-NOTAS PARA A COMPREENSÃO DO TEXTO:
-A vinha no tempo de Cristo – No tempo de Cristo, os vinhedos eram plantados geralmente nas encostas dos morros, em terrenos circundantes(...) A terra era trabalhada à enxada e tiravam-se as pedras. Uma sebe, cercaduras de estacas, de pedras ou cerca viva (cerca de plantas) protegia a propriedade da incursão do gado ou dos animais selvagens (raposa, javali). A colheita, período de alegria (mais do que acontece com as nossas farinhadas), se estendia de meados de setembro a fins de outubro.
Em determinado lugar da vinha, construía-se um pequeno prédio com uma torre, onde ficavam os guardas, de olhos atentos. O lagar era onde as uvas eram espremidas. Era uns tanques de alvenaria. Ele compunha-se de duas partes. Os tanques da parte de cima recebiam o suco das uvas, o qual era guardado para fermentação em jarras de pedra (argila), ou em odres (sacos) de pele de animais. Tinham o cuidado de guardar o suco que ia fermentar em odres novos para não se romperem por causa exalação dos gases.
-COMPREENSÃO DA PARÁBOLA DA VINHA:
-A vinha é o povo de Deus. Nas páginas da Bíblia, em toda ela, fala-se disso. Os salmos explicitam: o Povo de Deus foi uma vinha transplantada do Egito.
-Deus é o dono da vinha e Ele a confiou aos líderes judeus: sumos-sacerdotes, fariseus, anciãos, escribas.
-Os empregados que foram receber os frutos são os profetas, em várias épocas.
-Os líderes judeus não ouviram os profetas e os trataram mal ou os mataram. O último foi João Batista.
-Afinal, o Dono da Vinha resolveu mandar seu próprio filho. Eles o jogaram para fora da vinha, fora da cidade de Jerusalém, onde estava o monte Calvário e o crucificaram.
-Então, Jesus será o arrendatário de uma nova vinha, que dará os frutos desejados, em substituição à velha vinha (o Povo de Deus).
-APLICAÇÃO DA PARÁBOLA NOS DIAS DE HOJE:
Nós somos os novos arrendatários da Vinha do Senhor. Nós, arrendatários, formamos a Igreja. Só que nós não estamos compenetrados de ser Igreja. Achamos que a Igreja são os padres, só os padres. E, assim, vivemos desligados ou então formamos uma Igreja muito burocrática, no estilo de nossas instituições e autarquias. NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE SOMOS UMA VINHA. Numa vinha, tudo é operosidade, sobretudo nas vinhas do tempo de Cristo: os guardas ficam na torre de vigia dia e noite, evitando as invasões. Todos procuram produzir as uvas mais doces e torcem por uma produtividade cada vez maior. Constatamos que a nossa Igreja de hoje não tem a operosidade de uma vinha. E há, outro porém. Os que rejeitaram Cristo não ficaram lá nas arcadas do templo nem na cátedra das sinagogas. Hoje, há entre nós os que rejeitam o Cristo (Vide coluna-laranja de O Domingo de 02.10.2011 – Pe. Nilo Luza, SSP) e nós precisamos mostrar um rosto muito adorável do Cristo através de nossas atitudes para que Ele seja aceito, acolhido e amado por todos.
-CONCLUSÕES:
-O Povo de Deus pertence a Deus. Os governantes a quem ele é confiado não podem manipulá-lo como se ele fosse propriedade sua. Também “não pode deixar-se corromper pelo poder, mas servir responsavelmente o bem coletivo.” (Pe. Paulo Bazaglia – coluna-laranja de O Domingo de 05.10.2008).
-Quem tem poder de liderança diante do grupo exerça esse pode com humildade, não de maneira arbitrária. Procure sempre saber qual o tipo de fruto que o Senhor espera da sua Vinha.
Por Francisco Valmir Rocha - Membro da Pastoral Bíblica



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