ATO DE CONSAGRAÇÃO DAS FAMÍLIAS AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
(Texto aprovado por São Pio X em 1908)SAGRADO CORAÇÃO de Jesus, que manifestastes a Santa Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs, nós vimos hoje proclamar vossa realeza absoluta sobre a nossa família.
Queremos, de agora em diante, viver a vossa vida, queremos que floresçam, em nosso meio, as virtudes às quais prometestes, já neste mundo, a paz.
Queremos banir para longe de nós o espírito mundano que amaldiçoastes.
Vós reinareis em nossas inteligências pela simplicidade de nossa fé; em nossos corações pelo amor sem reservas de que estamos abrasados para convosco, e cuja chama entreteremos pela recepção frequente de vossa divina Eucaristia.
Dignai-Vos, Coração divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as aflições, santificar as nossas alegrias, aliviar as nossas penas.
Se, alguma vez, algum de nós tiver a infelicidade de Vos ofender, lembrai-Vos, ó Coração de Jesus, que sois bom e misericordioso para com o pecador arrependido.
E quando soar a hora da separação, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos aos vossos eternos desígnios. Consolar-nos-emos com o pensamento de que há de vir um dia em que toda a família, reunida no Céu, poderá cantar para sempre a vossa glória e os vossos benefícios.
Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José apresentar-Vos esta consagração e no-la lembrar todos os dias de nossa vida. Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Deus. Amém!
ORIGEM DA FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração....quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35).Na Idade Média começaram a considerá-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande,Margarita de Cortona, Angela de Foligno, São Boaventura, etc.).
No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração(...)
Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.
Foram divulgados inúmeros livros e imagens. As associações do Sagrado Coração subiram em um século, desde meados do XVIII, de 1000 a 100.000. umas vinte congregações religiosas e vários institutos seculares foram fundados para estender seu culto de mil formas.
O apostolado da Oração, que pretende conseguir nossa santificação pessoal e a salvação do mundo mediante esta devoção, contava já em 1917 com 20 milhões de associados. E em 1960 chegava ao dobro em todo o mundo, passando de um milhão na Espanha; suas 200 revistas tinham 15 milhões de inscrições. A maior instituição de todo o mundo.
A Oposição a este culto sempre foi grande, sobretudo no século XVIII por parte dos jansenistas, e recebeu um forte golpe com a supressão da Companhia de Jesus (1773).Na Espanha foram proibidos os livros sobre o Sagrado Coração. O imperador da Áustria deu ordem que desaparecessem suas imagens de todas as Igrejas e capelas. Nos seminários era ensinado: "a festa do Sagrado Coração provocou um grave mancha sobre a religião".
A Europa oficial rejeitou o Coração de Cristo e em seguida foi assolada pelos horrores da Revolução francesa e das guerras napoleônicas. Mas depois da purificação, ressurgiu de novo com mais força que nunca.
Em 1856 Pio IX estendeu sua festa a toda a Igreja. Em 1899 Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus (o Equador tinha se consagrado em 1874).
E a Espanha em 1919, em 30 de maio, também se consagrou publicamente ao Sagrado Coração no Monte dos Anjos. Onde foi gravado, sob a estátua de Cristo, aquela promessa que fez ao pai Bernardo de Hoyos, S. J., em 14 de maio de 1733, mostrando-lhe seu Coração, em Valladolid (Santuário da Grande Promessa), e dizendo-lhe: "Reinarei na Espanha com mais Veneração que em muitas outras partes" (Até então a América também era Espanha).
FONTE: http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/sagrado/08.htm
TRADUÇÃO BÍBLICA MAL FEITA GERA ERROS GRAVÍSSIMOS DE INTERPRETAÇÃO
"Não farás para ti פסל..." (PESEL)
A tradução correta dessa palavrinha hebraica é "ÍDOLO" e não "IMAGEM". Eis o conceito de ambos os termos:
ÍDOLO - Representação de um deus ou deusa, onde se acreditava habitar um espírito.
IMAGEM - Representação de um homem ou mulher que viveu radicalmente a sua fé e alcançou a santidade.
Houve um erro histórico de tradução que precisa ser corrigido. A proibição de Deus se refere aos ídolos pagãos que eram adorados, principalmente no Antigo Testamento(...) O próprio Deus mandou que se fizessem imagens, conforme Ex 25, 18-20; Nm 21, 8-9; I Rs 6, 23-35, além de outras. As imagens sempre foram usadas por Jesus e pelos Apóstolos como instrumentos eficazes e reveladores da realidade invisível: para anunciar o Reino de Deus usaram imagens de lírios, pássaros, sal, luz, etc., coisas que estimulavam a compreensão do abstrato através de imagens retiradas do mundo concreto. São Paulo também ensina que o Deus invisível tornou-se visível em Jesus Cristo (cf. Cl 1,15).
A controvérsia iconoclasta, inspirada por correntes judaizantes e heréticas nos séculos VIII e IX, que condenava o uso das imagens, terminou com a reafirmação do culto dessas no Concílio de Nicéia II, em 787.
É relevante notar que já nas antigas Catacumbas de Roma, os antigos cemitérios cristãos, encontram-se diversos afrescos geralmente inspirados pelo texto bíblico: Noé salvo das águas do dilúvio, os três jovens cantando na fornalha, Daniel na cova dos leões, os pães e os peixes restantes da multiplicação efetuada por Jesus, o Peixe (Ichthys), que simbolizava o Cristo …
Note que esses cristãos dos primeiros séculos ainda estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas, é claro que elas são legítimas.Nas Igrejas, as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética. Alguns escritores cristãos nos contam isso. S. Gregório de Nissa (†394) escreveu:“O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).
Não tenhamos, pois, receio de venerar os ícones sagrados!!
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Note que esses cristãos dos primeiros séculos ainda estão debaixo da perseguição dos romanos. E eles faziam imagens e pintavam figuras. Será que eram idólatras por isso? É lógico que não, eles morriam às vezes mártires exatamente para não praticarem a idolatria, reconhecendo César como Deus e lhe queimando incenso. Ora, se os nossos mártires usavam figuras pintadas, é claro que elas são legítimas.Nas Igrejas, as imagens tornaram-se a “Bíblia dos iletrados”, dos simples e das crianças, exercendo grande função catequética. Alguns escritores cristãos nos contam isso. S. Gregório de Nissa (†394) escreveu:“O desenho mudo sabe falar sobre as paredes das igrejas e ajuda grandemente” (Panegírico de S. Teodoro, PG 94, 1248c).
Não tenhamos, pois, receio de venerar os ícones sagrados!!
ORIGEM DAS IGREJAS ASSEMBLEIA DE DEUS E BATISTA
O movimento pentecostal se expandiu rapidamente até a Suécia, a Índia, a América Latina...Em 1914, organizou-se nos Estados Unidos com o nome de "General Council" (Assembleia Geral). Naquele ano, vários pastores pentecostais reuniram cerca de cem congregações diferentes em Hot Springs (EUA), dando-lhes o nome único de "Assembleia de Deus".
O pentecostalismo que originou a Assembleia de Deus no Brasil foi trazido em 1910 por dois missionários suecos - Gunnar Vingren e Daniel Berg. O primeiro nasceu em 1879, de família batista; em 1903 foi para os Estados Unidos, onde recebeu o "batismo no Espírito Santo" e começou a falar em línguas; dizia que juntamente com outros companheiros, durante a oração sentia o poder de Deus sobre si com uma pressão(...)
Em 1910 dois jovens suecos, de nomes Gunnar Vingren e Daniel Berg em South Bend (Indiana), chegaram a Belém do Pará, onde iniciaram a obra das Assembleias de Deus no Brasil.
ORIGEM DA IGREJA BATISTA
Os batistas têm como fundador o inglês John Smyth (+ 1617). Ele foi, primeiramente, pastor anglicano. Movido pelo espírito reacionário que agitava os cristãos de sua pátria, queria uma reforma ainda mais radical do que a anglicana; em particular, não se conformava com a organização hierárquica (episcopal) e a liturgia dos anglicanos, que ele julgava supérfluas.
No tempo da reforma protestante, um grupo de cristãos, chefiado por Thomas Munzer; Balthasar Hubmaier, George Baulrock, Ludwing Hoetzer, julgava que Lutero não ia suficientemente longe nos seus propósitos reformadores. Na Alemanha e na suíça começaram, então, a pregar uma Igreja, em grau máximo, espiritual, sem hierarquia visível e constituída, exclusivamente, pela adesão consciente dos homens à Palavra de Deus. O sinal característico dessa nova Igreja seria o batismo, a ser ministrado aos adultos, não às crianças, de sorte que os membros do grupo batizavam de novo os fiéis; daí o nome de "anabatistas" ou "rebatizadores" que lhes foi dado.
O movimento anabatista sofreu forte repressão por parte de Lutero, Zwínglio e dos príncipes alemães. Desencadeou revoltas fanáticas, das quais a mais famosa é a dos camponeses, cujo chefe, Thomas Munzer, foi decapitado em 1525.
Mais importantes são as ramificações que procederam do tronco anabatista, como são os menonitas (de Meno Simons, +1559), os irmãos hutterianos (de Tiago Hutter), a Igreja dos Irmãos nos Estados Unidos da América do Norte, a Igreja dos Irmãos Evangélicos Unidos e a Igreja Batista - de todas, a mais numerosa.
John Smyth formou, em Gainsborough, uma pequena comunidade, dissidente do anglicanismo, no ano de 1604; foi, porém, obrigado a se exilar com o seus companheiros, indo ter a Amsterdam (Holanda), onde o o calvinismo predominava. Smyth administrou a si mesmo um segundo batismo, de cujo valor, porém, começou a duvidar. Em consequência, seus companheiros, por ele convencidos da tese anabatista, o expulsaram da comunidade; Smyth não conseguiu ser admitido nem mesmo entre os menonitas, aos quais pedira acolhimento.
Em 1612, um grupo de seus discípulos voltou à Inglaterra, e lá fundou a primeira Igreja Batista (não mais anabatista), também chamada "dos Batistas Gerais". Outros grupos se formaram pouco depois, ditos "dos Batistas Regulares ou Particulares".
Hoje em dia se contam mais de 20 ramos batistas, que em 1905 se uniram de maneira um tanto vaga na "Liga Mundial Batista".
Em sua teologia, os batistas seguem teses calvinistas.
Na verdade, afastam-se da tradição bíblica e cristã aqueles que só querem batizar crianças. Lemos, sim, que vários personagens pagãos professaram a fé cristã e se fizeram batizar "COM TODA SUA CASA"; assim o centurião romano Cornélio (At 10, 1s, 24, 44, 47s), a negociante Lídia de Filipos (At 16, 14s), o carcereiro de Filipos ( At 16, 31-33), Crispo de Corinto (At 18, 8) e a família de Estéfanas (I Cor 1, 46). A expressão "casa" (oikos, em grego) designava o chefe da família com todos os seus domésticos, inclusive as crianças.
Quanto a imersão, ela não é obrigatória, pois não é o volume da água que importa, mas sim a efusão (derramento) da água como símbolo e canal de pureza interior. No dia de Pentecostes, em Jerusalém, as três mil pessoas que se converteram certamente não foram batizadas por imersão, pois lá não havia rio e os reservatórios de água não comportavam tal quantidade de pessoas (cf. At 2, 41).
Caro amigo e irmão internauta, nos lembremos que antes do século XVI NÃO EXISTIA NENHUMA IGREJA "EVANGÉLICA". TODAS SURGIRAM A PARTIR DA REFORMA PROTESTANTE. Somente a Igreja Católica Apóstolica Romana nasceu no séc. I, tendo como fundador Jesus Cristo. Quem merece mais credibilidade e é mais fiel a doutrina de Jesus? Nunca é tarde pra recomeçar e voltar atrás... A Igreja Católica está de braços abertos pra acolher a todos/as!
FONTE: PROFESSOR FELIPE AQUINO (LIVRO FALSAS DOUTRINAS - SEITAS E RELIGIÕES)
REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - Jo 20, 19-23 - FESTA DE PENTECOSTES-ANO B
PENTECOSTESA palavra "PENTECOSTES" vem do grego e se traduz por "cinquenta". Portanto, ela é uma festa que se celebra "cinquenta" dias depois da Páscoa. No início da Igreja, Pentecostes era celebrado junto com a Páscoa. Por isso, é que a Liturgia deste domingo traz o mesmo evangelho do segundo domingo da Páscoa. Tinha que ser, porque nenhum dos evangelistas narra a descida do Espírito Santo. Eles terminam todos com a Ascensão. Já no segundo século, Pentecostes passou a ser celebrado cinquenta dias depois da Páscoa, trazendo a leitura dos Atos dos Apóstolos, narração isolada da manifestação do Espírito Santo.
PENTECOSTES - DIA DA GERMINAÇÃO DA IGREJA (DIA DO SEU NASCIMENTO)
Achamos que a definição mais marcante de Pentecostes é esta: Dia da "Germinação da Igreja". A semente da Igreja estava lá, reunida no Cenáculo: os doze escolhidos sob a presença marcante da Mãe da Igreja, Nossa Senhora; mas a Igreja, vamos dizer, era uma massa amorfa, fria, encerrada dentro do Cenáculo, com medo dos judeus(...) Mas, com a vinda do Espírito Santo, o corpo da Igreja cria cor, estremece, porque a alma dela, que é o Espírito Santo, se entranha e a vivifica. "Os discípulos se tornam apóstolos". (Frei Clarêncio). A Igreja começa a falar.
O ESPÍRITO SANTO
Até a época de Jesus, o Espírito Santo era "O Deus Desconhecido" numa alusão ao que São Paulo viu escrito sobre um altar no monumento Areópago em Atenas (Vide Frei Clarêncio Neotti in Ministério da Palavra - Ano B - pág. 139). Os judeus não tinham a menor idéia do mistério da Santíssima Trindade. Foi Jesus quem revelou a existência de um Deus único em três pessoas distintas. O Espírito Santo esteve na boca dele inúmeras vezes. Mas o Pai foi sempre uma figura bem marcante desde o início da criação. O rosto dele é o de "Criador do Mundo". Ele foi definido como "Aquele que é", para distingui-lo de todos os outros, que foram criados por Ele. O Filho tem o rosto de "Um Homem". E o Espírito Santo? Bem, o Espírito Santo é conhecido pelos efeitos de suas ações. Num esforço para criar a figura d'Ele, dizemos que todos os seus efeitos completam o "Rosto do Espírito Santo". Ele é o "Unificador", aquele que reúne. Foi aquele que, no dia de Pentecostes, reuniu pessoas de várias regiões, de várias etnias, de vários costumes, de vários idiomas, em torno de uma só língua. Foi o Milagre de Pentecostes. "O vento", "a pomba", "o fogo" são traços do seu rosto também. Ele é o Inspirador dos Profetas e dos pregadores. É "o Consolador" e tem o traço forte do Amor. Toda vez que amamos um irmão, fazemos nascer um rosto do Espírito Santo. Estamos fazendo alusão aqui ao biblista Frei Clarêncio Neotti no seu livro "Ministério da Palavra - ano B - pág. 141"
REFLEXÕES
O traço mais forte do rosto do Espírito Santo é o de "Unificador". E Ele faz milagres no seio da nossa Igreja quando aceitamos e abraçamos pessoas católicas que têm a sua religião centralizada numa devoção especial: umas em São Francisco, outras nas almas do purgatório, outras em Nossa Senhora, outras no "Divino Pai Eterno", outras no próprio "Divino Espírito Santo", sem cisões, sem nos dividirmos em inúmeras igrejas e inúmeros credos. Invoquemo-lo também para aceitarmos os irmãos de todas as classes e posses na roda de nossos movimentos e pastorais. Aceitemos as falas deles sem discriminação, por mais iletrados que sejam, certos de que o Espírito Santo pode falar pela boca de todos (Ele sopra onde quer), independentemente dos bancos da escola, como falou pela boca de Pedro em Cesareia.
FRANCISCO VALMIR ROCHA
O VALOR DO SILÊNCIO NA ORAÇÃO
Se nos deixarmos guiar por um dos mais antigos livros de oração, os Salmos bíblicos, nós encontramos aí duas formas principais de oração: por um lado o lamento e o pedido de socorro, por outro o agradecimento e o louvor. De forma mais oculta, há um terceiro tipo de oração, sem súplicas nem louvor explícito. O Salmo 131, por exemplo, não é senão calma e confiança: «Estou sossegado e tranquilo… Espera no Senhor, desde agora e para sempre!»Por vezes a oração cala-se, pois uma comunhão tranquila com Deus pode abster-se de palavras. «Estou sossegado e tranquilo, como uma criança saciada ao colo da mãe; a minha alma é como uma criança saciada.» Como uma criança saciada que parou de gritar, junto da sua mãe, assim pode estar a minha alma na presença de Deus. Então a oração não precisa de palavras, nem mesmo de reflexões(...)
Como chegar ao silêncio interior? Por vezes calamo-nos, mas, por dentro, discutimos muito, confrontando-nos com interlocutores imaginários ou lutando connosco mesmos. Manter a sua alma em paz pressupõe uma espécie de simplicidade: «Já não corro atrás de grandezas, ou de coisas fora do meu alcance.» Fazer silêncio é reconhecer que as minhas inquietações não têm muito poder. Fazer silêncio é confiar a Deus o que está fora do meu alcance e das minhas capacidades. Um momento de silêncio, mesmo muito breve, é como um repouso sabático, uma santa pausa, uma trégua da inquietação.
A agitação dos nossos pensamentos pode ser comparada com a tempestade que sacudiu o barco dos discípulos, no Mar da Galileia, enquanto Jesus dormia. Também nos acontece estarmos perdidos, angustiados, incapazes de nos apaziguarmos a nós mesmos. Mas Cristo também é capaz de vir em nosso auxílio. Da mesma forma que falou imperiosamente ao vento e ao mar e que «se fez grande calma», ele pode igualmente acalmar o nosso coração quando está agitado pelo medo e pelas inquietações (Marcos 4).
Fazendo silêncio, pomos a nossa esperança em Deus. Um salmo sugere que o silêncio é mesmo uma forma de louvor. Nós lemos habitualmente o primeiro verso do Salmo 65: « A ti, ó Deus, é devido o louvor ». Esta tradução segue a versão grega, mas na verdade o texto hebreu diz: «Para Vós, ó Deus, o silêncio é louvor». Quando cessam as palavras e os pensamentos, Deus é louvado no enlevo silencioso e na admiração.
A Palavra de Deus: trovão e silêncio
No Sinai, Deus falou a Moisés e aos Israelitas. Trovões, relâmpagos e um som de trompa cada vez mais forte, precediam e acompanhavam a Palavra de Deus (Êxodo 19). Séculos mais tarde, o profeta Elias volta à mesma montanha de Deus. Ali revive a experiência dos seus antepassados: tempestade, tremores de terra e fogo, e ele prontifica-se a escutar Deus falando-lhe no trovão. Mas o Senhor não está nos fenómenos tradicionais do seu poder. Quando o grande barulho pára, Elias ouve «o murmúrio de uma brisa suava», e então Deus fala-lhe (1 Reis 19).
Deus fala com voz forte ou numa brisa de silêncio? Temos de tomar como modelo o povo reunido ao pé do Sinai ou o profeta Elias? Provavelmente isto é uma falsa alternativa. Os fenómenos terríveis que acompanham o dom dos dez mandamentos sublinham a sua importância. Guardar os mandamentos ou rejeitá-los é uma questão de vida ou de morte. Quem vê uma criança correr em direcção a um carro que passa, tem muitas razões para gritar tão alto quanto consiga. Em situações análogas, os profetas anunciaram a palavra de Deus de forma a fazer zumbir as orelhas.
Palavras ditas com voz forte fazem-se ouvir, impressionam. Mas sabemos bem que elas quase não tocam os corações. Em lugar de acolhimento, elas encontram resistência. A experiência de Elias mostra que Deus não quer impressionar, mas ser compreendido e acolhido. Deus escolheu «o murmúrio de uma brisa suave» para falar. É um paradoxo: Deus é silencioso e no entanto fala
Quando a palavra de Deus se faz «o murmúrio de uma brisa suave», ela é mais eficaz do que nunca para transformar os nossos corações. A tempestade do monte Sinai abria fendas nos rochedos, mas a palavra silenciosa de Deus é capaz de quebrar os corações de pedra. Para o próprio Elias, o silêncio súbito era provavelmente mais temível do que a tempestade e o trovão. As poderosas manifestações de Deus eram-lhe, em certo sentido, familiares. É o silêncio de Deus que desconcerta, porque é muito diferente de tudo o que Elias conhecia até então.
O silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus. No silêncio, a palavra de Deus pode atingir os recantos escondidos dos nossos corações. No silêncio, ela revela-se «mais penetrante do que uma espada de dois gumes, penetra até à divisão da alma e do corpo» (Hebreus 4,12). Fazendo silêncio, deixamos de esconder-nos diante de Deus, e a luz de Cristo pode atingir, curar e mesmo transformar aquilo de que temos vergonha.
Silêncio e amor
Cristo diz: «É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei» (João 15,12). Precisamos de silêncio para acolher estas palavras e pô-las em prática. Quando estamos agitados e inquietos, temos tantos argumentos e razões para não perdoar e para não amar facilmente. Mas quando temos «a nossa alma em paz e silêncio», estas razões desaparecem. Talvez por vezes evitemos o silêncio, preferindo-lhe qualquer barulho, palavras ou distracções quaisquer que elas sejam, porque a paz interior é uma questão arriscada: torna-nos vazios e pobres, dissolve a amargura e as revoltas e leva-nos ao dom de nós mesmos. Silenciosos e pobres, os nossos corações são conquistados pelo Espírito Santo, cheios de um amor incondicional. De forma humilde mas certa, o silêncio leva a amar.
FONTE: COMUNIDADE TAIZÉ
UM PASSEIO FILOSÓFICO ACERCA DE DEUS
Desde tempos imemoriais, o ser humano tenta compreender sua "gênesis" e o funcionamento da natureza, bem como as contínuas transformações do universo. Sendo ele exegeta do infinito e contemplador dos céus, sempre sentiu uma necessidade profunda de se relacionar ou de se "religar" (religião) ao transcendente, àquela força misteriosa que nos irmana a todo o cosmos e nos congrega a nós mesmos.Ao longo de suas elucubrações, o homem primitivo começa a divinizar as forças da natureza numa explicação muito mais mágica e simplista do que racional. Através dessas arcaicas formas de religiosidade, mergulha-se no sagrado, como experiência simbólica da presença de uma potência, numa ruptura natural, operando-se um encantamento de tudo que existe na natureza e no mundo, como bem diz Marilena Chauí em sua obra "Convite a Filosofia"(...) Assim, por exemplo, entre os polinésios, há a palavra "MANA" e os índios sul-americanos costumam usar a palavra "TUNPA" E "AIGRES".
À medida que a observação e o conhecimento humano vão se desenvolvendo, surgem tentativas mais ordenadas de explicação do universo e do absoluto. Os mitos, por exemplo, numa determinada época, constituíram a principal forma de entendimento acerca do sagrado. Tratavam-se de narrativas fantasiosas que, contadas pelos poetas-rapsodos, eram tidas como verdades indiscutíveis.
Somente com o advento de determinadas condições históricas e das grandes religiões mundiais, é que surgem ritos e argumentos mais lógicos e - por que não dizer? - "racionais", para entender DEUS. Grandes pensadores, místicos e filósofos tentaram, a seu critério, discutir essa problemática.
É possível entender Deus pela RAZÃO?
"COMPREENDER PARA CRER, CRER PARA COMPREENDER" - com essa tese, um filósofo africano dos séc. IV e V d.C. chamado Agostinho, elabora todo o seu pensamento. Para ele, ainda que as verdades de fé não sejam demonstráveis, é possível provar o "acerto" de se crer nelas. Segundo o principal expoente da Patrística, a Razão se relaciona com a Fé em dois momentos: na sua formação e na sua consequência.
Para "Blaise Pascal", filósofo francês do séc. XVII, o Deus das Escrituras, ao contrário do Deus dos filósofos, não é uma idéia da Razão. É somente pela fé e pela Graça que chegaremos ao conhecimento acerca do divino; e esta fé, segundo ele, nos advém do autoconhecimento.
"René Descartes", contemporâneo de Pascal, tenta, através do seu argumento ontológico, provar a existência de Deus, garantia última de qualquer subsistência e, portanto, fundamento absoluto da objetividade, Para ele, só admitindo, realmente, Deus, podemos explicar a existência do ser finito e imperfeito - o "eu pensante" - porém dotado da idéia de infinito e perfeição.
E hoje, nesta pós-modernidade, como entenderíamos Deus?
Será que a ciência e a tecnologia conseguiram, finalmente, aquietar o espírito humano, elucidando os grandes mistérios da vida? Apesar de tantos sinais e provas, por que ainda duvidamos da existência de uma força superior que rege o universo inteiro?
Talvez pelo fato de termos perdido aquilo que nos é mais precioso: a capacidade de sentir, a forma mais pura de ver o mundo; não nos maravilhamos mais com a visão de um céu estrelado e, com isso, não aproveitamos o melhor desta grande viagem, a paisagem da beira da estrada. Imaginamos Deus como um ser distante e estranho, nos esquecemos que Ele está dentro de nós, naquele recanto escondido e esquecido da alma humana, onde a dor e a alegria, o medo e a incerteza se confundem e se misturam com a Amor. É somente mergulhando nesta "terrenidade", abraçando o nosso húmus, que entraremos em contato com esta beleza "tão antiga e tão nova", Deus.
CÉSAR AUGUSTO ROCHA
O QUE FOI A INQUISIÇÃO?
A palavra “inquisição” vem do verbo “inquirir”, que significa investigar, interrogar, fazer inquérito, sindicância, devassa. A finalidade da Inquisição era saber quem negava as verdades da fé e ensinava heresias.Este tribunal religioso e ao mesmo tempo civil, pois Igreja e Estado caminhavam juntos, de certo modo, já havia começado em 1184, durante o governo de Frederico Barba-Roxa e o pontificado do Papa Lúcio III. Juntos, eles decidiram combater os albigenses. Essa “repressão” contra os hereges agravou-se em 1209, quando o conde Raimundo VI, de Tolosa, mandou um cavaleiro seu assassinar Pedro Castelnau, legado do Papa. Aí começou uma guerra armada que durou vinte anos (1209-1229)(...)
Em 1231, o Papa Gregório IX regulamentou oficialmente a Inquisição. Tal repressão começou em Languedoc, na França, contra os albigenses. Depois passou para outros países da Europa, especialmente Itália e Espanha. Entre os espanhóis, a Inquisição tornou-se mais rigorosa. Aí ficou na história o nome do famoso inquisidor Torquemada.
O herege era levado ao tribunal e advertido sobre seu erro. Se renunciasse à heresia, estava salvo da morte. O pior acontecia quando a pessoa renunciava ao erro falsamente e, depois, voltava a praticá-lo. Então, se fosse pego novamente, aí não escaparia da morte.
As penas eram diversas: as marcas nas vestes (com duas cruzes), uma peregrinação, o confisco de bens, a prisão temporária, a prisão perpétua, a morte pela fogueira...
Dois fatores contribuíram para a existência da Inquisição: o espírito guerreiro da época e o zelo para preservar as verdades da fé, pois a fé era como um “patrimônio” comum. Negá-la seria pôr em risco a segurança social.
Hoje a sociedade é pluralista. Cada um pensa o que quer e diz o que pensa. Por isso, vê a Inquisição como um escândalo. Mas na Idade Média não era assim. A sociedade, como um todo, era cristã. A fé devia ser defendida a qualquer preço. A heresia representava um câncer no corpo social, um furo no barco onde viajava toda a comunidade. Devia ser eliminada pala raiz. E o meio mais eficaz era a pena de morte.
Não podemos julgar acontecimentos de um passado remoto com critérios modernos. Seria anacronismo. Para entendermos a Inquisição, precisamos levar em conta os costumes e a mentalidade daquele tempo. Para os medievais, a espada e o sangue faziam parte da vida diária.
A fogueira já existia para os crimes contra a fé e os crimes comuns, bem antes da Inquisição (legalizada em 1231). Já em 1022 o rei Roberto (da França) condenou à fogueira 13 chefes de seita. Em 1052, o duque Guilherme da Aquitânia fez o mesmo em Tolosa.
O Estado queimava os hereges porque representavam um perigo, não só para a fé, mas também para a nação, pois especialmente os cátaros e albigenses eram contra o casamento e outros valores da sociedade. Às vezes, o povo mesmo jogava o herege na fogueira, por conta própria, sem julgamento. É o que aconteceu em Cambrai em 1077: a multidão fechou num herege numa cabana e ateou fogo.
Como se vê, não podemos pensar que a Igreja seja a única responsável pela Inquisição. Antes, quem levava os hereges à fogueira era o poder civil. Os peritos em Teologia julgavam se havia crimes contra a fé. Mas a sentença e a execução ficavam por conta do Estado. César Cantu escreveu:
“O culpado, pelo fato de ser reconhecido herege, não pertencia mais à Igreja. A partir daí, ele se transformava em criminoso do Estado, e o Estado não executava uma sentença da Inquisição, mas aplicava a pena estabelecida pela sociedade civil” (História dos Heréticos da Itália, página 193).
PE. LUIZ CECHINATO (OS 20 SÉCULOS DE CAMINHADA DA IGREJA CATÓLICA)
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VINDE, ESPÍRITO SANTO!
Poucas vezes atentamos para o fato de que o Espírito Santo de Deus é uma Pessoa, viva, real, uma Pessoa Divina que nos ama e que está ao nosso lado a cada momento, sempre. Quando suplicamos: “Vinde, Espírito Santo”, não estamos pedindo simplesmente: “Vinde, ó força de Deus”, mas estamos suplicando: “Ó vem, Espírito Santo de Deus, vem sobre mim, porque és Deus, és o puro amor e eu preciso de ti, como pobre criatura que sou!”.Precisamos continuamente suplicar a Luz de Deus: “Envia do céu um raio de tua Luz, arranca-me das trevas, as trevas que são o pecado, que é o olhar tanto para mim e tão pouco para ti e para meus irmãos. Faz-me ver a tua luz neles, naqueles que na tua divina providência puseste ao meu lado. Que eu possa contemplar a tua beleza, a tua pureza, a tua santidade naqueles que são criados à tua imagem e semelhança”(...)
É tão fácil contemplar os defeitos! Mas para os puros, tudo é puro; e os santos, os que são cheios da Luz do Espírito de Deus, conseguem ver as coisas, o mundo, as pessoas, com os olhos de amor e misericórdia que só pertencem a Deus. Ele é o Pai dos pobres, por isso podemos suplicar: “Vinde a mim, que sou pobre”. Pobre de virtudes, pobre de méritos. Eu preciso de ti, Senhor, preciso de teus dons, de tua força, preciso estar continuamente na tua presença. Sei que estás continuamente em mim, mas eu nem sempre me apercebo disso, nem sempre deixo-me guiar por tuas moções e inspirações”. Temos tanto medo de não ser felizes que acabamos por desprezar aquele Único que nos pode trazer a felicidade.
Quem somos nós para recusar os dons de Deus? Como ousar dizer que não necessitamos dos dons divinos ou, pior, trocá-los pelos dons dos homens? Como preferir a sabedoria deste mundo à Sabedoria que vem do Espírito Santo? Seria incoerência querer galgar os cumes da sabedoria deste mundo sem buscar a ciência de Deus acima de tudo. Lembro-me agora do que disse Jesus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, por teres ocultado isto aos sábios e inteligentes e por tê-lo revelado aos pequeninos” (Lc 10,21). Como temer a Deus se não nos preenchemos de seu Amor? Sem o Amor de Deus nos nossos corações, a nossa fidelidade é legalismo e o nosso zelo é orgulho. “Sim, Senhor, sem os teus dons, nada sou, e ainda sou um nada soberbo!”.
“Espírito Santo, tu és meu consolo”. Há tantas tristezas nesta vida... Tantas dores e tribulações... Mas não há dor maior que aquela dor escondida dos que não amam a Deus. O Espírito Santo é o nosso consolo, é aquele que nos diz: “Não temas, o Pai te ama”! “Sim, Senhor, e tu não estás distante. Não és uma força estranha, alheia, fora de mim. Não, tu moras em mim. És o doce Hóspede da alma. Estais tão perto, não preciso buscar longe, esforçar-me para te encontrar”. Saber que Deus está tão perto de nós, que habita em nós, é o grande consolo de nossa alma vacilante, insegura.
O Espírito Santo é o nosso “descanso no trabalho”. Como diz o salmista: “É inútil levantar de madrugada ou até à noite retardar nosso repouso quando aos seus amados Deus concede o pão enquanto dormem” (Sl 127,2). Sim, é inútil ganharmos o mundo com nossas próprias forças se viermos a perder Deus, é inútil a aflição se podemos a Ele tudo confiar e esperar. O Espírito é nossa brisa leve.
“Por isso, eu vos peço, Senhor, com todas as forças do meu ser: incendiai o meu coração com a chama do teu amor. Sim, incendiai! Que meu coração arda de amor”.
“Sem a tua Luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Então, enche-me de ti! Lava-me, purifica-me, rega a minha alma para que eu possa dar os verdadeiros frutos de santidade que só brotam do coração que ama. Cura-me, Senhor, não permitas que minhas feridas e mazelas me prendam em mim mesmo e longe de ti”.
Quantas vezes também declaramos que temos o coração muito duro, mas só o Espírito pode transformar essa realidade, só Ele arranca do nosso peito o coração de pedra e nos dá um coração novo, um coração de carne. Renovemos a nossa fé. Muitas vezes pedimos algo a Deus sem esperar de fato receber aquilo que pedimos. Ele é Deus, Deus nos ama e é capaz de nos fazer santos. A santidade não é um alvo impossível, precisamos crer nisso verdadeiramente. Não é por nossas forças, é pelo poder de Deus e a nós cabe apenas desejar, abrir o nosso coração para a ação do Espírito Santo, ser dóceis ao Amor. Por fim, oremos junto com a Santa Igreja:
Espírito de Deus,
enviai dos céus
um raio de luz!
Vinde, Pai dos pobres,
dai aos corações
vossos sete dons.
Consolo que acalma,
hóspede da alma,
doce alívio, vinde!
No labor descanso,
na aflição remanso,
no calor aragem.
Enchei, luz bendita,
chama que crepita,
o íntimo de nós!
Sem a luz que acode
nada o homem pode,
nenhum bem há nele
Dobrai a vossa Igreja
que espera e deseja
vossos sete dons.
Dai em prêmio ao forte
uma santa morte,
alegria eterna.
Amém.
FONTE:
http://www.comshalom.org/formacao/espirito/vinde_espirito_santo.htm
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enviai dos céus
um raio de luz!
Vinde, Pai dos pobres,
dai aos corações
vossos sete dons.
Consolo que acalma,
hóspede da alma,
doce alívio, vinde!
No labor descanso,
na aflição remanso,
no calor aragem.
Enchei, luz bendita,
chama que crepita,
o íntimo de nós!
Sem a luz que acode
nada o homem pode,
nenhum bem há nele
Dobrai a vossa Igreja
que espera e deseja
vossos sete dons.
Dai em prêmio ao forte
uma santa morte,
alegria eterna.
Amém.
FONTE:
http://www.comshalom.org/formacao/espirito/vinde_espirito_santo.htm
POR QUE A BÍBLIA CATÓLICA É DIFERENTE DA PROTESTANTE?
A bíblia protestante tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe.No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começava a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não aceitaram(...) Nesse Sínodo os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:
(1) deveria ter sido escrito na Terra Santa;
(2) escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;
(3) escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);
(4) sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.
Esses critérios eram nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados antes.
Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.
Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados
em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico.
O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.
Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.
Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.
Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute.
Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (Patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes.
Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.
Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.
Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.
No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.
Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.
Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.
Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo” (DV,8).
Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o Índice dela. Assim, este só pôde ter sido feito pela Tradição Apostólica oral que de geração em geração chegou até nós.
Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.
FONTE:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/10/05/por-que-a-biblia-catolica-e-diferente-da-protestante/
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(2) escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;
(3) escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);
(4) sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.
Esses critérios eram nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados antes.
Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.
Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando canônicos os livros rejeitados
em Jâmnia. Ao escreverem o Novo Testamento usaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico.
O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passou para o uso dos cristãos.
Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da Versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos. Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15.
Nos séculos II a IV houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Finalmente a Igreja, ficou com a Bíblia completa da Versão dos Setenta, incluindo os sete livros.
Por outro lado, é importante saber também que muitos outros livros que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute.
Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos santos Padres da Igreja (Patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura. Assim, São Clemente de Roma, o quarto Papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes.
Ora, será que o Papa S. Clemente se enganou, e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico, e do 2 Macabeus; Santo Hipólito (†234), comenta o Livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes, e cita como Sagrada Escritura Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.
Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo.
Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.
No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel.
Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja e fez com que na hesitação dos séculos II a IV a Igreja optasse pela Bíblia completa, a versão dos Setenta de Alexandria, o que vale até hoje para nós católicos.
Lutero, ao traduzir a Bíblia para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Biblícas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.
Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes. Assim o Deus que outrora falou, mantém um permanente diálogo com a Esposa de seu dileto Filho, e o Espírito Santo, pelo qual a voz viva do Evangelho ressoa na Igreja e através da Igreja no mundo, leva os fiéis à verdade toda e faz habitar neles copiosamente a Palavra de Cristo” (DV,8).
Por fim, é preciso compreender que a Bíblia não define, ela mesma, o seu catálogo; isto é, não há um livro da Bíblia que diga qual é o Índice dela. Assim, este só pôde ter sido feito pela Tradição Apostólica oral que de geração em geração chegou até nós.
Se negarmos o valor indispensável da Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia.
FONTE:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/10/05/por-que-a-biblia-catolica-e-diferente-da-protestante/
OBJETOS LITÚRGICOS
CÁLICE: Taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.
PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração. CORPORAL: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
PALA: Cobertura quadrangular para o cálice.
PATENA: Prato onde são colocadas as hóstias para a consagração. CORPORAL: Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.
PALA: Cobertura quadrangular para o cálice.
GALHETAS: Recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.
CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário ferial (leituras da semana); lecionário santoral (leitura dos santos), lecionário dominical (leituras do Domingo)(...)
MANUSTÉRGIO: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico. MISSAL: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
SANGUÍNEO: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
CRUCIFIXO: Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor.
LECIONÁRIOS: Livros que contém as leituras da Missa. Lecionário ferial (leituras da semana); lecionário santoral (leitura dos santos), lecionário dominical (leituras do Domingo)(...)
MANUSTÉRGIO: Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico. MISSAL: Livro que contém o ritual da missa, menos as leituras.
SANGUÍNEO: Pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.
OSTENSÓRIO ou CUSTÓDIA: Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa. AMBÃO: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
TECA: Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para pessoas impossibilitadas de ir à Missa. AMBÃO: Estante onde é proclamada a palavra de Deus.
INCENSO: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
NAVETA: Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.
TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
ASPERGES: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
BACIA: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CALDEIRINHA: Vasilha de água-benta.
CAMPAINHA: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.
ESCULTURAS: Exitem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.
HÓSTIA GRANDE: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
JARRO: Usado durante a purificação.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
MATRACA: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
PISCINA: antigo nome da pia da sacristia.
PÍXIDE: O mesmo que ÂMBULA.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PURIFICATÓRIO: O mesmo que sanguinho.
RELICÁRIO: Onde são guardados as relíquias dos santos.
SACRÁRIO: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.
TABERNÁCULO: O mesmo que SACRÁRIO.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.
VÉU DO CIBÓRIO: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
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TURÍBULO: Recipiente de metal usado para queimar o incenso.
ALFAIAS: Designam todos os objetos utilizados no culto, como por exemplo, os paramentos litúrgicos.
ANDOR: Suporte de madeira, enfeitado com flores. Utilizados para levar os santos nas procissões.
ASPERGES: Utilizado para aspergir o povo com água-benta. Também conhecido pelos nomes de aspergil ou aspersório.
BACIA: Usada como jarro para as purificações litúrgicas.
BÁCULO: Bastão utilizado pelos bispos. Significa que ele está em lugar do Cristo Pastor.
BATISTÉRIO: O mesmo que pia batismal. É onde acontecem os batizados.
BURSA: Bolsa quadrangular para colocar o corporal.
CALDEIRINHA: Vasilha de água-benta.
CAMPAINHA: Sininhos tocados pelo acólito no momento da consagração.
CASTIÇAIS: Suportes para as velas.
CADEIRA DO CELEBRANTE: Cadeira no centro do presbitério que manifesta a função de presidir o culto.
CÍRIO PASCAL: Uma vela grande onde se pode ler ALFA e ÔMEGA (Cristo: começo e fim) e o ano em curso. tem grãos de incenso que representam as cinco chagas de Cristo. Usado na Vigília Pascal, durante o Tempo Pascal, e durante o ano nos batizados. Simboliza o Cristo, luz do mundo.
COLHERINHA: Usada para colocar a gota de água no vinho e para colocar o incenso no turíbulo.
CONOPEU: Cortina colocada na frente do sacrário.
CREDÊNCIA: Mesinha ao lado do altar, utilizada para colocar os objetos do culto.
CRUZ PROCESSIONAL: Cruz com um cabo maior utilizada nas procissões.
CRUZ PEITORAL: Crucifixo dos bispos.
ESCULTURAS: Exitem nas Igrejas desde os primeiros séculos. Sua única finalidade litúrgica é ajudar a mergulhar nos mistérios da vida de Cristo. O mesmo se pode dizer com relação às pinturas.
GENUFLEXÓRIO: Faz parte dos bancos da Igreja. Sua única finalidade é ajudar o povo na hora de ajoelhar-se.
HÓSTIA: Pão Eucarístico. A palavra significa "vítima que será" sacrificada.
HÓSTIA GRANDE: É utilizada pelo celebrante. É maior apenas por uma questão de prática. Para que todos possam vê-la na hora da elevação, após a consagração.
JARRO: Usado durante a purificação.
LAMPARINA: É a lâmpada do Santíssimo.
LAVATÓRIO: Pia da Sacristia. Nela há toalha e sabonete para que o sacerdote possa lavar as mãos antes e depois da celebração.
LIVROS LITÚRGICOS: Todos os livros que auxiliam na liturgia: lecionário, missal, rituais, pontifical, gradual, antifonal.
LUNETA: Objeto em forma de meia-lua utilizado para fixar a hóstia grande dentro do ostensório.
MATRACA: Instrumento do madeira que produz um barulho surdo. Substitui os sinos durante a semana santa.
PISCINA: antigo nome da pia da sacristia.
PÍXIDE: O mesmo que ÂMBULA.
PRATINHO: Recipiente que sustenta as galhetas.
PURIFICATÓRIO: O mesmo que sanguinho.
RELICÁRIO: Onde são guardados as relíquias dos santos.
SACRÁRIO: Caixa onde é guardada a Eucaristia após a celebração. Também é conhecida como TABERNÁCULO.
SANTA RESERVA: Eucaristia guardada no SACRÁRIO.
TABERNÁCULO: O mesmo que SACRÁRIO.
VÉU DO CÁLICE: Pano utilizado para cobrir o cálice.
VÉU DO CIBÓRIO: Capinha de seda branca que cobre a âmbula. É sinal de respeito para com a Eucaristia.
EXISTE DIFERENÇA ENTRE CARDEAL, BISPO, ARCEBISPO, CÔNEGO E MONSENHOR?
BISPOS, ARCEBISPOS E CARDEAISTodos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego "epíscopos", que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo(...)
O Bispo é o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.
Arcebispo é o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.
Cardeais são geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.
PADRES, CÔNEGOS E MONSENHORES
Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.
Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor.
ONDE ESTÃO AS RIQUEZAS DO VATICANO E DA IGREJA?
A Igreja, sendo também uma Instituição humana incumbida por Jesus para levar a salvação a todos os homens e mulheres, precisa evidentemente de um “corpo material”, sem o quê não pode cumprir a sua missão em toda a terra. Nenhuma outra instituição terrena tem uma missão tão ampla e, portanto, cara.
A palavra "Católica" quer dizer "universal". Qualquer instituição que esteja em todas as nações do mundo precisa de meios materiais para isto. O Papa é o único chefe de Estado que tem 1,2 bilhão de filhos em todos os cantos da Terra, falando todas as línguas. No último Concílio, o do Vaticano II, o Papa João XXIII reuniu cerca de 2600 de todas as nações, no Vaticano, durante 3 anos… Hoje são mais de 4000 mil. Que Chefe de Estado faz isto?(...)
Desde 1870, quando a guerra de unificação da Itália tomou, à força, as terras da Igreja (uma parte da Itália!), até o fim da chamada Questão Romana (11/02/1929), os Papas se consideraram prisioneiros no Vaticano, por cerca de 60 anos. Apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, Pio IX (1846-1878), Leão XIII (1878-1903), São Pio X (1903-1914), Bento XV(1914-1922) e Pio XI (1922-1939), julgaram que não podiam abrir mão da soberania territorial da Igreja em relação às demais nações, com direito a um território próprio, ainda que muito pequeno, a fim de que tivesse condições de cumprir a missão que Cristo lhe deu.
A cidade do Vaticano, geograficamente situada dentro de Roma, é mínima territorialmente. Quando começou a discussão da Questão Romana, muitos diziam que em caso da restauração da soberania temporal da Igreja, ela deveria ter apenas um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 Km2); ora, o Estado Pontifício renasceu com apenas 0,44 Km2 que tem hoje o Vaticano.
O patrimônio territorial que a Igreja possui (Cidade do Vaticano com museus, pinacotecas, basílicas…) resulta de doações que foram sendo feitas à Santa Sé desde o século IV. Na Idade Antiga e na Idade Média muitos cristãos, ao morrer ou ao entrar no Mosteiro, doavam suas terras ao bispo de Roma (= o Papa). Em conseqüência, foi-se formando em torno da cidade de Roma o chamado “Patrimônio de São Pedro”; o Papa, sem ser Chefe de Estado, garantia a boa ordem e a paz em favor dos habitantes daquelas terras, enquanto em outras regiões havia desordens e guerras causadas pelas invasões dos bárbaros (vândalos, godos, vikings, celtas, hunos, francos, lombardos…). Finalmente em 756 Pepino o Breve da França reconheceu oficialmente o Estado Pontifício. Em 1870 este caiu, quando a Itália foi unificada. Em 1929 foi restaurado o Estado Pontifício como o menor de todos os Estados existentes (0,44 km²). O Estado Pontifício hoje é uma herança legítima do passado, reduzido ao mínimo e destinado a servir à missão da Igreja.
Os objetos contidos no Museu do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Papas por cristãos honestos e fiéis, e pertencem ao patrimônio da humanidade; são inalienáveis, a maioria tem grande custo de manutenção, mas a Igreja os considera um patrimônio da humanidade. Os Papas não vêem motivo para não conservar esse acervo cultural muito importante. Não é a pura venda desses objetos, de muito valor para todos os cristãos, que resolveria o problema da miséria do mundo. Será que a rainha da Inglaterra aceitaria vender o museu de Londres, ou o presidente da França vender o Louvre?…
Os maiores tesouros artísticos do Vaticano não estão escondidos, mas à vista de todos, na própria Basílica de São Pedro, como a “Pietà”, ou na Capela Sistina, onde estão os famosos afrescos, criações, nos dois casos, de Michelangelo. Outras peças de valor impossível de ser sequer estimado são a “Transfiguração”, de Rafael, ou o “São Jerônimo”, de Leonardo da Vinci.
Embora o patrimônio artístico e arqueológico dos museus do Vaticano possa ser comparado ao do Museu Britânico, ao do Metropolitan, de Nova York, e ao do Ermitage, de Leningrado, esse acervo, por disposição da própria Santa Sé, que o considera patrimônio de toda a humanidade, é inalienável, não pode ser vendido.
Outros grandes tesouros, que igualmente jamais passarão para outras mãos, só podem ser vistos por poucos religiosos e por pesquisadores. São documentos, pergaminhos, miniaturas, Bulas papais e outros testemunhos de toda a história do Cristianismo até nossos dias. Compreensivelmente, eles estão guardados, por segurança e conservação, a seis metros abaixo do solo. Não se pode perder esse tesouro da humanidade. Tudo isso faz parte da História de 2000 anos da Igreja e do mundo, e não pode ser danificado ou vendido. Nada há no mundo tão precioso!
Não há motivo, portanto, para se falar, maldosamente, da “riqueza do Vaticano”. Podemos até dizer que a Igreja foi rica no passado, antes de 1870, mas hoje não. Qualquer Chefe de Estado de qualquer pequeno país tem à sua disposição, no mínimo um avião. Nem isso o Papa tem. Nem aeroporto existe dentro do Vaticano. Nem um helicóptero para servir ao chefe de 1,2 bilhões de católicos. E a Igreja é a Instituição que mantém o maior número de representação diplomática na terra, cerca de 180.
O Vaticano tem um órgão encarregado da caridade do Papa, o Cor Unum. No final de cada ano é publicada no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, a longa lista de doações que o Papa faz a todas as nações do mundo, inclusive o Brasil, especialmente para vencer as flagelações da seca, fome, terremotos, etc. É uma longa lista de doações que o Papa faz com o chamado óbulo de São Pedro, arrecadado dos fiéis católicos do mundo todo.
A Igreja Católica nesses dois mil anos sempre fez e fomentou a caridade. Muitos hospitais, sanatórios, leprosários, asilos, albergues, etc., são e foram mantidos pela Igreja em todo o mundo. Quantos santos e santas, freiras e sacerdotes, leigos e leigas, passam a sua vida fazendo a caridade… Basta lembrar aqui alguns nomes: São Vicente de Paulo, D. Bosco, São Camilo de Lelis, Madre Teresa de Calcutá… a lista é enorme! 25% das instituições que cuidam dos aidéticos no mundo todo são da Igreja; sem falar nos leprosários, orfanatos, creches, asilos, casas de recuperação de drogados…
A Santa Sé, além do território de 0,44 Km quadrados, correspondente ao Estado do Vaticano, possui dois tipos de bens imóveis em Roma: 1 - as que gozam de estatuto próprio definido pelo Tratado de Latrão, em 1929; e 2 - as que estão sujeitas ao Estado italiano para fins de impostos e taxas. São as basílicas ; a residência pontifícia de Castel Gandolfo, as sedes da Universidade Gregoriana, do Instituto Bíblico, do Instituto Oriental, do Instituto de Arqueologia Cristã, do Seminário Russo, do Colégio Lombardo, os dois palácios de Santo Apolinário e a casa de Retiros dos SS. João e Paulo. Isto é o que restou de todo o antigo Estado Pontifício que cobria boa parte da Itália.
Sem isto os órgãos da Igreja não têm como funcionar. As finanças do Vaticano estão sempre passando por momentos difíceis, pois a Igreja tem desenvolvido e multiplicado seus serviços após o Concílio do Vaticano II, a ponto de sentir sério problema econômico. São muitas as Comissões que se criaram em Roma nos últimos tempos para atender ao diálogo com os cristãos separados, com as religiões não cristãs, com os ateus, com os homens de cultura…; existem Comissões de Justiça e Paz, para o Apostolado dos Leigos, o Pontifício Conselho Cor Unum… Estas Comissões são internacionais, de modo que acarretam despesas de viagens, publicações, pesquisas, etc. Isto explica o aumento de gastos, sem que haja receita regular correspondente.
O cerimonial que cerca por vezes o Santo Padre, é legado de épocas distantes, quando os costumes o exigiam; hoje em dia está sendo mais e mais simplificado; vemos o Papa tomando crianças nos braços, visitando hospitais, prisões, favelas, etc. A Igreja, porém, julga que, para o culto divino (celebração da S. Missa, por exemplo), se deve sempre utilizar o que haja de melhor; não se trata de usar alfaias ricas, mas objetos dignos e capazes de exprimir a grandeza da fé e o amor dos cristãos a Deus.
Aqui no Brasil há dioceses que possuem terras, resultantes de doações feitas aos Bispos na época colonial; essas propriedades ajudam a exercer a missão da Igreja, formar os sacerdotes, manter as obras de evangelização e caridade, publicações, meios de comunicação social, escolas, templos, etc. No entanto, a maioria das dioceses são muito pobres, precisam de recursos de outras dioceses e organizações para poder desenvolver a sua atividade pastoral. Sabemos como é difícil a vida de um Bispo ou de um sacerdote em muitas regiões do Brasil e da América Latina.
Quem fala da “riqueza” da Igreja é porque não a conhece bem, e não sabe a imensidão do seu trabalho e da sua missão. Afinal, que Instituição recebeu missão tão grande de Deus, de preparar a humanidade para ter acesso a salvação trazida por Jesus?
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A palavra "Católica" quer dizer "universal". Qualquer instituição que esteja em todas as nações do mundo precisa de meios materiais para isto. O Papa é o único chefe de Estado que tem 1,2 bilhão de filhos em todos os cantos da Terra, falando todas as línguas. No último Concílio, o do Vaticano II, o Papa João XXIII reuniu cerca de 2600 de todas as nações, no Vaticano, durante 3 anos… Hoje são mais de 4000 mil. Que Chefe de Estado faz isto?(...)
Desde 1870, quando a guerra de unificação da Itália tomou, à força, as terras da Igreja (uma parte da Itália!), até o fim da chamada Questão Romana (11/02/1929), os Papas se consideraram prisioneiros no Vaticano, por cerca de 60 anos. Apesar de toda a pressão contrária, os Papas desses 60 anos, Pio IX (1846-1878), Leão XIII (1878-1903), São Pio X (1903-1914), Bento XV(1914-1922) e Pio XI (1922-1939), julgaram que não podiam abrir mão da soberania territorial da Igreja em relação às demais nações, com direito a um território próprio, ainda que muito pequeno, a fim de que tivesse condições de cumprir a missão que Cristo lhe deu.
A cidade do Vaticano, geograficamente situada dentro de Roma, é mínima territorialmente. Quando começou a discussão da Questão Romana, muitos diziam que em caso da restauração da soberania temporal da Igreja, ela deveria ter apenas um Estado do tamanho da República de São Marinho (60,57 Km2); ora, o Estado Pontifício renasceu com apenas 0,44 Km2 que tem hoje o Vaticano.
O patrimônio territorial que a Igreja possui (Cidade do Vaticano com museus, pinacotecas, basílicas…) resulta de doações que foram sendo feitas à Santa Sé desde o século IV. Na Idade Antiga e na Idade Média muitos cristãos, ao morrer ou ao entrar no Mosteiro, doavam suas terras ao bispo de Roma (= o Papa). Em conseqüência, foi-se formando em torno da cidade de Roma o chamado “Patrimônio de São Pedro”; o Papa, sem ser Chefe de Estado, garantia a boa ordem e a paz em favor dos habitantes daquelas terras, enquanto em outras regiões havia desordens e guerras causadas pelas invasões dos bárbaros (vândalos, godos, vikings, celtas, hunos, francos, lombardos…). Finalmente em 756 Pepino o Breve da França reconheceu oficialmente o Estado Pontifício. Em 1870 este caiu, quando a Itália foi unificada. Em 1929 foi restaurado o Estado Pontifício como o menor de todos os Estados existentes (0,44 km²). O Estado Pontifício hoje é uma herança legítima do passado, reduzido ao mínimo e destinado a servir à missão da Igreja.
Os objetos contidos no Museu do Vaticano foram, em grande parte, doados aos Papas por cristãos honestos e fiéis, e pertencem ao patrimônio da humanidade; são inalienáveis, a maioria tem grande custo de manutenção, mas a Igreja os considera um patrimônio da humanidade. Os Papas não vêem motivo para não conservar esse acervo cultural muito importante. Não é a pura venda desses objetos, de muito valor para todos os cristãos, que resolveria o problema da miséria do mundo. Será que a rainha da Inglaterra aceitaria vender o museu de Londres, ou o presidente da França vender o Louvre?…
Os maiores tesouros artísticos do Vaticano não estão escondidos, mas à vista de todos, na própria Basílica de São Pedro, como a “Pietà”, ou na Capela Sistina, onde estão os famosos afrescos, criações, nos dois casos, de Michelangelo. Outras peças de valor impossível de ser sequer estimado são a “Transfiguração”, de Rafael, ou o “São Jerônimo”, de Leonardo da Vinci.
Embora o patrimônio artístico e arqueológico dos museus do Vaticano possa ser comparado ao do Museu Britânico, ao do Metropolitan, de Nova York, e ao do Ermitage, de Leningrado, esse acervo, por disposição da própria Santa Sé, que o considera patrimônio de toda a humanidade, é inalienável, não pode ser vendido.
Outros grandes tesouros, que igualmente jamais passarão para outras mãos, só podem ser vistos por poucos religiosos e por pesquisadores. São documentos, pergaminhos, miniaturas, Bulas papais e outros testemunhos de toda a história do Cristianismo até nossos dias. Compreensivelmente, eles estão guardados, por segurança e conservação, a seis metros abaixo do solo. Não se pode perder esse tesouro da humanidade. Tudo isso faz parte da História de 2000 anos da Igreja e do mundo, e não pode ser danificado ou vendido. Nada há no mundo tão precioso!
Não há motivo, portanto, para se falar, maldosamente, da “riqueza do Vaticano”. Podemos até dizer que a Igreja foi rica no passado, antes de 1870, mas hoje não. Qualquer Chefe de Estado de qualquer pequeno país tem à sua disposição, no mínimo um avião. Nem isso o Papa tem. Nem aeroporto existe dentro do Vaticano. Nem um helicóptero para servir ao chefe de 1,2 bilhões de católicos. E a Igreja é a Instituição que mantém o maior número de representação diplomática na terra, cerca de 180.
O Vaticano tem um órgão encarregado da caridade do Papa, o Cor Unum. No final de cada ano é publicada no jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano, a longa lista de doações que o Papa faz a todas as nações do mundo, inclusive o Brasil, especialmente para vencer as flagelações da seca, fome, terremotos, etc. É uma longa lista de doações que o Papa faz com o chamado óbulo de São Pedro, arrecadado dos fiéis católicos do mundo todo.
A Igreja Católica nesses dois mil anos sempre fez e fomentou a caridade. Muitos hospitais, sanatórios, leprosários, asilos, albergues, etc., são e foram mantidos pela Igreja em todo o mundo. Quantos santos e santas, freiras e sacerdotes, leigos e leigas, passam a sua vida fazendo a caridade… Basta lembrar aqui alguns nomes: São Vicente de Paulo, D. Bosco, São Camilo de Lelis, Madre Teresa de Calcutá… a lista é enorme! 25% das instituições que cuidam dos aidéticos no mundo todo são da Igreja; sem falar nos leprosários, orfanatos, creches, asilos, casas de recuperação de drogados…
A Santa Sé, além do território de 0,44 Km quadrados, correspondente ao Estado do Vaticano, possui dois tipos de bens imóveis em Roma: 1 - as que gozam de estatuto próprio definido pelo Tratado de Latrão, em 1929; e 2 - as que estão sujeitas ao Estado italiano para fins de impostos e taxas. São as basílicas ; a residência pontifícia de Castel Gandolfo, as sedes da Universidade Gregoriana, do Instituto Bíblico, do Instituto Oriental, do Instituto de Arqueologia Cristã, do Seminário Russo, do Colégio Lombardo, os dois palácios de Santo Apolinário e a casa de Retiros dos SS. João e Paulo. Isto é o que restou de todo o antigo Estado Pontifício que cobria boa parte da Itália.
Sem isto os órgãos da Igreja não têm como funcionar. As finanças do Vaticano estão sempre passando por momentos difíceis, pois a Igreja tem desenvolvido e multiplicado seus serviços após o Concílio do Vaticano II, a ponto de sentir sério problema econômico. São muitas as Comissões que se criaram em Roma nos últimos tempos para atender ao diálogo com os cristãos separados, com as religiões não cristãs, com os ateus, com os homens de cultura…; existem Comissões de Justiça e Paz, para o Apostolado dos Leigos, o Pontifício Conselho Cor Unum… Estas Comissões são internacionais, de modo que acarretam despesas de viagens, publicações, pesquisas, etc. Isto explica o aumento de gastos, sem que haja receita regular correspondente.
O cerimonial que cerca por vezes o Santo Padre, é legado de épocas distantes, quando os costumes o exigiam; hoje em dia está sendo mais e mais simplificado; vemos o Papa tomando crianças nos braços, visitando hospitais, prisões, favelas, etc. A Igreja, porém, julga que, para o culto divino (celebração da S. Missa, por exemplo), se deve sempre utilizar o que haja de melhor; não se trata de usar alfaias ricas, mas objetos dignos e capazes de exprimir a grandeza da fé e o amor dos cristãos a Deus.
Aqui no Brasil há dioceses que possuem terras, resultantes de doações feitas aos Bispos na época colonial; essas propriedades ajudam a exercer a missão da Igreja, formar os sacerdotes, manter as obras de evangelização e caridade, publicações, meios de comunicação social, escolas, templos, etc. No entanto, a maioria das dioceses são muito pobres, precisam de recursos de outras dioceses e organizações para poder desenvolver a sua atividade pastoral. Sabemos como é difícil a vida de um Bispo ou de um sacerdote em muitas regiões do Brasil e da América Latina.
Quem fala da “riqueza” da Igreja é porque não a conhece bem, e não sabe a imensidão do seu trabalho e da sua missão. Afinal, que Instituição recebeu missão tão grande de Deus, de preparar a humanidade para ter acesso a salvação trazida por Jesus?
TESTEMUNHO DO PE. EUGENIO MARIA LA BARBERA - UM ENCONTRO EXTRAORDINÁRIO COM NOSSA SENHORA
Religiaocatolica.com – O Senhor pensou em deixar a vida sacerdotal !!!?Pe.Eugenio – Sim, porque sentia que não tinha mais forças para continuar.
Religiaocatolica.com – E o que foi que o fez desistir?
Pe.Eugenio – Alguns meses depois, fui convidado por um padre, nosso velho amigo de família, a participar de uma peregrinação a Medjugorje. Aceitei o convite, mesmo sem acreditar naquelas aparições.
Na noite em que chegamos haveria uma aparição, mas só os peregrinos do grupo de oração poderiam subir até o alto da montanha. Eu me senti bem feliz por não poder ir, fiquei até aliviado. Um de meus amigos me disse então que sob a cruz de Medjugorje havia uma estrela, sinal de Nossa Senhora nos convidando a fazer a via sacra. “Ele está louco”, pensei. “Como pode uma pessoa inteligente e instruída acreditar nessas coisas?” Fomos rezar a via-sacra. Estava garoando e, para minha surpresa, percebi que minha japona não estava molhada... Toquei o chão, chovia. Tocava minha japona, estava seca. Tocava os outros, estavam molhados... Fiquei ansioso, senti até medo. Além disso, daquela única estrela sob a cruz, formaram-se vários círculos de estrelas...
Religiaocatolica.com – Até que ponto o Senhor acha que Nossa Senhora realmente quis lhe mostrar o caminho?
Pe.Eugenio – O que vou contar a seguir vai lhe dar a resposta. No dia seguinte pediram-me para rezar o terço com os peregrinos, até a colina das aparições. Findo o terço, sentei-me no chão, sozinho. Veio então uma pessoa e me perguntou se eu era o Padre Eugênio, do Brasil. Tive receio, porque estava num país comunista que proibia funções religiosas fora da igreja. Respondi “Sim, sou eu. Quem é o senhor?” “Não importa quem eu sou. Nosso Senhor Jesus Cristo, por intercessão de Nossa Senhora, manda lhe dizer que o senhor não pode tirar a fé simples do povo, como fez com aquele jovem no Brasil.” Somente eu, e mais ninguém, sabia que eu havia proibido um jovem de falar sobre Medjugorje. “Já que o senhor não acredita” continuou aquela pessoa, “Nossa Senhora lhe dará um sinal pessoalmente”.
Religiaocatolica.com – Como o senhor se sentiu vivendo essa experiência?
Pe.Eugenio – Confesso que me senti morrer. Não queria outros sinais, esses já eram suficientes. Pouco antes de deixar Medjugorje, rezei novamente a via sacra e entre os peregrinos havia um rapaz que chorava convulsivamente. No final, o rapaz pediu para se confessar; depois arregaçou as mangas e mostrou-me que era drogado. Em seguida pegou a ampola com que se drogava e quebrou-a nas pedras. Disse-me então: “Padre, eu fui curado. E eu sou aquele sinal que Maria lhe prometeu”. Voltei ao Brasil, assumi a paróquia da Sagrada Família e daí para a frente tudo o que fiz já havia sido dito por Nossa Senhora. Todos os anos, no mês de janeiro, ia a Medjugorje. Até que uma vez Nossa Senhora mandou-me dizer- por meio de uma das videntes – que eu devia rezar, mas rezar muito, e que devia fundar uma comunidade nova, composta de casais, leigos, religiosos, religiosas, uma igreja completa, dirigida por Ela. E disse mais: o dinheiro inicial seria o da minha herança, porque não era um dinheiro meu, mas de Deus, e o resto seria providenciado por Ela. Para mim foi um choque, porque ninguém sabia de minha herança!
Religiaocatolica.com – O desafio estava lançado. Como o senhor o realizou?
Pe.Eugenio – Eu fui falar com meu bispo, D.Fernando Figueiredo, o qual me disse para rezarmos. Até que um dia algumas pessoas da comunidade vieram me visitar para dizer que queriam fazer algo de novo na Igreja ... Falei-lhes, imprudentemente, do pedido de Nossa Senhora e...
Religiaocatolica.com – E daí eles ficaram empolgados?
Pe.Eugenio – Eles, muito empolgados. Eu, nada empolgado. Era o dia 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora. No ano seguinte fui a Medjurogje e à Itália, dar assistência a minha madrinha que estava doente, quando me telefonaram da Cúria de Santo Amaro. Era o dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, e o bispo havia assinado o decreto que reconhecia a nova fraternidade dentro da Igreja. Voltei ao Brasil, foram chegando jovens com vocação, moças da comunidade, casais. Alugamos uma casa, compramos um terreno e a coisa foi crescendo. Nossa Senhora pediu-me então para construir um abrigo para meninos de rua. A obra foi orçada em trezentos mil dólares! Então, um dia, chegou uma pessoa dizendo que providenciaria o dinheiro, que podia começar a construção. Em janeiro próximo, a obra deverá estar pronta. Nós vivemos da Providência. No fim deste ano farão os votos o primeiro irmão e a primeira irmã de nossa fraternidade que, aliás, já foi reconhecida como uma associação pública de direito diocesano.
Religiaocatolica.com – Quer dizer que Maria é apressadinha, não é?
Pe.Eugenio – É isso mesmo, até parece que nós estamos correndo atrás dela. Já colocamos a primeira pedra do mosteiro, sempre confiando na Providência Divina. Posso lhe dizer que já não temos espaço para tantas vocações. A obra está caminhando e nós procuramos ouvir a palavra do Senhor. Como naquele dia em que me propus a obedecer ao Senhor, deixando que Ele dirigisse a minha vida. Nós fazemos também um 4o voto, que é o da humildade.
Religiaocatolica.com – Para terminar, por quê Eugenio Maria e não mais Eugenio?
Pe.Eugenio – Porque na minha consagração monástica acrescentei Maria ao meu nome. Eu sou um católico de direito ambrosiamo, todos os que nascem em Milão são batizados no direito ambrosiano, são consagrados a Maria. Era algo que já era meu, mas que ninguém sabia.
Religiaocatolica.com – Muito lindo. Seu testemunho é de fato emocionante, obrigada.
FONTE: http://www.religiaocatolica.com.br/canais/entrevista_pe_eugenio.asp
O USO DO INCENSO NA LITURGIA, DA ÁGUA BENTA NA ASPERSÃO E DAS VELAS NAS CERIMÔNIAS - CRIAÇÕES DA IGREJA OU COSTUMES BÍBLICOS?
INCENSO:O queimar incenso ou a incensação exprime reverência e oração, como vem significado na Sagrada Escritura:
“Que minha oração suba até Vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para Vós, sejam como a oferenda da tarde.”(cf. Sl 140, 2)
“Adiantou-se outro anjo, e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro nas mãos. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está diante do trono.” (cf. Ap 8,3)(...)
Pode usar-se o incenso em qualquer forma de celebração da Missa:
a) durante a procissão de entrada;
b) no princípio da Missa, para incensar a cruz e o altar;
c) na procissão e proclamação do Evangelho;
d) depois de colocados o pão e o cálice sobre o altar, para incensar as ofertas, a cruz, o altar, o sacerdote e o povo;
e) à ostensão (exposição) da hóstia e do cálice, depois da consagração.
O sacerdote, ao pôr o incenso no turíbulo, benze-o com um sinal da cruz, sem dizer nada.
Antes e depois da incensação, faz-se uma inclinação profunda para a pessoa ou coisa incensada, exceto ao altar e às ofertas para o sacrifício da Missa.
Incensam-se com três ductos (impulsos horizontal) do turíbulo: o Santíssimo Sacramento, as relíquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas à veneração pública, as ofertas para o sacrifício da Missa, a cruz do altar, o Evangeliário, o círio pascal, o sacerdote e o povo.
Com dois ductos incensam-se as relíquias e imagens dos Santos expostas à veneração pública, e só no início da celebração, quando se incensa o altar.
A incensação do altar faz-se com simples "ictus" (ligeiro movimento de oscilação) do seguinte modo:
a) se o altar está separado da parede, o sacerdote incensa-o em toda a volta;
b) se o altar não está separado da parede, o sacerdote incensa-o primeiro do lado direito e depois do lado esquerdo. Se a cruz está sobre o altar ou junto dele, é incensada antes da incensação do altar; aliás, é incensada quando o sacerdote passa diante dela.
O sacerdote incensa as ofertas com três ductos do turíbulo, antes de incensar a cruz e o altar, ou fazendo, com o turíbulo, o sinal da cruz sobre elas.
FONTE:
A ÁGUA BENTA é Bíblica, ao contrário dos que caluniam algumas igrejinhas desinformadas. A função purificadora da água é marcante, na Bíblia ela aparece em vários acontecimentos, na vida das pessoas. E até como poder de Deus na cura de várias enfermidades (Jo 9,7).
A água lembra o próprio Cristo, que é a água viva (Jo 4,10). Confira outros textos bíblicos que fundamentam o uso deste sacramental: (Nm 5,17-18; 8, 5-7; 19,18; Ez 36,25).
Para que serve a água benta?
Há várias formas de usá-la. A mais comum é persignar-se com ela. Outra é aspergi-la sobre si mesmo, sobre outras pessoas, lugares ou objetos. Qualquer leigo ou leiga pode fazer isto. Naturalmente, quando feito por um sacerdote tem mais peso.
Seu efeito mais importante é afastar o demônio. Este "ronda em torno de nós como o leão que ruge", procurando fazer- nos toda espécie de mal, como nos adverte São Pedro (I Ped 5,8). Os espíritos malignos, cujas misteriosas e sinistras operações afetam às vezes até as atividades físicas do homem, querem, antes de tudo, induzir-nos ao pecado grave, que conduz ao inferno. Para isto empregam todos os recursos. Às vezes, por exemplo, provocam em nós um sem número de incômodos físicos ou psicológicos.
Outras vezes provocam pequenos incidentes, em nosso dia-a-dia, criam atrapalhações que parecem ter causas meramente naturais.
Por exemplo, na hora de cumprir um dever, a pessoa sente um inexplicável mal-estar, um inesperado desânimo, uma estranha dor de cabeça... Em certas oportunidades, sem qualquer motivo, o marido fica repentinamente irritado contra a esposa, ou vice-versa, daí surge uma discussão e se quebra a paz do lar. Ou, então, o pai ou a mãe deixa-se levar por um movimento de impaciência e repreende duramente o filho, em vez de admoestá-lo com doçura. O filho se revolta, sai de casa. Está criado um problema! Tudo isso pode ser evitado afugentando o demônio com um simples sinal-dacruz, feito com água benta. Quando você sentir uma irritação estranha, faça essa experiência, e preste atenção no efeito salutar que produz! Logo lhe voltará a serenidade.
Além do mais, a água benta é um sacramental que nos alcança o perdão dos pecados veniais, pode livrar-nos de acidentes (trânsito, assaltos, quedas), e ajuda até a curar doenças. O conhecido livro "Tesouro de Exemplos" conta que uma criança gravemente enferma ficou imediatamente curada ao receber a bênção de São João Crisóstomo com água benta.
A água benta, como todo sacramental, leva-nos a invocar, nas diversas circunstâncias do dia, o socorro do Divino Espírito Santo, para o bem de nossa alma e de nosso corpo.
Outro benefício muito interessante e pouco conhecido: ela pode ser usada eficazmente em proveito de pessoas que se acham distantes de nós. E mais, cada vez que a utilizamos para fazer o sinal da- cruz, na intenção das almas do purgatório, elas são aliviadas dos seus sofrimentos.
De onde vem esse poder maravilhoso?
Vem do fato de ser ela um sacramental instituído pela Santa Igreja Católica (ver box ao lado). O sacerdote benze a água, enquanto ministro de Deus, em nome da Igreja e na qualidade de representante dela, cujas orações nosso Divino Salvador sempre atende com benevolência.
É importante lembrar que para ser verdadeiramente água benta, ela precisa ser benzida pelo sacerdote segundo o cerimonial prescrito pela Igreja, no "Ritual de Bênçãos" e no próprio "Missal Romano", ambos publicados pela CNBB.
São belas e altamente significativas as orações para a bênção da água. Por exemplo, esta: Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, abençoai esta água que vamos usar confiantes para implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a proteção da vossa graça contra toda doença e cilada do inimigo.
Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação para que possamos nos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo perigo do corpo e da alma. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Portanto, não se esqueça!
É muito conveniente ter sempre consigo água benta para usar em qualquer circunstância. Por exemplo, benzer-se com ela ao sair e ao entrar na igreja, em casa ou no local de trabalho; ao iniciar uma oração, um serviço, uma viagem. Para afastar do lar a influência maléfica dos demônios, é muito aconselhável aspergir na casa algumas gotas de vez em quando. Isto pode ser feito por qualquer pessoa da família. É claro que pedir a um Padre para benzer a casa é muito melhor! Portanto, a água benta é sempre benfazeja e eficaz
Sacramentais, o que são?
Os sacramentais são sinais sagrados instituídos pela Igreja para proporcionar aos fiéis benefícios principalmente espirituais, mas também temporais, obtidos pela impetração da própria Igreja.
São sacramentais, por exemplo: bênçãos de pessoas, de famílias, de casas e de objetos (água, velas, medalhas, imagens, sinos, etc.).
Embora os sacramentais tenham analogias com os sacramentos, são essencialmente diferentes em dois pontos principais:
1º - Os sacramentos foram instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, e são apenas sete.
Já os sacramentais são instituídos pela Igreja, a qual pode aumentar seu número o quanto julgar conveniente para o bem das almas.
2º - Os sacramentos têm o poder de produzir a graça santificante pelo próprio fato de serem administrados validamente.
Os sacramentais conferem apenas uma graça auxiliar, pelo poder das preces da Igreja e dependendo das boas disposições de quem os recebe. Um efeito muito importante dos sacramentais é o de preparar a alma para receber a graça divina e ajudá-la a cooperar com ela.
FONTE: http://www.arautos.org.br/view/show/67-o-maravilhoso-poder-da-agua-benta
E AS VELAS?
E finalmente as velas! Elas estão sim na Bíblia, desde o princípio: “(...) e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos” (Zac 4,2), (conforme Bíblia João Ferreira). Cristo aparece entre castiçais (Ap 1, 13; 2, 1). Confira mais em: (Nm 8,2-4; Ex 39,37; Lv 24,1-4; Ex 35,8).
“Lâmpadas” na Bíblia, quer dizer “velas”, pois Thomas Édson, é claro, ainda não havia inventado a lâmpada elétrica.
Portanto, caro irmão/ã internauta, tenhamos a certeza de que todos os elementos doutrinários da Igreja Católica estão fundamentados na Sagrada Escritura ou na Sagrada Tradição.
igrejinhas DE GARAGEM!!
Conta uma história antiga, diversas vezes contada por muitos autores, que certa vez Napoleão Bonaparte respondeu a um de seus soldados, que lhe sugeriu criar uma religião: “Meu filho, para alguém fundar uma religião é preciso duas coisas: primeiro, morrer numa cruz; segundo, ressuscitar. A primeira eu não quero; a segunda eu não posso”. Não sei se você, caro amigo internauta, já percebeu o aumento repentino de pequenas igrejinhas que costumo chamar de “igrejas de garagem”, proliferando-se nos mais diferentes recantos dos centros urbanos, num passe de mágica. Talvez você só perceba que se trata, realmente, de uma “igreja-templo”, depois de olhar com mais atenção. São muitos os pretensos “iluminados”, que com orgulho exacerbado se arrogam o divino direito de fundar uma igreja, ou nova religião. Parece até brincadeira!(...) Sem muito preparo e conhecimento na doutrina sagrada de Nosso Jesus Cristo, “armados” apenas de um amontoado de versículos e trechos da Sagrada Escritura, decorados e não contextualizados, num fundamentalismo inigualável, bradam euforicamente améns e aleluias, ferindo até mesmo, num sentido metafórico, os ouvidos do Altíssimo, que se tivesse audição, estaria surdo com tantos gritos. Soberba e charlatanismo! Penso que o nosso Deus revela-se muito mais na mansidão e no silêncio do que na algazarra desmedida.
As velhas acusações contra a Santa Igreja Católica mais parecem um disco arranhado na boca desses falsos profetas. Não saber diferenciar IMAGEM de ÍDOLO, desrespeitar a Mãe do Salvador, negar a EUCARISTIA tão expressamente clara nas palavras de Jesus, é simplesmente CEGUEIRA bíblica, para não dizer ignorância escancarada. Sem mencionar alguns casos bem piores, daqueles que transformam a fé numa mercadoria altamente rentável, num produto de prateleira de supermercado. Existem mesmo os que vêem a ação do demônio em tudo e nunca se reportam as causas naturais. Pequenas igrejas - Grandes Negócios! Teologia da Prosperidade!!
Como dói ver milhões e milhões de enganados, abdicando a luz para viver as trevas do erro! Jesus já nos tinha avisado desde o início, no Sermão da Montanha:
“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7, 15).
Nenhuma “igrejinha de garagem” consegue, nem de longe, se assemelhar à única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo, com seus dois milênios de história, edificada sobre o alicerce dos apóstolos, tendo como representante de Jesus Cristo, o “Pedro” número 265, que se chama Bento XVI.
Infelizmente, a verdadeira Igreja de Jesus traz em sua face as rugas de nossos pecados, mas será sempre sustentada pela Graça de Deus. Assistiremos e participaremos de sua edificação e de sua expansão no mundo inteiro, pois as portas do inferno jamais prevalecerão sobre ela.
CÉSAR AUGUSTO ROCHA
REFLEXÃO DO EVANGELHO DOMINICAL - A FESTA DA ASCENSÃO DO SENHOR - ANO B
"IDE PELO MUNDO INTEIRO E ANUNCIAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA".A subida gloriosa de Jesus na Ascensão não pode ser vista como uma cena carregada de emoções e de saudades nem pode ser encarada como um fato estanque, um ponto final. A Ascensão não significou nem um minuto de ausência do Senhor de junto de seus discípulos nem mesmo enquanto ia subindo ao Céu. Ele mesmo disse: "Eis que eu estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos" (Última palavra do evangelho de Mateus). O verbo está empregado no presente ("estou"). O que aconteceu foi que, a partir da falta da presença física de Jesus, este transferiu aos seus discípulos seus movimentos presenciais. Estes passaram a ser instrumentos de Cristo na terra. Seus pés passaram a substituir os pés empoeirados d'Ele pelas encostas dos montes da Palestina, pelas praias do Mar da Galiléia(...) A boca deles passou a ser a boca de Jesus espalhando a semente da Palavra. Os braços passaram a ser prolongamentos dos braços de Cristo abençoando, gesticulando na ânsia incontida da pregação. É o que São Paulo diz: "Ora, vós sois o corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte." (I Cor 12, 27). Mesmo, eles tinham uma tarefa muito grande e não podiam esperar: fazer que todos os povos se tornassem discípulos dele. Entre esses povos estão os das Américas, descobertos depois. Então, nós, os discípulos de hoje, estamos também engajados nessa tarefa do Reino de Deus, pois os discípulos daquele momento não sobreviveram para evangelizar os povos das Américas. Então, nós também estamos engajados nessa missão.
"EXPULSARÃO OS DEMÔNIOS EM MEU NOME, FALARÃO NOVAS LÍNGUAS"
Precisamos ter alguns esclarecimentos para compreendermos a frequência da invasão demoníaca no meio do povo, nos tempos de Cristo. Nós sabemos que os escritores sagrados falam a linguagem humana dos seus tempos, com as limitações científicas da época. Ora, os fenômenos epiléticos, em que o doente entra em transe, cai por terra onde ele estiver, tem alucinações sensoriais, entra em convulsões, já existiam naquele tempo. Se tais fenômenos, explicados naturalmente pela Ciência, são ainda hoje mal interpretados pelas pessoas iletradas e crédulas, o que não diriam os judeus dos tempos de Cristo? Nós sabemos que a Epilepsia, na antiguidade, era chamada a Doença dos Deuses e, no tempo de Cristo, era chamada "O Mal Sagrado".
Também os judeus do tempo de Cristo não podiam ter como naturais os distúrbios nervosos em que a vítima dá gritos lancinantes, reviram os olhos, mudam o tom de voz como se alguém falasse por elas. Tais manifestações eram tidas como "possessões demoníacas". Claro que não podemos negar a existência do Demônio e o assédio que ele nos faz a todo momento, nem tão pouco negamos a possibilidade de existir a possessão demoníaca, como nos ensina a santa Igreja. Só que ele tem maneiras mais potentes e eficazes de nos tentar. Ele explora os nossos pontos fracos: a concupicência, a ganância pelo dinheiro, a sede do poder. São as armas do demônio.
"FALARÃO NOVAS LÍNGUAS..."
É preciso termos explicações para compreendermos a passagem acima e o que ocorreu no "Milagre de Pentecostes" em que "todos começaram a falar em outras línguas". "Línguas novas não necessariamente significam novos idiomas." diz o biblista Frei Clarêncio Neotti ("Ministério da Palavra - Ano B - Pág. 138"). Então, não podemos afirmar, por exemplo, que Pedro tivesse elevado a sua voz em Aramaico e os gregos presentes o tivessem ouvido em grego, os egípcios na língua egípcia e assim por diante. Aqui, devemos interpretar que todas as pessoas, no momento de Pentecostes, apesar das diversidades de origem, costumes e religião, entenderam o conteúdo da mensagem evangélica inspirado pelo Espírito Santo. Baixando aos tempos atuais, há quem explora o carisma do "falar em línguas" de maneira artificiosa e desnecessária. Já ouvimos, nas novenas em família, certo balbuciar ininteligível de algumas pessoas, misturado à reza popular. São Paulo, no capítulo 14 da 1ª Carta aos Coríntios, diz sobre o que "fala em línguas": "Ninguém o entende, pois ele, em espírito, anuncia coisas misteriosas...Supondo, agora, irmãos, que eu vá ter convosco falando em línguas; como vos serei útil, se a minha palavra não vos levar nem revelação, nem ciência, nem profecia, nem ensinamentos?"
REFLEXÕES SOBRE O EVANGELHO:
Estamos conscientes da parcela que nos cabe na pregação do Reino de Deus e que esse envio não nos foi dado aleatoriamente, mas no sacramento do Batismo, que recebemos?
Francisco Valmir Rocha
A PRESENÇA REAL - A IGREJA DE JESUS É A QUE PROFESSA A FÉ NA EUCARISTIA
Uma das maiores divisões entre católicos e protestantes dá-se a respeito da Eucaristia. Como entendemos o que Jesus fez na Última Ceia? Qual foi sua intenção? Presenteou a Igreja com um simples memorial de sua Paixão e Morte, dando-lhe o pão e o vinho como símbolos do Mistério Pascal? Deu Ele realmente seu Corpo e Sangue aos discípulos reunidos em torno da mesa do Cenáculo? Hoje em dia Ele dá seu Corpo e Sangue aos fiéis reunidos em torno do altar?Desde os tempos apostólicos, todos os seguidores de Jesus acreditaram na Presença Real de Jesus na Eucaristia. Isto foi assim até o nascimento do protestantismo no século XVI!(...)
A fé na Presença Real ao longo da história da Igreja
Antes do tempo de Lutero, porém, houve algumas poucas vozes dissidentes que negaram a fé da Igreja na Presença Real. Logo nos primórdios, Santo Inácio de Antioquia (110 d.C.) nos conta que os gnósticos se recusavam a acreditar na Presença Real. Ele diz: "Eles se abstêm da Eucaristia e da oração, porque não professam a doutrina de que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que sofreu por nossos pecados e que o Pai, em sua bondade, ressuscitou" (Carta aos fiéis de Esmirna 6,2-7,1). Pelo menos eles tinham a honestidade de não se aproximar da Eucaristia, porque não aceitavam o que a Igreja ensinava.
Quando os antigos Padres da Igreja analisavam o que está escrito em 1Cor 10, 16-17; Jo 6, 32-71, bem como os relatos da Última Ceia (Mt 26, 26- 28; Mc 14, 22-23; Lc 22, 19-20; e 1Cor 11, 23-25), eles interpretavam estas passagens literalmente. J. Kelly, o renomado historiador protestante da Igreja primitiva, suscintamente resume o ensinamento deles sobre a Presença Real, escrevendo: "[Sua] Doutrina eucarística - e isto é preciso entender desde o início - era em geral inquestionavelmente realista, isto é, o pão e o vinho consagrados eram tomados, tratados e designados como sendo o Corpo e o Sangue do Salvador" (Early Christian Doctrines, 440).
O primeiro cristão de alguma importância a negar a Presença Real foi Berengário de Tours. E ele viveu no século XI! Esse jovem sacerdote tinha a seu cargo uma escola de Teologia, em Tours, a qual era frequentada por muitos estudantes ilustres que mais tarde se tornaram bispos e arcebispos. Berengário recusava a crença de que Jesus está real e verdadeiramente presente na Eucaristia sob as aparências de pão e vinho. Ele chamava essa crença de "opinião da ralé" e ensinava que a Eucaristia é simplesmente um símbolo da presença de Cristo entre nós.
A doutrina de Berengário acabou ajudando a Igreja. Em resposta à rejeição de um elemento essencial do depósito da fé, a Igreja começou a pregar mais amplamente sobre a Presença Real. É interessante notar que, no decorrer do debate de sua doutrina entre teólogos e bispos, Berengário retratou-se pelo menos cinco vezes daquilo que dissera. Finalmente, no IV Concílio de Latrão, em 1215, a Igreja formalmente definiu que "por divino poder, o pão e o vinho são transubstanciados no Corpo e Sangue" (Cânon I) A doutrina da Presença Real é muito simples, embora profunda: a Eucaristia é o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo sob as aparências de pão e vinho. Isso significa que não é mais pão e vinho, aos olhos da fé. É o Corpo e Sangue de Cristo.
Que grande desserviço se presta à fé da Igreja quando alguém, na hora da Comunhão, diz que o vinho será distribuído de tal e tal maneira, ou que o pão será repartido de um certo modo. Por que não chamar a Sagrada Comunhão pelo que ela é: o Corpo de Cristo e o Sangue de Cristo?
No quarto Evangelho é notável a ausência da narrativa da instituição da Eucaristia na Última Ceia. Mas João é profundamente eucarístico em seu Evangelho. No dia posterior ao milagre da multiplicação dos pães e peixes por Jesus, João fala da pregação de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. Jesus declara abertamente que Ele tinha vindo para nos dar sua carne e seu sangue como verdadeira comida e verdadeira bebida (cf. Jo 6, 26-58). Para muitos, essa doutrina era estranha e difícil de aceitar. Muitos que O haviam seguido até então reclamaram: "Como é dura essa linguagem! Quem pode aceitá-la?" (Jo 6, 60). Alguns de seus discípulos deixaram de segui-Lo por causa desse ensinamento sobre a Eucaristia. Jesus deixou-os ir.
"Então, como agora, a Eucaristia permanece ‘sinal de contradição' e não pode deixar de sê-lo, porque um Deus que Se faz carne e Se sacrifica a Si mesmo pela vida do mundo põe em dificuldade a sabedoria dos homens" (Bento XVI, Homilia em São João de Latrão, 7/6/07). O verdadeiro seguimento de Jesus inclui a aceitação do sagrado dom da Eucaristia. E uma autêntica fé na Eucaristia como Presença Real abre o caminho para entendermos todas as dimensões desse mistério e o caráter sagrado de toda a nossa vida.
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