no mesmo instante, até mesmo dos gêmeos. Se os astros regem a vida dos homens, como não a regem uniformemente no caso citado?

É por ser anticientífica (dada à fantasia exuberante e primitiva) que a astrologia não encontra aceitação por parte dos astrônomos ou dos homens de ciência. Estes, ao descobrirem mais e mais a existência, a distância, a composição, as transformações e atividades dos planetas e das estrelas, verificam que as afirmações dos astrólogos são arbitrárias ou mesmo falsas.

[1] Eclíptica em astronomia é o círculo da esfera celeste que corta o Equador, formando com ele um ângulo de 23º28’, e que corresponde à órbita aparente do Sol em volta da Terra.

José Roldão

FONTE:
http://www.presbiteros.com.br/index.php/horoscopo-comprovadamente-falso/

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