CATÓLICOS E LUTERANOS COMEMORAM DEZ ANOS DE ACORDO CONJUNTO

A Igreja Católica e a Igreja de Confissão Luterana comemoram, neste sábado, 31, os dez anos da Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação. No Brasil, a CNBB e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) divulgaram uma nota em que expressam sua "ação de graças" pelo diálogo entre as duas instituições e assumem o compromisso de busca da unidade(...)

“Esta Declaração Conjunta sobre a Justificação pela graça revela a possibilidade de vivermos a mesma fé com expressões diferentes, como a grande comunidade do Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo”, diz a nota assinada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e pelo pastor presidente da IECLB, reverendo Dr. Walter Altmann.

Resultado de um longo diálogo entre luteranos e católicos, a Declaração é uma referência no campo ecumênico e foi assinada em Augsburgo, na Alemanha, entre a Federação Luterana Mundial e a Igreja Católica Romana. Com o documento, a Federação Luterana Mundial e o Vaticano afirmam que as repetidas condenações recíprocas, ocorridas durante séculos em matéria de justificação, não seriam mais objeto da doutrina das respectivas Igrejas. Em 2006, a declaração foi assinada também pelas Igrejas pertencentes ao Conselho Mundial das Igrejas Metodistas.

Em Augsburgo, um simpósio é realizado nesta sexta-feira, 30, até amanhã para celebrar a data. Participam das comemorações o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper, e o secretário geral da Federação Luterana Mundial, Ishmael Noko.

Já em Brasília, a Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Brasília (CECLB) também comemora a histórica data com apoio do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic). No templo da CECLB, amanhã, às 17h, haverá palestra com o pastor sinodal Carlos Möller e exibição do filme que mostra o ato da Assinatura da Declaração Conjunta entre IECLB e a CNBB, em Brasília, no ano de 1999. Às 20h, haverá uma celebração conjunta da Reforma com pregação do pastor Paulo Weirich.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274562

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MEMÓRIA DE SANTO DIAS - VOZ PROFÉTICA QUE NÃO SILENCIA

Santo Dias da Silva nasceu em 22 de fevereiro de 1942, na fazenda Paraíso, município de Terra Roxa, no Estado de São Paulo. Seus pais, Jesus Dias da Silva e Laura Amâncio Vieira, tinham mais sete filhos, além de Santo, o primeiro braço no potencial de trabalho da família(...)

Durante 40 anos sua família trabalhou como meeiro de diversas fazendas na mesma região. Católico, desde a adolescência participava das atividades religiosas em sua terra natal, entre elas a Legião de Maria.

A movimentação social da década de 1960 influenciou sua atitude e de muitos outros trabalhadores rurais. Entre 60 e 61, junto com outros empregados da Fazenda Guanabara, participou de um movimento por melhores condições de trabalho e salário.

Por isso, sua família foi expulsa da colônia em que morava, e teve de morar na cidade, numa casa alugada. O pais e os irmãos continuaram a trabalhar na roça, como bóia-frias. Santo resolveu procurar outras oportunidades e foi morar em Santo Amaro, na região Sul da Capital de São Paulo, área de grande concentração de indústrias.

Ali, conseguiu trabalho como ajudante geral na Metal Leve, empresa de componentes metalúrgicos. No início da década de 1960, o movimento operário lutava por aumentos salariais e pelo 13o salário. Ainda sem muita clareza política, Santo participou dessas reivindicações.

Em 1965, conhecedor da intervenção no sindicato de sua categoria, iniciou sua atuação no grupo que formava a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo. Em 1967, para concorrer nas eleições para a direção sindical, a OSM lançou a Chapa Verde, encabeçada pelo militante cristão Waldemar Rossi. Ainda na década de 1960, a Igreja Católica começava a discutir os ensinamentos do Papa João 23 e um novo modo de organizar o leigo dentro de sua estrutura.

São os primeiros passos para as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), fundamentadas no que se denominou depois Teologia da Libertação. Elas se multiplicam com a posse, em 22 de outubro de 1970, do novo cardeal arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns.

Além de incentivar a organização da população em comunidades, havia linhas pastorais que iam ao encontro das necessidades sociais daquela época: direitos humanos, operária, etc. A atuação de Santo Dias não se ateve ao movimento operário, uma característica importante das novas lideranças surgidas na Capital, durante a ditadura militar.

Como católico praticante, era membro ativo das CEBs e dos movimentos de bairro que surgiram da ação desses grupos: lutas por transportes, escolas, melhorias nas vilas de trabalhadores. Participou das coordenações do Movimento do Custo de Vida, entre 1973 e 78, ao lado de sua mulher, Ana Maria do Carmo, liderança feminina expressiva entre os clubes de mães.

Em 1969, com a morte de Costa e Silva assume o poder uma junta militar que governou o Brasil entre 31 de agosto a 30 de setembro. Os grupos radicais de esquerda faziam ações de seqüestro e guerrilha. Os militares responderam com a Lei de Segurança Nacional.

Foi escolhido o general Emílio Garrastazu Médici, chefe do Serviço Nacional de Informações como novo presidente. A repressão política se intensificou, com muitas prisões e “desaparecimentos”.

O movimento operário se contraiu. A direção do Sindicato de Metalúrgicos de São Paulo era “pelega” e apesar do arrocho salarial, seguia os ditames do Ministério do Trabalho, com a proibição de greves e outras formas de organização operárias. Sem a estrutura do sindicato apoiando seus movimentos, os trabalhadores iniciaram movimentos nos bairros e ao mesmo tempo, pequenos grupos no interior das empresas, as comissões de fábricas.

Incentivadas pela Oposição Sindical Metalúrgica, as comissões iniciaram lutas pontuais por melhoria das condições de trabalho, com cursos de formação de lideranças, realizadas principalmente nas igrejas, pois a repressão política era muito grande. No ano de 1974 a 1978 assume a presidência o general Ernesto Geisel, já no final do “milagre econômico”, trazendo uma proposta de “distensão política lenta, gradual e segura”.

Em 1975, o jornalista Wladimir Herzog, diretor de Jornalismo da TV Cultura, depois de preso nas dependências do DOI/CODI de São Paulo, acusado de ter ligações com o PCB, aparece morto em sua cela.

O operário Manoel Fiel Filho é preso em 1976 por policiais do DOI/CODI, na empresa onde trabalhava, acusado de distribuir o jornal Voz Operária e pertencer ao PCB. Aparece morto e a nota oficial alega suicídio. Em São Bernardo, no dia 12 de maio de 1978, os metalúrgicos da Scania Vabis pararam por 21% de aumento salarial.

Essa ação foi se espalhando e no dia 29 de maio, a Toshiba, em São Paulo, também paralisou sua produção. Um dos integrantes da comissão da Toshiba era Anísio Batista, que junto com Santo Dias, encabeçaram a Chapa de Oposição nas eleições sindicais de 1978. Eram duas lideranças novas, reconhecidas pelo forte trabalho de base que tinham nas fábricas por onde passaram.

Às vésperas da eleição, Santo foi demitido da Metal Leve, onde a esta altura já era inspetor de qualidade. Ajudado por amigos, ele foi empregado pela Alfa Fogões, no Brás, na Zona Norte. Concorreu às eleições sindicais, mas a Oposição “perdeu”.

A OSM denunciou as fraudes grosseiras ocorridas durante a eleição, o que deveria tornar obrigatória a realização de novas eleições em 15 dias. Mas, o pelego Joaquim Santos Andrade foi a Brasília, encontrou-se com o então ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto, que o re-empossou.

O ano de 1979 foi um ano agitado. Em agosto, depois de vários anos de intensa movimentação popular exigindo anistia aos presos políticos e exilados, o governo editou a Lei de Anistia, estendendo-a também a torturadores e participantes do aparato repressivo.

Em março, a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo fez seu primeiro congresso definindo como princípios de sua atividade uma frente de sindicalistas que lutavam pela mudança da estrutura sindical, que entendiam deveria ser independente do Estado e organizada a partir das comissões de fábrica.

Santo Dias participa desse processo agora mais amadurecido pela prática. De 31 de maio a 2 de setembro, o 1º Congresso da Mulher Metalúrgica reforçou as teses da Oposição. Em outubro, os metalúrgicos começam nova campanha salarial. Desta vez, a reivindicação era 83% de aumento dos salários, não aceita pelos patrões.

Uma assembleia com seis mil trabalhadores na rua do Carmo decidiu, numa sexta-feira, iniciar a greve. No primeiro dia da paralisação, 28 de outubro, as subsedes do Sindicato, abertas para abrigar os comandos de greve, foram invadidas pela Polícia Militar, que prendeu mais de 130 pessoas. Sem o apoio do sindicato e com a intensa repressão policial sobre sua ação, os metalúrgicos passaram a se reunir na Capela do Socorro, sendo a Zona Sul a região de maior concentração da categoria.

No dia 30, Santo Dias, como parte do comando de greve, saiu da Capela do Socorro, para engrossar um piquete na frente da fábrica Sylvânia e discutir com os operários que entravam no turno das 14h00. Viaturas da PM chegam e Santo Dias tenta dialogar com os policiais para libertar companheiros presos.

A polícia agiu com brutalidade e o PM Herculano Leonel atirou em Santo Dias pelas costas. Ele foi levado pelos policiais para o Pronto Socorro de Santo Amaro, mas já estava morto. O corpo de Santo Dias só não “desapareceu” por conta da coragem de Ana Maria, sua esposa.

Ela entrou no carro que transportava seu corpo para o Instituto Médico Legal, apesar de abalada emocionalmente e pressionada pelos policiais a descer, não cedeu. Divulgada a notícia de sua morte pelos vários meios de comunicação, seu corpo seguiu para o velório na Igreja da Consolação.

No dia 31 de outubro, 30 mil pessoas saíram às ruas da Capital para acompanhar o enterro e protestar contra a morte do líder operário, pelo livre direito de associação sindical e de greve e contra a ditadura.

FONTE:
http://www.cebs-sul1.com.br/sp-1/noticias/memoria-de-santo-dias

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JESUS, O MAIOR LÍDER DE TODOS OS TEMPOS - DANIEL GODRI

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A IGREJA FAZ ORAÇÃO PELOS MORTOS

O Papa João Paulo II, no dia de finados de 1997, na Alocução mariana, disse: “A tradição da Igreja exortou sempre a rezar pelos mortos. O fundamento da oração de sufrágio encontra-se na comunhão do Corpo Místico... Por conseguinte, recomenda a visita aos cemitérios, o adorno dos sepulcros e o sufrágio, como testemunho de esperança confiante, apesar dos sofrimentos pela separação dos entes queridos.” (LR, n. 45, de 10/11/91)(...)

O Catecismo ensina que: “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos...”(CIC, § 958)

É interessante notar nas Sagradas Escrituras que S. Paulo pede “que o Senhor conceda a Onesíforo encontrar misericórdia da parte do Senhor naquele dia!” ( 2 Tm 1, 18). É uma oração por um defunto.

No início do século III, encontramos as Atas de Santa Perpétua de Cartago, na África, onde a mártir aparece orando por seu irmão Dinócrate, o qual morrera jovem: pedia que ele fosse transferido do lugar de padecimento em que se achava, para um “lugar de refrigério, de saciedade e de alegria”. Finalmente, viu Dinócrate, de coração puro, revestido de bela túnica, a gozar de refrigério, saciedade e alegria, como uma criancinha que sai da água e se dispõe a brincar. ( Passio, S. Perpétua VIIs; PR, idem)

Nesta mesma época, Tertuliano (†202), de Cartago, atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do cristianismo no século III. Diz, por exemplo, que “durante a morte e o sepultamento de um fiel, fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja”. ( De anima 51; PR, ibidem)

Na primeira metade do século IV, o bispo Serapião de Thmuis, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, onde se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos: “Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: ‘Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca-as em meio às santas Potestades (anjos); dá-lhes lugar e permanência em teu reino’” (Journal of Theological Studies t. 1, p. 106; PR , 264,1982)

“Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo( ou de tua serva) N. ; dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste”. (PR, 264,1982)

Acreditando na Comunhão dos Santos, a Igreja desde sempre rezou pelos mortos.

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DESMASCARANDO A MENTIRA SOBRE AS INDULGÊNCIAS E SOBRE A IDADE MÉDIA

Certamente, você já ouviu falar ou leu algo a respeito das indulgências. Elas foram muito mal interpretadas durante a Idade Média, e o que é pior, utilizadas por ALGUNS pregadores como instrumento de enriquecimento ilícito. A IGREJA OFICIALMENTE, ENQUANTO INSTITUIÇÃO, NUNCA VENDEU INDULGÊNCIAS. É o que mostraremos mais adiante. Em primeiro lugar, o que é Indulgência?
A Indulgência foi oficializada somente no século XII e deve ser entendida como a remissão das penas temporais do purgatório, mediante determinadas disposições interiores e obras de caridade(...)

Não encontramos diretamente uma palavra da Sagrada Escritura sobre as indulgências. No entanto, encontramos nela os elementos que fundamentam e justificam a doutrina sobre as mesmas. Vejamos! Para toda a Escritura é muito claro que o pecado deixa marcas em nós: ele nos afasta de Deus, de modo que voltar a ele é um processo mais ou menos longo, dependendo do caso. Mesmo quando a pessoa se arrepende e o pecado é perdoado, ficam conseqüências, seqüelas que não desaparecem de uma vez só. É aí que aparece a necessidade de uma sincera penitência, uma reeducação nos caminhos de Deus, uma clara e humilde aceitação do seu juízo. Vejamos alguns exemplos: “Congregados em nome de Nosso Senhor Jesus vós e meu espírito com autoridade de Nosso Senhor Jesus, entrego esse tal a Satanás para ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1Cor 5,4s); “Alguns, que a rejeitaram, naufragaram na fé. É o caso de Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás para aprenderem a não blasfemar” (1Tm 1,19s); “Por seus julgamentos o Senhor nos corrige para não sermos condenado com o mundo” (1Cor 11,32); “Eis que vou lançá-la na cama e em grande tribulação aqueles que com ela cometem adultério, a não ser que se arrependam de suas obras. Seus filhos, eu os farei morrer, e todas as igrejas conhecerão que sou eu quem sonda os rins e os corações. Retribuirei a cada um de vós segundo as obras” (Ap 2,22s). Portanto, o pecado deixa conseqüências em nós e nos outros que não são suprimidas pelo simples arrependimento: “Para o homem ele disse: ‘Porque ouviste a voz da mulher e comeste da árvore, cujo fruto te proibi comer, amaldiçoada será a terra por tua causa’” (Gn 1,17ss); “O Senhor disse a Moisés e Aarão: ‘Visto que não acreditastes em mim, santificando-me aos olhos dos israelitas, não introduzireis este povo na terra que lhes vou dar’. O Senhor disse a Moisés: ‘Sobe ao monte Abarim para ver a terra que darei aos israelitas. Depois de vê-la, também irás reunir-te a teu povo, como já aconteceu com teu irmão Aarão’”. (Nm 20,12; 27,13s); “Davi respondeu a Natã: ‘Pequei contra o Senhor’. Natã lhe replicou: ‘O Senhor, de sua parte, perdoou o teu pecado e não deverás morrer. Só que, por teres ultrajado o Senhor com o teu proceder, o filho que te nasceu morrerá’” (2Sm 12,13s).
O que a Escritura quer ensinar com estas passagens bíblicas que citei? Que Deus é carrasco, que gosta de castigar o pecador arrependido? Não! O sentido é outro, bem mais profundo: toda má ação nossa, todo pecado, nos prejudica, nos fecha para Deus e para os outros, nos desfigura e nos deixa mais fracos, dependentes: “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8,34). Pensemos numa pessoa que fuma: fica mais dependente e prejudica os outros com suas baforadas... e mesmo que queira deixar de fumar, sente-se tanto mais fraca para deixar quanto mais arraigado for o seu vício.
Infelizmente, no século XVI, alguns pregadores da Igreja, dentre eles o monge dominicano Johann Tetzel, fizeram uma propaganda agressiva acerca das indulgências, buscando unicamente o benefício próprio. A IGREJA, ENQUANTO INSTITUIÇÃO, NUNCA VENDEU INDULGÊNCIAS. Observe o que dizem algumas das 95 teses de Lutero:

TESE 50
Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa tivesse conhecimento da traficância dos apregoadores de indulgências, preferiria ver a catedral de São Pedro ser reduzida a cinzas a ser edificada com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

Essa tese deixa muito claro, o desconhecimento do Papa Leão X sobre as práticas mercenárias de alguns pregadores.

TESE 71(72)
Quem levanta a sua voz contra a verdade das indulgências papais é excomungado e maldito.

Essa tese deixa muito claro que Lutero não era contra as indulgências!!
Diante de tudo isso, somos convidados a fazer uma releitura da história de nossa fé!!Que tal contar a verdadeira história sobre a Idade Média, DESMENTINDO ALGUMAS ACUSAÇÕES INJUSTAS? Divulgue essas informações.

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ANÁLISE DE CONJUNTURA - OUTUBRO/2009

Apresentada ao Conselho Permanente da CNBB

Apresentação

As recentes eleições, principalmente no sul da Europa revelam uma tendência ao distanciamento do neoliberalismo. O prêmio Nobel da Paz surpreendeu inclusive ao homenageado, sinalizando um apoio político aos esforços de Barack Obama na retomada de negociações para a Paz como prioridade de sua atuação no contexto mundial(...)
As denúncias acerca de condutas imorais colocam Berlusconi na berlinda, juntamente com outros políticos europeus.
As atenções do mundo se voltam para as diversas rodadas de negociações em direção à 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas em dezembro próximo, na cidade de Copenhague, na Dinamarca, que deverá definir o que acontece depois de 2012, quando se encerra o prazo de validade dos atuais compromissos com a redução dos gases de efeito estufa firmados por meio do Protocolo de Kyoto.
O enfrentamento realizado pela acolhida na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa do presidente deposto pelo golpe em Honduras, Manuel Zelaya, sinaliza para o fim da era dos golpes de Estado na América Latina.
O que revela a escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016? Um reconhecimento do potencial do Brasil na geopolítica internacional? A busca de visibilidade externa para o país do biocombustível, mesmo sem desejar recuar na emissão de CO2? Entre várias leituras possíveis, aposta-se na superação do complexo de inferioridade e na valorização do que se poderia chamar de brasilidade, mesmo reconhecendo-se as inúmeras contradições.
É proposta uma releitura crítica da veiculação espetacular pela mídia nacional da ação do MST na área pública invadida pela empresa Cultrale, como parte de uma estratégia dos ruralistas de impedir a revisão do índice de produtividade que permitirá um avanço na Reforma Agrária, recolocando na pauta do Congresso a instalação da CPMI para investigar o MST.
Na ótica dos movimentos sociais é analisada a visita do presidente Lula às obras de transposição do rio São Francisco, com a constatação dele próprio do ritmo desigual com o têm sido conduzidas as obras de revitalização e de “integração” das bacias.
Finalmente, nas Notícias do Congresso, destaca-se a pesquisa realizada entre os deputados sobre a eleição presidencial de 2010, revelando indecisão de favoritos. A tramitação do PL 518/09 fruto da Campanha Ficha Limpa, liderada pela CNBB juntamente com o MCCE, que segue para votação em plenário na Câmara. A rápida aprovação pelo Senado do Acordo Brasil-Santa Sé que inaugura um novo marco jurídico nas relações entre Igreja Católica e Estado brasileiro. A frustração pela não aprovação ainda da PEC da Alimentação, com a esperança que o seja até a realização da Cúpula Mundial pela Alimentação, que será em Roma, em meados de novembro. Os trabalhos da CPI da Dívida Pública que recoloca o tema das dívidas (externa e interna) na agenda política brasileira, revelando que 50% do orçamento anual é destinado ao pagamento das dívidas, sem a realização da auditoria consagrada nas disposições transitórias da atual Constituição Federal de 1988. O risco da instalação da CPI sobre o MST, como forma de enfrentar o Governo Federal que quer rever os índices de produtividade para efeito de Reforma Agrária. Concluindo-se com outros dois perigos: a da descriminalização da Maconha e da liberação dos bingos e caça-níqueis no país.

1.Internacional

Eleições europeias.

A hegemonia neoliberal se reduz e se fragmenta quase em toda a parte.
A Alemanha reelege os democratas cristãos e Ângela Merkel. Os socialistas perdem terreno para movimentos mais à esquerda. Tudo indica que a discreta concertação centrista dos grandes partidos vai dando lugar à radicalização.
Em Portugal, os socialistas se mantêm no poder. Um ponto que desgastou eleitoralmente a candidata de centro-direita foi sua resistência ao trem de grande velocidade unindo Porto e Madri. O que pode ser lido como oposição a colaborar com a Espanha socialista, mas teve entretons isolacionistas. É irônico: a corrente neoliberal que sempre acusou os opositores de pouco modernos, desta feita é quem resiste à novidade técnica. No fundo, porém, os eleitores pareceram crer que nos limites possíveis, os socialistas, ao se oporem mais ao pensamento único neoliberal, são mais capazes de achar caminhos para enfrentar a crise e sair dela.
Na Grécia, os socialistas voltam ao poder por causa de suspeitas e acusações de corrupção no governo conservador, mas, sobretudo, pela esperança de que sejam mais eficazes em debelar as conseqüências negativas do credo neoliberal que trouxe a crise.
É sugestivo como as vitórias socialistas se dão mais no sul da Europa, menos rico.

Prêmio Nobel da Paz para Obama

O Comitê Norueguês do Nobel atribuiu o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos EUA, Barack Obama. É o terceiro Nobel da Paz concedido a um presidente americano ainda no cargo.
O Comitê justificou a concessão do prêmio pelos esforços do atual presidente americano para fortalecer a cooperação entre os povos, destacando os acenos conciliatórios a países com contencioso com os EUA, como o chamado ao diálogo ao Iran, a revisão das relações com a Russia, abertura à Cuba e um primeiro contato com a Venezuela; o recomeço das relações entre os EUA e o mundo muçulmano e o fim da desconfiança mútua e a retomada das negociações de paz como prioridade.
Obama reconheceu também a responsabilidade moral dos EUA em Israel-Palestina, para liderar os esforços por um mundo sem armas nucleares e se comprometeu a estipular metas ambiciosas de desarmamento em revisão do acordo com a Rússia; defendeu também o papel da ONU e de outras instituições na resolução dos problemas do mundo, integrando, inclusive, os EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e lançou um plano de combate ao aquecimento global e de estímulo às energias renováveis.
Os comentários destacam surpresa por essa atribuição a uma pessoa que até agora, mais que realizar, pregou essa nova visão americana da diplomacia para a paz mundial, da desnuclerização do multilateralismo e das mudanças climáticas. O próprio Obama se declarou surpreendido e aceitou o prêmio como um convite a ação na direção por ele indicada. De fato, além das declarações programáticas, o presidente Obama, herdeiro de uma América em guerra, de uma crise financeira sem controle, de um mundo amedrontado pela insegurança e sem grandes líderes políticos, bem pouco ainda pode realizar em nove meses de governo. E, sem dúvida, nove meses é um período muito curto para tantas tarefas.
Mas o Comitê norueguês não teve receio de afirmar que novas possibilidades foram abertas para as nações do mundo: a máquina da guerra, como solução dos problemas das relações entre os povos, está sendo desmontada; o clima de desconfiança está sendo superado, e a esperança da paz entre as nações reaparece no horizonte da humanidade.
Problemas novos, na América Latina, como o de Honduras, não tem visto a aplicação imediata por parte dos EUA dos princípios pregados pelo seu presidente. Opositores implacáveis também Obama encontra no mundo, como o presidente do Iran ou da Coreia, e as atitudes intransigentes do Primeiro-Ministro israelense quanto aos caminhos da paz no Oriente Médio.
Este prêmio possui um evidente caráter político. Como todos sabemos, em política, apoio é sempre “contra” alguém ou alguma coisa. Apoiar Obama no momento é apoiá-lo, entre outras coisas, contra o aparelho de Estado dos EUA. Em diversas frentes, como em Honduras, o aparelho de Estado vem emperrando a mudança em que Obama se empenha. Em parte, isto é a inércia sociológica de toda burocracia. Mas sucessivas administrações sob a guerra fria moldaram o aparelho de Estado para responder a ela: afirmar o poder militar, econômico e político dos EUA como objetivo número um da política – e o 11 de setembro de 2001 reforçou isto.
Opositores muito fortes existem também nos EUA, não somente no Partido Republicano, muito atuante na maquina do poder daquele país, mas também no mundo religioso evangélico e católico, outrora em sintonia com posições do presidente George W. Bush.
Enquanto a nova visão americana da paz mundial encontra boa receptividade no Vaticano, bispos católicos dos EUA, que lideram as campanhas anti-aborto se opõem ao novo projeto de lei sobre saúde pública. Este projeto de lei, ao fortalecer o financiamento para a saúde pública, inclui nesta a possibilidade do aborto.
Bispos católicos dos EUA chegaram a manifestar opinião contrária à do Vaticano. Neste sentido, suscitou surpresa em alguns bispos o editorial com que o “Obsservatore Romano” (30/04/2009) comentou os cem dias do novo presidente e expressava avaliação positiva sobre o início do governo Obama. Outro elemento de conflito foi a decisão da Universidade Católica de Notre Dame, a mais famosa dos EUA, de conferir o título honoris causa ao presidente, quando um terço do episcopado dos EUA se manifestou contrário e grupos anti-aborto manifestaram publicamente seu dissenso.
Esta divisão entre o episcopado americano reapareceu agora, por ocasião do Prêmio Nobel. As organizações católicas anti-aborto levantaram a sua voz contrária ao Prêmio Nobel da Paz concedido ao presidente Obama.

Berlusconi na berlinda?

Berlusconi está na berlinda com suas festas à Império Romano. Sua trajetória mostra como a mídia pode fazer e desfazer na democracia massificada. Mas há algo de sério e real. Não é caso único no gênero.
Há um ministro francês envolvido em acusações de pedofilia (homossexual) depois de ter defendido Roman Polanski que décadas atrás abusou sexualmente de uma menina que dopara. Os casos que se multiplicam na mídia, são mais de comportamento sexual repreensível, às vezes envolvendo corrupção no uso de recursos públicos, como Berlusconi.
Mas surgem também casos centrados no abuso de poder e de recursos públicos, como de um político espanhol pago por um empresário para contratarem a implementação de eventos partidários. Ou o caso polonês do chefe da agência anticorrupção, demitido por usar o cargo seletivamente para destruir adversários pessoais dentro do próprio governo.
Não é claro se este surto de notícias sobre ética, corrupção, moralidade de homens públicos, vai desembocar em algo positivo. Só indiretamente, enquanto responde a certa irritação e cansaço dos cidadãos com a falta de princípios de políticos.
O funcionário polonês foi demitido por fazer o jogo seletivo de denúncias; como controlar os interesses da mídia quando informa parte da podridão - que parte, que interessa a quem?

Mudanças Climáticas e negociações para Copenhague.

As atenções do mundo se voltam para as diversas rodadas de negociações em direção à 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas em dezembro próximo, na cidade de Copenhague, que deverá definir o que acontece depois de 2012, quando se encerra o prazo de validade dos atuais compromissos com a redução dos gases de efeito estufa firmados por meio do Protocolo de Kyoto.
Tem muita coisa em jogo. Países que não têm metas de redução, mas que são grandes poluidores (como China, Índia e Brasil) estão sendo pressionados a assumir metas. Estes, por sua vez, argumentam que quem polui há mais tempo (= países desenvolvidos) devem não só ter metas mais agressivas como também ajudar às nações em desenvolvimento a alcançarem suas metas por meio da transferência de tecnologia e pelo aporte de recursos dirigidos a novos mecanismos financeiros, como o pagamento para se manter a floresta em pé (REDD - Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação de Florestas). O objetivo do REDD é preservar as florestas naturais, porque são as florestas naturais que têm a maior concentração de carbono e, além do mais, são os maiores sustentos da biodiversidade e serviços ambientais.
Um dos poucos documentos que resultaram nas negociações em Bankok, na semana passada, em direção a outras mesas de negociação até Copenhague, admite o REDD como preservação da “cobertura florestal”. Isto significa abrir a porteira para a especulação e dar acesso ao mecanismo pelos investidores em projetos de reflorestamento e plantios mono-culturais de árvores, que muitos insistem em confundir ou chamar de reflorestamento. O documento não faz qualquer referência à conservação de florestas naturais, ponto que foi assinalado por Costa Rica, Venezuela, Índia, União Européia, Brasil e a nação de Tuvalu (localizada entre a Austrália e o Havaí e que é a primeira vítima mundial das conseqüências do aquecimento climático global). A elevação do nível do mar está fazendo sumir todo o grupo de nove ilhas que possui uma área de 26 km². A conservação de florestas naturais, não quer dizer que não se pode tocar nelas. Quer dizer que, se tocar na floresta natural tem que ser de forma sustentável.
Mitigação e transferência de recursos financeiros são os dois pontos que estão emperrando o processo das negociações. A Noruega vai assumir um compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa de 40% até 2020 e referente ao ano base de 1990. Será o primeiro país a assumir um compromisso coerente com a responsabilidade moral e científica.
Os países desenvolvidos não estão dispostos a mostrar as suas cartas, ou seja, mostrar quanto de recursos irão disponibilizar. Conseqüentemente o nível de desconfiança por parte dos países em desenvolvimento cresce a cada dia. Isto é muito ruim para as negociações. O combate a mudanças de clima requer um contexto de cooperação entre nações. Para algumas delas isto é uma questão de sobrevivência. Por outro lado a definição do “quanto” e “quando” é uma decisão política que é construída nas grandes capitais, fora dos plenários e salas de reunião das sessões de negociação da UNFCCC (quadro das convenções das Nações Unidas sobre mudança de clima)
Diante do alerta dos cientistas sobre a urgência de medidas, parece que as nações em desenvolvimento se encontram imobilizadas, à espera dos resultados do debate internacional sobre a responsabilidade dos países industrializados e postergando suas opções de desenvolvimento, esperando obter recursos financeiros derivados do pagamento da “dívida ecológica”. A posição dos países em desenvolvimento em torno do princípio da responsabilidade comum, mas diferenciada, exige no mínimo, que tenham planos e investimentos que sinalizem a capacidade de enfrentar as consequencias das mudanças de clima que já se manifestam em diferentes setores da produção, atingindo fortemente as populações mais pobres.
Segundo os negociadores brasileiros, os temas cruciais para o Brasil são a mitigação e a adaptação. A busca de metas para diminuir a emissão nos países industrializados e também nos países em desenvolvimento. Neste segundo grupo o Brasil entra com responsabilidade do desmatamento que soma 75% das emissões do país. O Brasil irá lutar por um sistema forte de REDD, em relação ao qual mantém posturas críticas duvidando que o mercado seja o espaço capaz de assumir a responsabilidade sobre a vida no planeta e receosos de que os investimentos públicos se reduzam e o controle sobre o cumprimento das metas não seja transparente. Em relação à adaptação o Brasil assumirá posturas em favor da transferência de tecnologia por parte dos países industrializados e de recursos para capacitar a população no enfrentamento das consequencias das mudanças do clima. Neste sentido, a criação de mecanismos internacionais de financiamento será outra pauta importante defendida pelo Brasil.
O maior desafio para o Brasil é continuar o desenvolvimento sem aumentar a emissão de gases de efeito estufa. Incluir socialmente grandes segmentos da população sem aumentar a crise do clima. Coloca-se aí o maior dos impasses: o debate e a construção de outro paradigma de desenvolvimento que seja justo, sustentável e responsável com as futuras gerações. É necessário que sejam garantidos o aprimoramento e a implementação do Plano Nacional de Mudanças do Clima (PNMC), bem como articulá-lo com outros planos e iniciativas governamentais, especialmente com o PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, marcado por ações de degradação da natureza numa visão desenvolvimentista insustentável.
A mudança de clima não é apenas uma questão técnica e econômica. As alterações climáticas são mais que um problema ambiental: elas são principalmente um problema ético de justiça global e equidade. Atingem a todos, mas não de forma igual. Os mais pobres são os que já estão sofrendo os maiores impactos. Nesta tarefa, que é de todos, situa-se um compromisso para as religiões. Ações voltadas para que os mais afetados e com menos opções, recebam os recursos necessários para a adaptação e o seu desenvolvimento, e educar as pessoas para compartilhar os limites do planeta, mudando os costumes de consumo e as opções de conforto.

Honduras

Começa a parecer que a era latino-americana dos golpes de Estado vai chegando ao fim. Mesmo um golpe paramentado juridicamente e com baixo teor de violência direta e imediata em termos de nossa história, não “vinga” mais.
Há um paradoxo ao redor de Manuel Zelaya, representante das oligarquias hondurenhas, eleito por uma aliança de centro-direita, que caiu do cavalo na estrada e se tornou populista e aliado de governos vistos como de esquerda.
Mas a defesa de seu mandato não é a defesa do mandatário.
O Brasil entrou num jogo de alto risco e cacife, ao acolher Zelaya na sua Embaixada.
Importa pouco se o presidente e o ministro do Exterior sabiam de antemão do pedido de Zelaya (que tecnicamente não é de refúgio nem de asilo; digamos, de acolhimento). Mas com este gesto o Brasil afirmou sua intenção de presença atuante na América Latina.
Diante da ambigüidade dos EUA (Obama e aparelho de Estado em queda de braço), aumentaram as chances de sucesso do Brasil; talvez não na volta de Zelaya; mas na afirmação do respeito aos legítimos processos democráticos na América Latina e Caribe.

2. Conjuntura Nacional

A superação do complexo de viralata e a afirmação da brasilidade

O controvertido dramaturgo Nelson Rodrigues cunhou a expressão “complexo de viralata” para se referir ao trauma sofrido pelos brasileiros, quando a seleção brasileira foi derrotada pela Uruguaia no Maracanã em 1950. Esse sentimento de inferioridade foi superado no futebol ao vencer a copa do mundo de 1958, fazendo do Brasil uma potência futebolística. Entretanto, o “complexo de viralata” perdura, indo além do futebol e contaminando setores expressivos da sociedade brasileira.
Esse sentimento de inferioridade remonta a origem nacional, todavia, foi revigorado nos últimos 20 anos do século passado, coincidindo com o auge do neoliberalismo no Brasil. Por vezes, nesse período, tinha-se a impressão de que o país estivesse com as fragilidades do inicio do século passado: menos de 20 milhões de habitantes, basicamente distribuídos no litoral, com população majoritariamente rural, sendo que o setor industrial ainda era incipiente e exportava matérias primas.
Assim, o melhor a se fazer diante desse sentimento seria se adaptar a inexorabilidade da globalização tirando dela vantagens na exportação de commodities, uma vez que temos bom clima, solo e recursos naturais abundantes, e atraindo investimentos externos. Dentro do figurino de país “sério e comportado” cumpriríamos o papel subalterno na política mundial, consciente das limitações impostas e da nossa “inferioridade cultural”. Inferioridade essa que teve seu momento símbolo, quando o chanceler brasileiro, hoje importante interlocutor de colunistas e articulistas da grande mídia sujeitou-se a tirar os sapatos e ficar descalço, a fim de ser revistado por seguranças do aeroporto, ao desembarcar em Miami.
Na era neoliberal, aprofundou-se o desmonte do Estado por meio das privatizações de empresas públicas e a desnacionalização acelerada da economia. Isso sem deixar de mencionar os efeitos nocivos à economia brasileira das crises financeiras na Rússia e nos “tigres asiáticos”, bem como a desvalorização do Real em 1999 que levou o aumento exponencial da pobreza, a proliferação da violência e outros dramas sociais.
Desse modo, decresceu a estima nacional e rebaixou-se a utopia para os limites do controle inflacionário e da estabilidade monetária, tornando-se um país bloqueado e destinado à mediocridade. Embora paradoxalmente o Brasil, juntamente com os Estados Unidos e a China, compõe uma lista de nações de maior território, mais populoso e de maior Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, possui privilegiada localização geográfica, estoque de biodiversidade e de água potável, idioma único falado de norte a sul, uma vibrante sociedade civil, bem como a inexistência de conflitos interétnicos e religiosos e faz fronteira com 10 paises com território e população de 20% da brasileira, à exceção da Argentina.
Na era Vargas e JK, como também nas fortes mobilizações pelas reformas de base, por exemplo, foi grande o otimismo nacional. Nesse período, o país foi um dos que mais cresceu no mundo. Ainda que este modelo fosse baseado na concentração de renda e poder, porém, possibilitava uma dinâmica social ascendente para milhões de brasileiros.
A eleição de Lula alimentou a esperança de superação definitiva do “complexo de viralata” e a construção de outro modelo de desenvolvimento e de sociedade. Passados sete anos desse feito, é possível, a grosso modo, afirmar que a política externa do Governo Federal dialoga com a tradição diplomática brasileira: a interrupção da ALCA; o arquivamento do acordo que daria aos Estados Unidos a base de Alcântara; a presença altiva nos principais fóruns internacionais; a diversificação do comercio exterior e a posterior diminuição da dependência com os EUA. A recente escolha do Brasil para a instância mais poderosa da ONU também é observada como um novo passo na consolidação do país como membro de destaque no cenário internacional.
Nesse contexto, a situação de Honduras é o símbolo recente dessa posição altiva e ousada. A postura firme do Brasil, exigindo que a ONU e a OEA se manifestassem contra as ameaças de invasão da representação diplomática, levou o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Honduras a se eximir de responsabilidades pelo golpe, cujo desfecho seja imprevisível.
No plano interno, o governo Lula mostrou certo descompasso com a altivez e ousadia do Itamaraty. Manteve-se aspectos da política econômica herdada, altas taxas de juros, superávit primário e forte apoio financeiro a agricultura de escala. O Governo Federal conseguiu apesar de uma política econômica conservadora imprimir inovadoras políticas sociais, valorização consistente do salário mínimo e a recuperação da capacidade de gestão do Estado, mediante reestruturação de carreiras do serviço público e contratação via concursos públicos de milhares de servidores.
Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), houve, durante o governo Lula, queda da desigualdade social num ritmo lento, mas positivo. O estudo em evidência exemplificou que uma família pobre leva um ano para gastar o mesmo que o 1% mais rico gasta em apenas três dias. No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil aparece na 75ª posição. Apesar de ter registrado queda na desigualdade, o Brasil de Lula ainda permanece no grupo dos dez países mais desiguais, superando apenas de Namíbia, Ilhas Comores, Botsuana, Haiti, Angola, Colômbia, Bolívia, África do Sul e Honduras. No Brasil, os 10% mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.
Outro estudo revela o contraste brasileiro que o atual governo não conseguiu alterar. O Censo Agropecuário revelou a elevada concentração da terra no país. O Censo do IBGE confirma que há muita terra na mão de poucos. A agricultura familiar ocupa 24% da área dos estabelecimentos rurais e nela estão 75% da mão de obra ocupada no campo e dela saem 87% da produção da mandioca, 70% do feijão, 58% do leite.
Mesmo assim, à luz da história brasileira, a era Lula representará um passo substancial na afirmação do Brasil no concerto das nações e também na superação do “complexo de viralata”. A recente escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014, a descoberta de Petróleo na camada Pre-sal dão ao país condições de forjar uma sinergia social, favorece o planejamento estatal na consecução de cada etapa do empreendimento e desafia as forças sociais a garantir o controle social.
As Olimpíadas do Rio de Janeiro pode ser o palco síntese da afirmação do sentimento de brasilidade. O país da festa, da alegria, da irreverência, da inovação social, uma maneira particular de construir e perceber a realidade. E as eleições de 2010 seguramente serão um espaço de debate de projetos nacionais que afirmem a brasilidade e a superação definitiva do “complexo de viralata”.

Doação uma imagem de Nossa Senhora Aparecida à Igreja Regina Mundi, de Soweto, África do Sul

A Embaixada brasileira em Pretória, África do Sul, fez a proposta ao Itamaraty para que o governo brasileiro doe uma imagem de Nossa Senhora Aparecida à Igreja Regina Mundi, de Soweto, que abrigou e protegeu aquelas pessoas que lutaram contra o regime do “apartheid”, e se tornou um símbolo da luta pela liberdade e pelos Direitos Humanos naquele país africano.
Atualmente, a Igreja é local de peregrinação religiosa e social, tendo sido preservado o altar, que foi rompido pelas balas do regime racista. Cerca de cinco mil pessoas freqüentam esta Igreja mensalmente, entre sul-africanos e estrangeiros.
Propostas acerca de como e quando seria esta doação ainda estão sendo feitas e discutidas. Segundo um dos diplomatas que impulsionam este projeto, “seria um presente muito simbólico, capaz de demonstrar as raízes comuns das nossas lutas, nem sempre conhecidas”.

3. Movimentos Sociais no campo

Durante as últimas semanas, a sociedade brasileira viveu a expectativa com relação ao governo brasileiro assinar a atualização dos índices de produtividade do campo. Tal atualização permitiria a identificação de áreas ociosas e disponibilizá-las para a criação de novos assentamentos de famílias sem-terra, dando seqüência à Reforma Agrária em nosso país. No entanto, deputados ruralistas e seus aliados na grande mídia, agindo em defesa dos grandes latifundiários, se insurgiram contra esta revisão dos índices, embora seja uma obrigação constitucional e a atualização planejada tenha como referencial a média de produtividade do campo brasileiro nos anos 90!
Enquanto esta expectativa prosseguia, fomos surpreendidos por imagens fortes nos tele-jornais, de agricultores do Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupando uma fazenda no interior de São Paulo e destruindo pés de laranja. As imagens eram da polícia paulista, feitas de helicóptero, uma semana antes da sua veiculação espetacular na televisão, em horário nobre.
Segundo o MST, a ação realizada tinha por objetivo denunciar que aquela fazenda, explorada pela multinacional do suco de laranja, Cutrale, era na verdade invasão de terras públicas, onde estavam plantados ilegalmente cerca de um milhão de pés de laranja. O movimento negou que havia destruído qualquer máquina agrícola, conforme apresentado também na televisão.
O fato é que a super-exploração na mídia daquelas imagens de destruição de parte de uma grande plantação de laranja viabilizou que os ruralistas se reaglutinassem, voltassem a exigir a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, para investigar o MST, que há pouco tempo não haviam conseguido aprovar, e colocaram o movimento social numa situação de defensiva.
Com esta situação, de nova e agressiva ofensiva ruralista e de constrangimento do MST, devido a um gesto de suas bases evidentemente impensado e condenado por muitos, a atualização dos índices de produtividade permanece paralisada por parte do governo federal.
Pelos cálculos do Incra, apenas 50 mil dos 5,17 milhões de estabelecimentos rurais estariam sujeitos à desapropriação por insuficiência de produtividade.
Na busca pela democratização efetiva da propriedade da terra no Brasil, os movimentos sociais, articulados no Fórum Nacional pela Reforma Agrária e pela Justiça no Campo, vêm organizando, a partir de uma proposta da Comissão Pastoral da Terra, uma “Campanha pelo limite da propriedade”, que visa debater com a sociedade a escandalosa concentração fundiária no nosso país e propor que sejam colocados limites para as propriedades rurais. Pesquisas oficiais recentes revelaram que a concentração da terra, inclusive, vem aumentando nos últimos anos, chegando ao ponto de que 1% dos proprietários rurais controlarem quase 50% das terras em nosso país.
Como parte desta Campanha existe a proposta da realização de um Plebiscito Nacional, no dia 7 de Setembro de 2010, que escute a sociedade brasileira acerca da necessidade de se democratizar o campo brasileiro, proposta assumida no texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, com o tema “Economia e Vida”.

Viagem presidencial ao rio São Francisco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empreendeu, entre os dias 21 e 23 de outubro, uma viagem de vistoria às obras da “transposição do rio São Francisco”, ou à chamada “interligação de bacias”.
Esta viagem ocorreu poucos dias depois do dia 4 de outubro, Dia de São Francisco, quando na região, principalmente na Diocese de Barra, de Dom Luis Flávio Cappio, ocorreram muitas atividades religiosas e populares em homenagem ao santo, mobilizações de conscientização e em defesa das comunidades ribeirinhas. Ocorreram, inclusive, retomadas de territórios quilombolas e protestos contra empresas, como a Votorantim Metais, que prejudicam o rio.
O presidente visitou a região e constatou que, embora as obras de transposição estejam ocorrendo em ritmo normal, as obras de revitalização do rio estão ocorrendo de forma muito tímida, insuficiente e lenta. São visíveis, nas áreas urbanas, as obras de esgotamento sanitário, que trouxeram benefícios para a qualidade de vida da população.
No entanto, há muito a ser feito, principalmente nas áreas rurais, tanto em termos de saneamento ambiental, como de recuperação das matas ciliares e de, propriamente, a revitalização do rio. O São Francisco tem apenas 5% de suas matas originais.
Segundo Gogó, da Comissão Pastoral da Terra e morador da região, “revitalizar o rio é muito mais que repor matas e sanear águas. O problema do São Francisco é o modelo de desenvolvimento que o devora”.

4. Notícias do Congresso Nacional

Para a Câmara, sucessão presidencial está indefinida

Uma Pesquisa realizada entre os dias 29/09 e 01/10, com 314 deputados federais representando 19 partidos políticos, mostra que é ainda difícil apontar um favorito para a disputa presidencial de 2010. Perguntados sobre quem vai ganhar as eleições para presidente em 2010, 37,89% responderam que ainda é cedo para dizer. Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, na Câmara, José Serra aparece atrás de Dilma Rousseff como o provável vencedor. Enquanto 22,60% dizem que Serra tem mais chances, 27,39% apostam na ministra, candidata do presidente Lula. Ciro Gomes teve 3,18%. Marina Silva e Aécio Neves foram citados por 2,22%, cada.
Os deputados dos partidos que não têm candidato à Presidência acham que o favorito para vencer as eleições de 2010 é o governador José Serra, escolhido por 22,82% dos parlamentares. Dilma passa a ter 12,50% e Aécio aparece com 2,17%. Ciro Gomes e Cristovam Buarque ficam com 0,54%, cada.
O PMDB, uma das legendas mais cobiçadas por PT e PSDB, está completamente dividido. Dos 51 deputados federais consultados, 19,60% responderam que Dilma deverá ser eleita. O mesmo número citou que Serra tem mais chance. Disseram que ainda é cedo ou não sabem, 49,01%. No PT, dos 62 deputados consultados, 61 citaram Dilma como favorita. No PSDB, dos 40 ouvidos, 27 apontaram Serra, seis responderam que não sabem, quatro disseram que ainda é cedo, dois citaram Aécio e um, Ciro Gomes.

PL da Ficha Limpa diretamente para votação no plenário da Câmara

O Projeto de Lei de iniciativa popular de Combate à Corrupção Eleitoral, protocolado na Câmara como PL 518/09, deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados mais rápido do que o previsto. No último dia 05/10, o Projeto da Campanha Ficha Limpa foi apensado ao PL 168/93, já aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em 1999; também trata de casos de inelegibilidades com base na vida pregressa do candidato. Ainda em 1999, este PL recebeu parecer favorável do relator da proposta na CCJ à época. Ao ser apensado nesse Projeto, a proposta do MCCE se beneficia, pois o parecer descarta qualquer argumento de aplicação do princípio da presunção de inocência ao tema das inelegibilidades. Dessa forma, o projeto de combate à corrupção eleitoral já está pronto para ser votado em plenário. De acordo com o voto do relator, “a condenação pelas práticas desses crimes (citados nos dois Projetos), mesmo que ainda não tenha transitado em julgado, não deixa de constituir forte indício de fato desabonador da moralidade do cidadão para o exercício do mandato. Com o apensamento, o passo seguinte será a escolha do relator do substitutivo com as duas propostas que tratam da mesma matéria. Escolhido o nome do deputado responsável, o projeto seguirá para votação do plenário. Na prática, o projeto terá um papel preventivo, garantindo assim candidaturas idôneas no processo eleitoral.
O presidente da Câmara, Michel Temer, ao receber as entidades, elogiou a iniciativa popular, mas acredita que a proposta deve ser modificada pelo Congresso. Ele cita como exemplo o fato de o projeto popular permitir que um único juiz decida sobre a inelegibilidade de um candidato. O presidente da Câmara defende que a futura lei só deve ser aplicada depois de uma decisão colegiada.
É importante levar em consideração que o projeto mexe com muitos interesses; daí urgir uma campanha junto aos parlamentares para apressar a tramitação da proposta e obter apoio para sua aprovação sem grandes alterações. Um grupo de parlamentares assinou o projeto, o que dispensou a conferência das assinaturas (1,3 milhão) e agilizou o início da tramitação da proposta.
Acordo Brasil – Santa Sé

No dia 7 de outubro passado, o plenário do Senado Federal aprovou, por unanimidade, o texto do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé sobre o Estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil. Ao contrário do que aconteceu na Câmara, onde o processo foi lento e tenso, no Senado a tramitação foi tranqüila e rápida. Para entrar em vigor, agora só falta a sua promulgação no Diário Oficial, pelos presidentes da Câmara e do Senado.
Para as relações entre a Igreja Católica e a República Federativa do Brasil este é um momento histórico. Desde a proclamação da República, não havia um instrumento jurídico atualizado que mostrasse qual é o estatuto jurídico, no Brasil, da Igreja Católica. É bem verdade que na legislação brasileira há várias leis dispersas, que diziam respeito à Igreja Católica, bem como às demais igrejas/religiões; mas isso precisava ser recolhido e organizado num corpo jurídico orgânico. Há aplicações imediatas para o reconhecimento, perante o Estado, das Instituições eclesiásticas previstas no Direito Canônico, como a Conferência Episcopal, as dioceses, as paróquias e as Congregações Religiosas. Assim também, as “pessoas jurídicas eclesiásticas” voltadas para a assistência social, como as obras sociais, terão o direito às isenções, imunidades e benefícios a que fazem jus entidades congêneres previstas no ordenamento jurídico brasileiro. O patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica será considerado “patrimônio cultural brasileiro” e terá o direito à proteção e salvaguarda por parte do Estado; os lugares de culto, as simbologias, liturgias, imagens e objetos culturais da Igreja Católica estarão protegidos contra violações e qualquer forma de desrespeito; títulos acadêmicos e qualificações, em nível de graduação e pós-graduação, conseguidos em universidades da Igreja poderão ser reconhecidos no Brasil; e torna-se possível o ensino religioso católico em escolas públicas de ensino fundamental com a matrícula facultativa.

PEC da Alimentação

Entre as propostas de emenda à Constituição em pauta da Câmara, destaca-se a PEC 47/03, que inclui a alimentação como um dos direitos sociais estabelecidos pela Constituição, ao lado da educação, da saúde, do trabalho, da moradia, do lazer, da segurança, da Previdência Social, da proteção à maternidade e à infância e da assistência aos desamparados. No início do ano foi lançada a campanha Alimentação, Direito de Todos, cuja meta era aprovar esta PEC até a semana passada (Semana Mundial da Alimentação). Não foi possível. Agora a luta é aprová-la, em dois turnos, na Câmara, até a Cúpula Mundial da Alimentação, que será realizada em Roma, em meados de novembro. Correntes jurídicas defendem que, aprovada esta PEC, será possível embasar, por exemplo, uma ação civil pública para garantir o acesso a alimentos, numa interpretação ampla do direito à dignidade e de outros direitos fundamentais.

Câmara instala CPI da Dívida Pública

Está em pleno funcionamento, na Câmara, uma CPI que investiga pagamentos relativos às dívidas interna e externa do País. A CPI da Dívida Pública, criada em 2008, mas só instalada em agosto passado, está analisando a composição da dívida pública da União, estados e municípios, o pagamento de juros e amortizações, os beneficiários destes pagamentos e o impacto nas políticas sociais e no desenvolvimento sustentável do País. Nas Disposições Transitórias da Constituição brasileira de 1988 há previsão de uma ampla auditoria da dívida brasileira, mas o Congresso está em dívida com o texto constitucional. Para o autor do requerimento para instalação da CPI, ela reintroduz o tema da dívida pública na agenda do Legislativo e garantirá maior visibilidade para o debate do assunto. Os meios de comunicação fazem verdadeira cortina de fumaça sobre o tema e o próprio Congresso, quando prepara o Orçamento, não quer discutir o problema da dívida pública que consome 50% do que é arrecadado com impostos (computando juros, amortizações e a rolagem da dívida). Ou seja, metade do orçamento da República vai para o capital financeiro, inviabilizando gastos sociais e de infra-estrutura no país.

CPMI do MST pode ser instalada

O presidente do Senado, José Sarney, cedeu à pressão e marcou para a próxima quarta-feira (21-10), a sessão do Congresso Nacional, na qual deverá ser lido o requerimento de criação da CPI do MST. A oposição pretende protocolar o pedido de criação da CPI na terça-feira. O objetivo é dificultar uma nova ação do governo para retirar assinaturas e derrubar a CPI (o requerimento foi arquivado). No entanto, o governo já começou a trabalhar nos bastidores para derrubar, pela segunda vez, a CPI. Deputados alinhados com o governo têm conversado com líderes dos 14 partidos aliados para tentar impedir que a investigação ganhe força. Um dos principais articuladores do movimento contra a CPI, o deputado Dr. Rosinha, diz que vai esperar a oposição protocolar o requerimento para cobrar a retirada de assinaturas. Segundo ele, a intenção dos ruralistas, apoiados pela grande imprensa, não é só de criminalizar o MST, mas também se colocar contra a Reforma Agrária, sobretudo após a proposta de revisão dos índices de produtividade rural. A pesquisa do IBGE, com números referentes a 2006, mostrou que 1% dos proprietários rurais é dono de 46% da terra.

Descriminalização da maconha

O debate sobre a descriminalização das drogas ganhou destaque no Congresso Nacional depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a defendeu nas páginas amarelas da revista Veja. Para o ex-presidente, o método americano de guerra contra as drogas, adotado nos últimos dez anos, "envolveu muito dinheiro e apresentou pouco resultado". FHC cita o exemplo da Colômbia, onde muitos cartéis foram desmontados, a área cultivável diminuiu, mas os contrabandistas investiram em técnicas mais modernas e conseguiram aumentar a produtividade. Na Câmara, a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou, com alterações, o Projeto de Lei 5444/09, que aumenta o período de reclusão, a pena de quem produzir, traficar ou estimular o consumo de cloridrato de cocaína, o crack. Durante a sessão que aprovou o projeto foi apresentado o Relatório Mundial sobre Drogas de 2009, da ONU, mostrando que os mercados de cocaína, maconha e derivados do ópio estão estáveis ou em declínio, enquanto o das drogas sintéticas está em crescimento.

Comissão aprova liberação de bingos e caça-níqueis no País

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou, com algumas alterações, o projeto que libera os jogos de bingo, videobingos e caça-níqueis no País. O projeto será analisado agora pelo Plenário. A maioria dos parlamentares apoiou o parecer e ressaltou que a medida gerará empregos. Apenas sete parlamentares votaram contra a legalização, argumentando que os jogos de azar significam corrupção e lavagem de dinheiro.

Contribuíram para esta análise:
Pe. Antonio Abreu SJ, Daniel Seidel,
Ir. Delci Franzen, Pe. José Ernanne Pinheiro,
Gilberto Souza e Paulo Maldos
Profº Msc Daniel Seidel
Universidade Católica de Brasília e CBJP/CNBB

FONTE: CNLB (CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL)

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QUAL É A ORIGEM DA FESTA DE TODOS OS SANTOS - 01 DE NOVEMBRO

No dia 1º de Novembro a Igreja celebra a festa de Todos os Santos. Segundo a tradição ela foi colocada neste dia, logo após o 31 de outubro que os Celtas ingleses, pagãos, celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween)(...)

Nesse dia a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu “celebrando numa única solenidade todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa – para render homenagem aquela multidão de Santos que povoam o Reino dos céus que São João viu no Apocalipse: “Ouvi então o número dos assinalados: cento e quarenta e quatro mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel… Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão,”. “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7, 4 - 14)

Esta imensa multidão de 144 mil, “que está diante do Cordeiro” compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou através da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas Orações Eucarísticas. Por isso a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de Santos em seus filhos.

Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número 12 e o número 1000 significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil Santos, mas há muito mais que isto no Céu. No livro RELAÇÃO DOS SANTOS E BEATOS DA IGREJA, eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5000 dos mais importantes, e os coloquei em ordem alfabética.

A “Lumen Gentium” do Vaticano II, lembra que: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49) (§956)

Na hora da morte, S. Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava este ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.

O nosso Catecismo diz que: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita”. (§2692)

A marca dos Santos são as Bem–aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha; por isso este trecho do Evangelho de S. Mateus (5,1ss) é lido nesta Missa. Os Santos viveram todas as virtudes e por isso são exemplos de como seguir Jesus Cristo.

Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.

Esta Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo papa Bonifácio IV (609 d.C.), que reabriu o "Panteon" romano (templo romano onde eram adorados todos os deuses) até então abandonado pelas invasões e pela inundação do Rio Tibre, substituindo os "deuses" romanos, pelos santos e mártires da fé cristã. No ano de 835 esta celebração foi transferida pelo papa Gregório IV para 1º de novembro.

Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concilio Vaticano II que: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40). Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48): “Com o fim de conseguir esta perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, se dediquem inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra luminosamente na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).

O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo; é isto que nos leva gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças. Disse S. Gregório de Nissa (†340) que: “Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo de começo em começo por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” ( Hom. in Cant. 8).

FONTE:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/10/29/por-que-uma-solenidade-de-todos-os-santos/

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A ORIGEM DA FESTA DE HALLOWEEN - 31 DE OUTUBRO

O Halloween é uma festa muito comum nos EUA e Europa e é celebrada no dia 31 de Outubro. A comemoração veio dos antigos povos bárbaros Celtas, que habitava a Grã-Bretanha há mais de 2000 anos.
Os Celtas realizavam a colheita nessa época do ano, e, segundo um antigo ritual, para eles os espíritos das pessoas mortas voltariam à Terra durante a noite, e queriam, entre outras coisas, se alimentar e assustar as pessoas(...)
Então os Celtas costumavam se vestir com máscaras assustadoras para afastar estes espíritos.
Esse episódio era conhecido como o “Samhaim”. Com o passar do tempo, os cristãos chegaram à Grã-Bretanha, converteram os Celtas e outros povos da Ilha, especialmente através de S. Patrício no século IV e V; e com o grande S. Columbano no século VI. Com isso, a Igreja Católica transformou este ritual pagão, em uma festa religiosa. Esta estratégia religiosa foi ensinada por S. Leão Magno e S. Gregório Magno. Ela passou a ser celebrada nesta mesma época e, ao invés de honrar espíritos e forças ocultas, o povo recém catequizado, deveria honrar os santos, daí veio o “All Hallows Day”: o Dia de Todos os Santos.
Mas, a tradição entre estes povos continuou, e além de celebrarem o Dia de Todos os Santos, os não convertidos ao Cristianismo celebravam também a noite da véspera do Dia de Todos os Santos com as máscaras assustadoras e com comida. A noite era chamada de “All Hallows Evening”, abreviando-se, veio o Halloween.
Vemos assim que a tradição de comemorar as bruxas ou outros espíritos, não é cristã e deve ser evitada, ainda que tenha apenas uma conotação folclórica. Devemos, sim, celebrar o dia de todos os Santos. Esses são reais e verdadeiros, são modelos de vida para nós e, diante de Deus intercedem por nós sem cessar.
É bom lembrar a recomendação de São Paulo: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?” (1 Cor 10,19-22)

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EXPLORAÇÃO DA MULHER: JESUS DISPENSOU UM TRATAMENTO ESPECIAL ÀS MULHERES

A última criatura que Deus fez foi a mulher; “tirada” do homem e com a mesma dignidade dele para ser-lhe “companheira adequada” (Gen 2, 18) e para ser com ele “uma só carne” (Gen 2, 24). Um foi feito para o outro, completamente diferentes, no corpo e na alma, na voz e na força, nas lágrimas e na sensibilidade(...)

A mulher foi moldada por Deus para ser sobretudo mãe e esposa: delicada, meiga, compassiva, generosa, paciente. Um perigoso feminismo, “avançado”, tende a igualar entre si homem e mulher, esquecendo as diferenças específicas que são exatamente o que fazem a maior riqueza da humanidade. Isso não deixa de ser uma violência à mulher, desfigurando a sua beleza. A mulher humaniza o mundo com sua feminilidade.

Ao longo da História da humanidade a mulher foi explorada, especialmente por ser mais fraca fisicamente que o homem. E ainda hoje essa exploração continua; no entanto, muitas vezes ela acontece com a conivência da própria mulher que aceita se vender de muitas formas: na prostituição, nas revistas pornográficas, nos filmes e novelas, etc. Infelizmente muitas se deixam explorar pelo dinheiro e pela fama. É preciso urgente, uma catequese que lhes mostre o seu valor, o brilho da castidade e a beleza de se manter virgem até o casamento.

Outras mulheres são exploradas em casa, no trabalho e em outras atividades. Há maridos estúpidos que as tratam com grosseria, e muitas vezes a agridem até fisicamente. Felizmente hoje a mulher pode recorrer `a Justiça, de maneira mais fácil e rápida, para se defender; mas muitas têm receio de procurar a lei com medo de represálias.

Em algumas empresas, sobretudo onde os responsáveis não tem fé em Deus, a mulher é perseguida quando engravida; às vezes sendo até aliciadas para fazer o aborto. Muitas empresas nem contratam mulheres que possam desejar a gravidez. É uma terrível e grave injustiça à sua dignidade.

Até o advento do cristianismo a mulher foi humilhada e escravizada, como se fosse inferior ao homem. O paganismo a desprezava e só com a Idade Média, quando o Evangelho governou os povos, as garantias jurídicas passaram a existir para a mulher. Jesus dispensou um tratamento especial às mulheres; perdoou a mulher adúltera prestes a ser apedrejada, livrou Madalena de sete demônios, tinha amizade profunda por Maria e Marta de Betânia.

Umas das piores explorações da mulher hoje é o tráfico delas. De acordo com o relatório da “Organização Internacional de Migrações” (OIM), o tráfico de mulheres gera receitas anuais de US$ 32 bilhões no mundo todo, e 85% desse dinheiro vem da exploração sexual, que só na América Latina e no Caribe fez 100 mil vítimas em 2006.

Segundo os dados dos organismos internacionais, pelo menos 12,5 milhões de pessoas são vítimas do tráfico no mundo, das quais ao menos meio milhão está na Europa, com um lucro para o crime organizado estimado em cerca de 10 bilhões de euros por ano. O estudo da OIM, revela que as vítimas costumam ser mulheres de classe social baixa, que vivem em um ambiente de marginalidade, em uma família instável, além do precário nível educacional.

Infelizmente ás vezes são pessoas da própria família ou uma vizinha, ou uma amiga, que apresentam uma “oferta de emprego” bem remunerada no exterior, ou em seu país, mas longe da família. É a prática nefasta da prostituição, que lança a mulher na sua pior decadência.

O tráfico sexual de pessoas na Argentina, segundo a OIM, registrou 47 casos penais durante 2006, das quais 30% corresponderam a menores de idade e, entre 50% e 60%, a mulheres de 18 a 24 anos. Cerca de 52% dos 118 casos de paraguaias vítimas do tráfico sexual analisadas pela OIM em 2005 tiveram a Argentina como destino final. Em 2006, o Chile foi o país de destino para 40% de mulheres argentinas, 25% de peruanas, 24% de colombianas, 5% de chinesas e 2% de dominicanas, brasileiras e equatorianas.

Também os meios de comunicação exploram a mulher, especialmente em relação ao sexo. A Universidade Européia de Roma, realizou um Congresso com o título “Mulher e meios de comunicação”, em 2006, que foi concluído com um “Manifesto pelo respeito à mulher nos meios de comunicação”. Este Congresso do Ateneu Pontifício “Regina Apostolorum”, congregou comunicadores e especialistas de vários continentes, que sintetizaram neste manifesto suas conclusões. (zenit. org – 31/03/2006 - P06033103)

1. Defendemos e promovemos uma imagem respeitosa da liberdade da mulher e da dignidade da condição feminina nos meios de comunicação.

2. Combatemos o abuso da imagem feminina como instrumento publicitário ou consumista.

3. Promovemos uma informação correta e verdadeira sobre os problemas que afetam o mundo feminino.

4. Comprometemo-nos a evitar tons sensacionalistas e rejeitamos fazer um espetáculo da informação.

5. Defendemos o papel da mulher como responsável junto ao homem na edificação e no desenvolvimento da sociedade.

6. Promovemos uma cultura da liberdade e da paz que respeite a contribuição do gênio feminino na humanização da sociedade.

7. Defendemos e promovemos o papel insubstituível da mulher como educadora da sociedade na defesa dos valores mais autenticamente humanos, como o amor, o respeito, a dignidade no sofrimento e na fraqueza, a tolerância.

8. Defendemos e promovemos a presença ativa da mulher na vida pública e no mundo do trabalho.

9. Promovemos a dignidade da mulher e sua igualdade de direitos com respeito ao homem.

10. Comprometemo-nos a desempenhar responsavelmente uma função de informação e sensibilização detectando, documentando e denunciando as situações e as práticas que limitam a liberdade e violam os direitos das mulheres e das meninas.

A mulher revela a beleza de Deus, e não pode ser tratada como um objeto de consumo, prazer, ou como uma escrava. Quanto mais ela for amada e respeitada, tanto mais o mundo será feliz.

FONTE:
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11632

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PAPA ENVIA MENSAGEM A PATRIARCA SUPREMO DOS ARMÊNIOS

O Papa Bento XVI enviou, nesta terça-feira, 27, uma mensagem ao Patriarca e Catholicos de Todos os Armênios, Karekin II. O motivo da mensagem é o décimo aniversário da eleição e entronização de Karekin II como Patriarca Supremo(...)

O Papa afirma que conhece o empenho pessoal de Karekin II em prol do diálogo, da cooperação e da amizade entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica – empenho expresso claramente pelos vários encontros realizados recentemente entre as duas Igrejas. "Faço votos de que as boas relações que foram estabelecidas entre nós continuem a se fortalecer nos próximos anos", diz a mensagem.

Por fim, Bento XVI recorda a reconquista da liberdade por parte da Igreja armênia no final do século passado. Em pouco tempo, o esforço para a reconstrução da comunidade eclesial já produziu frutos: a educação da juventude, o aumento de vocações, a construção de novas igrejas e centros comunitários e a promoção dos valores cristãos na vida cultural e social da nação.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274517

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JUVENTUDE REFLETE TRAJETÓRIA APÓS 30 ANOS DA CONFERÊNCIA DE PUEBLA

Com o tema “De Puebla a Aparecida: como a Igreja está acolhendo os jovens?” o Setor Juventude da CNBB vai promover, entre os dias 4 e 6 de dezembro, em Vargem Grande Paulista (SP), o Seminário Nacional sobre os 30 anos da Conferência de Puebla, momento de grande para a Igreja na América Latina no ano de 1979(...)

De acordo com a organização do evento, o Seminário possibilita contextualizar o caminho de 30 anos da opção pelos jovens e empobrecidos do continente; identificar e atualizar a proposta no contexto do cenário eclesial e social hoje, refletindo como a Igreja está acolhendo os jovens, de Puebla à Aparecida.

A partir da Conferência, o Seminário vai retomar os pontos do documento da Puebla: “a Igreja vê na juventude da América Latina um verdadeiro potencial para o presente e o futuro de sua evangelização. Por ser verdadeira dinamizadora do corpo social e especialmente do corpo eclesial, a Igreja faz uma opção preferencial pelos jovens em vista de sua missão evangelizadora no Continente” (Puebla, 1186).

Para o bispo responsável pelo Setor Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, é um tempo para resgatar no coração de todos a paixão pela juventude. “Faremos um resgate histórico da efetivação desta opção em nosso país a fim de vislumbrar perspectivas para motivar ainda mais a evangelização da juventude”, explica.

Entre os participantes do encontro estarão bispos referenciais da juventude dos regionais da CNBB, responsáveis diocesanos pela juventude, assessores e coordenadores das Pastorais da Juventude e dos movimentos eclesiais de trabalho com os jovens, representantes de outras pastorais e organismos que compõem o Setor Juventude, religiosos que trabalham com a juventude, além de centros e institutos de juventude.

As inscrições estão abertas até o dia 20 de novembro e as vagas são limitadas. As inscrições pode ser feitas pelo site oficial do evento.

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274512

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ENCONTRO DE FORMAÇÃO DO CONSELHO DIOCESANO DE LEIGOS/AS NA REGIÃO CENTRO DA DIOCESE

No dia 25 de outubro, aconteceu o Encontro de Formação do Conselho Diocesano de Leigos/as com os representantes dos Conselhos Paroquiais de Pastoral da Região Centro da diocese, envolvendo as paróquias de Tianguá, Ubajara, Viçosa e Graça, com a assessoria da paróquia de Camocim. Na ocasião, foram refletidos os seguintes eixos temáticos: "A DIMENSÃO MISSIONÁRIA DOS LEIGOS/AS" e "A DIMENSÃO SÓCIOTRANSFORMADORA DA FÉ".
No decorrer do encontro foram dados os primeiros encaminhamentos para a celebração do Dia do Leigo/a que acontecerá no dia 22 de novembro do corrente ano durante a Festa de Cristo Rei.
Acreditando e perseverando no projeto libertador de Jesus de Nazaré, queremos promover um laicato cada vez mais consciente de sua missão e atuante na ação evangelizadora da Igreja.

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AS CEBS SERÃO TEMA NA 48ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB

No dia 22/10 último, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, decidiu-se que o tema prioritário para a próxima Assembleia Geral da CNBB (que acontecerá aqui em Brasília, em função do Congresso Eucarístico para comemorar o cinquentenário de aniversário da cidade) será sobre as Comunidades Eclesiais de Base(...)

O tema central da Assembléia será sobre a Palavra de Deus em função da proximidade da publicação da Exortação Pós-Sinodal do papa Bento XVI.

Gostaríamos que todos os Regionais, todas as Dioceses, todas as Paróquias e as mais de 80 mil CEBs no Brasil entrassem de cheio nesta preparação, pois como diz o nosso cancioneiro: "Deus chama a gente pra um momento novo, de caminhar junto com seu povo, é hora de transformar o que não dá mais, sozinho isolado ninguém é capaz.

Por isso vem, entra na roda com a gente, também, você é muito importante..." Acho que é um momento novo e podemos aproveitá-lo muito bem para vitalizar/revitalizar/dinamizar/formar as CEBs.

Se for bem feito, acredito que podemos aprofundar a questão das estruturas paroquiais, fazendo com que elas sejam de fato "rede de comunidades", "comunidade de comunidades", Igreja "de CEBs" e não "com CEBs".

Por isso convido-os a "entrar na roda com a gente, você também é importante".

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LEVANTE-SE, IGREJA NA ÁFRICA, QUEM CHAMA É O PAI, DIZ PAPA

"Coragem, levante-se". Com este convite, Bento XVI ressaltou a convocação divina para a população aficana. "Levante-se, Igreja na África, família de Deus, porque quem chama é o Pai celeste que os seus antepassados evocaram como Criador, antes de conhecer a sua proximidade misericordiosa, revelada no seu Filho unigênito, Jesus Cristo", completou em sua homilia, na manhã deste domingo, 25, na Santa Missa de encerramento da II Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, na Basílica de São Pedro(...)

Na celebração, o Papa destacou como o Sínodo trouxe um forte apelo para renovar o modelo de desenvolvimento global para que seja capaz de incluir todos os povos e não somente aqueles "adequadamente habilitados”.

A partir destas refexões, o Santo Padre chamou a atenção para suas declarações na recente encíclica Caritas in veritate: “O que a doutrina social da Igreja sempre afirmou a partir da sua visão do homem e da sociedade, hoje é requerido também pela globalização. Ela – é preciso recordar – não deve ser entendida de maneira fatalista como se as suas dinâmicas fossem produzidas por anônimas forças impessoais e independentes da vontade humana. A globalização é uma realidade humana e como tal é modificável segundo um ou outro delineamento cultural. A Igreja trabalha com a sua concepção personalista e comunitária, para orientar o processo em termos de relacionamento, fraternidade e partilha”.


E atendendo ao chamado divino, o Santo Padre enfatiza a importância da evangelização e da instauração de relações de justica e paz: “A urgente ação evangelizadora, da qual muito se falou nestes dias, inclui também um apelo premente à reconciliação, condição indispensável para instaurar na África relações de justiça entre os homens e para construir uma paz equilibrada e duradoura no respeito de cada indivíduo e cada povo. Uma paz que tem necessidade e se abre à contribuição de todas as pessoas de boa vontade além das respectivas pertenças religiosas, étnicas, linguísticas, culturais e sociais”.

O Papa afirmou que nesta comprometida missão, a Igreja peregrina na África do terceiro milênio não está sozinha, mas toda a Igreja Católica está próxima com a sua oração e solidariedade e "do céu acompanham os santos e santas africanos que, com a vida, muitas vezes até ao martírio, testemunharam a plena fidelidade a Cristo".

Ao falar sobre a promoção humana, Bento XVI destacou o trabalho dos cristãos do continente: “Enquanto oferece o pão da Palavra e da Eucaristia, a Igreja se empenha também a trabalhar, com todos os meios disponíveis, a fim de que a nenhum africano falte o pão cotidiano. Por isso, junto com obra de primeira urgência da evangelização, os cristãos são ativos nas intervenções de promoção humana”.

O Papa concluiu as suas palavras pedindo aos padres sinodais que sejam portadores do apelo à reconciliação, justiça e paz, que ressoou com frequência neste Sínodo e com uma mensagem a todo povo africano: "Coragem! Levante-se, continente africano, terra que acolheu o Salvador do mundo quando era menino e teve que se refugiar com José e Maria no Egito para fugir da perseguição de Herodes. Receba com entusiasmo renovado o anúncio do Evangelho para que a face de Cristo possa iluminar com o seu esplendor a multiplicidade das culturas e das linguagens das suas populações".

FONTE:
http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=274503

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DIA 25 DE OUTUBRO - FESTA DO PRIMEIRO SANTO BRASILEIRO - SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANNA GALVÃO

Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão, nasceu no dia 10 de Maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo. Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas(...)

Em 1760 ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição. Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os Sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura, ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis. Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822".

Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado. Frei Galvão é o religioso no qual o coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós !

ASSISTA A REPORTAGEM SOBRE FREI GALVÃO:

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REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Mc 10, 46-52 - 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO B

“NAQUELE TEMPO, JESUS SAIU DE JERICÓ...”

Jericó é a cidade mais baixa do mundo: fica a 258 m abaixo do nível do mar. Também é a cidade mais velha da terra. Nas suas adjacências, há restos arqueológicos que datam de até 8 mil anos antes de Cristo. É conhecida pelas suas muralhas, aquelas mesmas que Josué derrubou ao som de trombetas na entrada dos Hebreus na Terra Prometida(...)

Apesar de rodeada por desertos, uma fonte de água perene a transformou num oásis fecundo, onde se cultivam fruteiras diversas e é chamada a Cidade das Palmeiras. Olhando-se do espaço, salta aos olhos a mancha viridente de Jericó rodeada pelo cinza dos areais.
Fica a 37 km de Jerusalém e era parada obrigatória para quem demandava Jerusalém, que marchava para a sua entrada triunfal, onde foi aclamado “o Filho de Davi”.
O CEGO – Por causa do clima e da grande luminosidade (terra de desertos), a cegueira era muito comum na Palestina e não havia chances de cura. Os entendidos sobre as enfermidades do corpo humano quase nada sabiam a respeito dos olhos. Tobias era cego e, quanto mais os médicos aplicavam pomadas, mais as manchas brancas o cegavam (Tb 2, 10). E, para piorar, a cegueira era vista como castigo de algum pecado. Cegos não podiam exercer função sacerdotal, e animal cego não podia ser oferecido em sacrifício. Só lhe restava ir pedir esmola na beira da estrada. Entende-se daí a impaciência dos circunstantes para com o cego.

“NO MESMO INSTANTE, ELE RECUPEROU A VISTA E SEGUIA JESUS PELO CAMINHO”

Não se esqueça que a graça que Jesus lhe deu é dupla: ele curou a sua cegueira física e fez dele um dos seus discípulos (“...e seguia Jesus pelo caminho.”)
Bartimeu manifestou, pelo menos, três condições para seguir Jesus e ser seu discípulo. A primeira é a humildade tão frisante neste clamor “tem piedade de mim!” Jesus não semearia em terreno pedrogoso. E o coração orgulhoso é um terreno estéril.
A segunda condição é a fé em Jesus, que Bartimeu manifesta com os clamores insistentes de “Jesus, filho de Davi”. Essa apelação era usada para reconhecer que Jesus era o Messias e Jesus reconhece quando lhe diz: “Vai, a tua fé te curou.”
A terceira condição é o desapego manifestado com esta atitude: “...jogando fora o manto, deu um pulo e foi ter com Jesus.” O manto, uma espécie de vestido frouxo de mangas largas que se usava sobre a túnica, era a peça de mais valor e que era usada sempre que o frio exigia. O manto para o cego era “a sua coberta, seu colchão, sua casa” (Frei Clarêncio) e, certamente, o que o pobre mendigo tinha de melhor. E Bartimeu lança-o fora desprendidamente na ânsia do encontro com Jesus. Pelo visto, Jesus lha havia curado também a cegueira da alma que fez Bartimeu enxergar algo mais precioso.

REFLEXÃO: CEGUEIRA DO CORPO E CEGUEIRA DA ALMA

Qual é mais importante?
Pela cura da cegueira do corpo, Bartimeu passou a enxergar o mundo, as cores, o semblante de Jesus.
Pela cura da cegueira da alma, Bartimeu enxergou o bem mais precioso que tinha recebido: Jesus.

FRANCISCO VALMIR ROCHA

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